Kiss Me.

11 A verdade por trás de um sorriso. Part I


Notas iniciais
Olá. ~
Primeiro, queria agradecer pela recomendação, obrigada Eloise Bruno ♥
Segundo, leiam as notas finais, é importante!

O dia estava quente e seco, os alunos da escola primária de Konoha se divertiam ou simplesmente conversam entre si. Mas isso não se punha na escola de Konoha Elite, os alunos, -apensar da idade –, nem tinham tempo para pensar me brincar.

Matérias difíceis para crianças de dez ou onze anos de idade, os professores falavam em um tom baixo, apreciando o silêncio daquelas crianças tão bem educadas.

Claro que, apesar do silêncio e comportamento dos pequenos, sempre havia um mais dotado de inteligência do que os outros. O preferido dos professores, o melhor aluno, não apenas da classe, mas também da escola; Uchiha Itachi com apenas dez anos de idade, poderia se considerar um gênio.

O moreno não gostava muito de conversa, sempre foi muito antipático aos olhos de seus outros colegas, mas quem disse que ele ligava?

Para ser sincero, o pequeno Uchiha apenas procurava um rival a sua altura, uma pessoa que fosse tão inteligente quanto ele. Mas aos seus olhos, ninguém naquela escola estava a sua altura...

Muito menos aquele menino loiro em pé ao lado do professor, o aluno novo. O moreno não se importou muito com aquele garoto estranho, apenas continuou a fazer, ou melhor, tentar fazer seu desenho.

Nunca fora bom em artes.

O loiro se sentou ao seu lado, mas não fez questão de puxar assunto. Apenas percebeu o olhar do menor sobre si, o que lhe irritou.

Itachi suspirou, ignorando os olhares curiosos que aquele garoto lhe lançava. A aula já estava acabando, os alunos conversavam baixo por permissão do professor, com exceção do Uchiha e do aluno novo.

O primeiro por não querer, e o segundo por não ter amigos.

Os olhos ônix do moreno encararam os azuis do loiro, e ficaram em silêncio ouvindo o sinal soar. Itachi se levantou tentando novamente ignorar os olhares do menor, e saiu da sala após juntar seu material.

[...]

Itachi andava sem tirar a atenção do caminho que trajava, ouvia passos atrás de si, mas não parou de andar.

Estava irritado, e sabia muito bem quem era a pessoa que o seguia. Parou de andar fechando os olhos e respirando fundo, os passos pararam. Voltou a andar ouvindo os passos apressados continuarem.

Parou novamente olhando para trás, encontrando o aluno novo.

– Pare de me seguir! – ordenou olhando para o loiro com certo desprezo. O menor não disse nada, apenas continuou encarando o moreno.

O Uchiha se virou voltando a andar, ouvindo novamente os passos de o garoto o seguirem.

– Qual é o seu problema comigo?

O garoto não respondeu.

– Você quer ser meu amigo, não é? – perguntou cruzando os braços, o loiro sorriu. Itachi espreitou os olhos ainda encarando o rosto corado do menor. – Esqueça...

Deu as costas ao loiro, mas o mesmo pareceu ignorar o moreno e continuar o seguindo. Itachi não se virou novamente, não disse mais nada, simplesmente continuou o rumo até sua casa.

Algo dentro dele, dizia que aquele loiro iria lhe dar trabalho.

[...]

– Uchiha-san, vamos fazer o trabalho juntos? – o loiro perguntou sugerindo sobre o recente trabalho de artes.

– Não! – resmungou. – Gosto de fazer meus trabalhos sozinho...

O loiro não disse mais nada, já estava na escola há duas semanas, não havia feito amizades e a única pessoa que chamava sua atenção o ignorava. Suspirou pegando uma folha sulfite e começando a desenhar.

O garoto queria ajudar Itachi nessa matéria que o moreno tinha tanta dificuldade, mas o mesmo não deixava se aproximar dele, isso era frustrante.

Itachi por outro lado, se sentia dividido em relação aquele loiro; o garoto chegou o tratando diferente das outras pessoas, ele o tratava como se fosse normal igual às outras crianças. Mas o moreno não era, ou era? Uchiha deduziu que não.

Olhava pelo canto dos olhos para o desenho do loiro e voltava ao seu, bufando e amassando a folha.

Devia afastar seu orgulho? Apenas naquele momento?!

