Notas iniciais
Opa, voltei galera! Se eu demorar a postar, não pensem que desisti da fic :/ kkk Andei com alguns problemas no meu pc, e a minha falta de tempo foram os motivos da demora. Espero que gostem desse capitulo e um super abraço a todo(a)s! Dedico ao amor da minha vida, que tanto me traz inspiração para escrever e para viver ♥

Red abriu os olhos e viu-se diante de uma forte holofote de luz. Sentado em uma cadeira e em um ambiente medonhamente escuro, o homem era iluminado apenas por uma luz que mantinha-se em ponto fixo. Ali, diante dele, uma mulher despida e caída sobre o chão, com as mãos presas por correntes fixas ao teto. Ele se levantou, com uma angústia que começava a tomar-lhe cada centímetro de seu corpo. Ajoelhou-se diante da mulher e temeu que pudesse ser Elizabeth. Nas costas do corpo feminino, havia uma ferida em carne viva. Ele esticou as mãos e tentou tocá-la, mas foi surpreendido pela voz da própria mulher.

— Não me toque...

Red reconheceu a voz.

— Lizzie...

— A culpa disso tudo é sua Raymond!

Naquele momento, a mulher se ergueu, mas algo o impediu de ver seu rosto. Nesse momento, a luz mudou de direção e ofuscou sua visão.

...

Com o suor escorrendo pelo seu rosto, Reddington acordou ofegante pelo sonho que acabara de ter. Ele ainda estava sentado, diante de Alice, que permanecia desacordada. O cansaço havia tomado-lhe o corpo e ele acabara adormecendo. Suas mãos tremiam muito e ele respirou fundo tentando retomar a calma. Sua filha estava ali, desacordada. Enquanto a Lizzie, ele não fazia ideia para onde ela pudesse estar. E pior, o que estava passando nas mãos de Kraus.

— Reddington!

Uma voz chamou na entrada da divisão hospitalar. Ao olhar, Red viu Harold Cooper parado e visivelmente preocupado. Red respirou fundo e virou o olhar para Alice.

— Como a garota está? Questionou o diretor

— Está bem... Sussurrou Red.

Cooper se aproximou a passos calmos, como se medisse o que falaria a seguir.

— Reddi...

— O que você faz aqui Cooper?

Harold manteve-se firme.

— Tomamos conhecimento do ocorrido, Red. Mas Kraus sumiu sem deixar rastros e vejo que você está tão perdido quanto nós, do FBI.

Red sorriu e balançou a cabeça.

— Vocês não sabem com quem estão lhe dando.

— Por isso precisamos de você para saber como capturá-lo.

Red balançou a cabeça e levantou-se.

Naquele momento, Samar entrou na divisória falando ao telefone. Logo em seguida desligou, olhou para Red e o cumprimentou apenas com um aceno de cabeça.

— Acabei de receber uma informação de Ressler. Informou ela

— Alguma novidade? Questionou Cooper

— Sim, a equipe da SWAT conseguiu capturar Kraus.

Red franziu o cenho, incrédulo com o que acabara de ouvir.

— Certo, vamos voltar ao QG. Red, precisamos de você lá.

Red concordou e Harold saiu da divisória juntamente com a agente Navabi.

...

Minutos antes

Aproximadamente seis veículos do FBI pararam em frente a um prédio, situado no centro de Washington. Ressler desceu do veículo e deu uma olhada ao redor. O homem sabia, que haviam atiradores de elite prontos para dar cobertura a qualquer evento surpresa que viesse a acontecer.

A equipe entrou na propriedade, que se tratava de um residencial onde moravam muitas famílias. Parte dos policiais trataram de tirar as pessoas, como forma de segurança. A informação que Kraus estava ali partiu de um rastreamento de celular, um sinal misteriosamente detectado e que muito dificilmente traria algum êxito. Porém, o trabalho da Polícia naquele momento era averiguar as pistas que surgissem, por mínimas que fossem.

No quinto pavimento, no apartamento 503, os policiais arrombaram a porta. A força especializada entrou, seguidos por Ressler. Ali diante dele, um homem de terno impecável e sapatos perfeitamente engraxados, fumava um charuto. Sua pele era tão branca, assim como seus cabelos. Uma música tocava ao fundo, de um LP velho do cantor Frank Sinatra. Ressler não acreditou no que estava vendo.

— Onde está Keen? Questionou o agente puxando o homem pelo colarinho.

Kraus se manteve friamente calado, enquanto mirava Donald com seus olhos azuis diabólicos. Vendo que o criminoso não falaria, o agente o algemou e mandou que os policiais o levassem.

...

— Ressler, Kraus disse algo sobre o paradeiro de Elizabeht?

Questionou o diretor no momento que saiu do elevador.

— Absolutamente nada, senhor. Manteve-se calado o tempo inteiro.

Cooper soltou um sorriso debochado

— Igual ao Red quando se entregou? Será que teremos mais um criminoso afim de um acordo?

Minutos depois, Red entrou no QG juntamente com Dembe. De imediato, ele viu Kraus no monitor. O homem estava detido na mesma prisão onde Red esteve. Algemado e com uma cara de pouco preocupado com a sua situação atual. Os agentes perceberam a chegada de Raymond e o encararam, como se questionassem todos ao mesmo sobre "O que fazemos agora?".

— Harold, evacue esse prédio agora. Disse Red com a voz firme.

Cooper franziu o cenho sem entender o porquê de Red está dizendo aquilo.

— Como assim? Questionou Ressler.

— Eu passei anos da minha vida em busca de Kraus Rostova, e um criminoso como ele não deixaria ser pegue tão facilmente.

