Kiss Me.
40 Resultados.
Notas iniciais
—Sasori, por que eu tenho que ir com você? – Gaara resmungou andando ao meu lado, abraçado a sua blusa de frio enquanto deixava os olhos entreabertos pelo vento forte que passava por nós.
—Porque o Deidara está ajudando a mãe dele na floricultura e eu não queria ir sozinho. – respondi simplesmente.
Peguei meu cartão do curso dentro do bolso e coloquei no pescoço, entrando no local junto com meu irmão. O salão estava quente, parecíamos até estranhos com tantas blusas de frio.
Mostrei o crachá para a recepcionista e depois e trocarmos alguns olhares de desprezo, fui até o elevador junto com Gaara.
Fazia duas semanas depois que nós fizemos aquela prova, eu não queria admitir, mas estava ansioso para ver meu resultado. Hoje é o dia marcado que eles entregaram as notas, iria pegar a de Deidara também e infelizmente, prometi que abriria apenas com ele.
Quando chegamos ao andar certo, arrastei o ruivo para fora, desviando de algumas pessoas que reconheci como meus colegas. Cumprimentei algumas pessoas, e entramos na sala de aula em que eu estudava.
Itachi estava lá, junto com seu irmão e aquele louro, Naruto.
—Ei. – acenei me aproximando. Itachi sorriu para mim, ele parecia feliz.
—Ei Sasori, quanto tempo. – Naruto se pronunciou sorridente. – Não sabia que você tinha se clonado, dattebayo.
Itachi riu, enquanto Sasuke batia em sua própria testa.
—É meu irmão mais novo, Gaara.
Ele acenou antipaticamente, enquanto era puxado por um Naruto curioso, dizendo o quanto nós dois éramos parecidos.
—Você parece feliz. – observei, sentando–me ao lado do moreno.
Algumas pessoas passavam por nós sorridentes, outras nem tanto. Ele levantou uma mão, mostrando um papel com um pequeno texto.
—A meta mínima era de 84.5, eu consegui 87.3. – sorriu vitorioso. –Eu passei!
Não era surpresa o grande Uchiha Itachi passar em uma prova, mas eu não quis deixar ele sem graça e nem nada do tipo, apenas sorri de lado.
—Parabéns!
—E você? Já viu seu resultado? – neguei com a cabeça. Contei a ele que havia acabado de chegar e que só iria ver junto com Deidara.
—Mas e você e seu namorado, como ficaram? – questionei me divertindo com o tom vermelho que suas bochechas formaram.
—Yahiko não é meu namorado. – ele socou meu ombro de leve, e riu. –É complicado, decidimos que iriamos nos conhecer melhor... Talvez... Bem, quem sabe com o tempo...
Ele me olhou por algum tempo e depois abaixou o olhar.
—Eu só não quero dar esperanças falsas a ele... – explicou calmamente, olhando sua folha de resultados. – Sei como é ter um amor não correspondido, então estou me esforçando.
Ficamos em um silêncio constrangedor por algum tempo, até que Naruto voltou o quebrando.
—Sasori, eu posso levar o seu irmão para tomar um café aqui na lanchonete da empresa? – o louro pediu com os olhos brilhando.
Olhei para Gaara que parecia estar em uma conversa interessante com Sasuke, era bom ver o ruivo se socializar com pessoas que não fossem Rock Lee, eu gosto do moreno, mas às vezes parece que Gaara só tem contato com ele. Eu não podia falar muita coisa...
—Claro.
Naruto avisou que Sasuke também iria para Itachi e os três saíram da sala conversando.
—Então... Onde eu pego o envelope? – apontei para o objeto que Itachi tinha em mãos.
—Venha comigo.
O segui até outra sala, onde eu dei meu nome e assinei um papel. Tive que assinar outro papel para pegar o de Deidara, eram cores diferentes; o que tinha o meu nome era branco e o do louro era amarelo claro.
—O branco é por que você é aluno e o amarelo é de convidados. –Itachi explicou antes que eu perguntasse alguma coisa.
Respirei fundo, engolindo a curiosidade e vontade de abrir o resultado.
Minha semana estava tão cansativa, como o ano estava acabando as provas finais iriam ser na próxima semana, ou seja, eu devia estudar em dobro. Estava sendo obrigado, – ou nem tanto –, a trabalhar na loja com minha baa-chan nos finais de semana, e isso esgotava muito o meu tempo; eu tinha que estudar, trabalhar, ajudar minha mãe em casa, dar atenção a Deidara e Dara; mas pelo menos, a convivência estava melhor, quer dizer, depois que meu pai e Gaara tiveram uma conversa esclarecedora, tudo ficou bem melhor.