– Podemos fazer juntos? – perguntou sem olhar para o loiro, estava se queimando por dentro, seu orgulho rosava, mas sua necessidade por notas altas falava mais alto.

– Sim! – pelo tom de voz, Itachi deduziu que o garoto estava sorrindo.

Sentaram-se juntos e começaram a desenhar, ou melhor, o loiro desenhava enquanto o moreno ficava parado o observando fazer cada traço do desenho com total perfeição.

– Porque quer ser meu amigo tão desesperadamente? – a pergunta saiu involuntariamente, e o menor fez uma careta com a última palavra, mas entendeu o que o moreno queria dizer.

– Você me intriga, hn. – sorriu para o moreno que arqueou as sobrancelhas.

Intrigava? O que ele queria dizer?

– Aliás, meu nome é Deidara, hn. Yamanaka Deidara!

[...]

Alguns anos depois.

Deidara corria com um enorme sorriso pelo campo, sentia alguns pingos de suor caírem de seu rosto e seu cabelo preso ficar úmido, mas continuou. As pessoas gritavam na torcida, e aquele garoto que era de estrutura baixa, cabelos curtos estava no auge de sua adolescência. Seus fios loiros estavam maiores, na medida dos cotovelos, estava mais alto e com um sorriso grande e radiante.

Apesar de não ser muito bom em matérias de logísticas, era o melhor em matérias físicas ou artísticas. E ali ele estava, participando de uma corrida do colégio High School Konoha Elite Japan e estava em primeiro lugar.

Quando ganhou a corrida, acenou para a plateia onde um moreno estava lendo um livro. Uchiha Itachi estava tão crescido quanto o loiro, ficou mais alto e seus cabelos estavam maiores, foram às únicas mudanças. Ainda se dedicava ao máximo nos estudos e com seus 15 anos, era o aluno mais inteligente de toda a escola.

Se os dois viraram amigos depois desse tempo?

Há duas respostas.

A primeira, sim.

A segunda, não.

Deidara teimava em pensar que os dois eram amigos, mas Itachi continuava o olhando como apenas um colega inferior.

– Itachi, você viu? – o loiro se aproximou do moreno, que não havia prestado atenção na corrida, apenas lia um livro qualquer.

Na verdade, se perguntava o porquê estava naquele lugar. Mas se lembrava que Deidara era tão insistente quanto irritante.

– Ahn, sim... Parabéns. – murmurou sem tirar a atenção do livro, o loiro franziu o cenho.

Acha Itachi muito esnobe às vezes, mas o moreno era a única pessoa que conversava consigo, então não iria tentar o magoar.

As famílias Uchiha e Yamanaka eram amigas, a classe social das duas era a maior tanto no requisito financeiro quanto de habilidades. Os Uchiha eram especificados em ótica, enquanto os Yamanaka eram em áreas psicológicas. Mas, mesmo com as famílias unidas, os dois adolescentes pareciam não se darem tão bem.

Para a infelicidade de Deidara, é claro.

O loiro imaginava se um dia, aquele moreno de olhos ônix iria lhe dar atenção que queria. Deidara nunca fora muito social, em nenhuma das idades; queria alguém que o entende-se, que conversasse com ele, desse a atenção que nunca teve, nem dos próprios pais.

Quando viu Itachi pela primeira vez, intrigou-se pelo fato do moreno ser o único que não estava prestando atenção em si. Na verdade, não sabia o porquê o moreno havia levantado sua atenção, mas apenas aconteceu.

Se ele se arrependia de tentar se aproximar do Uchiha?

Claro que não. O loiro sempre foi persistente e teimoso, nunca gostou de voltar atrás e começar tudo do zero. Quando queria alguma coisa, iria fazer o possível para conseguir; e essa coisa, seria a amizade de Uchiha Itachi.

[...]

– Alunos, silêncio. – professor pediu. – Esse ano, teremos mais uma companhia. – esticou o braço para um garoto alto, moreno, com os mesmos olhos ônix de Itachi, usava um óculos e sorria simpaticamente.

– Meu nome é Uchiha Obito, é um prazer. – se apresentou dando um sorriso de lado para o moreno ao lado de Deidara, que apenas bufou irritado.

– Sente-se ao lado de Deidara, por favor.

– Deidara? – o moreno perguntou baixo olhando para todos os cantos da sala.

