Kingdom Pride

4 Capítulo IV- The decision of Arthur


Notas iniciais
OMG! Desculpem a demora milenar para postar esse capítulo! @///@ me sinto envergonhada DD:
Mas como prometido, está aqui. =~= espero que gostem ♥
Ainda acho que vão ter mais dois capítulos... e depois ser o fim :I QQQ

Uma doce voz chamava-o em meio ao breu,via, ee Arthur via-se envolvido pela escuridão, sozinho e desamparado. Sentiu mãos macias e quentes sobre sua face, e tomado pela coragem, resolveu abrir os olhos, lentamente. Esperou até que se acostumássem com a claridade do local, para poder observar e distinguir as silhuetas abstratas à sua frente.

Quando finalmente conseguia utilizar o sentido da visão, deparou-se com uma mulher, com seus trinta e poucos anos, pele macia e branca como a neve. Seus olhos, que brilhavam como duas esmeraldas, fitavam-o, emoldurados por longos cílios ruivos. Seus cabelos compridos e ondulados escorriam por seus ombros despidos, e lembravam-me chamas, de tão rubros que eram. Eu a reconheceria em qualquer lugar, ano, tempo. Sua mãe continuava linda, como sempre.

- Mamãe… — murmurou, com a voz fraca. Ela abriu um imenso sorriso, ao ouvir a voz do inglês. E isso, por alguma razão, fez o coração do loiro acelerar.

- Arthur… Finalmente nos encontramos… Está tão bonito!

- Onde estou? E Scott? Francis... Ah! — levou as mãos até a nuca, estranhando a falta de uma ferida, ou sangramento. Estava perfeitamente normal, com excessão de seu coração. Era como se estivesse muito mais leve, sem o peso que antes, carregava.

- Se sente melhor, não é? Somente aqueles que são dignos, e que tenham o coração puro são capazes de serem acolhidos por Avalon. Arthur, você, ao se sacrificar pelo bem de todos, livrou-se do peso e das milhares de vidas que carregava, que estavam impregnadas em seu coração. Assim como me aconteceu, A sacerdotiza Raven deve tê-lo achado digno, mandando-o para Avalon.

- Então isso quer dizer... Que eu morri? — o inglês perguntou, encarando a ruiva intensamente. Ela mais uma vez sorriu, tomando-o nos braços:

- Por que pensa deste jeito? Sua alma, a coisa mais valiosa, apenas perdeu uma parte insignificante. O corpo é apenas um material, meu amor. Você não está morto. Está apenas livre.

Arthur a abraçou, silenciando-se por algum tempo. Aproveitou para deslumbrar o local onde estava. Tratava-se de um jardim, extenso em todas as direções, com as cores mais vivas que já vira. A relva, árvores e plantas, de um verde tão vivo quanto os olhos de sua mãe, e os dele próprio. As diversas flores, das cores, tamanhos e aromas mais variados. O céu azul tingia-se de pássaros negros. E a leve brisa que bagunçava-lhe os cabelos, era tão pura e fresca. Poderia permanecer lá, para todo sempre, abraçado à sua mãe. Mas não podia abandonar aqueles que amava agora, não podia deixar os saxões destruírem tudo aquilo que conquistara. Precisava voltar. Voltar para os braços e sorriso estonteantes do escocês.

- Mamãe, saiba que tudo que eu sempre quis na vida, era ficar ao seu lado, pelo menos mais uma vez. Mas... — ele se separou do abraço, encarando-a seriamente. Por fim, após um longo e sofrido suspiro, recomeçou:

- Eu realmente preciso voltar. Não posso deixá-los naquela situação. Não posso abandonar Scott agora.

- Arthur. Avalon abre as portas somente uma única vez. Tem conhecimento, que se for-se agora... Nunca mais voltará?

- Isso quer dizer que eu... nunca mais a verei? Nem mesmo Cailean? — murmurou, sentindo seu coração dividir-se em dois. Um lado dizia-lhe para ficar, ao lado de sua mãe. O outro, obrigava-lhe a partir, para o lado de Scott.

