Kingdom Pride
7 Capítulo VII - Dreams're the Last Frontier.
Notas iniciais
E sim.... a fanfic chegou ao fim ^^ Obrigada a todos que acompanharam Arthur nessa jornada!
E quero agradecer a Switch por ter recomendado a fanfic! ;u; Isso levantou o meu astral ♥
Sem mais delongas, espero que gostem desse final! Até as notas finais! o/
O tilintar das espadas chocando-se umas contra as outras tomou conta do silêncio daquela noite. O dançar das chamas escarlates, que arruinavam as construções dos arredores. As incontáveis poças de sangue, que mais uma vez preencheram o chão do local, deixando rastros de sentimentos vergonhosos no coração de Arthur. Caçaria um por um dos invasores, e os fariam pagar por tudo o que fizeram. A luta seguiu-se sincronizada, nenhum dos dois lados demonstrava sinal de fraqueza. Mas precisava saber o paradeiro de Scott e também, o do francês.
- Cailean, consegue dar conta das coisas por alguns minutos? Preciso procurar o Scott! – gritara Arthur, deslizando a espada sobre o pescoço de um dos inimigos:
- É claro que eu dou conta, bastard! Vá logo! – o inglês assentira, adentrando o reino, e assim, começara a busca por seu amado.
Gilbert saíra às pressas de seu aposento, seguido pelo austríaco. Ao dar com a cena que seguiu-se aos seus olhos, grunhira. Seu exército era dizimado por seres monstruosos, nunca vistos antes por seus olhos avermelhados. Aquilo só podia ser truques destes celtas pagãos imprestáveis:
- Roderich, parece que temos companhia para esta noite. Posso assegurar-me que você estará ao meu lado? – murmurou o prussiano, já tirando sua resplandecente espada da bainha. O austríaco apenas suspirou, sorrindo discretamente, ao pousar a mão sobre o ombro deste:
- Sempre.
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Arthur já revirara cada canto daquele enorme feudo, porém, nem sinal do escocês e francês. Até que uma rápida idéia atingiu-lhe em cheio a mente. O calabouço. Correu sem precedentes até o local, vasculhando com certa pressa, cada cela. Até encontrar a que tanto clamava ver. Em uma das últimas celas daquele lugar úmido e escuro, duas figuras conhecidas estavam, encolhidas e tão frágeis.
- S-Scott! Francis! – exclamou Arthur, apressando-se em abrir aquela masmorra.
- Arthur! – gritaram os dois prisioneiros, em uníssono. Demorando-se alguns minutos apenas, a complexa fechadura enferrujada já fora aberta, e o francês se apressara em abraçar o recém-chegado, arrancando um sorriso envergonhado do mesmo.
- Per Dieu, Artie! Você me deu um susto! Como se atreveu a se matar na minha frente?! – já reclamava Francis, com os olhos azuis queimando de raiva.
- Desculpe-me... Mas aquilo fora um pouco improvisado. – Francis arrebatara um soco na nuca do amigo, que gritou em protesto. Toda aquela cena fizera o escocês rir discretamente, envolvendo o inglês em um abraço desengonçado, proveniente de seu braço enlaçado na cintura fina e definida de Arthur. E com o toque completamente inesperado, as bochechas do inglês adquiriram um adorável tom rosado, causando um ciúme mortal no outro loiro que assistia à cena:
- Sacrebleu! Solte o MEU Arthur!
- Ora, calado, ô da barbicha. Não está vendo que o Arthur me ama?
- C-Calados, os dois! – esbravejou o pequenino, fazendo o rosto avermelhar-se ainda mais. Não tinha tempo para perder com bobagens como essa.
- Cailean está comandando toda a luta frontal! Não posso deixá-lo na mão! – Arthur jogou para cada um uma espada, e logo depois fez sinal para que o seguissem, e assim o fizeram:
- Hey, Francis! Onde está o resto da Távola Redonda?
- O que você acha, mon petit? Foram todos exterminados logo após a sua execução... Falando nisso, como é que você voltou? – indagou o francês, cerrando os olhos e quase tropeçando em um corpo inimigo que jazia no meio da rua:
- Não é o tempo para discutirmos isso. Se vivermos depois, eu conto! – gritou o loiro, golpeando um soldado qualquer, que tentara violentar uma jovem local.
Cailean passava por sérias dificuldades. Como não dominava a arte de luta corpo a corpo, cansava-se de tentar correr, do albino que desferia-lhe golpes precisos e engenhosos:
- Kesesesesese! Seu duende, fique parado para que eu possa te matar! – gritava o prussiano, já perdendo a paciência.
- Sai fora, vovô! – provocava o pequeno irlandês, proferindo perigosas magias antigas, que apenas os melhores druidas celtas eram capazes de dominar. Cailean já ganhara mérito de honra na arte do fogo azulado, este chamado de chamandrez. Mas já estava difícil de ignorar o sangue que lhe escorria do ombro esquerdo, o qual fora acertado pela lâmina do albino, em um descuido à parte.
