Kiss Me.

12 A verdade por trás de um sorriso. Part II


Notas iniciais
É, não desisti dessa fic aqui no site, - ainda. ;)
Capítulo dedicado a quem gosta de TobiDei - não é meu caso, vai pro cantinho chorar (que), e também por que não vai ter mais TobiDei c:c -.
Olha o tamanho desse capítulo, quase cortei ele no meio de novo -.-
Enfim, capítulo não betado por preguiça. Desculpe os prováveis erros e boa leitura. ♥

Momentos felizes, momentos alegres, momentos sempre acompanhado de alguém; era assim que estava a nova vida de Yamanaka Deidara.

O loiro sempre se pegava pensando em seu primeiro beijo, o ato que faz com que ele e Uchiha Obito começassem a namorar. Estranha sensação no peito que sentia, seu coração batia forte, estava realmente feliz.

Às vezes se comparava a aquelas garotinhas que ficam sonhando acordadas com o amor de colegial, mas seu caso era diferente, ele era correspondido.

E, mesmo que o relacionamento dos dois seja às escondidas, Deidara se sentia quente e ansioso a cada encontro.

Isso se chamava paixão? O loiro deduziu que sim.

— Tobi, como está o Itachi, hn? — o loiro perguntou colocando uma barra de chocolate na boca do moreno.

Depois que começou a namorar o Uchiha, Itachi nunca mais o olhou; mudou de lugar na sala de aula, e ignorava o loiro mais do que o costume.

— Não sei, ele está me ignorando... — deu de ombros despreocupado. O loiro parecia ser o único angustiado com a situação? Parecia que sim. — Não vamos falar dele, eu estou com você agora! — sorriu docemente depositando um beijo nos lábios rosados do menor.

— Hm. — sorriu entre o beijo.

Porque se preocupar com Itachi? Depois de tudo o que o loiro tentou fazer e foi ignorado e esnobado, porque devia se importar? Agora ele tinha alguém que o amava!

[...]

— Um evento escolar? — Kisame questionou em meio a uma reunião da Akatsuki.

Todos da organização estavam sentados em uma grande mesa redonda, todos atentos a tudo o que o líder dizia.

— Sim, a escola precisa arrecadar uma quantia exata, para a melhora de certas obras da escola. — o alaranjado dizia autoritário como sempre.

Hidan bufou irritado, sentado ao lado de Kakuzu.

— Mas estamos em uma escola particular, para que isso?

O albino estava certo, aquilo estava estranho. E parecia que os únicos que se importavam eram Deidara e o próprio Hidan.

— São ordens! Obedeça!

Silencio pairou no local, o religioso ficou quieto de braços cruzados e cara emburrada.

— E quando vamos começar a organizar tudo? — Obito perguntou com os braços em volta dos ombros do loiro.

— Em breve! — Yahiko respondeu encarando firmemente os orbes ônix.

— Aliás, vocês dois estão juntos? — Kisame perguntou com um sorriso malicioso, todos no local os olharam.

Deidara ficou corado com tantos olhares sobre si. Obito pareceu não ligar.

— Sim! — o moreno respondeu calmamente, mas não deixando alegria despercebida.

— Dois viadinhos na organização. — Hidan riu.

— Apenas dois? — Deidara se irritou. — E você e o Kakuzu, hn? — perguntou com um olhar malicioso, a voz transbordando de deboche.

— Nós vimos vocês dois na sala de química. — Tobi disse rindo, Hidan corou da cabeça aos pés ouvindo risadas de Kisame e Deidara.

— Isso não é da conta de vocês. — Kakuzu se manifestou pela primeira vez.

– Vão para puta que pariu, todos vocês! – o albino falou alto, segurando a mão do moreno.

— Já chega! — A voz de Pain soou alta. — Discutam isso depois; Deidara e Obito...

— Prefiro ser chamado de Tobi. – o Uchiha comentou com um meio sorriso.

— Que seja... Não quero que vocês tragam o namoro para dentro da organização, Kakuzu e Hidan digo o mesmo!

