Kitsune Vs Omusubi

2 Capitulo 02: Adeus olhos vermelhos...


Notas iniciais
Tá um pouco confuso para quem não assistiu/leu Furuba (fruit basket) mas com um tempo vocês vão entender ;)

- Oi, o que foi? – Disse ele totalmente surpreso com a minha visita ao telhado.

- Vim me despedir – Disse tentando não chorar, não queria parecer fraca para ele, não para ele.

Lá estava ele, mexendo em sua pulseira do jeito que sempre fazia...

Lembro-me da primeira vez que eu o vi fazer isso, era tão pequena...

(FlashBack)

Estava sentada na sombra de uma arvore, quando o vi mais ao longe. Aquele menininho de cabelos alaranjados da cor de uma cenoura e olhos vermelhos, ele parecia ser marrentinho, mas ele estava brincando com a Kagura, nunca a virá tão feliz. Deve ser daí que vem seu amor por ele. Quando de repente...

- Esse o Kyo! – Disse Akito, chefe da família Sohma de sua janela. – Ele também sofre a maldição.

- Qual dos doze ele é? – perguntei.

- Nenhum. – Disse ele com um sorriso sarcástico e amedrontador. – ele é igual a você, lembra da lenda?

Fiquei muda, me lembrei da lenda no exato momento. Era ele! Por ele eu tinha ficado... Não, que besteira, era Akito que estava falando isso para mim, poderia ser mais uma de suas brincadeiras maldosas.

- O que foi, Kitsune? – disse ele me chamando da forma que mais detestava. – Não acredita? Hunf... Quem perde é você!

Ele saiu com aquele sorriso sádico. Será que é ele mesmo? Olho para o meu colar e procuro em seu pescoço o mesmo colar, mas não, não há nenhum... Sabia! Akito mente, como sempre!

Olho para cima e imagino que não há ninguém igual a mim, nunca houve... só que... Um barulho desperta dos meus pensamentos um barulho de pulseira roçando a pele, olho para ele e vejo a pulseira, ele está um pouco mais perto e o silêncio me faz ouvir o singelo barulho.

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- A PULSEIRA! – Sussurro quase gritando, se isso for possível, mas felizmente ninguém me ouve.

É A PULSEIRA! A pulseira dele é idêntica ao meu colar, é ele! Ele é o NEKO! Corri em sua direção, Kagura a essa altura já tinha se afastado.

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- O-Oi! – Disse ofegante e tímida.

- Oi! – Disse ele surpreso.

- Você é o N-Neko? – Perguntei nervosa, tentando não encará-lo.

- Porque quer saber?! – Disse ele bravo, enquanto se virava para outra direção.

- Porque... Porque sou a K-Kitsune! – Disse enquanto abaixava a cabeça.

Ele se virou lentamente enquanto arregalava seus olhos de fogo, fitou meu colar e repentinamente me abraçou.

Fiquei sem reação... Apenas arregalei os olhos e o deixei me abraçar.

(Fim do FlashBack)

- Eaí? – disse ele com seu jeito insensível. – Só veio me dizer tchau?

- Bem, é o que as pessoas educadas fazem. – Disse com meu jeito irritante. – Eu sei que você não sabe o que é isso, mas eu tento ser educada com todos.

Ele se virou para mim e deu um breve sorriso, ele tinha um sorriso lindo, um sorriso diferente. Poderia até dizer que era um sorriso safado e tímido ao mesmo tempo, se isso for possível.

- Então... – Disse ele levando às mãos a cabeça quase se espreguiçando. – Se você se for quem vai me irritar todo dia?

- Ora essa você tem o Momiji para isso. – Disse zombando de sua cara. – E, além disso, o irritante sempre é você!

- O QUE? – Disse ele ficando “irritadinho” como sempre fica. – Vocês me enchem a paciência e o irritante sou eu?

- Calma, “pastel de cenoura”. – Disse o irritando cada vez mais. — Não precisa ficar “bravinho”.

- Hunf, eu estou calmo. – Disse ele tentando parecer indiferente. – Vem!

Ele se levantou e me pegou pelo o braço.

- Aonde vamos? – Perguntei.

- Ué? Você não vai embora?

- Nossa, está me expulsando?

- Bem que queria, mas a casa não é minha – Disse ele zombando de mim. – Eu vou te levar até o aeroporto.

