Kingu
5 Um passado.
Notas iniciais
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“Não ligo qual seja o seu sonho, não ligo o que esse mundo irá se tornar caso você consiga os derrotar, mas eu sei de uma coisa, você morrera por minhas mãos e até lá não pensarei em morre.”.
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Os resquícios negros agrupavam-se no meio do redemoinho, formava algo parecido com um humano, então, em uma breve explosão, todos os resquícios negros se separam da silhueta, revelando um homem de longo cabelo prata que iam até a sua costa, olhos tão negros quanto à noite com uma pupila acinzentada, um corpo bem trabalhado, tinha por volta de 1,80 cm, tendo várias tatuagens tribais que se estendiam pelo braço direito, passando por uma parte do pescoço e descendo até a última costela do lado direito do corpo. O mesmo visualiza os dois Reis a sua frente e se põe imediatamente em posição de combate.
– Cansaram de me deixar preso? – Disse o prateado, sua voz saia grave e feroz, mas ambos os Res não se moveram. – Estão brincando comigo seus malditos?! – Exclama ele indiferente. – Não me interessa do porque me libertaram, mas agora irei me vingar por me trancarem neste lugar!
O homem parte rapidamente pra cima dos Reis, sua velocidade não poderia ser acompanha por olhos humanos, pois a mesma era insana, mas, o prateado se surpreende quando fica preso no solo, ele olha para baixo e vê um tipo de liquido negro segurando seus pés, Fernando tenta de todos os meios de retirar seus pés daquele liquido, mas nada fizera efeito.
– Não se precipite lâmina sinistra. – Disse o Rei tirando a capa que o protegia. – Ainda se lembra de mim? – Perguntou ele, sua voz saia abafada por conta da mascara em seu rosto.
– Karl Rupchert Kroener. – Disse Fernando olhando para o Rei. – Você ficou mais feio que dá ultima vez. – Ironiza ele, Karl aponta uma de suas lâminas, mas uma voz o impede de avançar, Fernando sorri de forma zombeteira para ele.
– Chega Karl. – Disse Samui, Karl para imediatamente, sabia que ele e Samui não poderiam lutar contra Fernando, pois no passado foi preciso de todos os nove reis juntos para o derrotarem, a única coisa que impedia do prateado se mover era o templo onde fora aprisionado há milhões de anos. – Fernando, o lâmina sinistra. – Falou Samui ganhando atenção de Fernando. – Não queremos lutar. – A Rainha foi cortada pelo prateado.
– Vieram fazer o que aqui então? Creio que não foram para acabar com as saudades sua peituda. – Diz Fernando com certa malicia, mas Samui não fora afetada. – Me deixe conseguir me livrar deste maldito templo, vocês junto com a humanidade irão desaparecer da face da terra! – Grita ele, Samui bate palmas, fazendo o lâmina sinistra estranhar.
– Sim, esse é o espirito Fernando. – Responde ela andando em direção a ele.
– Do que esta falando? Por acaso os anos afetaram sua cabeça? – Pergunta Fernando estranho o ato da Rainha.
– Não defendemos mais a humanidade, pois vimos que eles são mais cruéis quanto às criaturas que aprisionamos no limbo, destroem a casa onde meu pai deu a vida para salvar, matam-se de forma banal e sem escrúpulos, a humanidade e um demônio tão vil quanto você, Fernando – Dizia Samui andando em direção a Fernando, seus enormes peitos balançavam a cada passo. – Mas ainda a tempo de consertamos o erro que cometemos ao protegê-los, nós iremos exterminar a raça humana, deixar nem mesmo a poeira sobrar, para isso lhe libertamos. – Samui fica a centímetros do rosto do lâmina sinistra. – Precisamos de seu poder para nosso plano dar certo.
– Então vocês querem exterminar a raça humana, algo que vocês juraram nunca fazer há mais de dois mil anos? – Fernando gargalha sobre o discurso de Samui. – Se me libertaram, creio que precisam muito de mim para não dar conta do problema. – Diz Fernando de forma arrogante, Karl quase avança contra o demônio, mas e impedido novamente por Samui.
– Desprezamos os humanos tanto quanto você. – Responde Karl exaltado.
– Sim, o libertamos, pois a obstáculos a nossa frente bem difíceis de retirar. – Verbaliza Samui para Fernando.
– Tipo o que? – Questiona ele.
– Matheus e Vagner. – Responde ela.
Os olhos de Fernando brilharam seu sangue lhe subiu a cabeça rapidamente, acendendo a chama do ódio que em seu coração adormecia, jurou pela eternidade que mataria Matheus e Vagner, lhe arrancaria os ossos do corpo, esmagaria seus órgãos, faria suas almas sofrerem de tal modo que o inferno seria um paraíso para eles, pois foram àqueles dois que o aprisionaram em uma dimensão tridimensional, onde ele ficou por milênios em um gigantesco vazio, onde o único ser que residia ali era ele.
– Vocês estão me pedindo para matar eles dois? – Sua voz saiu emaranhada pelo ódio de seu peito.
– Sim, eles se abaixaram a tal nível que agora se voltaram contra nós, além do mais, eles estão reunindo todos os novos nove Reis. – Disse Samui de forma desprezível, ela também não queria perde seu lugar como rainha, não para uma humana, uma criatura que destrói seu próprio lar. – Até agora eles tem três novos Reis. – Informa ela.
– Eu os matarei, mas faremos um contrato de sangue, se caso você tente algo contra mim, você morrera instantemente, Peituda. – Respondeu Fernando mordendo seu polegar, fazendo um pequeno filete de sangue sair, o mesmo desenha um circulo no chão com alguns Kanjis antigos. – Coloque seu sangue e teremos um teremos um acordo. – Disse ele.
Samui sabia que era arriscado fazer um contrato de sangue com o demônio, pois já o havia enfrentado uma vez, uma semana após enfrentarem Ragnarok, mas o plano estava indo conforme ela havia planejado, usando o ódio dele por Matheus e Vagner, fazendo-o não pensar em qualquer outra coisa a não ser quere a morte dos dois Reis.
– Esta bem. – Responde ela mordendo também o polegar e deixando cair uma pequena gota de sangue dentro do circulo, o mesmo brilha em vermelho para segundos depois desaparecer em uma nuvem de fumaça negra.
– Agora me tire daqui. – Ordenou Fernando, Samui com um estalar de dedos livra os pés do lâmina sinistra.
– Antes de tudo, vista isso. – Diz Karl jogando um conjunto de roupas simples para Fernando, o mesmo as pega com a mão e olha para peças com desdém. – Não vai ser muito bom para você sair pelado. – Diz o Rei, Fernando olha para seu corpo, percebendo que estava desnudo desde que fora liberto.
– Não usarei isso. – As peças de roupas der repente se incendeiam com chamas negras, Fernando estiva ambos os braços, uma fumaça negra e densa começa a sair do chão arrodeando o prateado, fazendo seu corpo não ser mais visível para os Reis.
– Isso sim e roupa, não isso o que os humanos fazem. – Diz Fernando, a fumaça começa a abaixar, revelando a roupa que o demônio estava usando, uma camisa regata preto, um par de botas como a cor da camisa, mas em um estilo militar e um par de luvas sem-dedos com uma pequena placa de metal na costa. – Onde eles estão? – Questiona Fernando andando em direção ao portão do templo, os Reis o seguem.
– Não podemos ataca-los agora, a cidade aonde vivem tem uma enorme barreira que impede que um Rei entre, agora até mesmo não podemos usar o Mirã. – Responde Karl enquanto andava pela neve.
Der repente Fernando para de andar e ergue seu braço direto, do nada o templo atrás deles explode em chamas negras.
– Eu odiava aquele lugar. – Diz Fernando voltando a andar. – Então, o farão? Já que não podem entrar na cidade, isso quer dizer que eu também não. – Analisa o lâmina sinistra. – Qual e o seu plano Peituda?
– Vamos voltar para a torre e falar com o Gadved, depois disso verá o que ira acontecer depois. – Fala ela andando no imenso mar branco que era aquele lugar.