Minha mãe teve a grande ideia de conhecer a família de Lee, já que meu pai não conhece o moreno. Eu não ia, não queria passar o natal com gente feliz e sorridente, sempre preferi ficar esse feriado em casa, assistindo filmes.
Além do mais, eu fiz dezessete anos a três semanas atrás, e percebi que sou mais velho do que Deidara, Itachi e Hidan. Mas isso não é importante.
—Eu tenho que ir. – o moreno ao meu lado comentou, olhando as horas em seu relógio de pulso. – Tenho que encontrar alguém...
Ele tentava ocultar, mas eu sabia muito bem quem era essa pessoa.
—Tudo bem, divirta-se.
Ele sorriu envergonhado e foi em rumo ao lado oposto ao que eu iria. A lanchonete é o segundo andar, não ia muito para lá, mas era preciso.
Poderia deixar Gaara aqui, sim, mas ele não iria saber voltar depois.
—Gaara. – chamei após o encontrar sentado em uma mesa com inúmeros doces, o ruivo estava no meio dos outros dois, parecendo se divertir na companhia dos idiotas.
—Já vai?
—Sim, pode ficar, mas não vou vir buscar você depois.
—Eu o levo! – Sasuke se pronunciou, indiferente. —Cadê meu aniki?
—Foi dar um passeio. – respondi, ocultando a melhor parte. Eu não sabia se Itachi havia dito que estava se relacionando com outro homem para o irmão, mesmo que Sasuke é a última pessoa que poderia julgá-lo. Ele não pareceu se convencer muito com minha resposta, mas não disse mais nada, apenas continuou tomando seu café. —Se vai ficar, até mais. – me despedi.
—Espera Sasori! – olhei para Naruto que corria até mim com um lanche em mãos.
Era muito estranho ver essa cena. Se a pele dele fosse mais clara, o cabelo liso e longo e sem as mariquinhas que ele tem nas bochechas, seria o Deidara. Como duas pessoas podem ser tão parecidas e nem serem parentes?
—Comprei para você. – sorriu entregando o pacote a mim.
—Ah... Obrigado, Naruto.
Ele sorriu, tomando um gole de um cappuccino. Acenei para Gaara que retribuiu o gesto e fui em direção ao elevador.
Aqueles três... Lembram-me outras três pessoas...
[...]
Eu simplesmente odeio ir à casa do Deidara. Tenho três razões; a primeira, a mãe dele não gosta de mim; segundo, as empregadas ficam rindo e cochichando entre si enquanto me encaram, é constrangedor demais; e terceiro, eu prefiro a minha casa.
Mas ele pediu, e cá estou eu. Estava acostumado com pessoas simpáticas, acenando e sorrindo para mim enquanto ando na rua, aqui é diferente, os moradores me analisam de cima a baixo, e nem quero saber o que pensam, aliás, não me importo.
Toquei a campainha, esperando soltando um suspiro. Em uma mansão com inúmeras empregadas, demoram demais para atender as visitas e eu odeio esperar.
—Sasori-san, entre. – uma das empregadas em recebeu, sorrindo e olhando–me de uma forma estranha. —Deidara-sama está no quarto.
Assenti e subi as enormes escadas da casa muito iluminada. De acordo com o louro, seus pais estavam festejando alguma segundo lua de mel, eu acho. E Ino estava na casa de uma amiga.
Entrei no quarto, observando o local vazio com o som de água corrente vindo do banheiro: ele estava no banho.
Joguei minha mochila em um canto qualquer e deitei em sua cama; talvez vir aqui não é tão ruim, o colchão dele é macio e quente, além de que tem o cheiro dele. Poderia dormir agora mesmo...
—Danna. – abri os olhos, meio sonolento. Sentei-me na cama e o vi sair do banheiro com um roupão de banho, seus cabelos estavam totalmente presos para trás.
—Você fica bem assim. – comentei despreocupado, ele franziu um pouco o cenho e olhou seu reflexo no espelho que havia no cômodo.
—A minha franja estava atrapalhando, hn. – andou calmamente até a mim, e me deu um beijo curto. —Então... Onde está?
Apontei para a mochila, a qual ele correu e pegou, entregando-a a mim. Peguei os envelopes, e entreguei o amarelo para ele.
