K.o.o.p.a.h
1 Capítulo 1: Epílogo
Notas iniciais
X de outubro de XXX, New Koopah Kingdom.
No saguão principal de um peculiar castelo construído acima uma grande montanha rochosa, situada entre os Reinos Cogumelo e o Reino de Fogo, próximo à costa de Sarasaland, um recém auto-denominado Rei Koopah andava pelo saguão até seu trono cujo se encontrava ao final de uma grande escadaria em forma de pirâmide que começava no meio do saguão e subia até o trono. Não havia coroa em sua cabeça, pois ele dizia que em todos esses anos, ele presenciou vários reis que acabavam morrendo e passando sua “preciosa coroa” para seu sucessor. Algo que ele jamais permitiria, pois ele tinha convicção que viveria para sempre.
Seu trono era quase que completamente feito estruturamente por pedra polida. Para mostrar a força de seu reino e de que seu trono jamais seria deposto. Que seu reino jamais derrubado.
Porém, ele não era composto somente por pedras. A ornamentação exterior era feita de madeira, prata e um tecido azul claro. Azul, pois o Rei não queria se sentar sobre o vermelho, assim como os outros reis do passado. Ele sabia que os reis do passado somente usavam o vermelho em seu trono para simbolizar o sangue de seu povo, e mostrar que ele estava acima de todos no reino.
O Rei, por acreditar ser um verdadeiro Rei, não queria pôr a si mesmo acima de seus servos, mas ao contrário, ele visava assentar-se com eles sempre que possível, compartilhando sua comida, sua casa, e seu poder.
E no escuro saguão, aonde somente havia um fraco e fino feixe de luz cujo pairava exatamente em cima do trono, que também era composto por algum tipo de planta que o rodeava.
O Rei se aproxima, embainha sua espada e a põe ao lado do trono, se assenta, inclina seu corpo em cima do braço direito do trono e com sua mão direita ele estala os dedos, e a fraca luz que pairava sobre ele se apaga. Com a mesma mão, ele faz um gesto leve e fraco para frente. Como se estivesse permitindo a alguém de se retirar de sua presença. E de fato era exatamente isso.
Dentre a escuridão do saguão, os portões do castelo, que também são os portões do saguão, pois o castelo não havia muros e se situava sobe toda a montanha, se abre lentamente, e dentre a pouca luz que vinha dos relâmpagos proporcionados pela grande tempestade que sempre rodeava a região do castelo, típico de um castelo sombrio, a silhueta de um Ser Sombrio surgia. Não havia como ver seu rosto ou seu corpo, mas somente sua forma, mesmo se apontasse uma lanterna a esse Ser, seu corpo continuaria nas sombras. Seu nome era XXX, que havia caído em batalha e acolhida pelo Rei Koopah, antigamente conhecido como XXX.
Mesmo a distância, a O Ser Sombrio se curva ao Rei, e permanece parada, esperando por ordens.
O Rei, com seus olhos quase fechados, e com uma expressão de “pouco caso” com a situação diz:
– Vá, e traga-o rápido. A hierarquia deve ser destruída o mais rápido possível, mas mesmo assim, não se atreva a machuca-lo! Esse é o meu trabalho.
E então o ser sombrio curvou-se mais uma vez e se retirou da presença do rei rapidamente junto ao vento e a chuva. Tão rápido que as portas do saguão fecharam se fortemente.
O Rei se ajeitou em seu trono, fechou as mãos cruzadas com os cotovelos apoiados nos braços do trono e soltou um leve sorriso sarcástico. Na escuridão que o lugar se encontrava, só se era possível ver o sorriso do Rei e seus olhos verdes fluorescentes e penetrantes enquanto ele dizia:
– Enfim chegou a nova era dos K.O.O.P.A.H’s. Enfim, todos os reinos saberão a verdade sobre seu herói. Enfim, eu revelarei o real poder do KOOPAH!
Não muito longe do Castelo do Rei Koopah, na área florestal do devastado Mushroom Kingdom, andava dentre as árvores quebradas e cogumelos que por uma vez chegavam a tocar o céu de tão grandes, e agora estavam a perecer e a se desfazer lentamente junto ao solo, um jovem de bigode andava aflito e desanimado. Usava uma boina vermelha com a letra “M’ estampada e ao lado dela, duas palavras: “ushroom killer”, escrito de vermelho, vestia também um uniforme velho e rasgado que parecia pertencer a alguém que por uma vez foi um grande encanador, um grande herói e um quase rei.
Sua manga direita, de seu uniforme, havia sido rasgada. Sua mão direita estava sem a luva. E ambas mãos estavam manchadas de sangue.
Seus passos eram fracos e cansados. Como se ele fosse cair a cada passo que dava.
O pobre encanador havia acabado de passar por coisas que ninguém imaginaria. Perdeu pessoas que ele mais amava. Viu coisas absurdamente terríveis...
...E fez coisas ainda piores.
Desde a morte de seu irmão, sua cunhada e sua amada, o pobre encanador que por uma vez respondia pelo nome de Mario, hoje caça, mata e devora todas as criaturas que ele julga como culpados pelas suas perdas.
Toda a devastação, a destruição, o medo e o caos que residiam naquela região, eram frutos de suas constantes batalhas sem sentido a procura de vingança mútua contra o povo daquele reino.
E o sangue que manchava suas mãos?
