Notas iniciais
Hello! Mais um capítulo pronto para ser lido.
Nele algumas coisas serão reveladas como o novo tipo de inimigo que Riku e Mickey passaram a enfrentar no "Realm of Darkness", além de um pequeno mistério para ser averiguado ao longo da história.

Leitores fantasmas! Por favor, comentem, mesmo um continua. Levei muito tempo para voltar a postar e não quero que essa fic de KH morra... De novo.

Não me deixem cair no "Realm of Darkness"!!!!!!!

Mas perái! [som de disco sendo bruscamente riscado]. Se eu me perder no reino sombrio posso me encontrar com o Riku [viajando na maionese]. Quer saber, continuem lendo e se eu acabar caindo no "Realm of Darkness"... vai valer a pena num certo ponto de vista.^^

Em algum lugar do "Realm of Darkness", alguém de vestes brancas e de rosto parcialmente escondido por um capuz, observava a travessia de mais uma pessoa pela "Door of Light" em segurança e acenou para ela num pedido de adeus, apesar de estar ciente de que seu gesto tão simplório não teria retribuição, o quiz fazê-lo mesmo assim. Quando a porta se fechou e desapareceu em meio á um pilar de luz, encarou o abismo escuro e vázio até ouvir palavras sussurradas dentro de seu coração ditas por uma voz suave.

– ...Mais pobres corações se perderam neste reinado de trevas... — murmurrou com a mão direita sob o peito. — Irei ao encontro deles e os guiarei pelo caminho correto conforme o ordenado, mas lhe digo que será difícil paziguar e curar um dos dois corações porque este escolheu a escuridão por vontade própria ao invés de ser meramente enganado pelas suas forças. — e suspirou longamente. — Precisarei de ajuda nesta tarefa. Me reunirei com uma amiga que á muitos dias estou separada e nutro saudades de sua companhia, só então vou dedicar todo o meu tempo no cumprimento do dever que me foi concebido. — em seguida, seu corpo brilhará intensamente e partiu rumo ao novo objetivo.

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Depois de passarem por uma área que mais parecia um emarranhado de pontes e enfrentar inúmeros "Heartless" pelo caminho, Riku e Mickey chegam a um local que seria desértico se não fosse por um detalhe muito estranho: ao longe podiasse enxergar uma construção aparentando estar abandonada e em ruínas. Os dois se aproximam com cautela, um deles sempre prestando atenção ao redor pronto para agir caso houver perigo e o outro, apesar de ainda ser incapaz de se defender sozinho, também nunca baixava a guarda.

– Será que alguém viveu aqui? No meio do nada? — perguntará Riku, quebrando o silêncio que existia entre ele e Mickey, mas não recebeu resposta alguma porque o acompanhante estava concentrado demais na segurança deles. — Ok... Mantér o foco acima de tudo... — ironizou, cruzando os braços. "O que custa responder uma simples pergunta?", pensou emburrado. Mas, suas expressões mudaram para incredubilidade quando observou com mais atenção o tipo de estrutura que o lugar para onde estava se dirigindo se parecia.

Lembrava muito com os prédios que tinha visto no mundo de "Traverse Town" e havia algo de semelhante ao castelo de "Hollow Bastion", o último lugar onde esteve no "Realm of Light", isso porque inúmeras chaminés saiam por toda parte da parede. Então, quem tenha vivido ali era de "Traverse Town" e se mudará para "Hollow Bastion" ou vice-versa? Essa e outras perguntas pairavam na mente de Riku interruptamente, porém a única maneira de saber todas as respostas era adentrando naquele lugar medonho. Mickey irá na frente por garantia e após certificar de que era seguro prosseguir pelo novo local, gesticulou para o garoto se aproximar, mas mesmo assim nenhum dos dois perceberá que continuavam sendo observados á distância pela dupla de estranhos. Um deles sorrirá satisfeito por seu plano ter dado certo e já preparava o próximo passo, no qual chamará de "teste nº 1" com todo entusiasmo enquanto pegava uma espécie de dispositivo no bolso de seu jaleco.

A primeira visão que o rei e seu protegido tiveram do lugar não foi das mais agradavéis; Tubos de ensaio enormes o suficiente para contér uma pessoa em seu interior, inúmeros computadores, macas, instrumentos cirurgícos espalhados por toda parte, celas e gaiolas, cadeiras elétricas entre outras coisas horrendas era tudo o que era visto lá dentro em cada comôdo. Tudo ficava pior com a sujeira e o cheiro repulsivo de mofo contaminado o ar.