— Hunf. – Obito e Hidan bufaram enquanto reviravam os olhos.

— Sim, Pain-sama. – Deidara e Kakuzu receberam a ordem sem protestar.

Os casais não pareciam ser tão diferentes assim.

— Kisame, Ob-Tobi, quero que vocês busquem livros na sala do diretor e os levem para a biblioteca; Deidara, Itachi vocês ficaram na biblioteca arrumando os livros fora da ordem. O resto está dispensado!

[...]

Yamanaka e Uchiha lado a lado, um deles colocando os livros nas prateleiras e o outro anotando os que já estavam guardados.

O silêncio entre eles era desconfortante, principalmente para Deidara.

Ele queria saber o porquê de Itachi estar tão distante, não que isso fosse anormal, mas ultimamente o moreno estava o preocupando.

— Itachi, porque você está assim? – Deidara perguntou olhando o moreno pelo canto dos olhos. Ele não respondeu, apenas continuou escrevendo no caderno de anotações. — Vai me ignorar? – perguntou arqueando uma sobrancelha.

Suspirou, não houve resposta novamente.

— Você é um idiota, hn.

— Acho que o idiota da situação é você, Deidara. – o loiro se surpreendeu ao ver que Itachi havia dito algo. Porém, não era nada agradável de ouvir.

— O quê? – cruzou os braços, parando de prestar atenção nos livros empoeirados.

— Olhe com o que você está se metendo! – Itachi, pela primeira vez, olhou para os olhos brilhantes do loiro. – Uchiha Obito não é uma flor que se cheire...

— O Tobi me ama, hn. – falou com convicção, afirmando o que se passava em sua cabeça há dias. –E você não devia falar assim do seu primo. – concluiu descruzando os braços e pegando outro livro.

— Por isso mesmo que eu digo, ele é meu primo e o conheço muito bem. – murmurou com a voz calma de sempre.

— Você está apenas com inveja, hn. – riu debochadamente. Ver Itachi com inveja era divertido e novo.

O moreno o olhou perplexo.

— Se você pensa assim... – revirou os olhos. – Apesar de não me importar, eu lhe avisei, depois não venha pedir socorro a mim. – se moveu para o lado, indo em direção a uma mesa vazia e deixou o caderno lá.

— E porque eu pediria?

— Você é muito ingênuo. – balançou a cabeça e sentou em uma das cadeiras do local. Deidara pensou um pouco no que o moreno estava falando, mas nada fazia sentido em sua cabeça loura.

Estava prestes a questioná-lo, quando viu Tobi e Kisame entrarem no local com caixas nos braços.

— Algum problema? – Obito perguntou estranhando os olhares que Deidara lançava para Itachi.

— Não. – os dois responderam.

— Itachi-san, Pain-sama quer falar com você. – o azulado comentou deixando uma das caixas no chão.

— Hm.

Itachi se levantou e saiu do local, sem dizer nenhuma palavra a mais; Kisame suspirou, acenando e deixando os pombinhos a sós.

— O que ele disse para você? Está meio desanimado. – o moreno abraçou o loiro de forma protetora.

O loiro não respondeu, apenas retribuiu o abraço apertado do maior.

Os dois ficaram em um silêncio confortável. Era aconchegante ficar perto um do outro, principalmente para Deidara, que se sentia como nunca antes.

Mas por algum motivo, começou a sentir medo; medo do que Itachi havia dito, medo porque não havia entendido e medo de perder seu amado.

– Eu te amo Deidara. – disse o moreno segurando a cintura delicadamente do menor, que aconchegou sua cabeça no peito deste.

O loiro não esperava ouvir isso, mas gostou.

– Eu também te amo, hn. – declarou sem esconder o sorriso nos lábios finos. – Promete que sempre estará comigo?

Encarou os orbes ônix desencostando de seu abraço. O moreno sorriu dando um beijo na testa de Deidara que soltou um riso breve e baixo.

– Eu prometo sempre estar com você e sempre lhe proteger. – sorriu selando os lábios nos do menor, pedindo passagem com a língua e explorando a boca quente do Yamanaka.