Nem ele sabia a quem pertencia tais manchas vermelhas em suas mãos que ele prezava por leva-las consigo, como se fosse um troféu pelas suas vitórias egoístas.
Ele matou todos!
Inocente ou não. Homem, mulher ou criança. Por todo aquele reino, todo infeliz que usava um chapéu de cogumelo, ou nascera com um casco entre as costas, era seu alvo. E ao seu ver, mereciam morrer.
Logo, as lutas se tornaram sua rotina. As mortes, seus troféus. O sofrimento, seu prazer. O sangue derramado, seu pão e vinho. As flores de fogo, seu vício.
E a solidão, sua vida.
Essa era a imagem clara de um pobre encanador que ganhou tudo que queria em um só dia, e perdeu tudo em uma só noite.
Suas jornadas de encontro a loucura e poder o tornaram o que é hoje.
Enquanto ele alimentava o seu orgulho e soberba, a guerra gerada por eles se alimentavam do encanador.
Essa é parte da história do grande herói encanador que um dia se chamou “Mario”, que não é posta nos livros de história.
E a partir de agora, toda sua jornada até esse posso de loucura iria chegar ao climax de sua história, e com isso, tudo agora iria mudar...
...para pior.
Enquanto andava em direção a divisa entre Sarasaland e a parte florestal do Mushroom Kingdom, o jovem encanador, andando com seus passos cada vez mais cansados e lerdos, se depara com o que parecia ser o ultimo cogumelo que ainda estava de pé.
Acreditando ele que agora ele poderia descansar um pouco, já que ele estava andando a cinco dias dentre a floresta, aproximou-se ele do pequeno cogumelo. ~que era até menor que o próprio encanador. Se assenta, e olha para o céu.
Com seus olhos lentamente se fechando e dando piscadas cada vez mais longas, ele olhava para o céu azul e sem nuvens, que, a cada piscada, ia lentamente se preenchendo com escuras nuvens. Ele pisca, e avista uma, depois três, sete, e quando ele estava prestes a dormir, na sua “ultima piscada”, o céu já estava tomado pelas nuvens, e o clima tropical que lá residia agora se tornou um frio incontrolável, uma chuva pesada e de pingos grossos, e um vento avassalador.
Mas nem o clima monstruoso que surgira do nada, impediu que o encanador cerrasse seus olhos enquanto se ajeitava no pequeno cogumelo.
De repente, o cogumelo se quebra . O encanador se levanta no susto da queda, já em posição de luta. Ele olha para os lados e não vê ninguém e nada além das sombras dentre as árvores caídas.
Ele se vira e recomeça sua viagem para o Reino de Fogo. Ele dá dois passos e algo o acerta pelas costas e o lança em um tronco caído entre a trilha, ele fica parado por um momento junto ao tronco, dando-lhe tempo para mastigar sua ultima pétala de flor de fogo que ele havia guardado.
Já no efeito da flor, com suas mãos, olhos e pés em chamas, o encanador se põe em posição de batalha mais uma vez e desfere uma bola de fogo na direção de onde ele imaginou que o responsável do golpe a queima roupa estivesse.
Para sua surpresa não havia ninguém ali. Ele subi no tronco, e olhou em volta já apontando sua mão direita, pronta para desferir outra bola de fogo quando ele vê algo se mexendo dentre as folhas. Ele concentra uma quantidade maior de fogo em suas mão, e salta em direção aos arbustos se preparando para desferir um golpe transversal, quando de repente, algo o atinge pela costas de novo o jogando para dentro da floresta destruída. E lá ficou por alguns segundos, esperando avistar a tal criatura que o acertara por duas vezes tão sorrateiramente.
Então ele a vê, saindo da sombra de um dos troncos caídos, um ser tão escuro quanto a própria sombra em que ele se escondia. De fato, era o XXXXXXXX, na qual o Rei Koopah havia enviado para levar o encanador até ele.
Mario, vendo a tal criatura se revelar, se enfureceu. E a criatura, antes de receber um soco tão forte que a afundou no chão, viu somente uma coluna de fogo, subindo dentre a floresta, e dela saindo uma gigante bola de fogo em sua direção, que na verdade, era somente o Encanador enfurecido, tomado pelo fogo.
O soco havia levantado bastante poeira, mas com a forte chuva ela logo se dispersou. O encanador, sem pensar duas vezes, começou a socar o chão, no lugar aonde supostamente a criatura havia sido afundada, levantando mais poeira ainda.
Ele desferiu seu violentos golpes até que todo efeito da pétala de fogo se extirpasse no solo, e quando a poeira baixou, ele pode ver que a criatura não estava mais lá.
Ele, mais uma vez fraco, se levanta e olha para traz, avistado a criatura que estava a apontar um florete para garganta do Encanador.
O encanador, vendo a situação, ri, começa a andar em direção à criatura, pressionando a ponta do florete contra seu pescoço, e diz:
–Por que está a se afastar de mim? Não quer que eu facilite a minha morte? Não foi para isso que viestes? Não fazia parte de seu objetivo vir acabar com meu sofrimento? Se for, então faça-o agora! Acabe com isso... Ou você na verdade não pode me matar?