– Esse prédio me parece um laboratório. — argumentou Riku, foleando um livro que havia pegado numa estante e depois tossir com o pó. — Cof! Cof! Quem... Cof! Quem será que viveu aqui? E para onde deve ter ido com tanta pressa deixando tudo para trás? Cof!

– Acho que faço uma idéia. — disse o camundongo encarando um grande quadro na parede, atrás de uma mesa cheia de anotações. O garoto olhou para a pintura e nela ilustrava um homem de longos cabelos negros, rosto com expressões sérias e de óculos. — Este é Hojo, um colega de trabalho do Ansem que desaparecerá misteriosamente muitos anos antes dos "Heartless" começarem a aparecer. Não o conheci bastante para saber se é ou não uma boa pessoa, mas sempre tive um certo... receio... de estar no mesmo lugar que ele. Tudo o que eu sei é que os dois trabalhavam num projeto científico para descobrir a real essência dos corações, mas acabou sendo interrompido após o seu sumiço sem explicação, e depois disso... — ele ficará cabisbaixo. — O problema que atualmente atormenta á todos se iniciou.

– Bom... Segundo o laboratório dele... — Riku olhará ao redor. — Não deve ser alguém de sã consciência. Será que esse tal de Hojo continuou a pesquisa sozinho e da sua maneira?

– Pelo o que eu me lembro, Hojo era a favor de métodos nada convencionais para chegar em conclusões concretas e sempre terminava discutindo com o Ansem, mas ao que parece cada um prosseguiu com a pesquisa da sua forma e infelizmente o desfecho não foi feliz, para nenhum dos dois. — Mickey se referiu aos últimos acontecimentos envolvendo o Riku e seus amigos, Sora e Kairi. — É uma pena que cientistas de tamanha inteligência tenham tido um destino tão trágico. Queria tanto que tudo fosse diferente... — a frase morreu nesse ponto e um momento de silêncio se estendeu nesse meio período.

Riku pensou novamente em sua casa, no seu paraíso chamado "Destiny Island", que virará as costas por culpa de um sonho egoísta e que no qual escolheu o caminho mais fácil para realizá-lo. Será que o cientista optou pela mesma facilidade? Se for, pagará um alto preço.

– Vamos continuar andando. Talvez possamos acabar encontrando algo útil para nós.

– Tipo o quê? Um kit de ciências para criar um portal de volta para o "Realm of Light?

– Tenha mais respeito comigo, meu jovem rapaz. — reemprendeu Mickey, áspero. — Sei que está chateado com os últimos eventos, mas não há necessidade de me atingir. Ao invés disso concentre em gastar suas energias procurando qualquer coisa que possa nos ajudar e só depois poderá reclamar o quanto quiser. — Riku pedirá desculpas pela sua atitude, isso após pensar bastante e ceder. Mickey aguardou pacientemente de braços cruzados o garoto perceber a atitude de péssimo gosto que tomou nesse meio tempo e abrirá um sorriso amigável em seguida. — Não se sinta mau, eu o perdôo pela irônia que fez, mas só por saber que a arrogância e o sinismo é parte da sua personalidade. Se eu não soubesse que possui um bom coração, iria revidar suas palavras e terminariamos brigando feio.

Riku entenderá o recado, afinal de contas era o rei soberano diante de seus olhos, então obviamente ele está acostumado em lidar com pessoas que se achavam mais importantes que qualquer um, inclusive dele próprio, assim irônias como aquela que fez agora a pouco não passava de uma mera piada perto do que já deve ter ouvido. Nisso, o garoto começará a pensar no mundo dele que, se a memória não lhe falhava, Maleficent lhe revelou um dia que o nome era "Disney Town" e seu lar "Disney Castle", porque lembrará que Mickey estava longe de casa a mais tempo que ele e todos devem estar sentindo sua falta.

Novamente seus pensamentos foram parar em Sora e Kairi na pacífica "Destiny Island", sem perceber que diminuia seus passos, até sacudir a cabeça para afastá-los. Aquela não era hora de lamentar e sim de agir para corrigir todos os seus erros para ficar em paz consigo mesmo, então se apressará para alcançar o rei que já estava á uma certa distância dele.