Fiquei corada, pensei em zombá-lo mais uma vez por tal ato, afinal é o que toda a vida fizemos, zombamos um do outro. Mas eu realmente queria que ele fosse comigo e se eu o zombasse ele não iria.

Descemos do telhado e fomos indo até a porta da casa, vieram todos que estavam lá para se despedir.

- Tchau, linda Brihsa-Chan. – Disse Shigure.

- Tchau Shigure-San. – Disse enquanto o abraçava.

- Vou sentir muito a sua falta Brih-chan. – Falou Yuki enquanto me abraçava.

- Também vou, Yuki-kun. – Falei enquanto vinham mais lágrimas.

- BRIHSA!!! – Gritou Momiji correndo em minha direção.

- MOMIJI! – Me espantei e o abracei quando ele chegou perto. – Você estava aqui e nem me avisou?

- Vim visitar Tohru! – Disse o pequeno Momiji enquanto Tohru se aproximava. – Não acredito que você vai... Vou sentir sua falta!

- Também vou, Momiji! – o Abracei, mas fiquei encarando Tohru.

- Brihsa-Chan tem que ir mesmo? – Disse Tohru de um modo doce.

- Sim, Tohru... Tenho que ir!

Tohru veio e me abraçou, eu demorei a abraçá-la de volta. Eu gosto de Tohru ela é uma pessoa honrada, sempre sorri e quer ser amiga de todos. Ela nunca pede nada em troca, é gentil e carinhosa, mas... Kyo a ama, ela é especial para ele de um modo que eu nunca fui. Ela é normal e o aceita, eu não sei se ela o ama, mas o fato dele a amar já me machuca bastante.

- Bom, tenho que ir! – Disse com lagrimas. – Adeus a todos.

- Ok, tchauzinho, cuidado com os franceses. – Disse Shigure com sua cara de palhaço e dando tchauzinho digno de uma miss. – Quando voltar ainda te quero como deixei, viu?

- Idiota! – Disse Yuki ao bater mais uma vez em sua cabeça.

- Brincadeirinha, Yuki-Kun. – Disse shigure a acariciar seus dois novos galos.

- Mas que história é essa? – Falou Momiji. – Se Tohru não aceitar meu pedido de casamento, eu que irei casar com Brihsa-Chan.

- O que?- Espantou Shigure.- Ou uma ou outra, garanhão!

- Ei, vocês dois parem! Shigure-San você já é um adulto, pare antes do Momiji chorar – Falou Yuki – E Kyo, é bom você cuidar bem da Brihsa-Chan até o aeroporto.

- O QUE? – Disse Kyo bravo. – Nezumi idiota, Acha que pode me dar ordens? Quando eu voltar, vamos lutar!

- Hunf, — Murmurou Yuki com um sorrisinho. – Como quiser Neko idiota.

- AHH, VOCÊ VAI VER SÓ QUANDO EU VOLTAR! – Gritou Kyo.

- Oh! – Disse Tohru com a feição de “lá vem isso de novo...” – Querem chá depois da luta?

Kyo e Yuki discutiam todo dia e lutam pelo menos uma vez por semana, isso virou até a rotina. Irei sentir falta disso...

- Vamos Kyo... – O puxei pelo o colarinho, praticamente o arrastando pela a rua enquanto ele continuava gritando.

- TCHAU BRIHSA!!! – Momiji e Tohru fizeram um coro enquanto davam tchau de uma maneira muito fofa.

E lá fomos nós, andando até o ponto de ônibus, ele ainda estava meio “nervosinho”, mas eu tenho certeza que isso ia passar logo...

Chegamos no ponto de ônibus.

- AHH, AQUELE NEZUMI IDIOTA. – Gritou Kyo. – UM DIA AINDA FAÇO ENGOLIR SUAS PALAVRAS!

- Ok, Kyo – Disse com ar de deboche. – Você vai sim, agora relaxa tá?

- HEY, ESTOU FALANDO SÉRIO!

- Eu sei, ué, disse nada.

- AHH, VOCÊ É TÃO IRRITANTE!

- Ainda não reparou que te irritar é meu esporte favorito, Pastel de cenoura? – Disse com cara de sapeca.

O ônibus chega, entramos e sentamos.

- Hunf, pastel de cenoura é o apelido mais besta que você poderia ter inventado! – Disse ele com um sorrisinho.

