Kiss Me.

33 Complicações.


Notas iniciais
Título nada a ver, mas os meus títulos nunca tem -qq Mais um capítulo, dessa vez com o Deidara. Pra quem gosta dele, ai está o/ Ah sim, obrigada Lizzie pela recomendação ♥; Chorei um lago de felicidade, obrigada de verdade. Desculpem os erros e boa leitura :3

Ninguém merece ver a sua ex-sogra te acusando de algo que você não fez. Principalmente quando você foi o magoado.

É, a mãe de Deidara veio até a minha casa apenas para discutir comigo. Claro, eu sou um idiota e disse o que ele fez, fazendo ela cala a boca. Tinha quase certeza de que minha mãe estava ouvindo tudo atrás da porta.

Ela corou e se sentou, sem saber o que dizer. Quem não ficaria sem palavras?

Mesmo assim, ela continuou a protestar, dizendo que eu devia perdoar seu filho, que doía muito o ver daquela forma. Eu sei que deve doer, aliás, nem estou ao lado dele e posso imaginá-lo. Era triste pensar que uma pessoa tão feliz como Deidara ficaria daquele jeito.

Mas de quem é a culpa? Minha não é.

De qualquer forma, eu sei que prometi não magoá-lo, mas em nosso “acordo” não tinha nada sobre ser magoado. Pois bem, eu fui a vitima, tenho o total direito de estar chateado e não o querer por perto por um tempo... Pelo menos, até eu conseguir colocar os pensamentos em ordem.

Tinha muita coisa rodando em minha mente; Itachi, estudos, Deidara, o curso, a comida do Dara que estava acabando.

—Me dê um tempo, sim? – pedi, mexendo no cabelo. —Eu tenho que pensar um pouco.

Ela assentiu, ainda meio pasma e se despediu. Ela não parecia muito feliz com minha indiferença, mas eu simplesmente fechei a porta na cara dela. Menos um ponto com ela, mas acho que agora isso não importa;

—Sasori-chan...? – vi minha mãe sair da cozinha, perplexa. —Ele... Ele...

—Podemos esquecer isso? Por favor?

Ela se aproximou, abraçando-me. Quando me soltou, beijou minha testa e sorriu.

—Vou fazer uma macarronada para você. – e voltou para a cozinha.

Às vezes minha mãe é tão estranha quanto eu, mas essa era a maneira de tentar me animar. Subi as escadas, querendo enforcar alguém; estava sem animo para nada. Por que todo mundo achava que nosso termino era culpa minha?

—Dara! – gritei com ele, após o ver mastigar um dos meus livros.

Pelo menos meu gatinho nunca me abandonaria.

[...]

—Eu realmente não levo jeito algum com isso. – Itachi resmungou apagando o desenho que ele tentava fazer.

—Não é tão difícil. – disse rindo fraco para ele. —Olhe, é só você não forçar tanto o gravite, assim não irá ficar tão marcado.

Ele pegou outra folha e tentou fazer o que eu disse, mas às vezes falhava.

—Você é péssimo!

—Obrigado, me sinto bem melhor.

Ri pelo nariz, me aproximando e tentando o ajudar. Segurei uma de suas mãos e ele estremeceu levemente.

—Com calma, não é tão difícil. – guiei sua mão pelo papel, fazendo alguns traços trêmulos.

Quando terminamos, havia uma árvore quase bem feita no papel.

—Melhor do que a casa que eu fiz.

—Não estava tão ruim. – dei de ombros sentando no meu lugar.

—Ah claro... – ironizou. —Era apenas um quadrado com um triângulo em cima.

Eu ri um pouco. Aproximei-me novamente, desta vez com a cadeira.

—Se você tiver calma, vai conseguir.

Ele sorriu, tentando arrumar a árvore. Percebi o quanto estávamos próximos, e corei um pouco.

—Itachi...?

—Hm?

Demorei um pouco para prosseguir.

—Eu não quero te magoar.

Ele parou de tentar desenhar e fitou o papel por alguns minutos.

—Você quer perdoar ele, não é?

—Não sei... – minha voz saiu baixa, quase um sussurro. —Eu... Eu não sei o que fazer.

Ele voltou a desenhar, ficando em silêncio por algum tempo. Pensei que ele não iria mais querer olhar na minha cara, mas ele se virou e se aproximou, tocando meus lábios com os seus.

Arregalei os olhos, surpreso. Não tivesse nenhuma reação. Uma de suas mãos passou pelo meu pescoço e a outra tocou a minha; fechei meus olhos e segurei sua cintura com a mão livre, correspondendo.

Ele ofegou entre meus lábios e se aproximou, pediu passagem e eu a concedi, mordendo seu lábio inferior.