— Espera aí, só porque você não conseguiu, não quer dizer que o FBI não seja capaz. Zangou-se Ressler.

— E vocês não são! Retrucou Red.

— Olha aqui, Red...

— Cala a boca, Donald! Ordenou Cooper.

Ao ouvir isso, o agente calou-se e tomou distância dos dois.

— Raymond, depois do ocorrido com Anslo Garrick, a nossa segurança está dez vezes mais reforçada. Não há o que um só homem fazer contra todos nós, isso é um equívoco seu.

Red encarou Cooper.

— Não Harold, eu nunca estou equivocado.

Naquele momento, o diretor se deu conta do risco que havia colocado sua equipe.

— Simplesmente vocês foram com muita sede a fonte. O que de certa forma é compreensível.

Disse Red virando para encarar a imagem de Rostova.

— Me deixe entrar lá, agora. Esse lugar vai ser atacado e eu preciso saber de informações sobre Elizabeth.

Harold assentiu ao mesmo tempo que repassou ordens aos agentes.

— Aram informe a segurança agora sobre código 321. Evacuação e reforço de segurança agora!

Red deu as costas e já estava seguindo rumo as escadas de acesso a prisão, quando se deparou com Dembe seguindo em seu encalço.

— Não, Dembe.

— Raymond, não vou deixar você ir só.

— Será preciso.Não se preocupe...dará tudo certo.

Dembe assentiu zangado.

Red seguiu para o local onde Kraus estava. Aos poucos, a porta da prisão foi abrindo, e Kraus foi vendo o homem surgir da escuridão. Kraus o encarou e sorriu. Red manteve sua face séria. Naquele momento, em um movimento rápido e brusco, Raymond socou o rosto de Kraus e o levantou, logo em seguida o encostou fortemente no vidro da prisão.

— Onde está Elizabeth?

O homem sorriu, com os dentes cheios de sangue e Ray o jogou com força no chão.

— O que foi Red? Onde está o homem sempre calmo que você é? Onde estão suas parábolas? Suas citações de artistas famosos ou suas historias de vida? Eu o conheci um pouco menos sério.

Zombou o homem, que cuspiu sangue no chão, e se levantou para sentar de volta na cadeira.

— Você me esmurrou mesmo sabendo que eu não falaria, porque não terá mais a chance de encostar em mim de novo, não é Red? Você sabe porque eu joguei a migalha pro FBI pegar, não sabe?

Red encarou Kraus.

— Incrível como depois de tantos anos aprendendo com você, eles ainda são tão tolos.

Naquele momento, um estrondo forte ecoou sobre o prédio. A porta da prisão de repente começou a fechar, e Red apressou-se e puxou o homem para fora do local. Depois disso, Raymond o empurrou novamente no chão.

— Por que você não me deixou na caixa, Reddington? Lá dentro eu não poderia ser resgatado tão cedo, e sua vida não estaria prontamente em perigo quando meus homens chegassem.

— Porque eu sei o motivo que te fez entregar-se ao FBI.

— Muito bem, Raymond. Baixe suas armas e seu ego se quiser ver novamente a sua amada.

Disse Kraus sorrindo.

...

Lá fora, dois helicóptero sobrevoavam o QG e disparava contra o local. Homens fortemente armados entravam e se confrontavam com todos os agentes da SWAT, que tentavam evitar a invasão. A essa altura, a força tarefa permanecia acuada no prédio porque focou em avisar a todos sobre o risco, mas não poderiam deixar um preso como Kraus a deriva. Esperavam reforços que não chegaram de imediato.

— Red estamos sendo atacados. Não podemos deixar Kraus fora da prisão.

Disse Harold observando Red pelas câmeras.

— Harold, busquem refúgio. Não troque tiros com esses terroristas se não quiser perder a sua equipe!

Naquele momento, Dembe interveio.

— Raymond, precisamos sair daqui!

— Não Dembe, você precisa sair! Vocês todos.

Kraus ria enquanto ouvia aos diálogos.

— É Dembe, é melhor que você saía. É melhor que todos vocês saíam, porque os meus meninos estão sendo muito bem pagos para matar todos vocês.

Naquele momento, um blackout tomou conta de todo o prédio. Cooper vendo a seriedade da situação, ordenou que todos seguissem para o setor de armas. Afinal, se fossem para ser atacados, que tivessem pelo menos como revidar. Red respirou e pensou no que estava prestes a fazer. Ele soube desde o início que a intenção de Kraus ao se entregar, era poder ter Raymond em sua mão. Ele ainda não sabia qual seria o preço necessário para salvar Lizzie, mas sabia que estava prestes a pagar.

Não demorou muito para que homens entrassem no local e apontassem armas de fogo para Red, que viu vários lasers vermelhos mirando em seu peito. Ele colocou as mãos na cabeça, demonstrando rendição. Kraus se levantou e um dos homens correu para tirar suas algemas. Eram cerca de 10 homens — somente ali — e um deles entregou um sobretudo a Rostova, que o vestiu enquanto olhava friamente para Reddington.

— O que uma mulher não faz com a gente, não é Reddington?

Disse ele sorrindo.

Naquele momento, um dos capangas de Kraus atingiu Red com uma seringa no pescoço. O homem se contorceu de dor e caiu no chão de joelhos. A visão de Reddington foi ficando turva, à medida que sua respiração foi ficando pesada.

— Permita se entregar, Red. O efeito só dura algum tempo. Afinal, as próximas horas serão fundamentais para decidir qual curso seguirá a sua vida.