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Hojo, sentado num rochedo, estava olhando para a tela de seu computador portátil fazia algum tempo e Genesis, que não tinha nada melhor para fazer naquele momento além de esperar por suas ordens, decidiu praticar alguns movimentos simples com sua espada um pouco longe do cientista. Mas, a curiosidade acabou atrapalhando-o na execução de uma mais complicada e assim se aproximou do cientista para saber das novidade na observação porque Hojo tinha feito algo antes, o denominado "teste nº 1".

– Eles estão procurando qualquer coisa útil para ajudá-los pelo mínimo que seja, acabaram de entrar no meu escritório e estão revirando principalmente os livros e notas que deixei abandonados por lá mesmo. Mal sabem que libertei um pequeno obstáculo para ambos minutos atrás e esta aguardando o momento certo para seguir minhas ordens. — disserá, sem tirar os olhos da tela. — Olhe, Genesis. Percebe a silhueta que os acompanha? — ele apontará para a sombra a mais mostrada na parede. — Não imaginava que aquele homem me seria de alguma utilidade um dia desses, mas querendo ou não, é o resultado de uma das minhas experiências. Não é perfeito como você, claro, porém logo será descartado se esses dois forem habilidosos como presumi. — e sorrirá ao imaginar o desfecho da futura batalha que acontecerá dentro de seu antigo laboratório.

– Professor Hojo. Por um acaso é aquele indivíduo que o atrapalhou no passado?

– Vicent Valentine? É ele mesmo. Depois daquela afronta o castiguei tornando-o uma de minhas cobaias, mas infelizmente não ficará como eu queria. Onde estava com a cabeça em se apaixonar por uma das minhas assistentes? A idiota da Lucrécia. Porém, tal ocasião me serviu para aprimorar as minhas pesquisas e consegui criar você depois de muitos testes.

– Se não me engano, havia um outro que o senhor criou antes de mim.

– Ah, sim! Sephiroth era o nome que lhe dei, mas este também considero outra de minhas falhas. Aquele sujeito teve um problema no fator mental, ficará obssecado em derrotar um guerreiro chamado Cloud Strife e travará batalhas catastróficas contra ele antes do nosso mundo ser destruído pelas forças da escuridão. Depois disso nunca mais tive notícias dele, deve estar no "Realm of Light" fazendo o que bem entende perdido por lá mesmo ou talvez tenha encontrado o seu fim, pouco me importa. A realidade é que, graças á isso e também tendo uma pequena ajuda das minhas assistentes, consegui chegar á você.

– Mas, e as outras experiências que o senhor mantinha nesse laboratório?

– Acho que conseguiram escapar e se espalharam por ai, não detectei mais formas de vida além de Vicent, mas agora o que me interessa é como esse garoto vai reagir ao perigo que minha criação representa. Eu quero estudar as funções de sua mente ao máximo antes de capturá-lo e dar ínicio ao meu experimento. — ele espia a tela para certificar. — Genesis. Por que não assiste comigo este incrível espetáculo? É chato presenciar tudo isso sozinho.

O rapaz nada disse, ele apenas fincará a espada ao seu lado e se inclinou sobre o cientista para ver melhor a tela do computador em suas mãos, então ficará aguardando pela ação.

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Riku e Mickey fizeram algum progresso na procura pelo prédio. Ao ler as várias anotações e livros, ambos descobriram que ali era realmente o laboratório de Hojo, construído com partes de gummiships e destroços de mundos tragados pela escuridão que terminavam caindo no "Valley of Death". Também que ele tinha duas assistentes, Lucrécia e Shanui La, entretanto não havia quase nada sobre a vida delas nos registros, além de entenderem os tipos de experimentos que o cientista fazia naquele lugar.

– "Inconscious"... — sussurrou Riku enquanto andava por outro corredor ao lado de Mickey, desta vez tendo um objetivo. — Este homem estava fazendo o mesmo que Ansem, acabava criando seres artificiais com a ajuda de uma máquina só para entender alguma coisa. Como pode duas pessoas tão diferentes cometerem um erro em comum?