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Matheus permanecia calado quanto à novidade que ouvirá, Vagner acompanhava seu irmão, era realmente algo improvável que Rafaela estivesse em Sora, o Rei vivenciou o desespero de seu irmão Matheus quando ele soube que sua Turner havia desaparecido do mapa, ele revirou os quatro cantos do mundo não haviam achados qualquer sinal do paradeiro da mulher, então Rhuan apareceu, cumprindo um favor que o pediu há oito meses, quando se encontraram novamente após dezessete anos.
– Alguma outra coisa Rhuan? – Questiona Vagner olhando para seu velho amigo.
Rhuan podia aparentar ser bem novo, mas era que nem os Reis havia milhares e milhares de anos de experiência, o homem era um ceifeiro, um dos guerreiros também criados pelo Pai do Reis para os auxiliarem, Rhuan foi o primeiro dos ceifeiros, sendo que até hoje ele tem o título de “Ceifeiro mestre”, sua aparência era algo muito simples, cabelos castanhos claros com uma mecha que tampava seu olho direito, olhos com um ar um tanto preguiçosos da mesma cor do cabelo, podia-se dizer que de forma humana ele teria exatos vinte e três anos.
– Sim, Gadved parece realmente determinado a acabar com a raça humana. – Informou ele, o Rei das Sombras o olhou curioso.
– O que séria? – Perguntou Matheus de cabeça baixa.
– Vocês se lembra do lâmina sinistra? – Pergunta Rhuan, ganhando um aceno de cabeça de Matheus. – Eles planejam o libertar. – Diz o ceifeiro.
Tanto Matheus quanto Vagner ficaram estáticos, não por medo, mas sim pela loucura que Gadved estava fazendo libertando a segunda criatura mais temível do planeta.
– Está certo disso Rhuan? Gadved chegou a esse ponto? – Questiona Vagner, sabia que o número dois dos Reis odiava os humanos, mas não achava que ele chegaria a libertar Fernando para isto.
Rhuan suspira, também não havia acreditado quando obtivera a informação de um dos humanos que era a favor de Gadved.
– Sim Vagner-sama, nessa hora ele já deve estar libertado, mas possivelmente não poderá fazer nada, o selo que botaram para impedir que algum Rei entre na cidade esta funcionando perfeitamente, notei isso quando entrei em Sora. – Comenta Arthur respondendo por seu mestre.
Matheus permanecia de cabeça baixa, á noticia de Fernando não o abalava muito, mas e de sua Turner lhe tirava quase todos os sentidos, o mesmo havia pensando que Gadved há anos atrás a havia matado, mas parece que isso fora um engano.
– Vagner e Arthur, poderiam me dar um minuto a sós com o Rhuan? – Pediu Matheus, o Rei das Sombras pode sentir a mensagem oculta no pedido de seu irmão. – Vagner, quando o Van aparece, leve ele e os dois para a sala de treinamento, você já pode ensinar aquilo para eles. – Disse ele para seu irmão.
– Claro, vamos Arthur. – Diz Vagner acompanhado por Arthur, ambos saem da sala e seguem para o primeiro andar.
Vagner se dirige para a sala de janta ainda sendo seguido por Arthur, o Rei já sabia sobre que tipo de assuntos aqueles dois iriam ter, Matheus precisava daquilo mais que tudo, mesmo aguentando por anos a ausência de Rafaela, assim como ele mesmo aguentou a de Matsu. O Kuroi Tenshin se senta à mesa, pensativo, iria ensinar aos três novos Reis algumas novas técnicas bem uteis, mas esperaria Van chegar junto com Bruna, provavelmente o garoto perguntaria se a “chave” poderia ficar na mansão, os dois irmãos Kuroi já haviam decidido sobre o que fazer com a garota.
– Vai querer algo Vagner-sama? – Pergunta Rin entrando na sala, tendo um aceno negativo do Rei. – E você Arthur-san?
– Quero algo para comer, faz semanas que não como nada! – Diz o garoto tirando um breve sorriso de Rin.
– Sua refeição já vai sair, só espere um pouco. – Diz ela para alegria do garoto.
Enquanto isso Vagner se mantinha preso em seus pensamentos.
“Como não pude sentir a Rafaela em Sora?” – Perguntava-se ele, a barreira que protegia também poderia sentir a energia de seres não humanos, assim como as Turners, mas o fato de não sentir a energia de Rafaela era estranho. — “Posso pensar em todas as possibilidades de haver algum problema com a barreira, mas Arthur disse que estava funcionando perfeitamente e além do mais o que diabos Gadved esta pensando, em querer libertar Fernando? Ele realmente enlouqueceu!” – A porta da mansão é aberta, isso fez com que Vagner saísse de sua linha de raciocínio, Rin fora checar quem era.
– Van-san, você só passou dois dias aqui na Kuroi Tenshin e já deve ser a décima vez que tenho que lhe fazer alguns curativos! – Exclama Rin, Vagner se alevanta e vai para o corredor principal, pode olhar Van se apoiando em Bruna para poder andar, sua blusa havia se partido em duas por alguma lâmina, havia alguns outros cortes pelo corpo, mas o que chamou atenção era o que estava em sua cintura, era Dann só que de um jeito diferente, parecia que a lâmina da espada amolecera e se enrolou na cintura do garoto.
– Não precisa de tudo isso Rin-san, são só alguns cortes pequenos e sem muita importância, logo vão sarar, mas eu acho que preciso de um banho e de uma roupa nova. – Comenta o garoto saindo do apoio de Bruna, a mesma sorrir.
– Você realmente foi salva-la em Van? – Pergunta uma voz irônica, Vagner se vira e vê Draig no segundo andar.
– Cala boca Draig! – Exclama o garoto, Van pousa os olhos no Rei das Sombras. – Ei Vagner, ela pode ficar não é? – Pergunta ele, no meio do caminho até a mansão ele descobriu do porque Matheus ter negado ajuda a Bruna.
– Sim, sim, ela pode usar um dos quartos vagos, Rin, por favor, mostre a ela. – Pede Vagner a ela, a mesma atende e ambas sobem para o segundo piso. – Ei Van, o que aconteceu com o Dann? – Questiona o Rei vendo a espada.
– Eu não sei, ele esta assim desde que eu batalhei com o tal de Ray. – Responde Van olhando para sua espada envolta de sua cintura.
– Hum... – Vagner olha novamente para Dann, aquilo tinha somente um significado. – Pois bem, se ajeite e daqui a dez minutos vá para o centro de treinamento, não se atrase ou você vai ficar sem almoço. – Ameaça ele, o queixo de Van cai no chão.
– Cara...! – Resmunga o garoto subindo as escadas e indo para o quarto.
Somente Vagner havia restado no corredor, uma parte de si havia ficado feliz que o garoto evolui, agora seu treinamento poderia ser bem mais sucedido e com ótimos resultados, melhores do que antes, mas outra parte de si achava preocupante, não as habilidades dos garotos, mas sim o número em que estavam, vários ataques recentes contra eles e somente haviam três Reis descobertos, não sabia se havia qualquer outro por Sora, a barreira não havia sentido qualquer efeito do Despertar ou até mesmo o mínimo dos resquícios de alguma energia, ou não havia nenhum Rei em Sora ou então sabia esconder bem a sua assinatura de energia para poder enganar a barreira que o próprio Vagner havia alevantado.
– E melhor para de pensar nisso, se não vou começar a ficar paranoico. – Diz para si mesmo o Rei indo em direção à sala de estar, a televisão por alguma razão desconhecida esta ligada.
– Como vocês podem ver, a Praça de Sora foi fechada para pericia, ouvimos relatos de intensa movimentação pela madrugada, sabemos também que havia vários corpos esquartejados em um ponto do parque central assim como arvores caídas e algumas poças de sangue. – Disse a repórter, logo atrás dela estava à entrada do parque central, havia alguns policias que faziam barreirar para que qualquer outra pessoa não pudesse passar. – Tentamos entrar no parque, mas fomos barrados pelos policiais, ei olha lá! – A repórter aponta para algum lugar, a câmera vira amostrando um Rhino blindado parando em frente a eles, uma enorme logo estava estampada nas laterais do blindado, uma sigla “U.D.R.R.”. – E a U.D.R.R, Unidade De Resposta Rápida de Sora! – Exclama a repórter, as portas do blindado se abrem revelando adolescentes um deles põe a mão na câmera e a mesma perde a transmissão.