Deidara suspirou entre o beijo, sentindo as mãos de o maior apertarem sua cintura e o prender conta a parede da biblioteca.

Levou as mãos até os fios negros de Obito, fazendo com o que o beijo aprofundasse mais. Soltou outro suspiro aranhando a nuca do moreno de leve.

– Tobi... Hn. – sussurrou no ouvido do outro, fazendo-o arrepiar-se. – Alguém pode ver.

Tentou se soltar, mas o moreno o segurou, mordendo o pescoço do menor.

– Tobi!

– Calma, não vou fazer nada que você não queira... – riu soltando a cintura de Deidara e se afastando um pouco. – Quer ajuda com isso?

Deidara corou depois que o moreno caminhou até os livros, seu coração estava batendo forte e ele quase caiu no chão.

– O que foi?

– Hm. – resmungou indo até o moreno e o ajudando com os livros.

[...]

– Olha o que eu fiz. – o loiro estendeu uma máscara laranja, com apenas um buraco para um olho.

– Na aula de artes? – o loiro assentiu. – Ficou bonito.

– Pode ficar com ela se quiser, hn. – se remexeu na cama, se aproximando mais do moreno. Pegou a máscara e colocou no namorado, o ouvindo rir.

– Como estou?

Deidara riu com a visão.

– Ridículo, hn. – respondeu tirando a máscara laranja do moreno.

– Eu gostei dela. – pegou da mão do loiro e colocou novamente. – Então, onde está sua família?

Deidara ia responder, mas riu.

– Não dá para te levar a sério com isso, hn. – comentou jogando-se na cama.

Tobi subiu na cama, engatinhando até o loiro. Ficou por cima dele, com apenas a boca de fora da máscara.

– Você é lindo, sabia disso?

O loiro corou.

O Uchiha abaixou o rosto, encostando seus lábios úmidos nos rosados do loiro, fora um beijo calmo, mas que o fez ofegar sob si. Deidara levou suas mãos até a cabeça do Uchiha, removendo a máscara e passando os dedos pela bochecha dele, e alisando a nuca com carinho.

– Tobi...

– Por favor... – pediu diante do protesto do loiro. Beijou o menor mais uma vez.

O beijo foi mais intenso, e as mãos de Obito passeavam pela barra da calça do loiro. Subiu uma das mãos, acariciando o abdômen do menor sob a camiseta e beliscando um dos mamilos do mais novo, sorrindo entre o beijo ao ouvir gemer baixo.

Tobi levantou, desfazendo o beijo e removendo a própria camiseta; voltou a deitar sob o corpo quente do loiro, selando novamente seus lábios em um beijo rápido.

Desceu a boca até o pescoço do menor, dando chupões e mordidas e deixando marcas vermelhas pela pele alva. Deidara soltava suspiros e gemidos abafados, não conseguindo deixar seus olhos abertos.

As mãos do moreno se livraram rapidamente da camiseta branca de Deidara, jogando em um lugar qualquer do quarto.

Tomou um dos mamilos do loiro entre seus lábios, sentindo seu cabelo ser acariciado pelas mãos do Yamanaka. Sem paciência abaixou as calças do menor, deixando-o apenas com uma boxer preta que não escondia o volume recém-feito.

Passou a língua pelo tronco do menor, subindo pelo corpo do loiro, até chegar ao queixo, dando uma mordida. Encarou os olhos do loiro e beijou-o com vontade. Desceu outra vez os lábios até o cós da boxer, mordendo a barra e a abaixando com os dentes.

– Hm... – Deidara soltou um gemido simples com a visão.

Quando tirou a roupa totalmente, se levantou mordendo o lábio inferior e jogando o pano negro no chão, logo após encarando aquele pedaço de pele. O loiro corou ao ver o olhar do moreno sobre si.

Obito abriu seu cinto, mas antes mesmo que pudesse fazer mais alguma coisa, Deidara se levantou, abrindo o zíper de sua calça e depositando beijos no pescoço do Uchiha.