- Ahh. – Suspirei murchando minha feição, mas logo após sarcasticamente disse: – Eu criei esse apelido para você quando ainda éramos pequenos e brigávamos por tudo, não irei mudar agora, você iria ficar confuso.

- Hunf, e eu deveria te chamar de que? Mochi de macarrão?

- Aff! Acho que esse é pior apelido que existe, — Disse rindo muito. – Mochi de macarrão só porque sou loira? Esperava mais, hein, Kyo!

- UÉ, EU SOU PASTEL DE CENOURA SÓ PORQUE SOU RUIVO! – Disse mais uma vez nervoso, Kyo com certeza é como uma bomba que pode explodir a qualquer momento.

- É diferente, ta legal? Além disso, eu era pequena quando criei esse apelido!

- Hunf! – Murmurou “bravinho”.

Depois de uma “longa estrada” cheia de brigas, perturbações, zombarias e muitas risadas. Finalmente cá estamos no aeroporto.

- Meu vôo já está para sair! – Disse triste.

- Nossa então já posso começar a contagem regressiva para me livrar de você? – Falou ele com seu sorriso Safado/Tímido.

- “Háhá” Morro de rir com a sua pessoa. – Disse ironicamente enquanto o empurrava de leve.

- Hey, vai me machucar... — Disse ele mais uma vez, quem diria, zombando de mim. – Tudo certo com as malas?

- Sim tudo...

Sou interrompida pela aquela mulher que anuncia os vôos, nunca me preocupei em saber o nome exato de sua profissão, mas naquele momento ela estava anunciando o meu futuro... Era o meu vôo...

- É o meu... – Disse tentando não encará-lo, estava com os olhos cheios de lagrimas, se piscasse seria o meu fim.

- Ok, eu vou ir com você até o portão. – Falou ele indo. – Ahh Brihsa...

- O que? – Perguntei com esperança.

- Cuidado ta?

- Com o que?

- Com as baratas mutantes da França, do que você acha que eu estou falando? – Disse o arrogante. – Do seu segredo, é perigoso, cuidado com os meninos lá...

- Isso é ciúme? – Disse rindo.

- O QUE? CLARO QUE NÃO... – Gritou ele vermelho tal como os olhos. – VOCÊ SABE QUE É PERIGOSO, NEM DEVERIA IR, MAS AGORA EU TÔ NEM AÍ! VAI, FAZ O QUE QUISER!

- Que nervosismo... Aff! – Falei – Eu vou ficar bem pastel... Não se preocupa!

Ele veio mais perto, passou a mãos tirando meu cabelo do rosto... E me abraçou...

- Toma cuidado... – sussurrou.- Você nem deveria ir...

O abracei forte... não deu certo meu esforço, minha visão já estava embaçada, pisquei e lá se foram as lagrimas...

- Eu tenho que ir... – Falei.- Só não esqueça de mim, por favor!

- Como eu vou esquecer alguém que me chama de pastel de cenoura? – Disse ele sorrindo.

- Baka, — Ri e chorei ao mesmo tempo!

- Fica bem, Kitsune. – Disse ele enquanto eu adentrava o portão.

- Você também, Neko!

Ele sorriu e abaixou a cabeça, colocou o braço na frente de seu rosto como se estivesse começando a chorar... Mas talvez seja impressão minha... Ele se foi e logo após eu entrei no avião enfim...

No avião me sentei e me coloquei a chorar, a senhora do meu lado se virou para mim e disse:

- Oh, Querida, se seu namorado te ama ele vai te esperar!

Logo após ela sorriu e eu sorri de volta para ela, não tinha forças para negar sobre o suposto namoro... Talvez eu nem quisesse negar...

Por sorte sentei do lado da janela, como nos filmes, encostei a cabeça e fiquei a olhar, coloquei uma música para escutar no meu celular e fiquei a pensar...

Ao contrário da maioria das meninas odeio ouvir músicas tristes, ouvir para que? Para se lembrar que está triste? Não! Coloco músicas animadas, e tento me sentir melhor, mais forte e feliz... Odeio chorar, falar sobre sentimentos, me sentir fraca... E apesar de sentir uma vontade enorme de ouvir, tento ignorar...

Mas dessa vez eu tenho que ouvir... Minhas lágrimas precisam de inspiração para sair, porque se elas continuarem aqui... Vai doer mais... Muito mais...

Notas finais
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