- Não seja tão radical, meu amor. Ainda me tens em seu coração?

- É claro, mamãe! Sempre... Sempre a aguardei como a mais preciosa jóia. Nunca esqueci de seu rosto, de seu perfume. — Ela sorriu ainda mais, segurando o rosto do loiro, com ambas as mãos:

- Então nós ainda nos encontraremos. Em sonhos, talvez. — ela se levantou, erguendo-lhe a mão, para que o inglês a acompanhasse:

- Vamos, Arthur, meu filho. Irei mostrar-te o caminho de volta.

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Andaram, ambos em silêncio, por aqueles campos, tão vívidos. Via crianças correndo, brincando por entre as árvores, as mulheres colhiam frutos, e todos lhes acenavam. À medida que adentraram a floresta, esta enegrecia-se de maneira estrondosa. As árvores perdiam suas folhas, um vento gélido soprava sem descanso na face de Arthur, fazendo seu corpo arrepiar-se. Britannia segurou a mão do inglês com mais força. Arthur resolveu quebrar o silêncio mortal que pairava entre ambos:

- Mamãe, a Sacedortisa Raven é... Real? Quer dizer, já viste Ela? – murmurou, curioso, como se voltasse a ser criança. Ela soltou um riso, fechando os olhos:

- Meu filho, tudo o que vê, toca, respira, é a Sacerdotisa Raven. Avalon não existiria sem o poder de Raven e Raven não existiria sem as extensões de Avalon. Ambas são uma simbiose. Um vive do outro. Entende?

- Entendo... – o inglês cessara sua caminhada, dirigindo-se à uma árvore, cujos galhos nus, contorciam-se, na tentativa de esconderem-se do frio. Ergueu uma das mãos, acariciando o tronco espesso da planta. Abraçou-a, depositando a testa sobre a superfície:

- Obrigado, Raven. Obrigado por esta chance, por eu ter tido o privilégio de rever minha amada mãe. Mas não posso ficar aqui. Não enquanto as pessoas que amo estão em apuros. – sussurrava, docemente. – Muito... Obrigado.

- Você é realmente estranho, bastardo. – exclamou uma nova voz, provinda de trás da árvore. Arthur e sua mãe estranharam tal acontecimento, ambos recuando consideráveis passos. De trás da planta, pulou um garoto jovem, com seus cabelos encaracolados, ruivos. Sua face, avermelhada e coberta por sardas, com seus olhos encarando-os, igualmente verdes.

- Cailean! Mandei você esperar na aldeia, menino! – exclamou a Britannia, com ambas as mãos sobre a fina cintura. O garoto apenas deu de ombros:

- Desculpe, mamãe. Mas não podia ficar sem me despedir do meu irmão idiota. – o irlandês voltou o olhar para Arthur, que encarava a cena, um tanto perplexo.

- Hey, Arthur. Pretendes mesmo voltar à Camelot? E como acha que vai derrotar um exército daquela magnitude sozinho, senhor “gênio” ? – perguntou o menino, sorrindo de modo cruel. E Arthur tivera que concordar com ele. Não tinha ideia de como poderia ser útil lá.

- É algo que pensarei no caminho de volta. Obrigado pela preocupação.

- Tch... Como você é corajoso, maninho. – bufou, sádico- Mas é realmente muito burro. Você vai precisar de mim, idiota.

- Cailean! O que quer dizer com isso, filho?! – exclamou a senhora, levando as mãos até os lábios, assustada.- Pensas em guerrear? Isso vai contra as leis de Avalon! Você nunca poderá voltar...!

- Mamãe. Fui acolhido pela Sacerdotisa Raven na época em que perdi-me de meu irmão irresponsável. Estava faminto, à beira da morte e Ela, me acolheu. Nunca fui digno de minha permanência aqui. – o garoto, sempre sorridente e animado, estava agora, com uma expressão séria, atípica de sua personalidade:

- Quero tornar-me digno, minha amada mãe. Lutarei ao lado de Arthur, levando a magia que aprendi, ao longos dos anos em que permaneci como Aprendiz de Feiticeiro.