O Ser Sombrio sequer se moveu, confirmando a suspeita do Encanador. Ele para de andar, gargalha novamente. Com sua mão direita, sem a luva, ele segura na lamina do florete e a empurra à sua garganta. O Ser, sabendo que não podia feri-lo, destrói seu florete imediatamente. E foge dentre a floresta, deixando um rastro de negro para que o encanador o seguisse até o castelo do Rei Koopah, cujo estava esperando ansiosamente pelo velho amigo encanador.
O encanador seguiu o Ser Sombrio até o cais de Sarasaland, e lá ele a perdeu de vista entre a multidão de piratas, mercadores e camponeses que andavam de um lado para o outro.
Diferente das terras de Mushroom Kingdom, Saraland era povoada por noventa e três por cento de seres humanos. Vindos de todo o canto do mundo, as pessoas tentavam cada vez mais se estabilizar nas terras recém descobertas, provavelmente com o intuito de "dominar o mundo" que eles afirmavam ser somente deles.
E essa é também uma realidade encontrada no Reino Cogumelo, pois, conforme a população humana foi se instalando nos continentes “bestiais” ~povoados em maioria pelos monstros ou criaturas. O encanador ia matando todo tipo de besta que encontrava no caminho. Fazendo assim com que a integração dos povos humanos tivessem mais facilidade. Possibilitando-os de se instalarem nas terras que eram povoadas pelos Toads, Koopas e outros seres desconhecidos.
O encanador foi invadindo sorrateiramente navio por navio que se encontrava ancorado nas docas a procura de seu inimigo, até que tiros foram disparados entre a multidão provocando tumulto, panico e uma clara distração.
Minutos antes, encanador se encontrava nos aposentos de um tal de Capitão Cruiser ~seu nome estava escrito na lateral do navio. Nos aposentos do Capitão haviam uma espécie de cela escura, selada com barras de ferro.
Antes dos disparos, o encanador tentou forçar as barras para ver o que se encontrava na varanda, e sem ter sucesso, procurou por algo no quarto que pudesse usar para força-las. Ele avista alguns baús espalhados pelo quarto e abre um por um até encontrar algo útil. No primeiro, ele encontra duas pistolas, pólvora, e algumas balas, além de um uniforme que ele acreditava ser de algum almirante da marinha mercante inglesa a serviços do rei. Ele rapidamente se veste e vai a procura de outras coisas. Ele aproveita e come a comida e bebe a bebida feita especialmente para o capitão que se encontrava em cima da cama do próprio.
“Era uma bonita cama” disse o encanador. E em cima dela, preso a parede, havia uma placa dizendo:
“Leito do Mar
Aposentos do Capitão
Espelhos do Baú
Barras da Oração
&
Barriga D’água”
Ele acha mais dois baús com alguns mapas, diários de bordo e um baú cheio até a borda com moedas de ouro, jóias e diamantes.
Ele abre o ultimo baú, porém ele está vazio. O encanador joga o baú na parede e um fundo falso é revelado no baú. Dentro do fundo falso ele acha uma carta que dizia: “O maior tesouro dessa terra, estava abaixo de meu leito o tempo todo, mas eu, assim como você, que sequer entendemos a placa em cima da cama, como poderíamos achar o tal tesouro?”
Abaixo da mensagem principal da carta, haviam vários nomes de possíveis capitães daquele navio que não encontraram o tesouro.
–É mais do que seu destino, caros capitães. Por serem tão burros não encontraram o tesouro.
Mas esse não era o destino de Mario, o encanador vingativo, agora vestido de pirata.
O encanador amassa o papel e ri dos falecidos e do atual capitão daquele navio por não conseguirem achar o tesouro.
Sua risada é interrompida por um um olhar de desgosto e raiva, pois o próprio Capitão Cruiser acabara de aparecer em seus aposentos apontando uma arma para o encanador dizendo:
– Mexa-se e morra! Como ousas usar as roupas de meus antecessores, roubar minhas armas, e zombar de nosso fracasso ao achar tal tesouro? Como se você, um mero leigo das navegações, soubesse a localização da Língua do Diabo, o tesouro perdido que me fez passar 30 anos vivendo em uma ilha aonde o Almirante Albert Rogers ordenou que fosse enterrado. Aonde eu fiquei somente para achar esse maldito tesouro e acabar com essa maldita maldição de fracasso que perambula essa nau? ~disse o capitão para ver se o intruso estava interessado no tesouro.
O encanador vira seu rosto para ver quem era o tal infeliz que não tinha prazer a vida por ameaça-lo, sorrindo e lentamente andando em direção à cama do Capitão. O capitão, percebendo que ele não estava lá procurando por alguma pista sobre o tesouro, teme pensando qual seria então o motivo dele estar lá.
Vendo que o intruso estava indo de encontro a cama, o capitão achou que ele estava atrás da placa, e que suas intenções eram de longe achar esse tesouro, mas sim, os segredos do navio e da cela escura que lá se encontrava. O capitão sabia que a chave para a cela estava atrás da placa e começou a contar do um ao dez, enquanto o encanador ainda se movia em direção a cama. A cada passo que o encanador dava, era um numero a menos na contagem do capitão.
A contagem estava em 'quatro" quando o encanador chegou ao lado da cama e o capitão disse: "-três...”
O encanador pôs as mãos de nas madeiras de pinheiro doce da cama e o capitão disse – “dois...”
O encanador para de se mexer, olha para o capitão e diz : '-UM!” e levanta a cama violentamente, fazendo com que a mesma fique presa na parede do navio com sua metade para fora, levantando muita poeira e fazendo estilhaços voarem para todo lado.