Logo após, o moreno emburrou o loiro deitando na cama; levantou-se tirando sua própria boxer e deixando seu membro exposto. Sentou no colo do loiro, colocando três dedos na boca do menor, obrigando-o a chupá-los. Deidara passava a língua pelos dedos, os sugando e dando algumas mordidas. Isso tudo sem tirar os olhos do maior.

Na verdade, o loiro nem sabia o porquê estava fazendo aquilo com os dedos, mas fez apenas para não estragar o clima.

Tirou seus dedos da boca do loiro, descendo o corpo e deixando um beijo na virilha deste, o fazendo gemer e estremecer. Obito riu com a reação, e começou há brincar um pouco com Deidara, mordendo a coxa dele, e vendo seu membro começar a pulsar, assim como o dele.

Afastou as pernas do loiro, apertando as coxas com as unhas e lambendo os lábios com a visão. Deidara corou novamente.

– Você é tão lindo Deidara. –murmurou, levando o membro a boca, fazendo o menor gritar alto e segurar os lençóis com força. Os gemidos ficavam cada vez mais ouvintes enquanto Obito passava a língua por toda a extensão de seu membro, envolvendo e lambendo a glande, para depois colocar tudo na boca.

Enquanto fazia isso, levou um dos dedos até a entrada do menor, encaixando um dos dedos sem aviso. Deidara deixou escapar um gemido de prazer e dor misturados.

– Tobi... Hm...

Quando colocou o segundo dedo, tirou o membro do menor de sua boca, ouvindo um protesto. Penetrou os dois dedos mais fundo, vendo o corpo do mais novo se contrair sob si. Ficou parado por um tempo, para que, depois começasse a mexer os dedos em movimentos circulares e de tesoura, alargando o interior do menor.

Tirou dos dedos, depositando um beijo em uma das coxas do loiro.

– Vai doer um pouco, mas logo passa, ok? – comentou, e posicionou seu membro na entrada do loiro.

Deidara fechou os olhos com força quando sentiu o membro do moreno forçar em sua entrada, apertou os lenções mais uma vez e gritou de dor para qualquer um ouvir.

O Uchiha o calou com um beijo, o que não foi suficiente para amenizar a dor que sentia. Lágrimas caíram dos olhos do menor, e Obito entrou por completo.

Ficou parado, encarando as feições angustiadas do menor.

Começou a se mexer, lentamente. O loiro mordeu o lábio inferior tentando reprimir o grito de dor que iria dar; ele queria pedir para o moreno parar, mas também não queria que Tobi ficasse chateado nessa situação.

Acreditou nas palavras do moreno, quando este disse que a dor iria passar.

Tobi se mexia cada vez mais rápido, gemendo baixo e parecendo não se lembrar de Deidara. E, quando se deu conta disso, parou os movimentos, olhando o loiro sob si chorando baixo.

– Quer que eu saia?

– Não, hn. – a voz saiu embriagada pelo choro.

Ficaram em silêncio, Deidara ainda chorava e Obito fazia carinho na cabeça do loiro.

Depois de um bom tempo, o loiro deu uma rebolada involuntária sob o moreno, o que o fez sorrir e voltar com os movimentos que fazia; desta vez, ouvindo Deidara gemer.

Logo os movimentos que antes eram lentos e fracos, agora eram rápidos e fortes. As pernas do louro envolviam a cintura do moreno, e esteve segurava os lenções ao lado do rosto de Deidara com força.

Os gemidos eram altos, assim como o som do sexo que os dois emitiam.

Foi com estocadas fortes, que o membro do maior acertou a próstata do loiro, o fazendo urrar alto, e gemer o nome do namorado o mais alto que podia.

Obito acertava aquele ponto quando podia, e fazendo Deidara liberar seu prazer depois de um longo e alto gemido. Sujou o tórax e abdômen de ambos, mas os movimentos não param; Obito continuava com as investidas, até que sentiu seu ápice chegar e molhar o interior do loiro sob si.

Ofegante, saiu de dentro do loiro deitando-se ao seu lado.

– Hm. – o loiro sorria enquanto soltava murmúrios risonhos.

