Kiss The Bride
1 To the end, sweet Frank.
Notas iniciais
Essa fic é mais uma songfic de kiis the bride e é oneshot sim. Num peçam continuação pq eu naum tenho tempo.Hope u enjoy it.Kisses
- Espera, Frank, não apaga. Experimenta. – eu disse indicando o cigarro com a mão. Frank me encarou como quem não estava acreditando, mas depois de alguns minutos ele colocou o cigarro na boca e tragou. - Sabe de uma coisa? – eu sorri quando ele tossiu. – Talvez o gosto não pareça tão estranho se você provar... De outro jeito. Frank deixou o cigarro cair quando eu o beijei. Foi a primeira vez que o beijei, mas eu sabia que ambos já queríamos isso há muito e o gosto do cigarro só deu um ar ainda mais fora da lei para aquele beijo. As lágrimas fugiram dos meus olhos instintivamente quando lembrei. Apesar da chuva, que agora caia mais forte sobre mim e aquela igreja, eu sorria e ria desesperadamente. Uma risada parecida com a de uma criança. E não conseguia esquecer o quanto Frank gostava daquela risada, daquele sorriso. Só o que me separava dele agora era minha maldita covardia. A tarde estava vazia e as poucas pessoas que passavam deviam estar achando estranha uma figura vampiresca como eu parada na chuva em frente a uma igreja chorando e rindo, por mais imperceptíveis que a chuva fizesse minhas lágrimas parecerem. Mas eu não via isso, só via minhas lembranças correndo como a chuva pela minha mente. Só via o modo como ele sempre sorria ao me ver sorrir, mas ele não podia me ver agora. Eu sorri para ele quando ele finalmente acordou e sorriu de volta. Meu corpo gritava por uma segunda dose e não demorou muito até que as roupas de Frank estivessem novamente no chão junto com as minhas. Logo eu estava beijando seu pescoço, e então seu peito, sua barriga. A medida que meus lábios desciam pelo seu corpo Frank ficava mais arrepiado e me presenteava com gemidos gratificantes, o que me fazia ter cada vez mais iniciativa. - Gee, para.- ele disse um tempo depois. - Não quer mais? – eu fiz cara de criancinha implorando por doce. - Não. É minha vez agora. Ele me virou na cama e começou a me fazer soltar os mesmos gemidos que eu o estava fazendo deixar escapar, talvez até mais brutos. E depois de um tempo caimos juntos na cama. Eu me perguntava o que Frank estava fazendo naquela igreja sem mim. O que ele estava fazendo com ela. “Tudo pela minha falta de coragem? Ele não se importa? Ele não acredita que eu me importo?” As perguntas que não pareciam ter resposta me fizeram chegar a uma resposta imaginada na qual mesmo sem sentido eu teimei em acreditar. Talvez ele tivesse medo. Mas medo de que? E porque não vinha falar comigo? Não explicava nada, só me deixava mais angustiado. - Gerard? – eu vi meu irmão saindo da igreja e olhando para mim asmático. – O que diabos esta fazendo aqui fora? – ele disse tentando fazer sua voz fraca soar mais alta que a chuva. - Se quiser impedir alguma coisa é melhor entrar logo. – Mikey sorriu cúmplice e fiquei feliz por ter um irmão como ele. Então percebi que se ficasse ali sorrindo para a chuva e chorando com ela nunca mais poderia sorrir para ele e chorar com ele. Nunca mais poderia tocá-lo. Tremendo empurrei as portas da igreja e meus olhos logo encontraram o altar. Ele me puxou para uma sala da igreja onde aparentemente estavam guardando alguns objetos empoeirados. Um verdadeiro desperdício por que os vitrais da sala eram lindos. - A Helena ainda vai demorar até terminar de gravar a dança. – Frank mordeu o lábio sorrindo maliciosamente para mim. Estávamos gravando o clipe e por mais que eu quisesse ver como estavam se saindo eu não consegui resistir aqueles sorrisos. - Safado. – eu murmurei mordiscando o lábio inferior dele em seguida e mais tarde ouvindo-o murmurar meu nome extasiado. Aquilo era só o que eu precisava ouvir, não me importava se o clipe ficasse horrível, os outros podiam se responsabilizar por isso. Eu o queria naquele momento e ele a mim. Então era naquela sala iluminada por imagens de santos que eu o teria, sob os olhos Dele. Desabei quando olhei para Frank ao lado dela. Longe da maioria dos clichês que eu esperava vivenciar eu não ouvi um encorajador “Fale agora ou cale-se para sempre”.O que eu ouvi do padre, representando Deus naquela união foi algo incrivelmente cruel para alguém que se dizia ser somente amor. “Kiss the bride”. E foi o que ele fez. Frank beijou Jamia, a noiva. E por que? A clássica pergunta. Porque fui fraco e covarde demais para entrar naquela igreja dois malditos minutos antes e dizer que amava demais o noivo para deixar que ele se casasse com outra pessoa.