– Unidade de resposta rápida? Nunca ouvi falar. – Comenta o Rei para si mesmo, tento revirar todas as suas lembranças sobre algo relacionado aquilo, mas nada lhe veio à cabeça, Vagner dirigia-se para uma estante de livro enorme, ele retira um livro de capa azul, a estante começa a tremer revelando uma passagem secreta, uma escada que descia em espiral. – Melhor eu me preparar, esse treinamento vai ser bem complicado. – Diz ele para si mesmo relembrando-se os dias de quando ele tentou aprender junto com todos os outros Reis, aqueles dias os Nove Reis eram realmente uma família, se divertiam quando alguém errava a proporção de energia que usavam, realmente, aqueles eram ótimos dias.
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O local consistia exatamente do mais puro branco, não havia nada, era uma extensão infinita de uma única cor sem fim, poderia andar por várias horas, mas não sentiria o deslocamento, não saberia se estava em pé ou virado de lado, não saberia se naquele lugar existiria gravidade ou qualquer coisa ligada a ele, aquele lugar levaria qualquer pessoa à loucura durante alguns minutos. Mas naquele imenso mar de nada, havia uma mesa, pequena e arredonda encima dela um pequeno tabuleiro de xadrez, duas pessoa estavam sentadas em lados opostos.
– Não acha que você esta se precipitando demais ao libertar Fernando, Gadved? – Comenta o homem de cabelos curtos, metade de seu couro cabeludo era branca enquanto a outra era loiro, olhos castanhos escuros, o mesmo ajeita seus óculos após mover seu peão.
Gadved ri do comentário de seu irmão, o mesmo move seu cavalo duas casas a frente.
– Eu achava que você era um pouco mais esperto Woo. – Responde Gadved.
Woo move novamente sua torre horizontalmente, tomando um peão do Rei. Gadved olha para o tabuleiro de forma analítica.
– Não me subestime Gadved, eu posso ver entre suas jogadas, mas toda ela não tem lógica, você esta optando pela opção que seria determinada como “Carta na Manga”. – Diz Woo vendo Gadved tomar uma de suas peças usando um bispo.
– Essa é a arma secreta, o inimigo espera um movimento estratégico dentro do jogo, então nós usaremos o imprevisível a nosso favor, já que, o Rhuan sabe da noticia. – Responde o Rei Gadved, Woo o olha de forma analítica, tentando percebe a jogada de palavras através de sua frase.
Woo move seu cavalo para uma casa bem próxima da do Rei.
– Rhuan? O líder dos ceifeiros? Pensava que eles nunca mais iriam entrar em assuntos dos Reis. – Verbaliza Woo. – Xeque.
– Nada escapa dos meus olhos e ouvidos. – Responde Gadved tomando o cavalo de Woo. – Parece que Rhuan esta junto dos Kuroi Tenshin.
– Enquanto a Rafaela? Não acha arriscado botar ela em Sora? Ainda por cima com aquele garoto? – Questiona Woo a seu irmão, o Rei do Tempo move sua rainha para perto do rei de Gadved. – Xeque.
– Faz tudo parte da estratégia Woo, apenas observe. – Gadved usa seu cavalo para chegar perto do Rei de Woo. – Xeque-mate. – Diz ele se alevantando da cadeira, Woo olha para o tabuleiro curioso, não havia percebido a aproximação do cavalo.
– Enquanto a membra ausente? – Questiona novamente Woo vendo seu irmão ficar de costas para ele.
– Eu irei resolver isso depois, por enquanto, vamos ver o resultado de minha jogada. – Responde Gadved sumindo, deixando somente Woo no local. – Ei Woo, posso lhe pedir um favor?
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Acordou novamente suando frio, seus longos cabelos ruivos estavam completamente bagunçados, seus olhos verdes tão belos quanto duas pedras preciosas fitavam um ponto qualquer de seu imenso quarto, arfava rapidamente, novamente outro pesadelo lhe atormentava, assim como estava sendo há anos.
Tentava acalmar seu coração que teimava em palpitar rapidamente, a imagens de seu pesadelo lhe dominavam os pensamentos, sempre era o mesmo: Uma imagem borrada de uma provável arvore de Sakura em seguida a imagem passa para uma vista do alto de algo parecido com uma montanha, ao seu lado um homem de cabelos longos e negros, usava um tipo de manto negro, o mesmo vira a cabeça, mas somente parte de seu rosto aparece em seguida tudo fica negro e algo como uma lâmina atravessa seu peito e uma voz lhe gritando seu nome é ouvido.
– Por quê? Por que ainda sou atormentada por esses pesadelos? – Perguntava-se a ruiva se enrolando no lençol e se dirigindo para o banheiro.
Após tomar um belo banho e colocar uma roupa, um bater na porta e ouvido, a ruiva se dirigiu para porta com a intenção de abri-la, por um monte a mulher sentiu-se sendo observada, mas em seguida ignorou isso e abriu a porta, revelando seu irmão menor, Yuki.
– Eu pensava que teria que teria que lhe acorda de novo, Rafaela. – Disse Yuki de forma brincalhona, devia ter por volta de dezessete ou dezesseis anos, cabelos espetados de cor castanha clara, olhos em um tom alaranjado, vestia uma jaqueta alaranjada e branca, uma camisa negra com alguns detalhes em branco, uma caça jeans cinza com uma pequena corrente em seu lado direito.
– Sei que eu fui dormi tarde ontem, mas isso não quer dizer que eu vá acorda tarde também irmãozinho! – Responde ela bagunçando os cabelos do garoto, Rafaela devia ter por volta de vinte e cinco anos.
Yuki ri com o comentário de sua irmã.
– Sim, sim, e melhor se arrumar Rafaela, sua reunião e daqui a algumas horas. – Avisa Yuki saindo da porta, Rafaela a fecha.
A mulher vai em direção a enorme cortina que ficava em frente a sua cama, a mesma a abre revelando a vista da cidade de Sora, a vista de um dos prédios mais altos de Sora era impressionante, a ruiva olha para o céu azul que cobria toda aquela cidade e um rápido flash passou por seus olhos, rapidamente ela viu algo com um rosto, mas não soube ver os maiores detalhes, mas pode gravar a cor dos olhos do rosto, os olhos vermelhos que por alguma razão lhe agradava.
“No que estou pensando, daqui a pouco vou ter uma reunião com os sócios da empresa!” – Repreendia-se Rafaela indo em direção a seu armaria para poder vestir-se adequadamente.
Longe dali, em um prédio a frente de onde Rafaela se encontrava, uma mulher estava sentada na beira do térreo, olhava para o andar onde a ruiva estava, rodava em sua mão direita uma adaga negra, seus cabelos longos e negros balançavam com a brisa do vento que ali batia, ela dá um pequeno sorriso maroto.
– Esta quase na hora. – Disse para si mesma a mulher se alevantando da ponta do térreo e guardando sua adaga em um dos nove coldres em seu cinto, então der repente ela desaparece dali assim como o vento.
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Matheus andava calmamente pelas ruas de Sora junto com Rhuan, o Rei visava somente um único lugar, a torre presidencial das empresas Kurato, uma das empresas de maior influencia em Sora, nada impedia Matheus de ir até lá, nem mesmo a enorme multidão que aglomeravam as ruas da cidade, Rhuan somente observava seu amigo passar pelas pessoas rapidamente, sabia o que falara para o Rei era algo um tanto frágil, mas ele teria que contar a ele, pois ele tinha aquele direito.
– Onde esta ela? – Perguntou Matheus a Rhuan, o mesmo se senta no sofá do escritório.
– Antes de tudo Matheus, fique calmo e não tente fazer alguma bobagem. – Pediu Rhuan, Matheus tentava controlar sua respiração descompassada por causa da ansiedade da noticia que receberá. – Mas eu preciso lhe dizer, elas não são boas noticias.
– Diga logo Rhuan! – Exclama O Rei para o ceifeiro, o mesmo suspira.
