Quando você apareceu na varanda, veio tudo de novo. Como um dejavu, recordei aquela noite. Você dançando levemente alcoolizado, seus dedos grudando no meu rosto e deslizando por minhas cicatrizes da época de rebeldia. Era férias de Natal e estávamos sob a luz da rua.

― Não te incomoda? ― perguntei, constrangida.

― Por que me incomodaria tocar em estrelas tão bonitas? ― foi sua resposta.

Só que eu não sou uma estrela, Draco. E você sabia direitinho como me apagar. O hálito de nicotina, o jeans Levi’s. Tudo igual àquela noite, exceto pelo cardigã. Esqueceu debaixo da cama dela?