Debaixo da cama havia um alçapão. Enquanto o Capitão ainda estava atordoado com o barulho e com o balançar do navio, o encanador abre o alçapão e retira um pequeno baú, preso por um cadeado. No baú estava escrito: "Lingua Do Diabo. Não se atreva a usa-las". O encanador se levanta e apoia o baú contra o peito enquanto tenta abri-lo
Ouvem-se então os tiros do lado de fora do navio. O capitão assustado defere um tiro para frente, aonde o Encanador estava, na altura de seu peito. O tiro acerta o cadeado do baú, abrindo-o e fazendo com que o Encanador caísse e ficasse a beira da parede com o baú no colo. O encanador o abre e para sua surpresa, realmente encontra o maior tesouro que ele poderia encontrar naquela terra.
Dentro do baú haviam uma espécie de pastilhas finas, vermelhas e verdes. O Encanador não sabia o que eram a primeira vista. Dentre as pílulas havia uma carta dizendo : -“Suco de Flor de Fogo concentrado e solidificado.”
~O suco da Flor de fogo aumenta seu efeito e duração por duas vezes mais. A mente do Encanador mal podia imaginar o que uma porção concentrada disso poderia fazer. E sem perder tempo o encanador pega o máximo possível de pastilhas, põe em seus bolsos e se levanta.
O capitão o viu levantar e já estava a carregar sua pistola, quando o encanador resolveu provar uma das pastilhas.
Ele as mastiga, o capitão termina de carregar a pistola.
Ele as engole, o capitão aponta a arma para o encanador que já havia largado o baú no chão.
O capitão atira, assim que a bala chegou a vinte centímetros de distância do Encanador, ela simplesmente derreteu-se devido à coluna de fogo que havia sido criada em volta do encanador em questão de milésimos de segundo.
O fogo faz um buraco na proa do imenso navio de madeira, que o fez começar a afundar verticalmente, levantando a poupa do navio.
O Encanador, sentindo pena do Capitão não o matou de imediato, ele somente se aproximou dele, segurou-o na gola de seu uniforme, e apenas com a mão direita o levantou e o fez olhar diretamente em seus olhos em chamas enquanto ele também via seu amado navio sendo reclamado aos braços de Poseidon.
Ouve-se tiros novamente, um som diferente dos anteriores, mas mesmo assim familiar. O Encanador, ainda com o capitão suspendido em seu braço, anda em direção a escada que levava ao convés quando de repente um balaço de canhão atravessa a escada e vindo em direção do Encanador que com sua mão esquerda parou o balaço. A força do balaço fez com que o Encanador fosse lançado para trás. Mas ainda assim, mantendo sua postura de "homem chamas".
O encanador, morde outra pastilha e fica ainda mais possuído pelas chamas, e, ainda erguendo o capitão pela gola do uniforme, anda pelo navio em direção a poupa, como um vampiro anda pelas paredes de sua casa, pois, o navio estava praticamente na vertical.
Ele chega a poupa do navio, e avista uma frota inteira de navios que sem bandeira e provavelmente sem motivo pirata de atacar a costa de Sarasaland. Ele lança o Capitão de volta a costa, que cai em cima da lona de uma das barracas das docas. Preso em suas mãos ficaram parte do colete do capitão e um monóculo simples. Ao invés de joga-los fora, ele usa o monóculo para ampliar sua visão, para que assim pudesse ver os navios mais de perto e consequentemente, ver com quem ele estava lidando.
A tripulação dos navios era bem variada de cada navio. A maior parte era feita de híbridos. Monstros que desistiram de esperar a aceitação dos outros povos a respeito deles, e agora preferem mais que eles os temam do que os aceitem. Ele olha mais fixamente para os navios e vê que atras deles, uma pequena embarcação vai em direção oposta a eles. Enquanto os navios continuam a atirar insaciavelmente. Ele tenta visualizar seus tripulantes mas a única coisa que ele viu, foi quem estava a manusear o timão.
E para sua alegria, era a tal Ser Sombrio, cujo ele estava à procura.
Ele estala os ossos de seus dedos e seu pescoço, se abaixa, como se fosse pegar impulso para saltar, e aproveita para mastigar mas duas pastilhas.
Enquanto isso os navios já haviam disparado ao todo mais de trezentos balaços contra a costa de Sarasaland a tornando em um amontoado de sangue, ossos e destroços.
O navio estava bem perto de afundar, com a água quase podendo encostar no encanador, quando em um rápido movimento.
Ele salta.
Seu salto resultou na completa destruição de toda a costa do país.
Tudo havia se tornado em chamas.
Nem os balaços poderiam ter feito tal destruição. Porém, sem vítimas.
O encanador só odiava a raça que ele julgava ser culpada por seu sofrimento, ele não tinha nada contra o ser humano. Pelo ao contrário, ele visava em protege-los a qualquer custo.
Ele esperou com que todos os sobreviventes saíssem da costa. Ele deveria saltar alto suficiente para chegar aos navios, mas o efeito de seu salto causaria muitas vítimas, pois ele usaria o fogo, saindo de suas mãos, como propulsores.
Os navios já estavam a recuar quando viram um ser consumido pelo fogo vindo da costa de Sarasaland. Mal eles podiam adivinhar que aquela poderia ser a ultima coisa que veriam.