Era errado? Sim, era. Mas, era estranhamente bom.

Nós nos afastamos ofegantes e ele limpou os lábios, corando.

—Desculpe... – pediu, se afastando um pouco.

Ouvi um barulho atrás de mim e Itachi corou mais, ficando tão vermelho quanto meu cabelo. Virei-me e encontrei Hidan, de braços cruzados e com uma expressão nada boa.

—Estou atrapalhando? – ele perguntou sem o deboche habitual em sua voz.

—Está.

—Não. – Itachi deu um pequeno soco no meu ombro e se levantou. —Já estava de saída.

Ele praticamente correu para a porta e saiu da sala de reuniões, me deixando sozinho com o albino.

—Que porra foi essa?

Não respondi, aquilo não era da conta dele.

—Sasori-chan, puta que pariu, você não pode estar pensando em ficar com o Uchiha.

—O que você tem a ver com isso? – esbravejei me levantando.

—Vai magoar ele, o Deidara-chan e você mesmo! – ele levantou os braços indignado.

—Eu já fui magoado, Hidan. –peguei minha mochila. —Você não tem nada a ver com isso!

E sai da sala, deixando o albino sozinho.

Não estava afim de ficar ouvindo Hidan me dar lição de moral, até por que ele não era a pessoa mais apropriada para isso.

Já estou ficando irritado com essa história toda.

[...]

—Eu não vou ajudar... – disse o moreno calmamente, lendo um grande livro de capa grossa.

—Como assim, porra? O Deidara-chan está sofrendo, e o Sasori-chan também! – indagou o albino do local, onde ele andava de um lado para o outro, levando seus braços em indignação e desgosto.

—Isso não é problema nosso, Hidan. – retrocou Kakuzu, sem tirar os olhos do livro. —Deixe que eles resolvam seus próprios problemas.

—Puta que pariu Kakuzu! Você é um velho filho da mãe.

O moreno não disse nada, já estava acostumado com os diários insultos do mais novo, mas isso não quer dizer não deixassem de ser desagradáveis. Hidan subiu no colo do mais velho e tirou os livros de suas mãos, o encarando seriamente.

—Kakuzu, e se fosse nós? – ele questionou piscando minimamente. —Deidara provavelmente iria querer ajudar...

—E o Sasori não iria nem ligar.

O albino pensou um pouco e chegou à conclusão de que fazia sentido.

—Mas não importa porra! Eles são nossos amigos, por Jashin-sama.

O moreno suspirou.

—Não. – respondeu simplesmente. —Agora, me de licença? Está atrapalhando a leitura.

O albino foi empurrado e rosnou raivoso para o maior.

—Puta que pariu Kakuzu! Você quer o que? Que eu pague você?

Os olhos verdes se encontraram aos violetas, e depois de alguns xingamentos, os dois chegaram a um acordo.

[...]

Kakuzu povs

Ah, mas que desgraça...

Por um lado, não acredito que concordei com isso; por outro, eu ganhei uma boa quantia. Mas claro, não foi apenas dessa forma que ele pagou, mas isso não vem ao caso.

Meus dedos iam de encontro à janela ao meu lado, enquanto eu observava o bairro de classe média. Era bem diferente do que eu estou acostumado a ver. Havia crianças correndo e brincando com uma grande bola azul, parecia ser de plástico; algumas meninas pulavam amarelinha, e também havia mulheres de meia idade, andando e conversando no meio da rua.

Minha limusine parou em frente a uma casa não muito grande, pintada de um tom cinza escuro. Com alguns vasos de flores ao lado da porta, uma cerca pintada em um bege bem claro, não deixando que as pessoas entrassem.

—É aqui?

—Sim senhor... — o motorista respondeu.

—Muito bem, venha me buscar quando eu ligar. – e assim, sai do carro.

O lugar tinha um ar de aconchego diferente, aliás, todo o bairro tinha. Algumas pessoas acenavam e sorriam para mim, como se eu não fosse um completo estranho; na minha rua as pessoas nem se olharam, apenas ficam se analisando silenciosamente.

Olhei para a casa mais atentamente, vendo que havia mais dois andares. Abri a cerca com delicadeza, ou quase, e entrei. Tocando a campainha e esperando alguns minutos, fiquei pensando no quanto essa ideia era idiota e enquanto era ridículo eu ter aceitado, mesmo com as condições atuais.

Logo uma mulher com cabelos castanhos escuros, presos em um coque bem feito me atendeu, vestindo um avental branco com os dizeres “eu sou a melhor das mães”; abriu um sorriso gentil para mim.

—Posso ajudá-lo?