Tobi sorriu, vendo seu namorado o abraçar e deitar sua cabeça em seu tronco; adormecendo logo após.

Queria saber até quando esse namoro iria durar, mas por ora, iria aproveitar.

[...]

Deidara estava andando pela escola, a procura de Tobi. Fazia alguns meses que ele havia feito 16 anos, e iria dizer a seus pais sobre seu namoro.

Não se preocupava com sua família, o problema eram os Uchiha. Aceitar o namoro do Yamanaka e o moreno talvez não fosse fácil. Mas ele preferia não pensar nisso.

– Oe, Deidara-chan! – olhou para trás, vendo aquele albino religioso caminhar até si.

– O que foi?

– Nada, aliás, você viu o Kakuzu? – perguntou indiferente.

Deidara sorriu de lado.

– Não, hn. – deu de ombros, ainda mantendo o sorriso. – Estou procurando o Tobi, quer ir junto?

– Para que? Eu lá vou querer ver aquele mongo?!

– Os dois podem estar juntos idiota! Hn! — irritou-se um pouco. Às vezes Hidan era burro, muito burro.

O albino acabou aceitar, e os dois andaram rumo à sala de reunião da Akatsuki; chegando lá, encontraram a sala vazia, apenas alguns murmúrios vindo de um canto qualquer.

Deidara preferiu sair, mas Hidan o puxou. O religioso o mandou ficar em silêncio, enquanto andavam silenciosamente até onde as vozes iam.

– Vamos precisar gastar muito dinheiro nesse evento! – a voz de Kakuzu quase fez Hidan se manifestar, mas o loiro colocou sua mão na boca do maior, o calando.

– Mas iremos receber mais... – Yahiko comentou calmamente. – Esse evento irá trazer bons benefícios.

– Mas e os outros da organização? – a voz de Tobi fez o loiro arquear uma sobrancelha. – Não vamos dizer o real motivo do evento?

– Não! – a voz do alaranjado ficou mais autoritária. – Itachi e Deidara, com toda a certeza não irão aceitar isso...

– E o Hidan e Kisame?

– Talvez os dois possam ajudar. Nós teremos que tirar o máximo de dinheiro nesse evento!

– E se a escola falir?

Yahiko riu com a pergunta.

– O problema não será meu.

Deidara sentiu mãos fortes o puxando, e logo se viu fora da sala. O loiro mantinha seus olhos arregalados; havia entendido? Tobi e os outros estavam tentando roubar a escola? Mas por quê?

– H-hidan...

– Calado! Não vamos comentar isso com ninguém! Entendeu, porra?

O loiro assentiu, tremendo da cabeça aos pés.

Porque Tobi estava fazendo isso?

Ele devia falar com Itachi?

Não tinha coragem.

[...]

– Tobi, tem algo a me dizer?

– Como assim?

– Não sei... Alguma coisa que esteja escondendo...

O moreno encarou o loiro por algum tempo e franziu o cenho.

– Do que está falando?

– Nada, hn. – respondeu suspirando. – Às vezes acho que você não confia em mim...

O moreno não disse nada, o que fez o menor ficar aflito. Tobi não confiava nele?

Queria abrir o jogo, mas prometeu a Hidan. Não estava conseguindo segurar aquilo em sua garganta; não podia deixar uma coisa dessas acontecer.

– Qual é o real motivo desse evento, hn? – perguntou xingando-se mentalmente.

– Você estava no dia em que Pain-sama explicou. – se aproximou. – Está tudo bem?

– Não, hn.

– Deidara, o que foi?

– Vocês querem roubar a escola? – a pergunta saiu sozinha da garganta. Não tinha mais volta.

– O quê? Do que está falando?

– Não minta para mim!

Silêncio. Obito não sabia o que dizer.

– Não conte para ninguém, Deidara! É confidencial.

– Ai meu deus! Vocês realmente... Por quê?

– Não é da sua conta. – o loiro arregalou os olhos da forma fria que a voz do namorado saiu.