– Sim, bem ali. – apontou educadamente para o loiro ao lado de Itachi.

– Oh... Aquela garota?

Silêncio na sala de aula.

Obito levantou uma sobrancelha pela expressão no rosto dos alunos e também, na do professor.

Uma sequencia de risos fora ouvida, e o loiro ainda mantinha a mesma expressão ‘de nada’ na face. Havia escutado direito? Havia mesmo sido confundo com uma garota?

Olhou para Itachi que parecia não se importar com a situação. O moreno de óculos foi até a carteira ao lado do Yamanaka e se sentou, aprestando atenção na aula e não se incomodando com as risadas que, — apesar de não saber o motivo -, ele havia causado.

Deidara estava com um tique nervoso nos olhos, sentia veias soltarem de sua testa e queria bater naquele moreno. Cerrava os dentes ainda vendo algumas pessoas rirem, mas respirava fundo e ignorava.

Quando o sinal para o intervalo bateu, o loiro foi até a carteira de Obito, colocando a mão na mesa e cerrando os olhos.

– Ei! – falou irritado. – Quem você pensa que é para me chamar de garota? Hn?

– Então você é ‘ele’! – se surpreendeu. – Desculpe, Deidara, certo?

O loiro não respondeu apenas bufou nervoso com toda aquela situação constrangedora. Estava tão concentrado em gritar com o moreno, — que por sua vez, apenas sorria sem graça -, que nem viu Itachi sair da sala; o Uchiha não estava com uma intuição sobre isso.

Ter Obito na mesma família já era ruim, agora estar na mesma escola e na mesma classe era bem pior...

[...]

Três semanas depois.

– Deidara-senpai, me ajude, por favor!

– Não, sai daqui!

Como sempre, Deidara era o melhor na aula de artes.

As pessoas ficavam boquiabertas com o talento que o loiro tinha para desenhar e pintar qualquer coisa que viesse a cabeça. Porém, mesmo com esse talento todo no requisito de desenhos, o garoto conseguia se superar quando fazia esculturas.

O professor estava dando uma aula diferente; queria que os alunos fizessem esculturas de algo que eles gostassem, e apesar da facilidade e perfeição em que o loiro trabalhava, estava irritado com certo moreno ao seu lado.

Obito havia se fascinado com o Yamanaka. Os olhos azuis alegres e inocentes do menor, o intrigava; e por esse motivo, e também porque acha divertido irritar o loiro, começou a persegui-lo. E também, já que o loiro era tão amigo de seu primo, não iria se distanciar do que realmente precisava fazer.

– Muito bom Deidara. – o loiro sorriu ao ouvir o elogio do professor. – Continue tentando, Obito.

– Viu senpai, preciso da sua ajuda!

– Hunf, cala a boca Tobi, hn. – Deidara começara a chamar o moreno de Tobi, foi uma coisa um tanto inusitada, mas o Uchiha pareceu gostar.

“Ele estava começando a gostar de mim” era o que o moreno pensava.

E estava certo.

As pessoas nunca gostavam muito do loiro, e ver alguém querendo ser seu amigo o deixava assustado. No começo, odiava Obito com todas as suas forças pelo mesmo ter o confundido com uma garota, mas agora...

Ele achava o Uchiha... Diferente.

Entretanto, ele não tinha coragem para admitir em voz alta; até porque se irritava muito fácil com o moreno.

O sinal soou e Deidara olhou para os lados a procura do gênio da sala; depois de Obito havia entrado na escola, Itachi parecia mais afastado do loiro, e isso o entristecia.

– Senpai, vamos! – ouviu a voz animada de o Uchiha soar e o puxar para fora da sala. Deidara estava confuso; sempre quis ter alguém para conversar, uma pessoa que lhe entedia, queria apenas um amigo, mas ele não queria que Tobi fosse esse amigo.

Amigo...

Itachi nunca quis ser amigo dele de verdade. Por quê? Deidara era irritante? Não, o loiro achava que não... Obito havia dito que, um antissocial com outro antissocial nunca dá em nada; no começo, Deidara não havia entendido, mas logo depois bateu na cabeça do moreno irritado.

Ele não era antissocial... Ou era?

Mas isso não explicava o fato de que, Itachi estava estranho. Muito estranho.