– Essa pergunta não tenho como lhe responder, mas essas criaturas novas podem ser um problema. Algo que é incapaz de raciocionar por si próprio e totalmente hostil boa coisa não deve ser, o pior é para onde todas elas foram e o que aconteceu com aqueles que viviam aqui. Será que os responsáveis sucumbiram ou fugiram? O óbvio seria a segunda opção ao julgar pelo estado deste lugar, mas também pode ter sido a primeira já que a maioria das anotações e livros estão destruídos como se algo incontrolável os tivesse rasgado em mil pedaços. — disse Mickey. — De qualquer forma, terminamos por descobrir que talvez tenha uma gummiship em perfeito estado e podemos usá-la para sair de "Valley of Death".

Após andarem bastante, os dois encontram o local onde a nave estava pousada. Por sorte parecia em bom estado, havia sim algumas peças precárias, mas dava para perceber que resistiria a longas viagens por algum tempo. Riku e Mickey estavam prestes a subir a bordo quando algo começou a se materializar na frente deles em meio a escuridão, bloqueando o caminho. O rei imediatamente se posicionou diante do garoto com a sua "Kingdom Key D" em mãos para defendê-lo. Nisso, um estranho homem surge do aglomerado de sombras.

– Quem é você? E o que quer de nós? — questionou o camundongo.

Não houve resposta, ao invés disso o homem apontará uma arma para eles.

– Tenho ordens para confrontá-los, eu sinto muito. — disserá antes de apertar o gatilho.

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Hojo estava adorando assistir a batalha entre Mickey e Vincent, mas não gostou nadinha do Riku ter se escondido atrás de uma pilha de caixas sob as ordens do amigo. Ele achava que o garoto tomaria alguma atitude diante de um grande perigo como havia presumido, porém acabou se decepcionando um pouco. Genesis, por outro lado, estava com o olhar fixo no rei e a vontade de enfrentá-lo crescia rapidamente, tanto que ele analizava cada um dos seus movimentos tentando memorizar o máximo que podia e já planejava alguns métodos para bloqueá-lo e vencer a luta que começou a desejar.

– Hmm... — o cientista pegará um bloco de notas e uma caneta em outro bolso de seu jaleco, então começou a fazer algumas anotações. — A cobaia nº 507 ainda continua seguindo o instinto de autopreservação, mas claramente se nota aquele fogo que todo guerreiro tem quando quer lutar ardendo em seus olhos. Por quê não reage? Qual a razão de contrariar o próprio instinto? Será que no passado fez algo tão cruel a ponto de se subiter dessa forma? O único jeito de saber é continuar observando-o e para isso preciso fazer mais testes para entender como funciona a sua mente. — dizia ele enquanto escrevia.

– Professor eu lhe imploro... Deixe-me ir lá. — disse o rapaz de cabelo acobreado. Hojo o encarou e não ficou surpreso em ver um olhar enlouquecido, havia um sorriso de extrema alegria esboçado em seus lábios. — Esse camundongo me parece um adversário formidável. Quero enfrentá-lo dando tudo de mim. Me libere, professor, por favor.

– Não, Genesis. No presente momento a sua força não será necessária.

– Mas,... Eu posso ser o perigo que forçará aquele pirralho a agir como quer.

– Se eu liberá-lo estando desse jeito vai acabar matando os dois e assim todo o meu esforço para estudá-lo irá pelos ares. É necessário ir aos poucos... Vou obrigá-lo a superar perigo a perigo em níveres diferentes, você seria quase impossível dele enfrentar e sair ileso. Eu prefiro guardá-lo para um momento mais oportuno. — disse Hojo, ajeitando seus ocúlos.

– ...Como queira... — foi tudo o que Genesis disse. E assim continuou assistindo o combate que estava muito equilibrado ao lado do cientista, mas no fundo ficará furioso porque não teve o pedido atendido e também por não estar mais suportando esperar pelo momento dele agir. "Eu tomaria cuidado, ao contrário desse tal Vincent que parece atacar com tudo sem se importar com mais nada", reclamou em pensamento.

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– Tem certeza de que não precisa da minha ajuda, majestade? — perguntará Riku, querendo ser de alguma utilidade. Mas, ele ainda estava um pouco assustado com o que acontecerá no começo da batalha: o disparo inicial o teria atingido se Mickey não tivesse manuseado a "Kingdom Key D" para ricochetear a bala no momento certo para protegê-lo.

– Absoluta, Riku. Eu posso cuidar de tudo sozinho, não se preocupe. — respondeu Mickey enquanto disputava uma briga de forças, "Keyblade" contra a arma de fogo do inimigo, mas terminará em impate entre eles. Ambos saltaram para trás ao mesmo tempo e reasumiram suas posições de batalha. — Você é muito habilidoso, meu jovem. Como se chama?