- Vovô?! Como se atreve, seu moleque ruivo de araque?!
- Há há! Está é com inveja desse meu cabelo lindo, COM COR e sedoso! – ousara o ruivinho, mostrando a língua. Aquilo fizera o prussiano irritar-se de uma maneira inimaginável. Já brincara demais com esse pirralho insolente. Em um golpe improvisado, o albino chutara o diafragma do menino, empurrando-o no chão. Logo após um momento, o qual parecera durar um milésimo de segundo, a lâmina já tingida de sangue, perfurara o peito do menino, fazendo com que todo o brilho maroto de seus olhos sumisse, substituído por duas jóias opacas e sem um indício de vida.
- Aprenda a respeitar o mais forte, celta nojento. – Gilbert praticamente cuspira as palavras. Entretanto, uma pontada de dor atingiu-lhe em cheio a parte posterior da cintura. Ao desviar o olhar ao local que doía, constatara uma flecha, com uma pena vermelha em sua extremidade.
As orbes cor de sangue traçaram uma linha imaginária no ar, chocando-se com duas esmeraldas brilhantes, que queimavam em um ódio profundo.
- Kesese, eu sabia que o povo daqui tinha algum pacto com o Diabo. Para poder voltar à vida desta maneira, Arthur. – o prussiano rira em escárnio, desconsiderando totalmente a presença do outro. Apenas puxou a flecha de sua carne, arrancando boa parte da epiderme e derme.
- O que você fez... – Arthur ainda não conseguia acreditar, que aquele cadáver sem vida pertencia ao seu irmão caçula, o qual tanto o irritava e encantava. E seu olhar seguiu-se ao seu redor, onde antes lutavam as criaturas mágicas criadas pelo menino, mas que agora, já haviam voltado ao seu estado de origem. Matéria-prima. Estavam apenas os três, contra o prussiano e o que restara de seu exército, cerca de dez soldados.
- Arthur... Pode ficar com o albino aí. – murmurou o escocês, segurando delicadamente o ombro do menor. – Eu fico com o resto dos soldados.
- S-Scott...
- Ande. Você é quem deve vingar a morte de Cailean. Não esqueça de trazer o corpo dele, Artie. – e antes mesmo que o inglês pudesse impedir, Scott já afastara-se o suficiente dele, em direção aos poucos soldados saxões que sobravam. Enquanto isso, o francês se pôs em frente ao inglês, apontando a espada ao albino:
- Não deixarei você tocar no meu senhor novamente. – e então, uma figura se colocou em frente ao prussiano, apontando a lâmina da própria reluzente espada ao francês:
- Isto vale para mim também. – pronunciou-se o moreno, sem qualquer vestígio de expressão:
- Como quiser, Roderich.
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A batalha estendeu-se até os primeiros raios solares do dia seguinte surgirem, rasgando os céus enegrecidos. O cansaço já pesara sobre os ombros de todos os combatentes ali vivos, fazendo com que os movimentos retardassem e fossem feitos com lentidão. Mas ambos os lados não demonstravam sinal de desequilíbrio. Scott exterminava com dificuldade os soldados de baixo escalão, enquanto Francis e Roderich lutavam mais semelhante à uma dança perigosa e fatal. Já o prussiano e o inglês batalhavam de forma agressiva, dando o máximo de seu físico.
- D-Desista, Arthur! Eu já te matei uma vez, posso muito bem matar de novo, kesesese!
- Nunca! Enquanto vocês não se retirarem das terras inglesas, eu não morrerei! – a lâmina suja do prussiano passara de raspão no rosto do inglês, que não perdera o nariz por pouquíssimo. E foi então que aconteceu. Um grito irrompeu a aurora alaranjada, fazendo com que todos os olhares dos presentes fossem desviados para a figura, que caía com pesar no chão, a lâmina da espada do francês atravessada ao peito.
- RODERICH! – o prussiano desesperou-se, e no momento em que vira o último sorriso do austríaco, o mundo ao seu redor sumira. Nada mais importava. Empurrou Arthur no chão e saiu correndo em direção ao amigo que já jazia, frio, à relva úmida. O francês preparava-se para o segundo golpe, mas fora impedido pelo inglês.
- R-Roderich... Você não pode me deixar! Não brinque comigo! – o albino abraçava e balançava o corpo inanimado do companheiro, deixando as lágrimas, que nunca caíram, rolar por seu rosto, gotejando na face do moreno:
- V-Você me prometeu, idiota! Me prometeu que nunca mais se fingiria de morto! Abra os olhos...! – Gilbert beijou diversas vezes os lábios de Roderich, o qual não fora retribuído. Não existia mais o calor tão aconchegante em seu corpo, assim como os brilhos em seus olhos, estes opacos.