– Rafaela esta em Sora, viva, mas parece que sofre de amnesia, ela e a vice-presidente das empresas Kurato, ela não se lembra de nada ligado a nós ou as Turners. – Informa o ceifeiro vendo Matheus cair na cadeira. – Eu investiguei de todos os jeitos possíveis, mas realmente ela não se lembra de nada, ela tem somente pesadelos à noite, parece que Gadved ou um dos Reis tentou apagar as memorias dela, foi bem sucedido, mas não conseguiu apagar todas.
– Quer dizer que ainda tenho esperança de ela fazer se lembra de mim? – Questiona Matheus para seu amigo, o mesmo o olha pelo canto do olho, sabia que seu o Rei estava sofrendo por dentro, conhecia aquilo, ele mesmo já sentira essa dor. – Hein Rhuan! Ela pode lembrar-se de mim?! – Exclama Matheus com os atônitos.
– Sim, bem poucas, mas há chances de você conseguir. – Responde ele. – Ah duas maneiras de você desfazer o que eles fizeram primeiro e, você destruir o selo que esta nela, algo como alguma tatuagem na nuca ou no peito, segundo e matar o responsável pela segurança do selo, pois ele também retém os direitos sobre a habilidade, caso nenhuma delas funcione só a mais uma chance. – Diz ele, Matheus ouvia atentamente as informações de Rhuan.
– E qual e a última? – Questiona ele.
– E você desbloquear as memorias dela com uma forte lembrança, tipo, a arma dela que você guarda na segunda gaveta. – Rhuan sorri ao revelar onde seu amigo guardava a única lembrança de Rafaela.
Matheus abre a segunda gaveta retirando uma pistola branca completamente negra, poderia aparentar ser uma simples pistola normal, mas nas mãos de Rafaela era uma arma de mortem em massa.
– Vamos ao tal prédio, Vagner esta treinando os garotos. – Diz Matheus colocando a pistola em um coldre em sua perna, o mesmo dirigiu-se para a porta. – Você vem? – Pergunta ele.
– Claro, claro, tenho que ir se não você pode fazer alguma borrada. – Responde ele dando um pequeno sorriso e se alevantando do sofá.
Rhuan visualiza novamente o enorme prédio da empresa Kurato, a cada passo que dava em sua direção ela parecia aumentar de tamanho, então voltou novamente os olhos para Matheus, ele seguia para o prédio sem ao menos dizer uma palavra, desvia-se das pessoas a sua frente com rapidez, parecia realmente querer chegar naquele lugar. Mas então der repente Rhuan sente uma sensação, era uma assinatura de energia.
– De onde? – Sussurrou Rhuan olhando para todos os lados, mas somente havia pessoas normais passando pela rua.
– Vamos Rhuan! – Grita Matheus à frente, Rhuan volta a andar em direção a Kurato, estava pronto para qualquer situação.
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Todos já se encontravam no campo de treinamento, Arthur também estava presente somente como um observador, iria ver como era o treinamento especial que os supostos Reis recebiam para se tornarem tão fortes, o céu artificial do lugar esta completamente azul sem qualquer anomalia significativa, Vagner olha para os garotos a sua frente, esperava que eles fossem bem melhores neste treinamento do que ele próprio.
– Vamos começar o treinamento, invoquem suas espadas! – Ordena Vagner.
– Vamos retalhar Rebellion! – Gritou Luiz formando uma pilar feito de puro gelo em sua mão direita, a mesma se quebra revelando a enorme espada.
– Queime Doragon! – Grita Draig sendo rodeado por chamas, o fogo circula seu braço direito que em seguida se apaga revelando a enorme Kusarigama.
– Acorde Dann! – Grita Van retirando em um único movimento a espada de sua cintura, Van alevanta Dann verticalmente, a lâmina antes mole se solidifica com uma pequena onda elétrica fazendo a lâmina estar pronta para combate.
– Ótimo, agora prestem bastante atenção. – Diz Vagner sério. – A habilidade que vou ensinar a vocês e chamada de Todoroki, todos os Reis sabem ela e cada um tem seu Todoroki, ela foi criada por Tsubasa, um dos Nove Reis da antiga geração. – Informa o Rei das Sombras, os quatro garotos pareciam bem atentos. – Todoroki consiste em você usar toda sua energia junto de sua espada e fazer um único golpe mortal e poderoso, para isso vocês terão que canalizar perfeitamente sua energia para sua espada, não devem exagerar na carga de energia, mas também não deve usar pouca carga para isso, vocês tem que encontrar a perfeição em suas espadas e em vocês mesmo, vou mostrar a vocês. – Vagner vira-se de costa para os garotos. – Esta na hora de caçar! Hantã! – O arco de Vagner se forma em sua mão. – Agora prestem atenção! – O homem fecha os olhos, sua relíquia começa a ser envolta de uma aura arroxeada, assim como o próprio Vagner, então o mesmo abre seus olhos. – *Todoroki: Hakai no Ejji! – Vagner atira uma flecha arroxeada com a extrema velocidade ela some no horizonte, segundos depois se pode ouvir a enorme explosão causada pela flecha de Vagner, uma nuvem de cogumelo subiu para os ares. – Esse é o meu Todoroki, agora vocês treinaram para poderem usar o de vocês! Lembre-se, canalize a quantidade certa de energia, se for demais ele vai explodir na sua cara e se for fraca demais não ira fazer qualquer efeito!
– Sim senhor! – Responde os três se distanciando um dos outros, para não se atrapalharem.
– Ei Vagner-sama, acha que eles vão conseguir? Eu ouvi do Rhuan-sama que essa técnica é muito complicada e que nem mesmo vocês Reis conseguiram dominar direito, somente o Tsubasa. – Comenta Arthur para o Rei, Vagner se encosta-se a uma rocha próxima.
– Tenho fé nesses garotos, eles lembram muito os Reis originais. – Diz Vagner para o aprendiz de Rhuan. – Além do mais, jovens são mestres em surpreender. – Ambos, Vagner e Rhuan sorriem com o comentário.
Não demorou muito para ocorrer à primeira de muitas explosões mal sucedidas de poder usar o Todoroki.
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O quarto de Rin deveria ser um dos mais bem arrumados de toda a mansão, tão limpo que podia ver seu reflexo no chão, as cortinas em tons azulados estavam abertas deixando os raios solares entrarem no cômodo, Bruna já havia tomado seu banho e estava sentada na cama da garota, enquanto Rin deixava uma bandeja no criado mudo de sua cama.
– Rin-san, como é por aqui? – Questiona Bruna para a garota, a mesma lhe dá um singelo sorriso.
– Eu não sei disser ao certo, eu cheguei aqui junto com os Van-san, Luiz-san e Draig-san. – Respondeu Rin se sentando ao lado de Bruna, segurava um copo de leite. – Mas pelo que eu ouvi do Vagner-sama, os dias eram bem calmos, era quase uma mansão fantasma.
– Mudou algo quando vocês chegaram?
– E muito! – Disse ela sorrindo. – No primeiro dia parecia que havia um exercito de pessoas aqui por causa dos gritos, então descobrimos que era Draig-san que discutia contra Luiz-san por causa da ultima fatia de pizza que Matheus-sama havia trazido. – Ambas sorrirem com o imaginado, Draig encima de uma mesa gritando na cara de Luiz, enquanto o mesmo apontava o dedo do meio para o alaranjado.
– Eu sempre quis pergunta isso, que tipo de pessoas é aqueles três? – Pergunta ela para Rin, mas precisamente querendo saber sobre Van e suas habilidades.
– Como lhe devo responder. – Rin põe uma mão em seu queixo, de forma pensativa. – Draig-san, pelo relato de Vagner-sama, e um domador de dragões, havia muito deles antes da batalha contra Ragnarok, mas eles foram sumindo aos poucos por causa do avanço da modernidade, pode se dizer que o Draig-san é um dos últimos domadores de dragões, assim como Kasai. – Informa ela deixando Bruna surpresa, ela sempre havia ouvido sobre os dragões, seres realmente poderosos quando tem um forte vinculo com seu domador, a garota agora sabia sobre Draig. – Luiz-san vem de uma família de guarda costas... – Fora interrompida por Bruna.
– Guarda costas? Tipo seguranças? – Questiona ela.