—Ai, eu estou nervoso, hn. – respirou fundo, ajoelhando-me na minha frente. —Eu... Eu vou abrir primeiro.
Concordei com a cabeça, vendo-o respirar mais algumas vezes bem fundo e abrindo lentamente. Estava tão devagar que me irritou, mas eu não quis comentar nada e o deixar chateado.
Quando terminou, tirou a folha de resultados de lá e começou a ler:
—Caro Yamanaka-san, o senhor realizou o teste preparatório da Uchiha's Company, a meta exigida para imigrar os Estados Unidos deve ser de 84.5 pontos na avaliação de cem questões; porém, infelizmente, o senhor conseguiu a meta de... 64.3...
Ele parou de ler, olhando para a folha por um bom tempo, franzindo os lábios e a testa algumas vezes.
—Desculpe danna. – voltou a falar. —Eu decepcionei você, não é?
Observei-o ainda ficar a folha, tentando ser forte o suficiente para não chorar. Eu, para falar a verdade, nem sabia como consolá-lo. O silêncio que ficou entre nós estava fazendo-me sentir dor de cabeça, ver seu olhar decepcionado e de tristeza não estava ajudando.
—Abre o seu. – falou voltando sua atenção para mim. —Tenho certeza que você conseguiu, hn.
Sorriu triste, tentando me encorajar. O olhei por um tempo e depois fitei meu envelope ainda fechado; o que eu devia fazer? Eu o convenci a fazer essa prova para não ir embora sem ele, e agora...
—Deidara... – ele me olhou hesitante. —Eu não vou.
Encarou–me por breves minutos, alternando seu olhar para confuso, curioso e indignado.
—O quê?!
—Eu pedi para você fazer essa prova por que não queria ir para o outro lado do mundo sem você. – respondi em um fôlego só. —E se você não for, eu... – hesitei um pouco. —Eu não vou...
—Danna, você ficou louco? – riu forçado. —Você não pode fazer isso, hn.
Levantei-me, ajoelhando-me em sua frente. Coloquei o envelope dentro da mochila e a fechei.
—Talvez não possa, mas vou.
Abraçou-me forte, afundando o rosto na curva do meu pescoço.
—Acho que você ficou burro depois dessa prova, hn... – sussurrou debochado no meu ouvido.
—Pelo menos agora você sabe fazer uma equação de segundo grau.
Ele riu, mordendo minha orelha. Encarou-me, segurando meu rosto com as duas mãos.
—Tem certeza? Eu não quero ser o motivo para você desistir do seu objetivo, hn.
Beijei sua testa.
—Tenho.
Beijou-me, apertando meus ombros e pedindo passagem, sendo concedida. Levei meus braços para sua cintura, mas ele me parou. Desfez o beijo e sorriu malicioso, colocando meus braços em seu pescoço e me ajudando a levantar apertando minha cintura.
Deitou por cima, passando a mão por baixo da minha camiseta e brincando com meu mamilo.
—Hm... Deidara espera... O que você...?
—Você me fez uma promessa.
Tentei me lembrar de alguma promessa e...
—Ah não, você quer agora?
Ele respondeu com um sorriso, descendo os lábios para o meu pescoço.
Certo, quando eu disse que ele poderia ser o ativo quando quisesse, não imaginava que ele havia levado a sério. Estava tentando relaxar, mas meu corpo estava meio tenso; o empurrei de leve, o fazendo me encarar raivoso.
—Danna! – ele me repreendeu.
—Vai com calma... – podia sentir minhas bochechas quentes, odeio ficar corado.
—Você não quer, não é? – não respondi. —Você prometeu!
—Eu sei... – resmunguei. —Mas eu não imaginava que seria agora...
Ele suspirou, e se sentou na cama.
—Tudo bem. – levantou–se e foi até o banheiro.
Estava me sentindo culpado de certa forma, mas eu devia ser um pouco mais sensível. Aliás, ele devia estar triste por não ter conseguido passar na prova, eu deveria deixar?
—Deidara. – chamei indo até o banheiro e o vendo pentear o cabelo. —Desculpe, olha... Se você quiser, nós podemos.
Encarou–me com uma sobrancelha erguida, e cruzou os braços, desconfiado.
—Estou falando sério.
Aproximei-me e passei meus braços em volta de seu pescoço, fazendo com que ele quase que automaticamente segurasse minha cintura. Beijei seus lábios com calma, sentindo ele me apertar contra seu corpo, não estava tão desconfortável, aliás, ele é alguns centímetros maior do que eu, por isso não estava sendo difícil manter a postura.