Arthur e Francis, apenas assistiram à cena, um tanto perplexos. Então, aquela figura tão fria e severa conseguia amar?
- E-Eu nem pude lhe dizer uma única vez... Q-Que te amava! – o prussiano escondeu o rosto no pescoço do austríaco, demorando-se alguns minutos na posição. Finalmente levantara os olhos, soltando-se, por fim, do abraço. Colocou-se em pé rapidamente, partindo para cima do inglês.
- Maldito! Tirarei a coisa que lhe é mais importante também! – Arthur bloqueara o ataque, sentindo as pernas falharem de leve. Estava exausto, e não aguentaria a fúria que provinha do inimigo. Arthur conseguira ouvir o escocês gritando.
- Francis! Ajude o Arthur! – entretanto, o francês encontrava-se em estado de choque. O olhar estava fixo na figura fria do austríaco, e os olhos, enchiam-se d’água, aos poucos.
- Eu vou matá-lo! Vou liquidar todos nesta terra! – vociferava o albino, cada vez colocando mais pressão à espada. E então o fatídico acontecimento ocorreu. As pernas do inglês finalmente falharam, levando o loiro ao chão. A oportunidade perfeita.
Gilbert sorriu, os olhos tomados pelo delírio. Deixou que a lâmina rasgasse o ar, indo ao encontro de Arthur, que já fechara os olhos, esperando um jato de sangue, e a dor tomar seu corpo. O que seguiu-se momentos depois, fora o sangue jorrando para todos os lados, porém, a dor, não viera. Arthur abriu os olhos e encontrou o francês, posto à sua frente, com a espada do germânico cravada no peito.
- F-Fra... Francis! – Arthur arregalou os olhos, puxando a barra da blusa do francês. O maior apenas rolou os olhos, fitando-o pelo canto dos mesmos. Sorriu, antes de cair, ajoelhado, aos pés do prussiano.
- P-Pronto... M-Minha dívida está paga.
Gilbert recuara alguns passos, trombando com um adolescente, que lhe segurava os ombros:
- Desista, Gilbert. Nós perdemos. –sussurrou Ludwig, com o semblante sério.
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A cidade era aos poucos reconstruída, e os mortos eram recolhidos, com carinho, um por um, dos gramados da Poderosa Camelot. Familiares abraçavam aqueles que já não estavam mais lá, e os saxões já haviam se retirado, fazia algumas horas. Arthur mantinha seu olhar fixo na lápide que encarava, com uma espada familiar cravada na terra recém-revirada.
- Francis... O que foi fazer? – Arthur sorriu, permitindo que as lágrimas viessem. Ele merecia cada uma delas. – Seu grande i-idiota...!
Mais ao lado, estava o túmulo do pequeno Cailean, onde um certo escocês pendia a cabeça encostada na lápide, sussurrando algo que Arthur não conseguia compreender.
- M-Me desculpe. No final, não consegui proteger ninguém.
- Não seja bobo, Arthur. Cailean retornará à Avalon.
- E-Eu sei... Mas o Francis não.
- Arthur. O mundo é feito de escolhas. – Scott já se colocara em pé, abraçando os ombros do caçula. – Ele escolheu o caminho mais digno. A dívida que ele tem com Deus fora paga.
- Eu n-nunca mais o verei...!
Scott abraçou o menor, afastando-o daquele lugar. Os pássaros voavam livres pelos céus, e o grande Reino continuava ali, intacto. Muitas pessoas passariam por ali, assim como outras guerras. O escocês beijou o topo da cabeça do loiro, sorrindo ternamente:
- Para isso existem os sonhos, Artie.
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Em uma terra gélida, nem tão distante do reino de Camelot, estava um príncipe, que brincava com uma peça de xadrez. Olhou para o mapa sobre a mesa, sorrindo maliciosamente:
- Inglaterra, huh? – o dinamarquês cruzou as pernas, acomodando-se melhor em seu trono.
- As coisas andam tediosas, e essa terra é muito promíscua. – indagou uma segunda figura, inexpressiva. O dinamarquês sorriu ainda mais para o norueguês.
- Mandem as tropas. – dedilhou a região da Grã-Bretanha no mapa, com um sorriso cruel nos lábios. –
- As coisas ficarão interessantes.
Notas finais
E sim, logo após a tentativa de invasão dos saxões, os ingleses sofreram com a invasão dos vikings dinamarqueses.
E eles ficaram sob o domínio dos nórdicos até a União de Kalmar acabar, o que foi lá para 1514 (se não me engano -q).
Enfim.... a história terminou. E eu realmente gostei de escrevê-la! Obrigada à todos que acompanharam! Foi a série mais longa que escrevi!
Até uma próxima vez, guys! ~
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