– Sim, pelo que sei, Luiz-san vem de um clã de guarda costas quer serviam aos Reis há muito tempo atrás assim como os Ceifeiros, apesar de terem objetivos diferentes, o pai dele, Mikoto, foi um dos mais fortes do clã deles, ele é até mais forte que Rhuan-sama, pois ele carregava o título de “O mestre de gelo”, parece que o poder do Luiz-san é mesmo do que do pai, ele consegue criar gelo em tudo que toca. – Diz ela a respeito de Luiz e um pouco de suas origens.
– Enquanto ao Van-san? – Pergunta ela querendo alguma resposta que acabasse com suas duvidas a respeito do garoto, ela nunca havia visto alguém como ele, nem mesmo na prisão de Kiriu, onde passou parte de sua infância.
– Eu não sei. – Responde Rin de forma sincera. – O elemento principal do Van-san é o vento, assim como é com o Matheus-sama, mas ele pode variar de vetor a qualquer momento, Van-san lembra-me muito do Tsubasa-sama. – Comenta Rin olhando para o copo de leite em sua mão, Bruna ergue uma sobrancelha em duvida.
– Tsubasa?
– Acho que você não ouviu falar de Tsubasa-sama, você deve ter nascido depois da morte dele. — Diz Rin – Tsubasa-sama e o Rei número um, assim como todos os outros são enumerados por conta de suas habilidades. – Ela toma um gole do conteúdo do copo, sempre gostou de leite, era um estranho fato que pegou de sua falecida mãe. –Tsubasa-sama era um dos poucos entre os Reis que podia mudar de vetor usando suas relíquias. – Cortada novamente pela arroxeada.
Bruna se alevanta da cama e se senta ao lado de Rin.
– Eu ouvir falar dessas relíquias, elas são as espadas do Reis feitas pelas Turners não? – Pergunta Bruna.
– Vejo que você sabe sobre as Turners, que surpresa. – Comenta Rin. – Sim, Turners são as criadoras das relíquias dos Reis, mas você erra em uma coisa.
– O que?
– Elas não fazem outra espada, elas apenas evoluem a espada que o Rei já tem, dando-a ele a forma de força total, como a Hantã de Vagner-sama. – Corrigiu-a.
Ambas começaram a se entender melhor, já que depois daquele dia em diante, elas começaram a viver juntas junto com a Kuroi Tenshin, mas ambas sabiam que não tinha mais volta ao entrar naquele mundo desconhecido pela humanidade, um mundo onde ninguém sairia ileso.
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O lugar era simplesmente algo bem calmo, não era como as ruas movimentadas de Sora, havia bem poucas pessoas e pareciam estar bem limpa, o cheiro refrescante se propagava no ar, era realmente um lugar muito bem limpo e organizado. Ao lado do balcão de atendimento havia um corredor cheio de elevadores e no fundo a palavra “EMPRESAS KURATO” talhadas em ouro.
– No posso ajudar, senhores? – Pergunta a atendente do prédio Kurato.
– Gostaríamos de poder falar com a Rafaela, por favor. – Pediu Rhuan.
– Desculpe-me, mas a senhorita Rafaela esta ocupada em uma reunião muito importante. – Responde a atendente.
Rhuan suspira e se vira para Matheus, o mesmo olhava impaciente para o teto.
– Não podemos falar com ela agora. – Diz Rhuan para seu amigo, Matheus agora olhava para o teto extremamente sério.
– Algo vai acontecer Rhuan, precisamos chegar a Rafaela o mais rápido possível! – Exclama Matheus retirando do coldre de sua perna a arma de sua Turner, ele a aponta para a atendente que se assusta com a ação do Rei. – Nós leve diga agora em que andar ela esta! – Ordena Matheus, não havia tempo a perde, seu sentindo de perigo latejava em sua mente.
– E-e-ela esta no centésimo segundo andar se-senhor! – Responde à atendente gaguejando, ela desliza suavemente sua mão para debaixo do balcão, apertando um pequeno botão vermelho que começava a piscar.
– Droga, tem muitos andares até chegarmos lá, teremos que ir a moda antiga Rhuan. – Fala Matheus correndo para fora do prédio assustando várias pessoas que viam a arma em suas mãos.
Rhuan suspira novamente. Aquilo esta ficando complicado.
– Eu não esperaria pelos guardas, eu desabilitei o botão, mas enfim, adeus. – Diz Rhuan para a atendente que se assusta ao ver que o homem sabia sobre o botão de emergência.
Do lado de fora do prédio ambos Rhuan e Matheus olham para o imenso edifício, então sem pensar duas vezes, os dois começam a subi-lo, correndo verticalmente sobre ele. A velocidade daqueles dois era algo monstruoso, não se podia acompanhar. Tudo que as pessoas viam eram somente dois borrões que subiam o prédio Kurato. Mas então der repente o céu tomou a coloração avermelhada, o ceifeiro e o Rei olham para cima de suas cabeças, surpresos.
“O tempo parou?” – Questionou-se Rhuan enquanto corria, ele olhou para os lados, os gritos das pessoas não era mais ouvido, o som dos carros que passavam pelas ruas haviam sumido todos havia desaparecidos, mas acima do prédio um avião passava, mas, surpreendentemente ele estava parado. – “Não, e outra coisa, mas oque?”.
– Rhuan! Estamos quase chegando! – Grita Rhuan, mas o mesmo se joga para a esquerda, esquivando-se de algum outro projetil. – Tem alguém em um prédio próximo tentando acerta a gente! – Informa o Ceifeiro aumentado sua velocidade, der repente milhares de projeteis semelhantes ao que fora jogado neles apareceram e começaram a tentam derrubar os dois, mas ambos desviavam-se habilmente.
Em um prédio próximo, uma silhueta jogava vários projeteis de metal contra os dois, algo parecido com lanças materializavam-se ao seu redor e iam contra o edifício, o homem ajeita seus óculos de forma calma enquanto observava o prédio sendo atacado.
– Eu pensava que o selo era bem mais complexo, mas na verdade foi era um selo básico de contenção, mas me admirar ver que ele impedia a minha entrada. – Comenta Woo. – Ainda não acredito que estou aqui, mesmo sendo muito arriscado eu quero ver essa jogada interessante do Gadved. – Então, por puro reflexo, Woo inclina sua cabeça para a direita, vendo uma adaga passar a centímetros de seu rosto. – Estava contando o tempo para você aparecer, membra ausente, Sarah. – Woo se vira lanças pararem de serem jogadas no prédio, virando-se assim como Woo para a mulher. – Esta um pouco atrasada.
– Desculpe, tive assunto de mulheres para resolver. – Responde ela com tom brincalhão, seus cabelos negros balançavam ao ritmo do vento, seus olhos cinza visualizavam os olhos de Woo, as adagas de seu cinto começaram a flutuar ao seu redor. – Mas agora você tem todo o meu tempo, irmão Woo.
– Foi assim mesmo que Gadved comentou. – Disse ele retirando os óculos e os colocando em dentro de seu terno branco. – Já que esta para me impedir, vamos levar a sério, pois o tempo não espera por ninguém, Sarah. – Woo some da vista de Sarah, a mesma junta seus braços em forma de “x” defendendo-se de um chute do Rei do Tempo.
Sarah segura à perna de Woo e jogando no chão, criando uma cratera com a força usada, a mulher segura uma de suas lanças, pronta para acerta-lo fatalmente no coração, mas do nada o tempo para e Sarah só pode observa tudo que aconteceu até o momento onde Woo se vira voltar, a mulher novamente tenta se defender fazendo um “x” com seus braços, mas não fora como antes, Sarah leva uma rasteira de Woo e em seguida e golpeada com um soco em seu estomago a jogando para trás.
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Todos se entreolhavam naquela sala, Matheus somente visualizava Rafaela, enquanto a mesma o olha confusa, seu rosto se assemelhava demais ao rosto do pesadelo que lhe a atormentava durante varias noites, Rhuan fixava seu olhos no garoto ao lado da Turner, o mesmo olhava para Matheus com ódio, sua mão fechava-se agressivamente, sua espada pedia insanamente para corta os membros do Rei. A sala de reunião estava silenciosa, parecia que qualquer movimento, até o mínimo que fosse, criaria uma explosão assustadora.
– Rafaela... – Sussurra Matheus se aproximando da mulher, mas Yuki se põe a frente da mesma.