X de outubro de XXX, New Koopah Kingdom.
No saguão principal de um peculiar castelo construído acima uma grande montanha rochosa, situada entre os Reinos Cogumelo e o Reino de Fogo, próximo à costa de Sarasaland, um recém auto dominado Rei Koopah se dirigia ao seu trono que ficava no final de uma grande escadaria que começava no meio do saguão e ia de encontro com o trono. Não havia coroa em sua cabeça, pois ele dizia que em todos esses anos, ele viu e ouviu que todos os reis que usavam coroa, acabavam morrendo e passando sua “preciosa coroa” para seu sucessor. Algo que ele jamais permitiria, pois ele viveria para sempre.
Seu trono era quase que completamente feito de pedra polida. Para mostrar a força de seu reino e de que seu trono jamais seria deposto. Que seu reino jamais derrubado.
Porém, ele não era composto somente por pedras. A ornamentação exterior era feita de madeira, prata e um tecido azul claro. Azul, pois o Rei não queria se sentar sobre o vermelho, assim como os outros reis do passado. Ele sabia que os reis do passado somente usavam o vermelho em seu trono para simbolizar o sangue de seu povo, e mostrar que ele estava acima de todos no reino.
O Rei, por acreditar ser um verdadeiro Rei, não queria pôr a si mesmo acima de seus servos, mas ao contrário, ele visava assentar-se com eles sempre que possível, compartilhando sua comida, sua casa, e seu poder.
E no escuro saguão, aonde somente havia um fraco e fino feixe de luz cujo pairava exatamente em cima do trono, que também era composto por algum tipo de planta que o rodeava.
O Rei se aproxima, embainha sua espada e a põe ao lado do trono, se assenta, inclina seu corpo em cima do braço direito do trono e com sua mão direita ele estala os dedos, e a fraca luz que pairava sobre ele se apaga. Com a mesma mão, ele faz um gesto leve e fraco para frente. Como se estivesse permitindo a alguém de se retirar de sua presença. E de fato era exatamente isso.
Dentre a escuridão do saguão, os portões do castelo, que também são os portões do saguão, pois o castelo não havia muros e se situava sobe toda a montanha, se abre lentamente, e dentre a pouca luz que vinha dos relâmpagos proporcionados pela grande tempestade que sempre rodeava a região do castelo, típico de um castelo sombrio, a silhueta de um Ser Sombrio surgia. Não havia como ver seu rosto ou seu corpo, mas somente sua forma, mesmo se apontasse uma lanterna a esse Ser, seu corpo continuaria nas sombras. Seu nome era XXXXXXXX XXXXXXXX, que havia caído em batalha e acolhida pelo Rei Koopah, antigamnete conhecido como XXXXXX.
Mesmo a distância, a O Ser Sombrio se curva ao Rei, e permanece parada, esperando por ordens.
O Rei, com seus olhos quase fechados, e com uma expressão de “pouco caso” com a situação diz:
– Vá, e traga-o rápido. A hierarquia deve ser destruída o mais rápido possível, mas mesmo assim, não se atreva a machuca-lo! Esse é o meu trabalho.
E então o ser sombrio curvou-se mais uma vez e se retirou da presença do rei rapidamente junto ao vento e a chuva. Tão rápido que as portas do saguão fecharam se fortemente.
O Rei se ajeitou em seu trono, fechou as mãos cruzadas com os cotovelos apoiados nos braços do trono e soltou um leve sorriso sarcástico. Na escuridão que o lugar se encontrava, só se era possível ver o sorriso do Rei e seus olhos verdes fluorescentes e penetrantes enquanto ele dizia:
– Enfim chegou a nova era dos K.O.O.P.A.H’s. Enfim, todos os reinos saberão a verdade sobre seu herói. Enfim, eu revelarei o real poder do KOOPAH!
Não muito longe do Castelo do Rei Koopah, na área florestal do devastado Mushroom Kingdom, andava dentre as árvores quebradas e cogumelos que por uma vez chegavam a tocar o céu de tão grandes, e agora estavam a perecer e a se desfazer lentamente junto ao solo, um jovem de bigode andava aflito e desanimado. Usava uma boina vermelha com a letra “M’ estampada e ao lado dela, duas palavras: “ushroom killer”, escrito de vermelho, vestia também um uniforme velho e rasgado que parecia pertencer a alguém que por uma vez foi um grande encanador, um grande herói e um quase rei.
Faltava a manga direita de seu uniforme, assim como sua mão direita estava sem a luva. Porém, ambas das mãos estavam manchadas de sangue.
Seus passos eram fracos e cansados. Como se ele fosse cair a cada passo que dava.
O pobre encanador havia acabado de passar por coisas que ninguém imaginaria. Perdeu pessoas que ele mais amava. Viu coisas absurdamente terríveis...
...E fez coisas ainda piores.
Desde a morte de seu irmão, sua cunhada e sua amada, o pobre encanador que por uma vez respondia pelo nome de Mario, hoje caça, mata e devora todas as criaturas que ele julga como culpados pelas suas perdas.
Toda a devastação, a destruição, o medo e o caos que residiam naquela região, eram frutos de suas constantes batalhas sem sentido a procura de vingança mútua contra o povo daquele reino.
E o sangue que manchava suas mãos?
