Kumo
1 01 - Único.
Notas iniciais
— Ah! — Momoi gritou.
Aomine, que acordou assustado por culpa do grito da amiga, caiu do sofá. Sentou-se, tentando recuperar os sentidos, e quando o fez olhou feio para a melhor amiga.
— Que diabos, Satsuki?! Quer me matar?
A garota nem deu atenção, continuou gritando de olhos fechados e dando pulos em cima do sofá enquanto apontava para a parede. Seu rosto parecia de alguém que havia visto um espírito.
— Mata aquela coisa, Dai-chan! Mata!
Ele olhou para a parede, procurando a tal “coisa” que sua amiga havia mencionado, mas nada encontrou.
— Matar o quê? Não tem nada ali?
Na mesma hora, Momoi abriu os olhos, arregalando-os tanto, que o amigo achou que eles fossem saltar para fora. Ela gritou mais ainda, e ele teve certeza de que teria sérios problemas com seus vizinhos mais tarde.
Caminhou até o sofá onde ela se encontrava e segurou-a pelos ombros, fazendo com que ela parasse de pular.
— Para de fiasco! — Esbravejou, e ela parou no mesmo instante de berrar. — Quer me contar o que aconteceu?
— Era gigante! E preta! E peluda, também! Era horrível! — choramingou. — Achei que fosse me matar. E agora eu tenho certeza, só está esperando que nós baixemos a nossa guarda para pular em nós e dar seu golpe fatal. Temos que sair daqui!
Daiki olhou-a como se fosse louca – o que, de fato, não está muito longe de ser. Suspirou irritado e trincou os dentes, tentando não matar sua melhor amiga.
— Do que você está falando?
— Da aranha gigante que estava na parede.
O sangue de Aomine esquentou rapidamente. Ela havia feito todo aquele maldito fiasco por causa de uma aranha?
— Porra, Satsuki! Não acredito que você fez todo esse fiasco por culpa de uma aranha! — começou o sermão, não sentindo patinhas peludas escalarem seu braço.
Bem, ele pode não ter notado, mas Momoi com toda certeza notou. E berrou. Muito, muito alto mesmo.
— Tá’ no seu ombro! Ah!
Aomine sentiu um pequeno peso em seu ombro e virou, lentamente, a cabeça. Quando viu aquele bicho feio e asqueroso em cima dele não conseguiu conter os ânimos: gritou igual – se não mais alto – a Momoi, e se debateu tanto que perdeu o equilíbrio e caiu feito uma fruta madura no chão.
Silêncio.
Procurou pela aranha em seu corpo, mas ela já não estava mais lá. Então, fez o que todo homem faz nesses momentos: seguiu o conselho da garota e pegou-a pelo pulso, arrastando-a para fora do apartamento.
— Dane-se essa aranha maldita — falou baixo, mas sua voz parecia meio assustada.
— Você ficou com medo também, Dai-chan?
Olhou ofendido para a melhor amiga e negou firmemente com a cabeça.
— Claro que não, enlouqueceu?
— Então por que está me puxando para fora do apartamento?
Ele pensou e logo respondeu, não querendo dar o braço a torcer:
— Nós estamos saindo em um encontro.
Momoi não respondeu nada, apenas deixou Aomine guia-la para algum lugar qualquer.
E eles não sabem, mas, futuramente, irão agradecer muito por aquela aranha ter aparecido.
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