– Não se aproxime dela! – Ameaça ele, seus olhos alaranjados cobertos pelo ódio confrontavam os olhos negros de Matheus. – Toque um dedo nela e você será evaporado da face da terra!
– Você foi mandado para proteger ela? – Comenta Rhuan vendo o garoto estremecer. – Pela sua reação você e o encarregado dela não poder lembrar-se de suas memorias. – Yuki olha para o Ceifeiro surpreso com a facilidade que o homem teve de saber. – Saia do nosso caminho! Não temos nada contra você!
Rafaela dá alguns passos para trás, confusa.
– Yuki, quem são eles...? – Pergunta a mulher vendo seu irmão dar um passo para frente. – Yuki? –Chama ela.
– Vocês não tem nada contra mim, mas eu tenho todos os motivos para matar vocês! – Grita ele, a densidade no ar começou a pesar. – Ele matou minha família! Gadved me disse isso! Agora ele vai pagar! – Yuki aponta para Matheus, o mesmo fica confuso com tal confissão do jovem. – Triunfe Excalibur! – Yuki ergue sua mão para cima, uma intensa luz se faz no pequeno local, cegando temporariamente Matheus e Rhuan, a luz toma a forma de uma espada medieval.
– Y-Yuki... — Sussurra assustada Rafaela vendo a espada nas mãos de seu irmão.
– Garoto, eu não matei seus pais! Gadved esta mentindo para você! – Retruca Matheus, mas então por puro instinto o Rei dá um passo para trás, tudo que Matheus viu a lâmina de Yuki passar a centímetros de seu pescoço. – “Que velocidade” – Comenta Matheus consigo mesmo mantendo uma distancia segura do garoto.
– Você esta mentindo! Vou vingar a morte de meus pais! – Grita Yuki avançando contra Matheus rapidamente com um flash, mas então ele reaparece na frente de do Rei, mas para sua surpresa também estava Rhuan, segurando a lâmina de Yuki com a mão direita.
– Garoto... Você é algum novo Rei? – Pergunta Rhuan segurando a lâmina, um pequeno filete de sangue sai de sua mão direita.
– Sim! Eu sou o Rei da Luz! – Declara o garoto, Rafaela apenas via aquilo tudo assustada e confusa.
Rhuan segura fortemente a Excalibur fazendo o filete de sangue aumentar, Yuki tenta fazer o Ceifeiro soltar sua espada, mas se surpreende ao ver que não adiantava.
– Matheus, sabe o que fazer, eu vou tentar dar um tempo a vocês! – Declara Rhuan sumindo do local junto com Yuki e uma cortina de fumaça negra.
A nuvem se dissipa no ar, somente restaram ali Matheus e Rafaela, o Rei dá alguns passos para frente, a ruiva dá dois passos para trás, batendo levemente na parede de carvalho, Matheus não sabia o que dizer as palavras lhe escapavam da boca.
– Q-Quem e você? – Pergunta Rafaela tentando se distanciar o máximo de Matheus.
– Eu... – Matheus tentou falar, mas as palavras pareciam relutar em sua mente. – Você não se lembra de mim...? –Diz o Rei dos Ventos andando vagarosamente em direção à ruiva, a mesma se distancia com a mesma velocidade que Matheus se aproximava.
– Porque meu irmão tem uma espada? Onde estão todos? Quem é você?! – Questionava ela apavorada enquanto olhava para Matheus, o rosto daquele homem se assemelhava tanto com o rosto que ela via em seus pesadelos.
– Ele não é seu irmão. – Responde Matheus se aproximando dela, Rafaela para de andar, surpresa com a revelação. – O tempo parou as pessoas que não tem qualquer centelha de energia, mas como pode ver, você tem, por isso não parou junto com os outros, eles estão seguros, não irão se machucar. – Informa ele se aproximando ainda mais. — Eu... Eu sou Matheus, seu companheiro, seu marido. – Revela ele, Rafaela fica estática em seu lugar, uma súbita dor de cabeça lhe atingiu, flashes de lugares passaram rapidamente diante seus olhos.
– M-Matheus... – Sussurrou Rafaela fracamente, a súbita dor de cabeça juntos com as imagens a lhe fizeram ter uma rápida tontura.
Matheus tentaria mais um passo, mas subitamente um tremor violento se fez em todo lugar, balançando tudo, bruscamente o cômodo se vira verticalmente, o Rei rapidamente segura a ruiva em seus braços, o mesmo usa seu próprio corpo como amortecedor ao entrar sentir suas costas baterem no vidro que estranhamente aguentou o impacto, o Kuroi Tenshin faz uma pequena careta de dor então olha para o vidro abaixo de si, percebendo que o cômodo em que estava fora desprendido do resto do edifício e agora estavam em queda livre em direção ao chão. Rapidamente Matheus vira seu rosto para a parede em frente a seus olhos, ele teria que fazer algo para sair de tal situação, já que nem ele mesmo poderia aguentar tal impacto de tamanha altura, olhou para a ruiva em seus braços inconsciente, talvez fosse algo que ele tenha dito que a fez relembrar de certas memorias, mas não tinha tempo para pensar naquilo, Matheus faria de tudo até mesmo o impossível para salvar Rafaela, pois ela não significa que era simplesmente uma ferramenta para os Reis, mas sim que ela era para ele uma das razões de sua existência.
– Dance! Kazemori! – Grita Matheus invocando a Katana de seu irmão, o mesmo a segura firmemente em sua mão direita enquanto a esquerda segurava Rafaela. – Não deixarei que nada lhe aconteça Rafaela, pois foi uma promessa que fiz para você há muito tempo. – Diz o Rei.
Em um ágil movimento, impulsionasse para cima usando o vento, Matheus corta a parede fazendo a atravessar e ver ao redor, vários pedaços de rochas caiam em direção ao mesmo destino que o homem, podia ver claramente uma enorme parte cortada do prédio Kurato, olhou novamente em volta procurando algo que o ajudasse, então, visualizou um pedaço de parede de tamanho médio e logo abaixo outro pedaço, Matheus impulsionou-se em direção a parede, girando seu corpo em noventa graus e tocando o pedaço de parede que seria da sala vizinha, o Rei pulou para outro pedaço e assim sucessivamente até poder chegar a uma altura segura e aterrissar, mas uma dos pedaços do prédio se quebrou com o contato do homem, fazendo-o perde equilíbrio, visualizou o local novamente, não havia nada em que apoiar, olhou para baixo um pouco receoso, então se virou de costa para o chão e esperou pelo impacto eminente que o atingiria. A dor fora imensa, algo comparado ao levar um soco direto de Gadved, o sangue lhe subiu a garganta, fazendo-o cuspir para fora, mas mesmo assim ele não fechou os olhos, viu os escombros do prédio irem em sua direção então virou-se de costas para eles, sofreria com o impacto, mas protegeria sua amada.
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Não muito longe do agora destruído edifício Kurato, Sarah via aquilo abismada, um pouco de sangue lhe escorria pelo canto da boca, mas isso não era a que preocupava, mas sim o fato de não ter lido os movimentos estratégicos de Woo, lembrou-se das lanças que ele jogou encima da Rainha enquanto ela estava de costas para o prédio, pensou que o homem de terno havia errado por pura falta de prática, mas surpreendeu-se ao ver o mesmo rir da cara dela então seguidamente uma explosão se fez logo atrás de si, a dona de corpo esbelto se vira para a direção de onde veio à explosão e não deixou de ficar pasma, ele não havia errado, por que ele nunca a fez como um alvo, mas sim o prédio atrás da mulher, onde estava Matheus e Rhuan junto com Rafaela e o garoto que fora colocado nesse mundo cheio de mistérios e sangue por causa de uma vingança mentirosa, a surpresa da explosão deixou sua defesa aberta, permitindo Woo acerta-lhe um soco em seu rosto a jogando para trás e para e sua atual situação, suas adagas eram inúteis contra ele.
– Que movimento inteligente, Woo. – Comenta Sarah limpando o pequeno filete de sangue que escorria de seus lábios. – Pena que percebi tarde demais.