Talvez o moreno estivesse ocupado demais. Nesse tempo, uma organização de estudos fora fundada por um dos melhores alunos, Yahiko juntou algumas pessoas e formou a Akatsuki, a qual havia vagas.

Pelo que Deidara sabia naquela época, -duas semanas atrás -, entrar na organização ajudaria nas notas de qualquer matéria que quisesse, ou até mesmo em todas. Gostou da ideia, mas não sabia se era bom o suficiente para entrar, já que apenas alunos com talentos poderiam.

Porém, Itachi foi convidado a entrar, e o moreno como não é bobo entrou já garantindo seu dez em artes. Deidara não foi convidado, mas se inscreveu apenas para ficar perto do moreno; conseguiu entrar por ter boas habilidades físicas e ser muito bom artista.

Ficou feliz de fato, por pouco tempo, já que Obito também foi convidado.

Estava tão distraído em seus pensamentos que nem percebeu que andava lado a lado com Obito, coisa que nunca fazia.

– Deidara-senpai, está ouvindo isso? – saiu de seus devaneios ao ouvir a voz do mais alto.

– Não... – respondeu em um suspiro, mas logo parou de andar, ouvindo barulhos estranhos vindos de uma sala.

O loiro e o moreno se aproximaram de uma porta fechada; apesar de Yamanaka não admitir, era muito parecido com o Uchiha. Sempre muito curioso, persistente, teimoso e defeitos que não gostava de citar.

Obito abriu uma brecha da porta, revelando um garoto albino sentado em uma das mesas aos beijos com outro garoto moreno. Ambos coraram.

– Ai meu deus! – Tobi falou alto suficiente para que os dois na sala parassem o que estavam fazendo.

Uma coisa que os dois não eram parecidos, Obito era muito lento para pensar, — ou apenas fingia -, e era por isso, que ele estava sendo arrastado por Deidara para uma sala fazia.

O loiro fechou a porta, sentindo seu coração ir a mil. Deu graças a Kami por não ter sido pego; olhou para o lado vendo o moreno se sentar em uma das mesas.

– O que foi aquilo? – ele perguntou e Deidara o olhou indignado.

Ficaram em silêncio.

Lembraram-se da cena comprometedora que viram, sabiam muito bem quem eram e riram.

– Não acredito que Hidan e Kakuzu têm um caso, hn. – o loiro riu falando dos dois amigos que também faziam parte da organização de estudos.

Tobi se aproximou do loiro ainda rindo e olhou para a porta fechada, cessando seu riso e encarando o menor logo após.

– Eles têm sorte, tem alguém para amar e compartilhar momentos felizes... – falou seriamente, o que assustou um pouco o loiro. – Eu também queria ter essa sorte!

Silêncio novamente.

Deidara corou ao observar as feições de Obito.

– Eu também, hn.

Os dois se encararam por alguns minutos, até que os olhos azuis viram um sorriso carinhoso nascer nos lábios do moreno.

– Deixe-me compartilhar esses momentos com você então, Deidara...

– C-como? – sentiu as bochechas queimarem, e ficou ainda mais corado.

Afastou-se um pouco quando viu que Tobi se aproximava de si.

– Estou dizendo que, desde a primeira vez que te vi, me apaixonei. – sorriu.

– Do que está falando, hn? – o loiro sentiu suas costas encostarem-se à parede e o Uchiha continuava a se aproximar. – E-eu... T-tobi...

– Vamos, Deidara... Deixe-me te fazer feliz. – sussurrou próximo ao rosto do loiro.

Deidara estava assustado, aquilo era novo para ele. Quando sentiu os lábios finos de Obito encaixarem nos seus, sentiu uma sensação boa, nunca sentida antes.

Sentia-se protegido e completo.

Correspondeu o beijo timidamente, pensando que era loucura.

Mas ele nunca fora racional mesmo...

Notas finais
Então pessoal (que), eu estou demorando para postar por que eu simplesmente esqueço que posto essa fic aqui! Eu também a tenho no AnimeSpirit, e acabo sempre por atualizá-la por lá antes, pois ter três ou dois reviews aqui em um capítulo, não é agradável. :c
Então, os leitores fantasmas podem aparecer ou eu paro de postar aqui no Nyah! :)
Sério gente, eu estou ficando chatiada com o número de reviews, e quando vou ver os leitores tem 30 ou mais. :c
É isso.
Espero que tenham gostado do capítulo :3