– Vincent Valentine. — respondeu o desconhecido apertando o gatilho novamente, o rei se protegeu do tiro manuseando a "Kingdom Key D" para ricochetear a bala e fazê-la perfurar uma parede algum ponto ao fundo do local. — E você é formidável. Qual o seu nome?

– Mickey Mouse. — e conjurou uma bola de fogo mediana com a magia "Fira", o adversário se defendeu usando a capa que não queimará entrando em contato com as chamas. — Você tinha dito que recebeu ordens para nos confrontar. Quem o esta manipulando? — silêncio. — Meu jovem, essa pessoa no qual deve tanta fidelidade pode estar o enganando.

– Apenas sei que se eu cumprir suas ordens saberei o que aconteceu com ela.

– Ela? De quem se refere?

– A minha amada Lucrécia. Eu despertei e me deparei com o laboratório neste estado, fiquei vagando por seus corredores não sei por quanto tempo até voltar a dormir. Não encontrei ninguém nesse meio período. De repente, ouvi a voz dele me dissendo que duas pessoas invadiram este lugar e que precisava confrontá-los para ter respostas.

– Hmm... Como eu imaginava. Você é apenas outra vitíma numa cadeia de intrigas planejada por alguém de mente maléfica, portanto, não é meu inimigo. — e o camundongo fez a sua "Keyblade" desaparecer. — Vamos conversar. Talvez eu e Riku podemos ajudá-lo a...

Entretanto, Vincent disparou mais uma vez e a bala, porém, atingiu o chão próximo aos pés de Mickey criando um minúsculo buraco. Riku se levantará de imediato, quase indo ao seu auxílio, mas se manteve no lugar porque suas pernas não mexeram como queria.

– Enganado ou não, Hojo é o único que sabe o que aconteceu por aqui e ele me prometeu que falaria tudo se eu confrontá-los. — de repente, Vincent desaparece e reaparece atrás do rei, lhe golpeando com o cabo da arma fazendo-o desabar, mas ainda consciente. — Eu sinto muito. Tudo o que eu quero é saber a verdade e vocês dois são o único obstáculo que existe no meu caminho. — disse apontando a arma para o rosto do adversário.

Mickey tentou revidar, mas Vincent rapidamente o imobilizou e chutou a "Kingdom Key D" para longe. A "Keyblade" foi parar muito perto de onde Riku estava.

– Hojo... Então ele continua vivo... Pensei que tivesse morrido durante algum ataque a este lugar quando li suas anotações em seu escritório. Se ele o ordenou para nos atacar, isso significa que esta por perto e quer algo de nós. — murmurrou o rei. — Escute a voz da razão, meu jovem. Não faça nada do que este homem lhe disse, irá se arrepender se o fizer.

Vincent não moveu nenhum músculo, estava decidido a seguir em frente com a ordem e tudo pela verdade que tanto queria conhecer. Ele moveu o dedo no gatilho preparando-se para atirar mais uma vez e Riku ficará desesperado quando ouviu o clique da arma.

"Por que não usa o meu poder, Riku", falará uma voz dentro de sua mente. Aquela voz que ouvirá para se entregar a escuridão após a "Keyblade" que tirará das mãos de Sora voltar para o mesmo. Aquela voz que ficará impressionada por ele não demonstrar medo algum quando atravessou a porta da escuridão e que pertence ao sujeito que roubará o seu corpo para retornar a viver. Ansem, the Seeker of Darkness era o seu nome. "Se usá-lo poderá eliminar o inimigo tão rapidamente que ele nem sentirá o quê o atingiu e ainda salvar o rei numa fração de segundos. Vamos, garoto... Você já o usou uma vez, pode usá-la de novo".

– De jeito nenhum. Você não tem mais controle sobre mim como antes, nada do que disser me fará mudar de idéia. — sussurrou em resposta e sentindo a raiva se apoderando dele.

"Ah, então esta negando a real força do seu próprio coração", e Ansem deu uma risada cínica. "Estranho... Porque eu sei que você se divertiu muito enquanto tinha todos aqueles "Heartless" sob o seu comando e podia viajar pelos mundos quando quizesse usando as sombras, até sei que adorou ver a cara de decepção do Sora quando lhe tirou a "Keyblade" porque isso era mais uma vitória sobre ele, certo? Pode se divertir de novo me deixando corrompé-lo como antes. Se entregue a escuridão, Riku, libere o seu real poder hahahaha!".