Eu sorri para ele quando passou por mim de mãos dadas com ela. - Me desculpe pelo atraso, meu amigo. – eu tentei desejar felicidades e continuar sorrindo, mas não podia ser tão frio assim. Quando olhei em seus olhos não consegui dizer nada, minha garganta voltou a doer por eu tentar segurar as lágrimas. Quando os noivos passaram por mim saindo da igreja para serem recebidos por uma chuva de arroz, eu comecei a chorar como uma criança e rir como um adolescente desesperado. Eu puxei a capa de um dos objetos cobertos da sala para descobrir que era um piano. Satisfeito com minha própria descoberta eu segurei Frank pela cintura e o fiz sentar naquele instrumento. - Em cima de um piano, Gerard? – ele arregalou os olhos verdes surpreso, mas sorrindo ainda assim. - Nós vamos para o inferno por isso, mas dizem que lá tem fogo. – eu disse e ele me beijou. Ele me conhecia afinal, não ficaria surpreso por muito tempo. Na verdade em pouco tempo eu o faria esquecer que ele estava na casa de Deus. Minha mão rapidamente foi parar nas calças dele, não havia nem mesmo a necessidade de tirá-las. Só havia a necessidade de dar e sentir prazer e os gemidos dele eram presentes tão bons quanto as mãos, a boca e o membro dele na minha cintura. A porta do meu quarto se abriu a minha frente. Eu queria escancará-la, mas não consegui juntar forças. Bob e Mikey tinham me deixado em casa, todos pareciam preocupados demais comigo para me deixar dirigir. Eu sabia que eles estavam certos, mas não os entendia. As imagens girando na minha cabeça me faziam mal. Kiss the bride, Kiss the bride, Kiss the bride. Os cheiros, as cores, as palavras. Lentamente me dirigi ao banheiro e encarei o espelho com ódio, pena e tristeza. Minha imagem refletida não era das melhores, mas eu já tinha estado pior e as lembranças censuráveis daqueles dias me atingiam como água do ártico, como a imagem de Frank saído daquela igreja sem ao menos olhar para trás, como se realmente não se importasse. Eu caí perto da pia. Não me lembro bem se estava bêbado ou drogado, mas Frank estava lá comigo e por mais chateado que parecesse estar eu sabia que ele estava preocupado. - Esse comportamento completamente irresponsável é a única coisa que eu odeio em você, Gerard.- ele parecia minha avó falando, mas eu o amava de qualquer forma. - Frank às vezes até você fica bêbado. - Gerard, eu fico bêbado quando tenho algum problema para esquecer e eu não dirijo bêbado. – ele disse limpando o sangue na minha testa com um pano molhado. – Gee, se você tem algum problema me fala, nós podemos resolver juntos, mas eu quero que saiba que você tem alguém te esperando voltar em casa. Não arrisca mais a nossa felicidade assim. Eu estava te esperando para...- mas ele não completou a fase. Ao invés disso me beijou e me levou até a ducha. Algum tempo depois eu não estava mais tão bêbado e ele finalmente me mostrou para que estivera me esperando. Eu abri armário embutido atrás do espelho, não apenas para não ter de encarar meu reflexo mórbido. Não demorei muito até encontrar o que queria. Áquela altura eu já estava sem a blusa e segurava a pequena lâmina prateada com força a ponto de tremer. Olhei uma última vez meu reflexo antes de deslizar a lâmina pelo meu braço nu. O sangue se misturando ao branco da minha pele e ao prata da lâmina era uma imagem reconfortante. Logo eu teria perdido sangue suficiente para meu pulmão arder e devagar. Meu coração não demoraria a parar, mas enquanto eu ainda estava vivo era por Frank Iero que ele batia. “Kiss The Bride”. Frank tirou minha roupa e logo a dele também. Nós estávamos agora totalmente molhados e parecíamos duas crianças inocentes e felizes debaixo do chuveiro, mas nossos atos, murmúrios e gemidos não eram tão inocentes assim uma vez que sabíamos que por mais que dissessem que aquilo era errado era aquilo, apenas aquilo que queríamos para aquela noite. Para toda à noite. Por causa dele eu sorri, apesar da dor. Por causa dele eu chorei apesar de todos os bons momentos. E por ninguém que não fosse Frank Iero, ou pela falta dele, eu morreria. - To the end, sweet Frank. And... good night. –Foram as ultimas palavras que Gerard Way conseguiu murmurar.Oi... bem eu sei que está gigante mas é oneshot então não peçam continuação, ok? E deixem comentários Sugar kisses: R.B.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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