– Vocês não podem, não vou deixar, hn. – deu as costas para o moreno. Obito arqueou uma sobrancelha e puxou o braço do loiro.

– Você não vai impedir! – apertou o braço, fazendo o loiro gemer de dor. – Não se intrometa onde não é chamado, Yamanaka!

O loiro franziu o cenho, esse era o mesmo Tobi de sempre?

Será que Itachi tinha razão todo esse tempo? Uchiha Obito não era uma flor que se cheirasse?

Soltou-se do aperto e fungou. Aquele não era a pessoa a qual tinha se apaixonado. Aquela pessoa a sua frente, era um desconhecido.

[...]

– A Akatsuki dá boas vindas a todos nesse evento organizado por nós mesmo. – Pain falava para as pessoas ao redor. Deidara tinha o olhar vago, querendo interferir, mas não tinha coragem.

O loiro não via sentido naquilo. Pessoas da classe social deles, roubando outras... Estavam praticamente roubando elas mesmas.

Cada um da organização devia, obrigatoriamente, fazer um comentário sobre a escola. Sobre as melhoras e afins, mas o loiro tremia. Passava seus orbes pelas pessoas o encarando, esperando dele, algumas palavras divertidas.

– H-hoje, nós... A escola está melhorando e... – não conseguia continuar. Olhou para Obito que o encarava com indiferença; assim como Itachi. – Estou feliz que a escola esteja como está hoje em dia, hn. E... Queria comunicar que, estou fora da organização!

Vozes altas e murmúrios começaram a soar pelo local. Pain parecia surpreso e furioso ao mesmo tempo; segundo Obito, o loiro sabia sobre o “plano” e então ele não poderia sair.

Hidan estava perplexo. Não conseguia dizer nada; ele sabia o motivo do loiro estar saindo, mas não se manifestou. Itachi por outro lado, estava mais do que surpreso com aquela decisão repentina. Nunca fora do feito de Deidara fazer esse tipo de coisa.

– Tenho algo a dizer também. – Yahiko pegou o microfone chamando a atenção de todos. – Nós da Akatsuki expulsamos Yamanaka Deidara, por roubo.

Silêncio no local. Deidara, Itachi e Hidan arregalaram os olhos.

– O quê? – o loiro gritou, sendo emburrado do palco e caindo de joelhos ao meio da multidão.

– Yamanaka, planejava roubar a escola usando a Akatsuki como base.

– Mentira! – o loiro tentou se levantar, mas um garoto moreno não deixou. – Me solta! –O loiro bateu na mão que segurava seu ombro, e se levantou; passou seus olhos de Pain para Tobi, na esperança de que o moreno dissesse algo, mas ele ficou em silêncio, encarando o loiro.

Deidara olhou para Hidan que tinha uma expressão de choque, assim como Itachi.

–Eu sinto muito Deidara, mas nós da Akatsuki não poderíamos deixar isso passar em branco! – Yahiko afirmou colocando o microfone no local onde estava antes.

– O-o quê? Como pode dizer algo assim? – gritou desesperado, percebendo olhares reprovadores dos colegas da escola. Olhou para Itachi, que estava o olhando ainda surpreso, mas com desgosto não despercebido. – Vocês não podem acreditar neles, eles é quem estão roubando a escola, hn!

Deidara sentiu algo molhar seu rosto, e percebeu que estava chorando.

Ninguém estava acreditando nele. Ele estava sendo sincero, mas ninguém estava se importando em ouvi-lo. Hidan tentou sair do palco, indo em direção ao loiro, mas foi parado por Kakuzu, que segurou seu braço.

Itachi suspirou, aquilo estava estranho, mas por que Pain iria mentir sobre isso? O alaranjado sempre fora responsável e sincero, diferente de Deidara.

O loiro viu Obito dar uma espécie de sinal com os dedos, e logo após sentiu ser puxado pelo rabo de cavalo, ouvindo risadas e falas maldosas sobre si. Aquilo não podia estar acontecendo, ele devia estar sonhando! Fechou os olhos, esperando acordar no dia seguinte ao lado de Tobi com um sorriso radiante nos lábios. Mas tudo o que recebeu foi outro puxão no cabelo, fazendo com que as lágrimas de seus olhos caíssem mais; ele estava sendo acusado de algo que não havia feito, e ao mesmo tempo estava sofrendo de bullying na frente da escola inteira.