– CALA A BOCA! VOCÊ NÃO ME CONHECE PARA FALAR ESSAS COISAS SOBRE MIM! — esbravejou o garoto, mas essa explosão de raiva foi o suficiente para que Ansem conseguisse penetrar a escuridão em seu coração uma segunda vez. Riku sentia ser consumido rapidamente pela força obscura, porém conseguirá reunir forças para andar e agarrar a "Kingdom Key D" que emanou uma luz tênue quando foi segurada por ele. — VÁ EMBORA! VÁ EMBORA E ME DEIXE EM PAZ! VOCÊ JÁ ARRUINOU A MINHA VIDA UMA VEZ E NÃO VOU PERMITIR QUE FAÇA ISSO DE NOVO!

A luz da "Keyblade" se intensificou tanto que envolverá Riku com o seu brilho caloroso e então a escuridão dentro dele começou a dissipar. Ele ouviu a voz do Ansem berrar de dor antes de desaparecer completamente do seu coração e estando livre da sua influência malígna, manuseou a arma para entrar na batalha. Em instantes, correrá na direção de Vincent e desferiu um golpe na horizontal para não atingir Mickey, mas o inimigo percebeu a sua aproximação com antecedência e saltará para longe no último segundo, evitando de ser ferido. Logo, o garoto ficará diante do camundongo para protegé-lo.

– Você sabe lutar... — disse Vincent, apontando a arma para Riku. — Achava que era apenas um peço morto que o ratinho tentava cuidar, mas vejo que me enganei.

– Escute! Não quero atacá-lo porque penso da mesma forma que sua majestade, é apenas uma vitíma numa tramóia perversa de alguém, mas se tiver mesmo alguma intenção de nos atacar saiba que não vou hesitar. — e assumira a sua posição de batalha.

Os dois ficaram se encarando, nenhum abaixava a guarda um segundo sequer para não dar a chance do outro atacar. Mickey ficará apreensivo porque Riku havia perdido todos os poderes que adquiriu graças a escuridão e o seu próprio estava ainda muito cru para ser usado. Em resumo: o garoto não seria pareo para enfrentar uma luta como aquela, mesmo estando com sua "Keyblade" em mãos, então restou á ele pensar numa saída. Mas Vincent relaxou, guardará a arma em sua cinta e se encobriu com a capa vermelha.

– O que esta fazendo? Por uma acaso é algum tipo de truque?

– Não. Somente me rendo. — Riku e Mickey estranharam. — Você... Tem algo que me fez repensar. — continuou Vincent. — Um instante atrás eu senti uma grande força obscura se acumulando e depois desaparecer, presumo que tenha vindo de você. Se fora capaz de confrontar a escuridão dentro de si e vencer, então lutar contra mim não passará de uma brincadeira de criança. Outra coisa que colaborou em minha rendição foram os seus olhos, eles demonstram sinceridade e também... sofrimento. Deve ter vivido poucas e boas para adquirir tal força, você crescerá rápido demais atráves de situações ruins o que é uma pena, nós dois temos algo de semelhante afinal. — e fechará os olhos.

– Vincent... — murmurrou o garoto, relaxando.

– Ótimo! Hojo esta reclamando e tentando me convencer a continuar atacá-los.

– Como pode saber disso? — questionou o rei, sendo ajudado por Riku a se levantar.

– Na minha orelha esquerda tem um dispositivo de comunicação. — Vincent apontará para a própria orelha. Era pequeno, mas se olhar com mais atenção dava para ver que havia um fone ali. — É assim que ele entrou em contato comigo. Antigamente eu era o seu segurança, portanto, carregar coisas como esta são essenciais para se cumprir com o dever, mas depois do que aquele homem fez comigo... Bem... Digamos que seguir suas ordens garantiriam a minha existência neste lugar horrível. — então removerá o dispositivo. — Agora que despertei mais uma vez e encontrei o laboratório neste estado, suas palavras não me alcançaram de novo. — e pressionará o aparelho entre os dedos para destruí-lo.

Nisso, Riku devolverá a "Kingdom Key D" para Mickey que logo desapareceu em suas mãos.