Nem ele sabia a quem pertencia tais manchas vermelhas em suas mãos que ele prezava por leva-las consigo, como se fosse um troféu pelas suas vitórias egoístas.
Ele matou todos!
Inocente ou não. Homem, mulher ou criança. Por todo aquele reino, todo infeliz que usava um chapéu de cogumelo, ou nascera com um casco entre as costas, era seu alvo. E ao seu ver, mereciam morrer.
Logo, as lutas se tornaram sua rotina. As mortes, seus troféus. O sofrimento, seu prazer. O sangue derramado, seu pão e vinho. As flores de fogo, seu vício.
E a solidão, sua vida.
Essa era a imagem clara de um pobre encanador que ganhou tudo que queria em um só dia, e perdeu tudo em uma só noite.
Suas jornadas de encontro a loucura e poder o tornaram o que é hoje.
Enquanto ele alimentava o seu orgulho e soberba, a guerra gerada por eles se alimentavam do encanador.
Essa é parte da história do grande herói encanador que um dia se chamou “Mario”, que não é posta nos livros de história.
E a partir de agora, toda sua jornada até esse posso de loucura iria chegar ao climax de sua história, e com isso, tudo agora iria mudar...
...para pior.
Enquanto andava em direção a divisa entre Sarasaland e a parte florestal do Mushroom Kingdom, o jovem encanador, andando com seus passos cada vez mais cansados e lerdos, se depara com o que parecia ser o ultimo cogumelo que ainda estava de pé.
Acreditando ele que agora ele poderia descansar um pouco, já que ele estava andando a cinco dias dentre a floresta, aproximou-se ele do pequeno cogumelo. ~que era até menor que o próprio encanador. Se assenta, e olha para o céu.
Com seus olhos lentamente se fechando e dando piscadas cada vez mais longas, ele olhava para o céu azul e sem nuvens, que, a cada piscada, ia lentamente se preenchendo com escuras nuvens. Ele pisca, e avista uma, depois três, sete, e quando ele estava prestes a dormir, na sua “ultima piscada”, o céu já estava tomado pelas nuvens, e o clima tropical que lá residia agora se tornou um frio incontrolável, uma chuva pesada e de pingos grossos, e um vento avassalador.
Mas nem o clima monstruoso que surgira do nada, impediu que o encanador cerrasse seus olhos enquanto se ajeitava no pequeno cogumelo.
De repente, o cogumelo se quebra . O encanador se levanta no susto da queda, já em posição de luta. Ele olha para os lados e não vê ninguém e nada além das sombras dentre as árvores caídas.
Ele se vira e recomeça sua viagem para o Reino de Fogo. Ele dá dois passos e algo o acerta pelas costas e o lança em um tronco caído entre a trilha, ele fica parado por um momento junto ao tronco, dando-lhe tempo para mastigar sua ultima pétala de flor de fogo que ele havia guardado.
Já no efeito da flor, com suas mãos, olhos e pés em chamas, o encanador se põe em posição de batalha mais uma vez e desfere uma bola de fogo na direção de onde ele imaginou que o responsável do golpe a queima roupa estivesse.
Para sua surpresa não havia ninguém ali. Ele subi no tronco, e olhou em volta já apontando sua mão direita, pronta para desferir outra bola de fogo quando ele vê algo se mexendo dentre as folhas. Ele concentra uma quantidade maior de fogo em suas mão, e salta em direção aos arbustos se preparando para desferir um golpe transversal, quando de repente, algo o atinge pela costas de novo o jogando para dentro da floresta destruída. E lá ficou por alguns segundos, esperando avistar a tal criatura que o acertara por duas vezes tão sorrateiramente.
Então ele a vê, saindo da sombra de um dos troncos caídos, um ser tão escuro quanto a própria sombra em que ele se escondia. De fato, era o XXXXXXXX, na qual o Rei Koopah havia enviado para levar o encanador até ele.
Mario, vendo a tal criatura se revelar, se enfureceu. E a criatura, antes de receber um soco tão forte que a afundou no chão, viu somente uma coluna de fogo, subindo dentre a floresta, e dela saindo uma gigante bola de fogo em sua direção, que na verdade, era somente o Encanador enfurecido, tomado pelo fogo.
O soco havia levantado bastante poeira, mas com a forte chuva ela logo se dispersou. O encanador, sem pensar duas vezes, começou a socar o chão, no lugar aonde supostamente a criatura havia sido afundada, levantando mais poeira ainda.
Ele desferiu seu violentos golpes até que todo efeito da pétala de fogo se extirpasse no solo, e quando a poeira baixou, ele pode ver que a criatura não estava mais lá.
Ele, mais uma vez fraco, se levanta e olha para traz, avistado a criatura que estava a apontar um florete para garganta do Encanador.
O encanador, vendo a situação, ri, começa a andar em direção à criatura, pressionando a ponta do florete contra seu pescoço, e diz:
–Por que está a se afastar de mim? Não quer que eu facilite a minha morte? Não foi para isso que viestes? Não fazia parte de seu objetivo vir acabar com meu sofrimento? Se for, então faça-o agora! Acabe com isso... Ou você na verdade não pode me matar?