–Tobi! – gritou fazendo as risadas ficarem mais frequentes. – Obito! – puxou todo o ar que conseguia para poder gritar, mas o moreno não fez nada. Continuou o encarando com indiferença.

Todos da Akatsuki saíram do local, deixando apenas os dois Uchiha o assistindo.

Sem fazer nada.

–Itachi... – sussurrou o nome do outro moreno, vendo o mesmo espreitar os olhos em pena; coisa que nunca havia visto vindo dele.

Mas ele não fez nada, o que fez o coração do loiro falhar uma batida.

As lágrimas caíam de seus olhos, não apenas pela dor que sentia na cabeça, mas também pela cena presenciada. Gritou o nome dele, inúmeras vezes, mas ele não foi o ajudar; ficou no canto junto ao outro traidor.

– Itachi! – chamou novamente batendo na mão que segurava seu rabo de cavalo e tentava inutilmente ignorar as risadas que as pessoas em sua volta soltavam.

O moreno tocou o ombro do outro traidor ao seu lado e se afastou, ignorando as chamadas chorosas do loiro. Seus olhos embaçados olharam para a figura alta o encarando com indiferença, como se o loiro não fosse nada e que o tempo que passaram juntos foi apagado de sua mente.

Chorou alto, gritou, xingou e bateu soltando-se do aperto. As risadas ecoavam em sua mente e aquele brilho inocente se apagou de seus orbes.

Ele odiava Itachi. Odiava a Akatsuki e, odiava Uchiha Obito.

[...]

O evento da Akatsuki fora um sucesso, principalmente para ela. O dinheiro havia sido desviado para a conta do homem moreno, sentado na poltrona ao lado de Obito.

–Parece meio abalado... – comentou folheando um livro. – Ainda pensa naquele loiro?

–Tsc... É tudo culpa sua...

– A escolha foi sua. – retrucou. – Você concordou em entrar naquela escola, dar a ideia para aquele garoto sobre a organização, organizar o tal evento e desviar o dinheiro para nós.

–Nós? Fora apenas para você.

– Somos uma família, metade é seu.

Obito ficou em silêncio, olhando para o vidro do carro.

– Um dia você pode voltar, e se desculpar para o loirinho, por ora, vamos continuar com o planejado e acabar com o negocio do Fugaku.

– Você ainda vai morrer com toda a sua inveja, Madara.

– E você devia ter mais respeito com seu pai, moleque.

[...]

Meses se passaram, meses em que a escola não era mais a mesma.

E, meses que Deidara não voltara.

Itachi não sentia falta do loiro, não se preocupava, porém, se sentia culpado de certa forma; culpado pelos acontecimentos com o Yamanaka. Mas admitia que fosse confortante não ter alguém no seu pé, o irritando constantemente.

Há algum tempo atrás, um boato surgiu na escola; um bolsista havia passado em todas as provas de inscrição. No começo, não havia acreditado, aliás, isso nunca havia acontecido antes.

Mas agora, vendo um garoto ruivo entrar em sua classe, com vestes de segunda mão, e sentando-se no fundo da sala. Ficou surpreso, mas não o ficou encarando como o resto da sala.

Para a escola, aquele garoto era um pobre sem vida, mas para Itachi ele era o oponente que sempre procurou. Alguém que fosse tão inteligente quanto ele e que levava os estudos a sério como ele próprio.

Finalmente alguém a sua altura.

E Akasuna no Sasori era essa pessoa.

Notas finais
Sasori volta a narrar no próximo, graças a Kami -q
Lemon fraco, ruim, simples, lixo, horrível e afins. No SasoDei eu vou caprichar, por que SasoDei é life :33 qq
O que vocês acham de um extra KakuHida? Hn? :9 kkkkkk
Comentem! Beijos ♥