O puxei, sem desfazer o beijo, até seu quarto, deitando em sua cama com ele por cima.
Deidara mexeu no meu cabelo como ele sempre fazia e apertou minha coxa com a outra mão. Senti meu corpo estremecer, aliás, quem fazia isso era eu, não ele. Mas não deixava de ser uma sensação boa; desceu os beijos novamente para o meu pescoço, dando mordidas e chupões, me levantou um pouco e tirou minha camiseta, voltando a selar nossos lábios. Pediu passagem, a qual eu cedi sem demora, deixei que ele liderasse o beijo, invadindo e explorando minha boca como ele quisesse, mordendo meu lábio inferior e chupando minha língua com força. Mordeu o lóbulo da minha orelha e desceu até meu ombro, descendo novamente para o meu tórax e logo após o meu mamilo, o qual beijou e ficou alguns minutos mordendo e chupando.
Desabotoou minha calça, mas não a tirou, beijou meu umbigo, passando a mão pelas minhas coxas e apertando ora ou outra; lançou-me um olhar malicioso e puxou minha calça para baixo, deixando meu volume dentro da boxer visível.
—Já danna? – provocou apertando de leve.
—Se você não ir logo, quem vai ficar por cima sou eu. – tentava manter a voz firme, mas ela estava ofegante e tensa. Ele sorriu com isso.
Mordeu minha coxa, adentrando a boxer com a mão e gesticulando meu membro delicadamente. Fechei os olhos com força, e mordi o lábio inferior; esse Deidara... Ele quer me fazer sofrer do mesmo jeito que eu faço com ele.
Depois de ficar minutos nessa brincadeira, ele finalmente abaixou minha boxer, fazendo com que eu soltasse um suspiro de alivio. Ele riu divertido, e beijou a glande, depois a virilha e a coxa direita; subiu o corpo, deitando sobre mim e beijando–me novamente, dessa vez com mais agressividade e presa.
Beijou minha bochecha e mordeu o local, esfregando sua perna no meu membro.
—Vai logo! – mandei, o vendo se divertir com a situação.
Ele não disse nada, seu sorriso malicioso já dizia tudo. Sem mais nem menos, ele abocanhou o meu membro, raspando com os dentes, sugando com força e aumentando a velocidade conforme os gemidos que eu não conseguia segurar.
Segurei seus cabelos longos com força, como sempre fazia. Não importa quantas vezes ele já tenha feito isso em mim, eu sempre vou me surpreender em como ele é bom nisso.
De repente, parou; levantando a cabeça e lambendo os lábios. Ele me encarou por breves minutos, antes que girar o dedo em uma ordem silenciosa. Não acredito nisso...
Com muito esforço e vergonha, eu me virei na cama, deitando de bruços. Senti quando ele começou a beijar minhas costas, descendo em uma trilha carinhosa de beijinhos até minhas nádegas, as qual ele mordeu. Fechei os olhos, dizendo a mim mesmo que ninguém estaria vendo isso, aliás, Deidara não era louco de gravar ou deixar que Hidan assistisse.
Depois de alguns segundo sem sentir nada, apenas um frio na barriga, ele pressionou um dedo da minha entrada. Foi desconfortável, mas não doeu muito. Nem o segundo... Mas o terceiro incomodou muito.
—Se doer muito, me avisa ok?
—Espera! – pedi me virando. —Eu não vou ficar nessa posição.
Voltei a deitar de barriga para cima, enquanto ele ficava entre as minhas pernas, percebi que ele estava tão corado quanto eu.
—O que foi? – questionei após ver seu sorriso sonhador.
—É que... – ele riu envergonhado. —Essa é a minha primeira vez nessa posição, hn.
Rolei os olhos e esperei que ele começasse, o que demorou um pouco. Foi ai que me dei conta, de que ele estava mais ansioso e nervoso do que eu.
Ele segurou os meus joelhos e se aproximou mais, forçando, delicadamente, a glande dentro de mim. Fechei os olhos, tentando fingir que não estava sentindo nada, o que, aliás, era quase impossível. Odiei o fato de não ter conseguido segurar um gemido alto de dor e o feito parar e me lançar um olhar preocupado.
—Pode... C-continuar...
Deidara continuou entrando, parecendo ter um pouco de dificuldade e gemendo ora ou outra, enquanto eu me contorcia.