– Vincent... Não sei ao certo o quê aconteceu por aqui, quando chegamos o prédio já estava deste jeito. Nós dois fizemos uma pequena busca no local e encontramos alguns registros de Hojo, da equipe e de suas experiências estranhas em seu escritório. Mas, não havia nada que relate a ocorrência que virou o laboratório de cabeça para baixo, muito menos o quê aconteceu com as pessoas que viviam aqui. — contou o garoto. O homem encarou o chão, cabisbaixo. — A única forma de descobrir todo a verdade seria saindo daqui e procurar.

– Você pode nos acompanhar por um tempo. Nossa intenção era encontrar uma forma de sairmos do "Valley of Death" e quando descobrimos que tinha um ângar, viemos para cá.

– Eu sei disso. Seguia vocês após receber a ordem de Hojo. — Riku e Mickey se entreolharam, surpresos mais por não terem notado a sua presença antes. — Uma das minhas habilidades é me transformar numa sombra para se locomover, quando estou assim a minha presença fica totalmente oculta e isso facilita muito em espionar alguém. — agora sim tudo estava explicado. — Sobre o convite que me fizeram infelizmente terei que recusar. Vocês tem um objetivo que é sair do "Realm of Darkness", já o meu é encontrar Lucrécia e Shanui La além de me vingar daquele cientista louco por todo o mal que fez para todos em sua volta. Estão vendo? Os nossos caminhos são diferentes e um acabaria atrapalhando o outro.

– Bom, se é isso o que quer, Vincent. Desejamos boa sorte a você em sua busca.

– Obrigado. — e então se dirigirá para a gummiship, revelar um pequeno painel ao lado da porta e inserir uma sequência de números. — Vocês precisarão desta nave mais do que eu, mas julgando pelo seu estado não vai durar mais do que cinco viagens. Recomendo que partam para algum lugar onde possam repará-la com um bom mecânico antes de seguirem em frente. E... tenham muito cuidado com o quê estiver além do "Valley of Death". Neste reinado só vagam monstros na maioria dos lugares e todos são hostis.

– Espera! Você disse para irmos á um lugar. Quer disser que existem mundos no "Realm of Darkness" assim como no "Realm of Light"? — questionou Riku, recebendo um aceno como resposta. — Isso sim é surpreendente. Pensei que este lugar fosse apenas o vale.

– Aqui é o "Begnning of the World", o começo do reinado da escuridão. Originalmente, os demais mundos estão cheios de perigos porque lá vivem "Heartless" e uma outra criatura chamada de "Nobory", mas depois que a escuridão encontrou um caminho para o "Realm of Light", alguns dos mundos de lá foram engolidos ao invés de serem destruídos e passaram a fazer parte daqui. Um desses mundos ainda é habitável e se não me engano, deve ter o registro da rota dele armazenado no computador central da gummiship. Bastam localizá-lo e partirem. — disserá Vincent. — Não se preocupem comigo, sinto que vamos nos ver de novo, afinal amigos sempre tem os seus caminhos entrelaçados.

Riku e Mickey sorriram, mas no fundo ambos queriam que Vincent os acompanhasse por algum tempo. Então sem mais delongas, os dois subiram a bordo assim que a ponte de acesso abaixou e deram uma última olhada para o laboratório, o novo amigo deles ficou observando-os até que saissem de sua vista. Quando os motores ligaram Vincent já estava numa distância segura e verá a nave decolar, desaparecendo no céu escuro do "Realm of Darkness"logo em seguida e depois disso retornou para o escritório do cientista para saber se encontrava alguma pista do paradeiro de Lucrécia e Shanui La.

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Hojo e Genesis acompanharam com o olhar a gummiship deixar o "Begnning of the World". O primeiro pegou novamente o bloco de notas e a caneta para fazer novas anotações.

– Vejamos... A cobaia de nº 507 enfim teve alguma reação. Parece que reaje melhor em situações de perigo onde alguém que lhe é importante esta correndo risco de vida, o típico complexo de heroísmo. Mas, também observei que supostamente tenha o que é chamado de dupla personalidade pelos estudiosos da psicológia porque houve um momento que gritará para deixá-lo em paz por não conhecê-lo bem. Parece que a mente do garoto é mais complicada do que aparenta ser. — e encerrará suas anotações. — Vamos, Genesis.

Mais uma vez o cientista partiu, sendo carregado por seu fiel guarda-costas.