Pigarrei um pouco, observando seus olhos castanhos, tão parecidos com os de Sasori. Tirando o fato de que os dela não havia nenhum tipo de sarcasmo e tédio, e sim simpatia.

—Ahn, o Sasori está?

Ela sorriu mais ainda.

—Um amigo do Sasori-chan? – juntou as mãos, mostrando uma colher de pau suja de algum tipo de molho, que cheirava muito bem. —Entre, seja bem vindo...

Deu-me espaço e eu passei por ela, observando a casa simples e comum. As paredes eram pintadas de branco, com alguns quadros presos a ela. Era a sala, e no meio dela, havia dois sofás, um grande em frente à televisão e um pequeno ao lado; um tapete cor vinho estava em todo o chão, com detalhes abstratos pretos e brancos.

—Você já almoçou? Quer beber algo? – ela perguntou, após eu tirar os sapatos e adentrar mais o local.

Era estranho olhar para ela e pensar que era a mãe do ruivo, tão gentil e sorridente. Creio que a personalidade antipática e cínica deve ter vindo do pai.

—Não, obrigado. – agradeci prontamente. —Posso pedir a permissão para levar seu filho a um passeio?

—Ah, claro que sim. – limpou um pouco de vestígios de molho dos dedos no avental. —E, para onde quer o levar?

—Para um lugar especial, encontrar uma pessoa especial.

Ela perdeu o sorriso por alguns minutos e um brilho estranho apareceu em seus olhos.

—Essa pessoa especial é o Deidara-chan?

Hm, ela é esperta. Acho que ele herdou a inteligência dela.

—Sim.

—Então pode, com toda a certeza. – sorriu novamente. —Pode subir, já está na hora de acordar, ele estudou a noite inteira e está dormindo até agora. – riu um pouco. —A terceira porta a esquerda.

Assenti e me despedi, subindo as escadas e entrando em um corredor com cinco portas. Terceira a esquerda, fui até ela.

Bati duas vezes e não houve respostas, então, simplesmente a abri. Passei os olhos pelo quarto, uma janela ao lado da cama, onde havia um corpo coberto até a cabeça, deixando alguns fios ruivos a mostra; na parede ao lado da janela e em frente à cama havia uma escrivaninha, cheia de livros, folhas e lápis. Do lado da porta, tinha um guarda roupa com tons diferentes de marrom. No meio do quarto havia uma cadeira jogada no chão, a qual eu não tive a decência de levantar, passei por cima.

Olhei para o corpo, que respirava sonolento deitado.

—Sasori... – chamei, balançando-o levemente. —Ei, acorda...

Ele soltou alguns resmungos e se mexeu. Após alguns xingamentos por ter sido acordado, tirou os lençóis de cima de si e me olhou, coçando os olhos e tentando os focar.

—Kakuzu? Mas o que você está fazendo aqui?

—Sem perguntas, apenas troque de roupas e vamos...

—Como?

—Vou te levar a um lugar.

Ele me fitou por alguns minutos, arqueando uma sobrancelha e logo após voltando a se enrolar nas cobertas e deitando.

—Vamos logo ruivo, não tenho o dia todo!

—Não vou a lugar algum com você. – respondeu com a voz rouca pelo sono e abafada pelas cobertas.

—Vou levar você por bem ou por mal.

—Hunf... Tente.

[...]

—Droga Kakuzu, me solta! – ele se debatia no meu ombro, chamando alguns olhares para nós. —Me coloca no chão!

—Pare de se mexer. – o repreendi por estar se mexendo muito.

—Poderia pelo menos me deixar colocar uma camiseta... – resmungou parando de mexer o corpo e bater os punhos em minhas costas. Ele estava usando as mesmas roupas de quando dormia, ou seja, apenas uma calça de moletom preta.

—Eu disse que seria por bem ou por mal.

—Tsc.

Ele finalmente parou de protestar e calou a boca.

Acho que, o que mais o deixou revoltado não foi o fato de eu ter lhe arrancado da cama e o colocado no ombro; acho que foi o fato de sua mãe ter aparecido na sala no momento em que eu estava saindo e enquanto ele pedia socorro, a morena simplesmente sorriu e desejou um bom dia.

Já estava chegando ao lugar onde Hidan havia marcado, e espero que ele já esteja lá.

Conhecendo ele do jeito que conheço, provavelmente ele não irá ter chegado. Pirralho idiota.

Andei mais um pouco, chegando ao bairro pouco movimentado, entrando em uma cerca velha e quebrada; afastei um pouco da grama úmida do caminho e subi cuidadosamente os degraus velhos daquela casa abandonada.

—Onde estamos? – ele voltou a falar, parecendo um pouco tenso.