– Mesmo você sendo a numero nove dos Reis percebeu meu movimento, mas, como você mesma comentou, não foi muito cedo. – Ironiza ele, Sarah alevanta-se do chão, um pouco cambaleante. – Eu queria ficar mais Sarah, mas agora tenho que ir. – O revela desmaterializando suas lanças. – Mas antes, uma pequena surpresa para você irmãzinha. – Diz ele sumindo, logo em seguida um enorme símbolo se faz no céu, a cor arroxeada dominava totalmente o local e do céu começaram a sair várias criaturas.
– Maldito quatro olhos! – Xinga a mulher andando em direção a ponta do prédio onde se encontrava, visualizando a queda dos escombros. – Me desculpe Matheus, mas não poderei ajudar você agora. — Ela então volta sua atenção para a chuva de criaturas que em segundos iria bombardear o local enchendo-o. – Mas terei que cuidar de alguns intrusos que não foram convidados! – Asas brancas se formaram atrás de Sarah, novamente as nove adagas começaram a flutuar envolta dela, então em um único movimento ela voa em direção as criaturas, pedindo por sorte que Matheus ainda continuasse vivo, assim como Rhuan.
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Tanto Rhuan quanto Yuki são jogados longe um do outro, o lugar onde se encontravam se assemelhava a um armazém abandonado, o jovem garoto que segurava consigo a espada Excalibur olha para o Ceifeiro com ódio em seus olhos, queria corta seus membros por ter se metido no caminho de sua vingança.
– Saia do caminho! Minha vingança não é com você! – Exclama o garoto enquanto avança contra Rhuan com sua velocidade monstruosa, mas o Ceifeiro parecia poder ler todos seus movimentos e esquivava-se com maestria.
– Gadved esta mentindo para você! Você não tem que trilhar o caminho da vingança! – Argumentava Rhuan enquanto desviava das investida de Yuki.
– Cale a boca! Foi àquele cara chamado Matheus que matou minha família! Vivo para mata-lo e me vingar! – Yuki tenta golpear Rhuan usando sua mão livre, mas a mesma fora segurada pelo Ceifeiro, Rhuan contra ataca socando a cara do garoto, o mandando para trás.
– A vingança é um terrível caminho a se trilhar, Gadved já o provou que foi realmente Matheus quem matou seus pais? Ou foi ele mesmo? – Diz Rhuan para Yuki, o mesmo se alevanta limpando o filete de sangue que saia de sua boca, Excalibur brilha em suas mãos.
– Eu me tornei forte somente para mata-lo! Nada me impedira nem mesmo você! Perdi minha única família para ele! – Seus olhos alaranjados começam a brilhar de forma intensa, Rhuan visualiza o ocorrido e somente uma coisa lhe passava pela cabeça. – Durante as noites escuras, não temeras, durante os dias luminosos, não serás derrotado pelo inimigo, não abaixaras suas cabeça para ninguém, pois tu empunhas a espada de Excalibur! Excalibur aqui lhe convoco, ajude-me a derrotar meu inimigo! – Cita Yuki, todo seu corpo brilha em um tom alaranjado, a lâmina de Excalibur começa a tomar uma coloração alaranjada e ganhar uma forma diferente. – Essa é a minha relíquia, o poder total de Excalibur!
“Esse garoto já tem uma relíquia, mas ainda e inexperiente a usando.” – Analisa Rhuan observando o garoto. –“Parece que terei que usar aquilo”.
– Surja Death Scythe! – Diz Rhuan, sombras se envolvem abaixo do Ceifeiro, dela sobe uma mão esquelética segurando uma foice feita de ossos. – Obrigado. – Agradece Rhuan pegando a foice, a mão esquelética alevanta o polegar e afunda lentamente nas sombras até desaparecer.
– Eu lhe avisei pela última vez! – Vocifera Yuki sumindo do campo de visão de Rhuan, sua velocidade havia aumentando mas do que já era, o homem de cabelos castanhos fecha os olhos por um momento, então, rapidamente se vira e coloca Scythe horizontalmente, defendendo-se de um ataque vertical da Excalibur, Yuki via aquilo impressionado, aquele homem havia previsto seu ataque. – C-Como? – Questiona Yuki, Rhuan usa o lado contrario da foice e acerta o estomago do garoto com tamanha força que fora lançado contra uma das colunas que suportavam o armazém, a mesma se quebra com o impacto.
– Mesmo você tendo uma relíquia não sabe nem sequer usa-la adequadamente. – Comenta Rhuan se virando para Yuki. – Vou lhe mostrar que você esta errado, vou lhe mostra que você é o único que esta sendo enganado aqui! – Rhuan rapidamente se aproxima do garoto, ele segura-o pela garganta e o joga para longe, fazendo o mesmo quicar algumas vezes no chão até parar.
– Eu... Não vou perder! Vou vingar o responsável pela morte de minha família! – Grita Yuki avançando contra Rhuan o atacando descontroladamente, o Ceifeiro defendia usando sua foice com maestria, ele nem sequer saia do lugar.
– Yuki, eu estava lá. – Revela Rhuan, Yuki der repente para de ataca. – Eu conheci seus pais, e eu tenho certeza que eles não queriam que você trilhasse esse caminho! – O Ceifeiro acerta Yuki com um soco em seu rosto, sangue lhe escapou de sua boca, o garoto se ajoelha no chão.
– Men-Mentiroso! – O garoto tentaria novamente atacar o homem, mas fora impedido quando Rhuan segurou sua cabeça.
– Deixe-me lhe mostrar então. – Em seguida tudo na visão de Yuki passaram rapidamente, pode ver sua casa no campo onde sua família morava, seus dias era radiantes, mas então chegou um homem de manto negro, longos cabelos negros, revelando-se ser Gadved, em seguida passou a imagem de seus pais mortos e do Rei o levando embora. – Ele fez uma lavagem cerebral em você, fazendo acreditar que Matheus matou sua família, mas foi Gadved, ele fez a mesma coisa com Rafaela. – Informa ele, o garoto a sua frente estava completamente paralisado, então o caminho que ele estava trilhando era baseado em uma mentira, viveu durante toda sua vida esperando por aquela oportunidade, mas agora que seu objetivo fora-lhe arrancado com brutalidade de seu peito, qual seria seu destino, se perguntou Yuki mentalmente. – Sei que isso possa parecer repentino, mas se não busque vingança e sim justiça, junte-se a nossa causa, proteja aquilo que seus pais também protegiam. – Rhuan estende sua mão, Yuki fitava a mão sem saber o que fazer, mas o Ceifeiro estava certo, não buscaria por vingança, mas, sim por justiça.
– Preciso encontrar minha Turner, Kazumi! – Diz ele aceitando a oferta de Rhuan e em seguida preocupando-se com uma das pessoas que se tornaram importantes em sua vida.
– Eu darei um jeito nisso, mas por enquanto precisamos voltar e ajudar Matheus. – Afirma Rhuan tocando o ombro de Yuki e em seguida os dois somem do local em uma nuvem de fumaça, fazendo suas presenças ali nunca existirem.
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Abria seus olhos lentamente, um pena dor em suas costas fora sentida, o ar parecia seco e sentia um peso sobe sua pessoa, Rafaela então viu surpresa, Matheus usando seu próprio corpo para aguentar uma enorme rocha, ele ainda estava de olhos abertos a observando, aqueles olhos por um momento a hipnotizaram e a lhe fizeram ter um ar nostálgico, como um dejá vu.
– Vo-Você esta bem? – Perguntou Matheus a ela, a dor de ter aguentado o escombro em suas costas era terrível, mas era necessária, Rafaela responde afirmativamente acenando sua cabeça de forma lenta. – Ótimo já tiro você daqui. – Diz o Rei alevantando-se e jogando o enorme pedaço do edifício usando suas costas, mas em consequência ele começou a tossir sangue.
– N-não se mexa, você deve ter fraturado algum osso, ou ter ferido seu pulmão! – Exclama Rafaela alevantando-se rapidamente e indo em direção ao homem. – Dois ossos do tórax rachados, uma hemorragia pulmonar não muito grave. – Diz ela analítica verificando o estado de Matheus, o mesmo sorri olhando ao seu redor, somente havia pedaços de escombros caídos em volta.