O Ser Sombrio sequer se moveu, confirmando a suspeita do Encanador. Ele para de andar, gargalha novamente. Com sua mão direita, sem a luva, ele segura na lamina do florete e a empurra à sua garganta. O Ser, sabendo que não podia feri-lo, destrói seu florete imediatamente. E foge dentre a floresta, deixando um rastro de negro para que o encanador o seguisse até o castelo do Rei Koopah, cujo estava esperando ansiosamente pelo velho amigo encanador.
O encanador seguiu o Ser Sombrio até o cais de Sarasaland, e lá ele a perdeu de vista entre a multidão de piratas, mercadores e camponeses que andavam de um lado para o outro.
Diferente das terras de Mushroom Kingdom, Saraland era povoada por noventa e três por cento de seres humanos. Vindos de todo o canto do mundo, as pessoas tentavam cada vez mais se estabilizar nas terras recém descobertas, provavelmente com o intuito de "dominar o mundo" que eles afirmavam ser somente deles.
E essa é também uma realidade encontrada no Reino Cogumelo, pois, conforme a população humana foi se instalando nos continentes “bestiais” ~povoados em maioria pelos monstros ou criaturas. O encanador ia matando todo tipo de besta que encontrava no caminho. Fazendo assim com que a integração dos povos humanos tivessem mais facilidade. Possibilitando-os de se instalarem nas terras que eram povoadas pelos Toads, Koopas e outros seres desconhecidos.
O encanador foi invadindo sorrateiramente navio por navio que se encontrava ancorado nas docas a procura de seu inimigo, até que tiros foram disparados entre a multidão provocando tumulto, panico e uma clara distração.
Minutos antes, encanador se encontrava nos aposentos de um tal de Capitão Cruiser ~seu nome estava escrito na lateral do navio. Nos aposentos do Capitão haviam uma espécie de cela escura, selada com barras de ferro.
Antes dos disparos, o encanador tentou forçar as barras para ver o que se encontrava na varanda, e sem ter sucesso, procurou por algo no quarto que pudesse usar para força-las. Ele avista alguns baús espalhados pelo quarto e abre um por um até encontrar algo útil. No primeiro, ele encontra duas pistolas, pólvora, e algumas balas, além de um uniforme que ele acreditava ser de algum almirante da marinha mercante inglesa a serviços do rei. Ele rapidamente se veste e vai a procura de outras coisas. Ele aproveita e come a comida e bebe a bebida feita especialmente para o capitão que se encontrava em cima da cama do próprio.
“Era uma bonita cama” disse o encanador. E em cima dela, preso a parede, havia uma placa dizendo:
“Leito do Mar
Aposentos do Capitão
Espelhos do Baú
Barras da Oração
&
Barriga D’água”
Ele acha mais dois baús com alguns mapas, diários de bordo e um baú cheio até a borda com moedas de ouro, jóias e diamantes.
Ele abre o ultimo baú, porém ele está vazio. O encanador joga o baú na parede e um fundo falso é revelado no baú. Dentro do fundo falso ele acha uma carta que dizia: “O maior tesouro dessa terra, estava abaixo de meu leito o tempo todo, mas eu, assim como você, que sequer entendemos a placa em cima da cama, como poderíamos achar o tal tesouro?”
Abaixo da mensagem principal da carta, haviam vários nomes de possíveis capitães daquele navio que não encontraram o tesouro.
–É mais do que seu destino, caros capitães. Por serem tão burros não encontraram o tesouro.
Mas esse não era o destino de Mario, o encanador vingativo, agora vestido de pirata.
O encanador amassa o papel e ri dos falecidos e do atual capitão daquele navio por não conseguirem achar o tesouro.
Sua risada é interrompida por um um olhar de desgosto e raiva, pois o próprio Capitão Cruiser acabara de aparecer em seus aposentos apontando uma arma para o encanador dizendo:
– Mexa-se e morra! Como ousas usar as roupas de meus antecessores, roubar minhas armas, e zombar de nosso fracasso ao achar tal tesouro? Como se você, um mero leigo das navegações, soubesse a localização da Língua do Diabo, o tesouro perdido que me fez passar 30 anos vivendo em uma ilha aonde o Almirante Albert Rogers ordenou que fosse enterrado. Aonde eu fiquei somente para achar esse maldito tesouro e acabar com essa maldita maldição de fracasso que perambula essa nau? ~disse o capitão para ver se o intruso estava interessado no tesouro.
O encanador vira seu rosto para ver quem era o tal infeliz que não tinha prazer a vida por ameaça-lo, sorrindo e lentamente andando em direção à cama do Capitão. O capitão, percebendo que ele não estava lá procurando por alguma pista sobre o tesouro, teme pensando qual seria então o motivo dele estar lá.
Vendo que o intruso estava indo de encontro a cama, o capitão achou que ele estava atrás da placa, e que suas intenções eram de longe achar esse tesouro, mas sim, os segredos do navio e da cela escura que lá se encontrava. O capitão sabia que a chave para a cela estava atrás da placa e começou a contar do um ao dez, enquanto o encanador ainda se movia em direção a cama. A cada passo que o encanador dava, era um numero a menos na contagem do capitão.
A contagem estava em 'quatro" quando o encanador chegou ao lado da cama e o capitão disse: "-três...”
O encanador pôs as mãos de nas madeiras de pinheiro doce da cama e o capitão disse – “dois...”
O encanador para de se mexer, olha para o capitão e diz : '-UM!” e levanta a cama violentamente, fazendo com que a mesma fique presa na parede do navio com sua metade para fora, levantando muita poeira e fazendo estilhaços voarem para todo lado.