—Argh. – arranhei suas costas, mordendo o lábio inferior com força.
—Relaxa... – sugeriu, com a voz cheia de prazer.
Ele tentava ser o mais delicado possível, mas mesmo assim, estava doendo demais. Mas eu não iria pedir para ele parar, claro que não. Poderia ser injustiça se eu o mandasse parar, contanto que eu sempre faço sofrer assim; ou era pelo mínimo de orgulho que eu ainda tinha.
Ele entrou por completo, ficando parando enquanto eu tentava relaxar e amenizar minha respiração. Tirei minhas unhas, que estavam cravadas, em suas costas e joguei a cabeça para trás, respirando fundo. Para me ajudar, ele começou a beijar o meu pescoço e ombro, estimulando meu membro com firmeza, coisa que não estava ajudando em nada, mas não comentei.
Foi quase que involuntariamente quando eu mexi meu quadril, corando após perceber o ato. Ele começou a se movimentar, devagar enquanto eu afundava meu rosto na curva de seu pescoço, tentando afastar a dor insuportável que eu estava sentindo.
—Ah... – soltei um gemido rouco, mas não sabia se foi de prazer ou de dor que, aliás, eu estava sentindo os dois. Por mais estranho que isso pareça.
O louro não aumentou os movimentos, nem a intensidade, apenas continuou com as estocadas leves e lentas.
Ele soltava inúmeros gemidos fracos, aumentando às vezes. Era muito estranho sentir algo dentro de si, se movimentando. E foi mais estranho ainda, quando eu comecei a sentir prazer com isso, soltando suspiros prazerosos junto com Deidara, que não aumentou a velocidade.
—Está... Bom, danna? – ele perguntou em meio a gemidos.
Não respondi, continuei tentando conter os gemidos.
—Se quiser... E-eu posso ir mais rápido, hn... Ah... – ele beijou meu ombro. —É só... P-pedir, hmmmm.
Puxei seu cabelo para frente, e fiz com que ele me encarasse nos olhos.
—Deidara, cala essa boca e vai mais forte!
Ele riu, obedecendo minha ordem, aumentando a intensidade das estocadas e fazendo com que eu soltasse mais alguns gemidos baixos.
Em um momento, ele tocou um ponto que fez com que meu corpo estremecesse, minhas pernas ficassem bambas e que eu soltasse um gemido mais alto e longo do que os outros. A partir desse momento, ele começou a tocar apenas naquele lugar, aumentando a velocidade a cada estocada e gemendo tão alto quanto de costume. Voltei a arranhar suas costas, enquanto ele apertava minhas coxas, e foi assim, que eu cheguei ao orgasmo; depois de algumas estocadas fortes, ele chegou também, gemendo meu nome em um sussurro no meu ouvido.
Caiu em cima de mim, exausto. Fechei meus olhos, tentando manter a respiração calma e acariciando seus cabelos.
—Deidara...
—Hm?
—Lembra-se da nossa primeira vez? – ele levantou a cabeça, com o cenho franzido.
—Pensei que você não queria...
—Não importa. – ele sorriu. —Você se lembra?
—É claro que sim, hn.
—Lembra o que você me disse após terminarmos? – ele ficou pensativo, antes de perguntar o que era, eu falei: —Sai de dentro da minha bunda, agora!
Ele corou, saindo de dentro de mim e sentando ao meu lado, rindo.
[...]
Acordei sentindo um braço em cima da minha cintura, abri os olhos com um pouco de dificuldade, tentando os focar com a escuridão do quarto. Consegui focar o teto, acariciando o braço de Deidara e o tirando delicadamente de cima de mim; levantei-me, sentindo algumas pontadas de dor no quadril.
Fui até o banheiro, sentindo os olhos queimarem pela luminosidade. Joguei um pouco de água no rosto, e bocejei. Sai do local, voltando para o quarto, vendo que Deidara ainda dormia tranquilamente.
Percebi a presença da minha mochila ao lado da cama, me aproximei um pouco e a abri, vendo um envelope branco. Virei–me, tendo certeza de que Deidara ainda estava dormindo e o abri, me sentindo um pouco culpado por tal ato.
Puxei a folha de resultados e li:
"Caro Akasuna-san, o senhor realizou o teste preparatório da Uchiha's Company, a meta exigida para imigrar os Estados Unidos deve ser de 84.5 pontos na avaliação de cem questões; porém, felizmente, o senhor conseguiu a meta de 87.0. Parabéns".
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