—Não se preocupe ruivo, não vou abusar do seu corpo. – comentei calmo, o jogando no chão da casa.

Seus olhos se arregalaram quando eu fui em direção à porta, sai e o tranquei lá dentro.

—Ei Kakuzu! Abre essa porta! Ei! – ele gritava e batia na porta que misteriosamente não era velha como o resto do lugar.

Esse Hidan, pensa em tudo...

[...]

Hidan povs

—Eai Ino-chan, está bonita hoje. – sorri apoiando uma das mãos no batente da porta, encarando a loira que era a cópia gostosa do Deidara-chan.

—Argh, sai daqui seu idiota. – se afastou me deixando com cara de idiota.

—Mas que porra? Me respeita!

Entrei na casa e fechei a porta; já conhecia aquele lugar como a palma da mão, vinha aqui praticamente todos os dias.

Fui até a grande escada pisando no tapete vermelho, os pais do Deidara-chan são tão detalhistas, ‘pra que colocar um tapete na escada? Que porra.

Fui em direção à porta branca, a segunda à direita. Não bati ou chamei por ele, sei que se fizesse isso ia levar um vácuo bonito. Entrei, o vendo sentado na cama, com um lençol fino em cima da cabeça, e um caderno de desenho no colo.

—Ei Deidara-chan! – sorri, exclamei na minha maior alegria com o meu maior sorriso. Ele me olhou, com seus olhos tristes e inchados, acenando com a cabeça e voltando a desenhar, suspirei. —Está um dia tão bonito lá fora, Jashin-sama que abençoe.

—É... Está bonito mesmo, hn... – sua voz estava baixa, bem diferente do normal.

—Que tal um sorvete? Eu sei que você adora aquele de morango com calda, eu pago. – me joguei ao seu lado, vendo seus desenhos depressivos.

—Não, obrigado.

Soltei alguns xingamentos audíveis; ele não pareceu se importar, com o tempo de convivência, ele nem ligava mais para os meus palavrões.

—Sabe, você devia esquecer isso... Bem... Pelo menos um pouco...

—Eu mereço estar sofrendo assim... Kami-sama está me castigando por tudo o que eu fiz.

—Porra, você parece àqueles crentes que dão o rabo antes de casar. (N/A: Sem ofender ninguém)

Ele me olhou por breves minutos, e voltou a se concentrar em seu desenho.

—Deidara-chan, vamos lá... Você precisa sair um pouco, porra.

Ele suspirou pesadamente.

—Eu não quero, hn.

—Puta que pariu, que porra, caralho! Levante essa bunda branca dai e vamos sair. – o puxei e ele resmungou.

—Pára Hidan, eu não quero!

—Não perguntei se você quer ou não!

Ele se soltou e ele fitou por alguns segundos, com os olhos cerrados.

—É uma surpresa... Por favor.

—Você pedindo ”por favor” é chocante, hn.

—Vai se foder!

[...]

Depois de insistir muito, muito mesmo, eu consegui!

Bem, ele não se arrumou muito bem, seus cabelos estão todos bagunçados e suas roupas estavam amassadas, mas pelo menos ele colocou um óculos escuro para disfarçar o inchaço dos olhos.

Eu paguei um sorvete o qual ele nem estava comendo direito, porra, eu estou indo a falência com essa história, puta que pariu.

Nós paramos em um parque e pela hora, Kakuzu vai me matar.

—Deidara-chan, eu vou levar você para sua surpresa agora, confie em mim, ok?

—Hm, tanto faz...

Coloquei um venda em seus olhos, ele protestou, mas cedeu depois de alguns palavrões. Da minha parte, é claro.

O levei até um táxi, e assim, fomos até o local combinado. O taxista me olhava como se eu fosse um estuprador, mas eu nem liguei, só o mandei se foder. Tudo bem, não foi inteligente, até por que ele quase nos chutou para fora do carro, mas já estávamos perto do nosso destino.

O levei, respondendo algumas perguntas. Ele questionava onde nós estávamos, dizia que queria ir embora, e bláblá.

Quando nós chegamos, tirei um pouco de mato do caminho e o coloquei dentro da casa.

—Divirta-se. – disse fechando a porta.

—Hidan! Oe Hidan! Hmmm!

Ele gritava enquanto eu começava a assoviar e ia para o outro lado da casa, vi Kakuzu sentado em baixo de uma árvore sem folhas.

—Demorou!

—Foi mau, foi difícil tirar ele da casa, porra. – me estiquei um pouco, mordendo seu lábio inferior. —O colocou lá?

—Sim, já faz alguns minutos que ele parou de gritar.

Eu ri sentando-me ao seu lado.

—Que comece o show.

Notas finais
Então, comentem sim?! xoxo!