Kunoichi de Merda!
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Minha vida é uma chatice.
Literalmente só comer, ler mangá e jogar, eventualmente uma tonelada de atividades escolares mas só. Sou uma hikikimori de carteirinha! O meu pai é cientista e mal sai da sala dele, ele fica trancado lá com uns 10 caras o dia todo, o que seria o suficiente pra fazer um comentário morbidamente indecente, se não fosse meu próprio pai é claro.
Eu estava tentando jogar mas aí eles começaram à gritar e eu não conseguia ouvir meus próprios pensamentos, imagine os do Kratos! Geralmente eu sou proibida de entrar lá mas eles estavam muito alegrinhos pro meu gosto, e Deus, eu sou curiosa pra cacete.
“Não acredito que conseguimos... finalmente a M.I.T.L.A.S está pronta! Com ela qualquer um pode viajar interdimensionalmente sem chamar atenção, ligue pro chefe imediatamente!” – meu pai dizia abraçando os colegas com um sorriso imenso
O chefe deles parecia um boss malvado de jogo, dava medo só de observar pela tela, o que fez eu me esgueirar dentro da sala e me esconder embaixo da primeira mesa que eu vi, todos estavam tão distraídos que não notaram minha presença momento algum.
“Me expliquem o funcionamento da máquina e a porcentagem de avanço do experimento” – agradeci pelo velho perguntar o que eu tava doida pra saber
“Muito bem" – um dos colegas do meu pai começou- “ a Mitlas tem a capacidade de transportar os átomos de carbono colocados dentro de suas propriedades para qualquer dimensão conhecida, inicialmente tudo o que era transportado retornava ou era destruído pois a realidade rejeitava o objeto estranho...”
“Mas isto foi consertado" – continuou meu pai – “ inserimos um conversor de matéria no qual o usuário digita manualmente seu contexto de partida dentro de tal realidade, fazendo com que ela o reconheça e insira como participante. Será basicamente como se o usuário sempre tivesse estado lá”
Resumindo: transporta coisas vivas pra qualquer lugar e tudo o que você tem que fazer é ‘fanficar' como você se encaixa lá e a máquina faz o resto... show! Me perdi um pouco na explicação enquanto estava pensando, mas peguei a última parte que o carinha à esquerda do meu pai estava falando.
“... totalmente seguro, senhor. Qualquer idiota será capaz de usar quando estiver 100% pronta, porém por enquanto estamos nesta porcentagem mencionada”
A ligação foi encerrada com um sinal positivo do velho e todos saíram contentes falando em “verbas, revolução tecnológica...” assuntos de nerd gay.
Eu não sou um deusa da tecnologia, faço muitas coisas porque faço tudo mal feito, jogar é uma das menos piores mas é porque eu morro e dá reset (do contrário, o Cleiton iria me odiar e perguntar qual é meu problema em apertar bolinha no tempo certo), mas eu achei aquilo incrível! O cara disse “qualquer idiota” e bem, eu sou idiota, ninguém vai se importar se eu der uma mexidinha rapidão pra ver como é e depois deixar como está , uma chance dessas eu não vou ter nunca mais.
Eu fui devagar até a mesa ‘chique’ deles e alcancei o conversor e estava escrito em inglês” insira local e contexto histórico.
Resolvi brincar: ‘Naruto, meu nome é Saki, meu pai é um cientista doido e eu sou a kunoichi mais forte do clã... uchiha ‘
Eu rachei o bico com a quantidade de abobrinhas que eu escrevi, quando eu não tava mais aguentando rir fui apoiar o braço numa alavanca e ela QUEBROU!
“ AI... que merda Saki! Seu pai vai te matar! Eita material vagabundo que esses caras usam” – segui a alavanca que saiu rolando até um circulo metálico no chão – “é só colocar em cima de volta que o próximo que mexer vai levar a culpa por ter quebrado”
Mas não deu nem tempo de pegar a alavanca, o circulo se fechou em um tubo ao meu redor e a máquina começou à fazer um baita barulho! O lado bom é que meu pai ia ouvir e me tirar daqui, o lado ruim é que... MEU PAI IA OUVIR e eu vou ficar de castigo o resto da vida!! Assim que ele e os outros 10 meliantes entraram com uma expressão confusa e assustada eu simplesmente sumi. Eu morri?
Enquanto isso, na sala...
“ Senhor, minha filha entrou na máquina, a imbecil usou ela pra entrar em uma realidade alternativa dos gibis que ela tem no quarto! Precisamos tirá-la de lá! Não é totalmente seguro!”
“Espere um minuto, ela... conseguiu?”
...
“Sim senhor, ela está dentro, consigo ver sua atividade pela tela da Mitlas.”
“Ótimo, então vamos mantê-la lá, o primeiro experimento humano e que se for bem sucedido pode mudar a história, vocês tem noção que podemos fazer? Podemos entrar em livros de história e mudar o holocausto, banir criminosos para desenhos... o mundo vai ser ideal!” – O velho disse com umas expressão assustadora nos olhos
“E o que vamos fazer até lá, Senhor?”
“Vamos assistir anime, espero que sua filha nos dê um bom show!” – velho sorriu
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