Kuolema

2 A perdida, o escapista.


Notas iniciais
Bem, aqui é onde realmente começa a história dos nossos queridinhos Tsuki e Phyro. Só quero que saibam que, se há algo confuso, isso irá se explicar ao longo da história.

10:00h am, Península do Lupites Sidera –Kuolema.

Eles moravam em uma vila simples e com costumes antigos. Lá, os vizinhos eram como parentes. Não havia muitos moradores, apenas três famílias continuaram a morar na vila depois que uma onda se sequestros relâmpago aconteceram. Uma dessas é a família Sinclair.

Tsuki Sinclair, uma criança de 12 anos que tinha cabelos pretos como a noite e olhos que ás vezes pareciam brilhar em cores diferentes, em laranja o direito e roxo o esquerdo, acordou e da janela avistou seu pai e sua mãe, Tuomas e Kalwa, que estavam na amoreira colhendo os frutos.

Ele era identico ao pai. Somente a questão da sua heterocromia o fazia ser diferente. Kalwa tinha longos cabelos loiros, quase brancos e seus olhos refletiam tudo o que via. Eram como espelhos; cor de prata, coisa que sua irmã gêmea herdou.

Tsuki levantou e percebeu que Phyro, sua irmã gêmea, não estava mais na cama. Ele andou até a cozinha e pegou uma maçã, e enquanto comia a fruta, viu que na porta do quarto de sua irmã mais velha, Hanna — que tinha 16 anos — havia rabiscos e das gretas da porta saiam luzes avermelhadas. Tsuki, muito curioso como sempre, chegou mais perto para saber o que estava acontecendo. Então ouviu uma voz macabra que vinha de dentro do quarto, e esta repetia "Nisi mors mihi! Nisi mors mihi!"

Tsuki ficou tão concentrado em entender o que aquilo significava que quando seu pai abriu a porta, ele se assustou e percebeu que os rabiscos tinham sumido e a luz dentro do quarto estava normal.

– Filho, bom dia. Suas irmãs já acordaram? – Perguntou Tuomas com sua linda voz em tom harmônico.

– Não sei, pai. A Phyro não está mais na cama e a Hanna deve estar dormindo ainda. – Respondeu Tsuki com uma pontada de aflição em suas palavras.

Mais tarde Hanna abriu a porta do quarto e logo deu de cara com Kalwa.

– Bom dia, mãe.

– Bom dia, Hanna. Você sabe onde está a Phyro? – Perguntou Kalwa, apreensiva por não encontrar sua filha.

– Não. Ela não está no quarto com o Tsuki?- Hanna perguntou, confusa.

–Não, ela acordou mais cedo do que ele e sumiu! Vamos, se arrume, estamos saindo para procura-la. – Disse Kalwa apressando Hanna e Tuomas.

– Tsuki, você irá ficar no porão, não abra a porta para ninguém e se não voltarmos até o pôr do Sol siga a linha vermelha deste mapa. – Disse Tuomas entregando um pergaminho enrolado em um cordão com um pingente de uma coruja. – Eles irão te ajudar.

..............

As horas passaram, Tsuki observava da janelinha do porão... E ninguém aparecera. O sol encostou nas colinas ao horizonte. Tsuki abriu o pergaminho e lá havia um mapa do continente — Kuolema — E, entre linhas de diversas cores, estavam os limites das vilas. Havia uma linha vermelha, que ligava uma certa vila mais ao norte até sua casa. Tsuki abriu o pergaminho por completo e percebeu que uma parte do continente havia sido retirada do mapa, como se alguém tivesse queimado. Começou a ler e entender o mapa. Ele mostrava as capitais das cidade-estado com uma coroa de louros dourada e seus respectivos nomes.

Seu pai já havia lhe dito que os territórios levam o nome das capitais, já que elas possuem-os. Mas que a parte mais importante é a capital. Continuou interpretando o mapa, procurando um jeito de sair dali.

Crepúsculo.

Tsuki subiu as escadas e pegou uma mochila. Foi até a cozinha, pegou pão, leite e geléia e colocou na mochila. Shamira, sua gata, foi atrás dele. Saiu de casa e observou a amoreira que havia na frente da sua janela. Virou o rosto e saiu caminhando com Shamira nos braços.

Uma lágrima.

A noite caia e com ela vinha o frio. Tsuki parou em uma roda de pedras abaixo de algumas árvores, montando acampamento ali. Procurou alguns galhos e fez uma fogueira pequena, para não chamar atenção. Abriu o mapa e, novamente, veio a estuda-lo. A linha vermelha não levava a lugar algum, seu ponto final era o topo de uma cadeia de montanhas nas terras dos Sylvanoth. Não, ele realmente não queria adentrar esse território.

Fechou o mapa e pôs-se a analisar as estrelas. Estava seguindo para o norte. Estava indo em direção dos Velika. Água. Pensou Tsuki. Pode ser uma boa saida.

Pegou um pão na mochila e o comeu, e assim que o fez, apagou a fogueira e descansou um pouco. Porém, sempre alerta a qualquer sinal de perigo.

......................

Na manhã do outro dia, Tsuki acordava com Shamira mordendo sua orelha.

–Aahh, ainda é muito cedo, Shami. Deixa eu dormir mais um pouco.. -Sua voz ficou mais fraca e ele apagou.

Logo acordou, novamente, com mordidas mais fortes.

–Ai! Sua gata voraz! Isso dói. -Ele abre os olhos e se senta, bocejando. Então, olha para o céu, supondo ser umas 08:00 da manhã.

Pôs Shamira no seu ombro esquerdo, pegou a mochila e saíram. Enterrou a fogueira em terra e folhas, escondendo seu rastro como sua irmã Phyro ensinou e retomou seu caminho.

Por horas os dois caminharam sem destino. Se alimentaram com algum pão que restara da noite passada e algumas maçãs que, por ventura, caíram na cabeça de Tsuki enquanto andavam.

O Sol estava no topo. O calor desfavorecia sua viagem.

– Nossa sorte é que andamos em sombra, pelo menos. — Tsuki comentou e Shamira miou, como se concordasse.

Saltava pedras. Caía em buracos. Tropeçava em raizes. E, por pura sorte, um bando de pássaros o atacou quando ele tentou subir em uma árvore.

Mais algumas horas se passaram e ele estava exausto. Precisava beber água. Seu cantil estava seco. Shamira também já necessitava de suprimentos. Desacelerou o ritmo e, conforme o Sol ia abaixando, sua coragem de sobrevivência também.

Caminharam por mais alguns minutos e, como um milagre, encontraram um riacho que cortava a floresta. Shamira pulou do ombro de Tsuki e se abaixou para beber água. Tsuki, sem pensar duas vezes, fez o mesmo. Após refrescarem suas gargantas, Tsuki se despiu e pulou na água. Não era muito fundo, ele ficava de pé. Arrastou Shamira e esta, de mal grado, entrou n'água. Seu pelo branco-encardido voltou a ser branco-lunar, após o banho. Alguma coisa o assustava, sentia que havia algo que estava observando-o. No entanto, estava cansado demais para pensar em se proteger. Suas duas irmãs lhe dariam um grande sermão por esse fato. Apenas saiu de dentro d'água e caminhou para longe dali.

Finalmente a noite ia chegando. Tsuki estava tão cansado que não fez fogueira nem nada. Se deitou em uma cama improvisada e dormiu, com Shamira na sua cabeça.

Notas finais
Ps: esse garoto tem problemas mentais e pinta a gata de azul. Ps2: Não, não é o video-game. O Tio Tsuki é pessimo em editores. /cry
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.