– Isso me traz algumas lembranças. – Comenta Matheus chamando a atenção da ruiva, então olhou para o seu e se surpreendeu, havia um exercito de criaturas indo a sua direção. – Rafaela, se esconda ali! Depressa! – Pede Matheus, a ruiva sem entender atende ao pedido do homem, a mesma por curiosidade olha para onde Matheus fitava e fica estática por ver aquelas criaturas.
– Vamos Kazemori! – Grita Matheus empunhando a Katana negra de Tsubasa, o mesmo se põe em posição de combate, respirou fundo e expirou vagarosamente, somente esperava aquelas criaturas chegarem para atacar.
“Aquele homem, eu sinto que já o vi antes.” – Pensa Rafaela observando o exercito se aproximar cada vez mais de Matheus. –“Pela primeira vez que o vi, senti algo em meu peito, quem e ele?”.
As criaturas chegam e Matheus começa a defender bravamente o local, os golpes rápidos e mortais da Katana cortavam seus inimigos em vários pedaços, sua incrível velocidade o fazia não ser pego por todos os golpes, mas sua desvantagem era em números não em habilidades, não poderia usar a força total de Kazemori por Rafaela estar por perto, mas mesmo que usasse não seria muito eficaz, já que estavam em muito maior número e usar a força total da Katana lhe custava muita energia e esforço, praticamente o esgotando completamente, deixando uma brecha para aquelas criaturas poderem ataca-lo e atacar sua amada.
– Não... – Disse Matheus realizando um corte vertical, partindo duas criaturas em dois. – Vou... – Matheus desviasse de um ataque em conjunto das criaturas fazendo uma barreira de vento a sua frente, jogando-os para longe. – Deixar... – Realiza um corte horizontal, partindo vários inimigos de uma só fez em pedaços. – Que vocês... – Ele como um flash passa por uma fileira de criaturas cortando-as rapidamente, tudo que foi visto em seguida fora vendo as partes acima da cintura caindo. – Levem a Rafaela! – Matheus faz um movimento horizontal no ar, uma onda de vento passar pela maioria das criaturas, cortando-as.
Mas então, um dos inimigos consegue acerta o Rei do Vento, fazendo-o soltar Kazemori longe o suficiente para não poder pega-la, mesmo tentado usar seus punhos não funcionava, em pouco tempo Matheus já estava quase imobilizado, Rafaela via aquela cena aterrorizada, queria tentar fazer algo, mas o cérebro não conseguiu mandar a mensagem para seu corpo. Matheus fitou-a e com muita dificuldade retirou o coldre de sua perna direita, jogando-a o mais perto possível da ruiva.
– Pegue isto! – Grita Matheus para Rafaela, ela olha para o coldre de couro negro em frente a seus pés, a mesma pega-a rapidamente e retira a pistola que estava nela, assim que seus olhos fitaram a arma os flashes novamente apareceram.
Nunca há deixarei, pois você agora é a minha vida...
É uma promessa que faço a você, nunca a deixarei...
Ei Matheus, olhe, podemos morar aqui!
Pegue aqui esta sua relíquia, idiota.
Às vezes me pergunto como você se tornou tão importante para mim, Rafaela.
Eu nunca vou lhe esquecer, e uma promessa Matheus.
Seus olhos verdes brilharam intensamente, parte de suas memorias havia retornado a seu legitimo lugar, olhou para Matheus, o brilho em seus olhos mandava uma pequena mensagem para o Rei, o mesmo sorri. Rapidamente Rafaela usa a pistola e mira nas criaturas, como se fosse à câmera lenta, a bala saia do cano, diferente das demais balas normais, aquela estava em uma coloração alaranjada, onde passava deixava um rastro laranja no ar, o tiro acerta três criaturas fazendo-as explodirem em seguida.
– Desculpe Matheus, eu demorei um pouco. – Disse Rafaela sorridente, Matheus sorri em resposta e com sua força joga três criaturas que seguravam seu braço direito para longe. – Depois você me explica do porque estarmos cercados por criaturas, agora e hora de lutar! – Grita à ruiva, Matheus retira Kazemori do chão e começa atacar sem piedade, enquanto Rafaela com uma incrível apta como atiradora acertava excelentemente todas as criaturas, as fazendo explodirem logo em seguida.
As criaturas não tinham quaisquer chances contra aqueles dois, Matheus atacava diretamente usando Kazemori, enquanto Rafaela ao longe puxava o gatilho, eliminando qualquer criatura que tentasse dar um golpe surpresa no Rei, mas até ela mesma longe do campo não fugia dos ataques, assim como a ruiva e habilidosa com sua pistola, ela também tem um incrível reflexo, qualquer ataque feito ela desviava-se e contra ataca colocando uma bala na testa de cada criatura. A batalha seguiu minutos a fio, Matheus e Rafaela ainda continuavam em desvantagem numérica, até der repente uma cortina de fumaça negra apareceu ao seu lado, revelando Rhuan junto com Yuki.
– Nossa, parece que esta realmente com problemas Matheus. – Comenta Rhuan, ele visualiza o campo, um enorme exercito de criaturas, mas então seu olhar pousou sobre Rafaela, ela tinha a sua arma em mãos, uma das mais temidas para as criaturas do submundo. – Parece que ela recobrou as memorias.
– Não todas, mas já é um começo. – Responde Matheus. – Ei Rhuan, essas são as criaturas do Limbo, então quer dizer que alguém abriu algum portal, tem como você acha-lo é fecha-lo? – Pergunta o Rei desviando-se de um ataque horizontal, Rhuan ri com a pergunta.
– Porque esta rindo? – Questiona Rafaela.
– Não sei se vocês viram, mas o portal esta logo acima de nossas cabeças. – Diz o Ceifeiro apontando para o céu, os dois olham e ficam surpresos por não notarem um selo daquele tamanho no céu. – Parece que não vou precisar fecha-lo, já tem uma pessoa que ira fazer isso. – O Ceifeiro aponta para uma silhueta que voava em direção ao portal, às sombras das enormes asas eram bastante visíveis.
A silhueta toca no símbolo do portal e some, como se nunca estivesse ali, o céu avermelhado de antes agora era azulado e com algumas marcas brancas, as criaturas desaparecem lentamente, sendo puxadas novamente para o lugar de onde saíram, Matheus faz Kazemori desaparecer de sua mão direita, assim como Rhuan e Yuki fizeram com suas respectivas espadas, a silhueta que estava no céu descia em velocidade máxima.
– Sarah? – Perguntou Matheus confuso com a aparição de sua irmã.
– A única, Matheus! – Responde Sarah ao pousar, as asas de suas costas somem.
– Eu não acho bom conversamos aqui, logo a policia chegara e não vai ser muito legal nós verem ao lado de um prédio destruído. – Comenta Rhuan tocando no chão e todos ali foram cercados por uma fumaça negra que saia da manga do Ceifeiro, como o vento, eles desapareceram sem deixar rastros.
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– Chegamos! – Diz Matheus entrando na mansão, Rin foi à primeira ao atendê-lo e também a primeira ao rever Rafaela.
Rin se surpreende.
– Não acredito no que estou vendo! – Logo depois Sarah entra na mansão, seu queixo caiu no chão. – Sa-Sarah-sam?! – Exclama a garota surpresa com a aparição daquelas duas pessoas.
– Deixem as saudações para mais tarde, agora vamos descansar e depois sim vamos comemorar! Porque hoje achamos duas perdidas e um Rei! – Grita Rhuan de empolgação, todos ali começam a rir da fala do Ceifeiro, parecia que a mansão Kuroi Tenshin ficaria ainda mais movimentada do que era antes.
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– Como você sabia onde ficava o selo de proteção do Vagner, Gadved? – Pergunta Woo, ambos novamente estavam naquele lugar considerado o nada.
– Tenho olhos e ouvidos em todo lugar, Woo. – Responde ele sentando-se na cadeira e olhando para o tabuleiro de xadrez. – Agora só uma questão de tempo até que eles reúnam todos os novos Reis, então, será o momento para acabar com eles.
– Veremos qual foi o resultado do jogo de hoje Gadved. – Comenta Woo também se sentando.
– Eu diria que os Kuroi Tenshin estão em cheque.
–-------------------------------------- Kingu: Kuroi Tenshin --------------------------------------------
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