Knowing The Family
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Notas iniciais
Eu estava em um lugar que jamais havia visto, eram cores que não faltavam, havia muitas pessoas rindo e conversando, havia altas colunas de mármore, constelações estavam desenhadas no teto, então olhei para baixo e percebi que eu já usava outra roupa, uma que não era minha, uma camisa com um verso de “Sweet Sacrifice” e calça jeans, meu cabelo estava preso em um rabo de cavalo.
Enquanto olhava para o “céu” andei uns poucos passos, logo resolvi ir embora, mas alguém me impediu!
- Filha, venha, aproxime-se!
Olhei para o dono da voz. Ok! Ele era alto, tipo... cinco metros de altura, mas quem liga se gigantes existem, né? Ele era muito moreno, tinha cabelos negros e olhos castanhos. Fui andando meio receosa, me sentindo muito estúpida por acreditar nas palavras de um estranho.
Então foi que eu vi; não era só um monte de pessoas de cinco metros que estava ali, também tinha várias pessoas da minha idade e muitas delas eu conhecia, mas o resto, era um bando de estranhos para mim!
Eu me sentia como se aquele fosse o primeiro dia de aula e eu estivesse sentada bem no meio da sala, mostrando toda a minha popularidade!
Então alguém se jogou em mim e me abraçou tão forte, que se eu tivesse me movido um milímetro, ela teria quebrado todos os ossos do meu corpo.
- Oi! – Disse ela animadamente
- Ahn... oi – Falei
- Ela é a minha irmã, certo pai? – Disse a criatura alegre
O cara que me chamou de filha acenou positivamente com a cabeça.
Eu fiz uma carinha do tipo “WTF?!”
- O que?! – Perguntei
- Presta atenção: aquele é o nosso pai, sou sua irmã e estamos no conselho dos deuses menores, ok?
Ah claro, obrigada, isso agora esclarece tudo, sabe?
- Olha só: eu até te daria uma foice, mas preferiria que fossemos até o arsenal, lá tem tantas armas que é difícil escolher uma só. As lâminas são tão afiadas...
Então eu olhei um pouquinho mais além. O cara que disse ser meu pai, estava sentado em uma grande e alta cadeira de mármore, do seu lado, estava um cara igualzinho á ele, e então tudo aquilo me pareceu muito familiar...
- Agora só falta dizer que você é Thanatos... – Falei
- Eu sou Thanatos – Disse ele – E mais: sou seu pai.
- Como você pode ser meu pai? – Perguntei incrédula
- Você por acaso tem alguma foto de seu pai? Alguma recordação, qualquer que fosse? E você já o viu antes? – A garota falou tudo muito rápido...
- Não...nada – Falei
- Isso porque ele está bem ali – E ela apontou para ele. – E ele é um deus!
Foi como se alguém tivesse me eletrocutado, eu parei e comecei a pensar bem e lembrei de todos os livros que estavam em algum lugar do meu quarto, que eu também não sabia onde estava...
Mas enfim...
- Mas então, qual seu nome? – Perguntei
- Isabelle Bathory – Disse ela – E você?
Eu pensei em dar uma daquelas minhas respostas de sempre, do tipo “ah, eu vou bem”, mas achei melhor não, já que todos os... deuses, estavam fortemente armados e não queria que eles usassem as armas em mim!
- Bia Vanderground – Falei – E afinal, porque estou aqui?
- Estamos discutindo sobre termos chalés em um certo acampamento e além do mais, você tem que conhecer a sua família! – Disse minha...irmã.
- Família? – Falei
- Sim – Disse meu pai
Então um garoto se aproximou, era moreno e um pouco mais alto do que eu.
- Oi, meu nome é Yuri e sou filho de Éris – disse ele – Venha, temos muitas pessoas para conhecer!
Então os dois me arrastaram com eles , fomos até um garoto de olhos castanhos e cabelos bagunçados, parecia ter acabado de acordar.
E ainda assim estar com muito sono
- Bia, esse é Danilo, nosso primo – Disse Isabelle.
- Oi – Falei
- Oi – Respondeu ele – Qual seu nome?
Pensei em dizer meu nome, mas já que ele era comprimo demais, resolvi poupá-lo de todas as silabas.
- Me chame por Bia – Falei
Ele sorriu, se espreguiçou e olhou para trás, tinha uma garota dormindo ali
- Essa é a Júlia, minha meio-irmã e sua prima – Disse um Danilo sonolento.
Fiz uma reza silenciosa para que Hipnos não fizesse seus filhos serem sempre assim, no que deu? Não fui atendida! Eles continuaram sonolentos e um pouco mais
Então mais a seguir, uma mulher e (eu supunha) sua filha, vieram até nós , a mulher tinha cabelos castanhos e ondulados, usava um vestido negro, de saia rodada e sua filha, um vestido, porém era azul escuro, seu cabelo estava em um coque alto e ela parecia elegante assim
Ela me abraçou
- Ei, Bia! – Disse ela como se nos víssemos todos os dias
- Ahn...oi — Falei
- Ah, eu sou Dafne– disse ela – Essa é a minha mãe, Perséfone! E esta é a minha irmã, Juliana.
Juliana também se parecia muito com a rainha do submundo, seu cabelo era negro feito a noite, ela usava uma camisa de uma banda (que eu não consegui ler) e calça jeans e mais alguns apetrechos, que quase achei que ela fosse punk, ou algo assim.
E a parte boa é que as elas foram com a minha cara e não me mataram!
- Seja muito bem vinda, querida! – UAU! Nunca pensei que Perséfone um dia seria tão legal assim comigo!