Debaixo da cama havia um alçapão. Enquanto o Capitão ainda estava atordoado com o barulho e com o balançar do navio, o encanador abre o alçapão e retira um pequeno baú, preso por um cadeado. No baú estava escrito: "Lingua Do Diabo. Não se atreva a usa-las". O encanador se levanta e apoia o baú contra o peito enquanto tenta abri-lo
Ouvem-se então os tiros do lado de fora do navio. O capitão assustado defere um tiro para frente, aonde o Encanador estava, na altura de seu peito. O tiro acerta o cadeado do baú, abrindo-o e fazendo com que o Encanador caísse e ficasse a beira da parede com o baú no colo. O encanador o abre e para sua surpresa, realmente encontra o maior tesouro que ele poderia encontrar naquela terra.
Dentro do baú haviam uma espécie de pastilhas finas, vermelhas e verdes. O Encanador não sabia o que eram a primeira vista. Dentre as pílulas havia uma carta dizendo : -“Suco de Flor de Fogo concentrado e solidificado.”
~O suco da Flor de fogo aumenta seu efeito e duração por duas vezes mais. A mente do Encanador mal podia imaginar o que uma porção concentrada disso poderia fazer. E sem perder tempo o encanador pega o máximo possível de pastilhas, põe em seus bolsos e se levanta.
O capitão o viu levantar e já estava a carregar sua pistola, quando o encanador resolveu provar uma das pastilhas.
Ele as mastiga, o capitão termina de carregar a pistola.
Ele as engole, o capitão aponta a arma para o encanador que já havia largado o baú no chão.
O capitão atira, assim que a bala chegou a vinte centímetros de distância do Encanador, ela simplesmente derreteu-se devido à coluna de fogo que havia sido criada em volta do encanador em questão de milésimos de segundo.
O fogo faz um buraco na proa do imenso navio de madeira, que o fez começar a afundar verticalmente, levantando a poupa do navio.
O Encanador, sentindo pena do Capitão não o matou de imediato, ele somente se aproximou dele, segurou-o na gola de seu uniforme, e apenas com a mão direita o levantou e o fez olhar diretamente em seus olhos em chamas enquanto ele também via seu amado navio sendo reclamado aos braços de Poseidon.
Ouve-se tiros novamente, um som diferente dos anteriores, mas mesmo assim familiar. O Encanador, ainda com o capitão suspendido em seu braço, anda em direção a escada que levava ao convés quando de repente um balaço de canhão atravessa a escada e vindo em direção do Encanador que com sua mão esquerda parou o balaço. A força do balaço fez com que o Encanador fosse lançado para trás. Mas ainda assim, mantendo sua postura de "homem chamas".
O encanador, morde outra pastilha e fica ainda mais possuído pelas chamas, e, ainda erguendo o capitão pela gola do uniforme, anda pelo navio em direção a poupa, como um vampiro anda pelas paredes de sua casa, pois, o navio estava praticamente na vertical.
Ele chega a poupa do navio, e avista uma frota inteira de navios que sem bandeira e provavelmente sem motivo pirata de atacar a costa de Sarasaland. Ele lança o Capitão de volta a costa, que cai em cima da lona de uma das barracas das docas. Preso em suas mãos ficaram parte do colete do capitão e um monóculo simples. Ao invés de joga-los fora, ele usa o monóculo para ampliar sua visão, para que assim pudesse ver os navios mais de perto e consequentemente, ver com quem ele estava lidando.
A tripulação dos navios era bem variada de cada navio. A maior parte era feita de híbridos. Monstros que desistiram de esperar a aceitação dos outros povos a respeito deles, e agora preferem mais que eles os temam do que os aceitem. Ele olha mais fixamente para os navios e vê que atras deles, uma pequena embarcação vai em direção oposta a eles. Enquanto os navios continuam a atirar insaciavelmente. Ele tenta visualizar seus tripulantes mas a única coisa que ele viu, foi quem estava a manusear o timão.
E para sua alegria, era a tal Ser Sombrio, cujo ele estava à procura.
Ele estala os ossos de seus dedos e seu pescoço, se abaixa, como se fosse pegar impulso para saltar, e aproveita para mastigar mas duas pastilhas.
Enquanto isso os navios já haviam disparado ao todo mais de trezentos balaços contra a costa de Sarasaland a tornando em um amontoado de sangue, ossos e destroços.
O navio estava bem perto de afundar, com a água quase podendo encostar no encanador, quando em um rápido movimento.
Ele salta.
Seu salto resultou na completa destruição de toda a costa do país.
Tudo havia se tornado em chamas.
Nem os balaços poderiam ter feito tal destruição. Porém, sem vítimas.
O encanador só odiava a raça que ele julgava ser culpada por seu sofrimento, ele não tinha nada contra o ser humano. Pelo ao contrário, ele visava em protege-los a qualquer custo.
Ele esperou com que todos os sobreviventes saíssem da costa. Ele deveria saltar alto suficiente para chegar aos navios, mas o efeito de seu salto causaria muitas vítimas, pois ele usaria o fogo, saindo de suas mãos, como propulsores.
Os navios já estavam a recuar quando viram um ser consumido pelo fogo vindo da costa de Sarasaland. Mal eles podiam adivinhar que aquela poderia ser a ultima coisa que veriam.
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