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No interior da gummiship, Mickey vasculhava o painel de controle para entender como funcionava e Riku permanecia olhando para o vázio negro em silêncio por uma das janela, debruçado sobre ela inclusive. Eles tinham localizado o último registro de navegação da nave, parece que o lugar onde estiverá antes se chama "Waiting City" e o piloto automático fora ativado para levá-los diretamente ao destino.

– Logo chegaremos a este novo mundo, Riku. Foi muita sorte nossa termos encontrado algo útil bem rápido e talvez possamos conseguir alguma coisa com o qual se defender por lá mesmo. — e olhará para trás onde o garoto estava. — Melhor que descanse. Eu o aviso...

– Não estou cansado. Eu só... quero sair daqui o mais depressa possível. Voltar para "Destiny Island", para perto de Sora e Kairi... — ele não continuará a frase, ao invés disso sentou no lugar do co-piloto. — Quanto tempo leva para avistarmos "Waiting City"?

– Segundo o painel, uns vinte minutos no máximo.

– ...É bom saber que não vai demorar muito...

Neste instante, algo que irradiava luz baterá no lado esquerdo da nave e acabou mudando o seu percurso drásticamente. Riku tiverá a impressão de ter ouvido um "Ai" quando sentiu um leve saculejo e perguntou a Mickey se escutará algo, tendo uma resposta negativa.

– Se esta ouvindo coisas é porque deve estar exausto, meu jovem.

– Já lhe disse que não estou cansado. Posso ficar acordado o tempo que eu quiser sem problemas. — mas ele fechará os olhos após se ajeitar na poltrona. Logo cairá no sono.

– E depois disse que não estava cansado. Apesar de tudo ainda é apenas uma criança. — o rei suspirou profundamente e depois voltou suas atenções para o que estava fazendo.

Os mencionados vinte minutos de viagem passaram num estalar de dedos e o destino fora avistado á distância. Riku acordará com os saculejos que o camundongo lhe fazia sem parar enquanto chamava o seu nome e a primeira coisa que o garoto verá foi uma cidade que lembrava "Traverse Town", só que um pouco mal cuidada e havia uma área montanhosa.

– Então essa é a "Waiting City". — murmurrou ele, surpreso por realmente haver um mundo seguro em "Realm of Darkness" como Vincent falará. "O que será que vamos encontrar por lá? Espero que nenhuma dor de cabeça", pensou consigo mesmo.

Notas finais
Curiosidade: Os personagens Hojo, Genesis, Vicent Valentine, Lucrécia e Shanui La são todos da compilação Final Fantasy VII. Mas, os únicos que faz mais aparições ao longo da saga são Hojo e Vincent, o segundo tendo uma história protagonizada por ele e supostamente o capítulo final já que não existe mais nenhuma depois dela. No site oficial da Square Enix e na lista da compilação FFVII, consta um jogo com o subtítulo "Before Crisis" onde você assumi a identidade de um dos membros da organização Turks e luta ao lado de Reno, Rude e Elena para evitar uma grande catástrofe na cidade de Midgar, mas a história não relata se ocorre depois de Advenced Children ou Dirge of Cerberus, sem falar que é um dos poucos FF para celular, portanto, é tão fora de sincrônia com a saga em si que quase ninguém sabe de sua existência.
A cronometragem correta da compilação de FFVII é essa: Crisis Core (PSP), FFVII (PS1), Advenced Children (Filme) e Dirge of Cerberus (PS2).
As personagens Lucrécia e Shanui La são apenas mencionadas, fazendo uma aparição oficial em Dirge of Cerberus já que ambas fazem parte do passado e futuro de Vincent Valentine. Genesis faz parte do elenco de Crisis Core e aparece no final secreto de Dirge of Cerberus, já Hojo aparece como vilão codjuvante em FFVII, parte do elenco de Crisis Core e como lembranças fragmentadas em Dirge of Cerberus. No filme foi uma mera referência a Sephiroth que Rufus Shinra faz quando é visitado por Kadaj pela primeira vez, mas esta cena foi cortada na visualização final, a mesma esta inclusa na faixa bônus do menu apenas como esboço (rabisco de desenho do projeto com a dublagem das vozes originais dos personagens). Não entendi o por quê fizeram isso porque para mim não atrapalhou em nada na história do filme, mas a Square Enix sabe o que faz.

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É isso, meus caros leitores.
Espero ter muitos reviews para continuar postando.

Até a próxima!!!^^