O garoto portava um grande cajado, revestido de madeira antiga. Na ponta superior, jazia uma esfera de vidro, com um conteúdo brilhante em seu interior. Então Cailean herdara a tão antiga magia celta de sua mãe.

- Tem certeza que está preparado para isso, Cailean? Pode ser que nós dois não sejamos suficiente para combater um exército inteiro de germânicos. – o irlandês riu, no momento em que girara o cajado, e gritava palavras desconhecidas:

- Mar an drúcht na maidine, agus brataithe le crainn anamacha a deadly. Cosúil leis an créatúir póg milis na Raven, agus le feiceáil Géill dom!

Logo após a pronunciação do irlandês, e de um clarão invadir o local, as árvores começaram a mover-se, assim como criaturas inexplicáveis surgiram de todos os lados. Elementos, como ar, e a água dos rios da região tornaram-se criaturas mágicas, e em poucos minutos, um grande exército de quimeras, ninfas, magos, trolls, duendes, ogros e outros formou-se diante dos olhos dos três humanos. Era a magia de Cailean, misturada com um toque do poder da Grande Sacerdotisa. Arthur sorrira para Cailean, o qual devolveu o afeto. Assim como fazia com seu exército, Arthur tomou a frente dos seres à sua frente:

- Seres de Avalon. Preciso da ajuda de vocês, para salvar as pessoas de quem me são de extrema importância. Creio que poderão ajudar-me, já que todos nós somos filhos de Raven. Lutemos não por um Rei, mas sim por uma causa. A causa de nossa própria existência. Juntos, Por Avalon, pela nossa honra e por Raven, conquistemos os saxões!

As criaturas saudaram o novo líder, assim como o pequeno irlandês, que gritava, animado. Em pouco tempo, todos começaram a marchar, rumo à única passagem que ligava Avalon e o mundo externo. Uma passagem que não havia volta.

Finalmente chegaram à uma caverna, com as mesmas inscrições daquela que estara, poucas horas atrás. O último lugar que estivera com Scott. Ao lembrar-se do ocorrido, corou, e balançou a cabeça, tentando concentrar-se. Arthur observava grupo por grupo das criaturas adentrarem a caverna escura, e ao ver que todas já haviam atravessado, inclusive seu irmão, sentiu um toque gentil em seu ombro. Olhou para trás, e vira sua mãe, com o rosto molhado pelas lágrimas que caíam de seus profundos olhos esverdeados:

- Não chore, mamãe. É como a senhora disse, nos veremos em algum sonho. – ela balançou a cabeça, abraçando o filho, fortemente:

- Não é pela despedida que estou chorando, meu amor. Estou orgulhosa de você. Estou orgulhosa da sua decisão. Estou tão feliz, de você ter virado esse tipo de homem. Beije o Scott por mim, sim? – ela sorriu, piscando discretamente. Aquilo fez o inglês corar violentamente, calando-se de imediato. Estava tão evidente assim?

- Estarei rezando por você. – ela disse por fim, beijando a testa do loiro, e o empurrando, para que entrasse dentro da caverna. Arthur obedeceu-a, adentrando o local, e a luz sumindo à medida que caminhava mais à frente. Logo não veria mais nada.

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Alegria é uma borboleta

Voando sobre a face da Terra

Mas a tristeza é um pássaro

De grande asas negras

Que nos erguem muito acima da vida

Lá embaixo, à luz do Sol, a vida flui, tudo cresce

O pássaro da tristeza, porém, voa bem alto

Lá onde velam os anjos da dor

Sobre o covil da morte.

Notas finais
Então? Gostaram? 8D Eu sei que não teve yaoi nessa, mas eu precisava fazer algo do gênero. @w@
e autores fantasmas, mandem reviews que isso pode me animar a escrever mais rápido :D -qqq
bom, até o próximo! Prometo postar dentre uma semana, okey?
jaa ne!