Um pouquinho longe de nós, estavam um grupo um pouco mal encarado, um deles usava uma regata e calça jeans. Yuri e Isabelle me levaram até lá.
- Hey, olá novata! – Disse um deles
Eu quis dar um passo para trás, mas me mantive em meu lugar.
- A está assustando assim, ela nos achará loucos, então pare! – Disse Isabelle
Com isso ela realmente não precisava se preocupar...
- Ah, ok então! – Disse ele – E ai, novata! Meu nome é Vitor! Sou filho de Éris.
Yuri o olhava com uma expressão do tipo “dá pra acreditar que ele e eu temos a mesma mãe?”
Eu sorri de lado
Olhei para a deusa e para ele, ela conversava com Íris. Um deles começou a falar sobre algo, mas quase que instantaneamente outro discordou e então uma discussão se ergueu e achamos melhor deixá-los debatendo sobre o assunto.
- O passeio ainda não acabou – Disse Yuri
Então me levaram até uma garota que usava uma capa vermelha, o capuz recaia sobre seus olhos, parecia uma versão mais sombria da chapeuzinho vermelho. E eu vi coisas muito macabras quando fui chegando perto dela. Eu me vi caindo de um prédio muito alto e então eu virei panqueca de Vanderground!
- Brincadeirinha! – E então me abraçou — Eu sou Greyce!
- Sou Bia! — Falei
Achei que ela iria me fazer pensar que estava pegando fogo, em uma sala vazia e trancada, mas ainda bem que isso não aconteceu! E segurei-me para não agarrar o braço de Isabelle e Yuri e sair correndo dali em disparada!
Conheci o resto da minha família e apesar de eles serem muito doidos, risonhos e aloprados, acabei gostando da minha família!
Uns eram fofos, outros gostam de contrariar, tem aqueles que são bipolares e outros... tenebrosos!
Olhei para o meu pai, ele sorriu.
- Bom trabalho, irmão – Disse meu pai.
Então meu tio estalou os dedos e tudo ficou embaçado e ficou chuviscando por algum tempo. Todos estavam desaparecendo, um a um, inclusive eu.
Eu me levantei de um sobressalto, que em um instante, eu já estava sentada em minha cama, arfando e suando. Meus olhos corriam a noite em meu quarto. Chutei as cobertas e senti algo em minha mão, era um pedaço de papel e nele havia algo escrito:
“Veremos-nos muito em breve, filha”
Ah, obrigada pai, agora eu estava com uma dor de cabeça incrível!
Olhei para o teto e fechei meus olhos
Isso foi real? – Pensei
Olhei para a janela e imaginei se os outros também estariam como eu agora: arfando, sentados em suas camas, imaginando se tudo fora real ou não.
Eu não sabia se sim ou se não, eu tinha um turbilhão de pensamentos e tudo estava embaralhado e confuso. Respirei fundo e tentei colocar tudo em seu lugar, falhei miseravelmente!
Então eu peguei meu celular e disquei o número de Simone, de Daniel, Ilana e Luana. Coloquei os quatro na mesma linha e disse:
- Não me achem louca, mas...vocês tiveram um sonho estranho? – Perguntei
- Bota estranho nisso! – Disse Luana
- Eu fui apresentada á minha outra família – Falei
- Aconteceu o mesmo comigo! – Disseram ele juntos
- Devem ter acordado assustados, não é?
- Mas é claro! – Disseram outra vez
- Eu também!
E ficamos conversando sobre nosso sonho doido. E fiquei sabendo que Luana é filha de Íris, Daniel é meu meio-irmão, assim como Simone e Ilana é minha tia!!!!
E quando desligamos, achei melhor voltar á dormir. Mas dessa vez, assim como todas as outras, eu não sabia com o que eu sonharia e essa era a melhor parte
E antes de dormir, eu fiquei pensado:
Sonho, realidade, ou ilusão?
Optei pela segunda escolha.
Ah, ótimo, não sentia mais sono! Eu estava elétrica demais, então eu abri meu notebook e joguei todos os nomes na internet e procurei por cada um, eu queria conhecê-los pessoalmente, afinal eles eram a minha família, não é?
Eu havia encontrado todos e o melhor era que todos moravam perto de mim, mas havia três deles que moravam quase que na mesma rua que eu: Yuri, Danilo e Dafne. Eu iria até eles na manhã seguinte.
Ah por favor, que eles não me achassem louca demais. Mas eu sabia que eles se lembrariam do que viram
Era tão vívido, tão real...
Bom, pelo menos para mim foi.
Na manhã seguinte eu os veria! Resolvi voltar para a minha cama e tentar dormir outra vez. E por mais incrível que fosse, eu fui relaxando e teve um momento onde minha mente vagou longe, eu ainda segurava aquele pedaço de papel.
Eu me vi outra vez em frente aos deuses menores, ou melhor, deuses.
- Receba sua foice, Vanderground – Disse meu pai. – Use-a para defender o que ama
A foice era linda, cabo negro com detalhes de caveira e lâmina prateada, curvada e muito afiada! Olhei para tudo ali e vi que os outros também receberam suas armas...essa visita fora bem rápido, era somente para eles nos entregarem nossas armas mesmo
Novamente eu acordei, só que dessa vez eu quase caí da cama. Olhei para os lados e ali estava ela, uma foice, a minha foice, no chão, do lado da minha cama.
Eu queria gritar e pular de felicidade
Mas havia um pequeno detalhe...
Ainda eram três da madrugada.
Notas finais
Mas deixem um rewiw ao sair, juro que o seu dedinho não vai se separar da sua mão, ok?
A kiss for you!
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