King of Pain
7 Capítulo 6
Notas iniciais
Estou exausto. A noite passada fora, sem dúvidas, formidável. Kiara era uma mulher quente e insaciável.
Eram 9 da manhã, e ela continuava a dormir ao meu lado. Decerto estava cansada, devido ao ritmo da noite passada. E que ritmo.
Fui à minha suíte, precisava de um bom banho para recuperar minhas energias. Liguei meu telefone celular, e tinham mensagens de texto e ligações. Me assustei com meu telefone celular vibrando, e fui olhar o que era aquela hora da manhã. Eu não sei o que é paz desde aquela maldita reunião. Era uma mensagem sobre o lançamento da Firebolt 2.0 e outra de um número desconhecido.
Camden High Street, 14° andar, Número 17. Camden Town.
H. Granger
Então ela me mandou o seu endereço? Draco Malfoy, você é demais! Eu realmente não acreditava que ela mandaria seu endereço tão rápido. E ela não sabia o que eu poderia fazer tendo apenas o endereço de sua residência.
Resolvi mandar uma resposta à ela, afinal, sou um homem educado.
Passo aí as 8h. Será um prazer jantar contigo.
D. Malfoy
Não hesitei em colocar a palavra "Prazer" na resposta. Era tudo o que eu queria.
Hermione Granger, e prazer. Mesmo sabendo que com a Granger as coisas seriam mais difíceis. E quanto mais difícil, mais excitante.
Tomei um demorado banho de banheira, eu estava realmente exausto. Vi um reflexo na porta do banheiro e logo Kiara entrava no banheiro. Ela estava completamente nua, e pude admirar o belo corpo que me pertencera na noite anterior.
Ela entrou no chuveiro, e tomou uma ducha rápida. Eu fiquei a olhando da banheira, e ela não fez questão de fechar a porta do box, muito menos se esconder.
Continuei na banheira, agora de olhos fechados, aproveitando o momento de paz. Depois de aproximadamente uma hora, saí da banheira e entrei no quarto. Estava vazio, Kiara já havia ido embora. O normal era eu deixar a garota e ir embora primeiro, mas com Kiara havia mudado. E ela deixou nem um bilhete. Isso não ficaria assim. Pelo menos eu faria com que não ficasse.
Vesti um jeans, uma polo preta e chinelos. Fiz questão de ir até a padaria comprar alguns ovos para fazer panquecas. Marie, minha empregada, estava no apartamento, e meu café da manhã logo estaria na mesa, mas eu iria na padaria mesmo assim.
Desci no elevador social, parando na recepção. E lá estava Kiara, com sua roupa de recepcionista e em cima dos saltos. Os mesmos que estava usando ontem, pensei. Ela devia ter alguma roupa reserva em seu armário ou algo parecido, pois ela estava impecável. Exceto por uma marca arroxeada em seu pescoço, que ela havia tentado esconder com maquiagem, falando terrivelmente.
Ela, percebendo minha aproximação, abaixou a cabeça, dando um sorrisinho.
Gostei da noite, espero que aconteça mais vezes. — Sussurrei em seu ouvido, o que a fez se arrepiar.
Discretamente, depositei um beijo em sua orelha, passando um dos meus braços por sua cintura, e lhe dei um selinho demorado. Voltei à orelha dela.
Qualquer dia te chamo para visitar meu apartamento novamente. Vamos testar novas...experiências. — Mordi o lóbulo de sua orelha e me afastei, deixando uma Kiara paralisada e com um sorriso nos lábios.
***
Fui na Malfoy, afinal, eu tinha que ser um presidente presente e impor minha liderança. Tive uma reunião de portas fechadas com Logan Johnson, sobre a festa de lançamento da Firebolt 2.0.
Tive que ir na fábrica, para fazer um teste de qualidade no primeiro exemplar da nova vassoura. Senti falta da época em que jogava como apanhador da Sonserina.
Bons tempos.
***
Noite. 7h15.
Estou adiantado para o jantar com a Granger. Levaria ela em um restaurante refinado de comida italiana no centro de Londres, e por isso, vesti uma calça jeans social escura, camisa social branca e o blaser por cima. Queria usar uma roupa despojada, e ao mesmo tempo, sofisticada. Por isso, optei por um sapato social. odiava usar terno, passava a imagem de uma pessoa antiquada, e pelas coisas que eu gostav, eu era tudo, menos antiquado.
Desci até o estacionamento no elevador privativo. Hoje eu usaria um charmoso Bentley Continental Coversível. Tinha que causar uma boa impressão.
Peguei o celular para conferir o endereço, e percebi que estava dentro do horário. Demorei pouco mais de 20 minutos para chegar. Carros da Bentley me surpreendiam por seu charme e pela capacidade do motor. Parei em uma floricultura próxima e comprei um buque de rosas vermelhas, cor da Grifinória. O objetivo era agradar a Granger.
O condomínio que ela morava era bonito, daria 3 estrelas por ele. Era organizado e também tinha elevadores privativos. Subi no elevador social e logo tocava a campainha de seu apartamento.
Espere, já vou.
Ouvi sons de saltos batendo contra o chão, e a Granger abriu a porta. Ela estava linda. Usava um vestido preto, pouco acima dos joelhos, com uma leve transparência na região cintura, o que deixava um pouco de sua pele exposta. Completava o look com uma sandália de saltos altos vermelhas, mas não chamativa.
Ela me olhava, e eu podia ver seus olhos brilharem. Eu sou lindo, pensei.
Está belíssima Granger. — Disse, estendendo o buquê de flores à ela.
Obrigada, são lindas. Você também está belo Malfoy. Irei colocar as flores em um vaso com água e já volto. Entre.
Obedeci, e me deparei com uma sala simples, mas bem ornamentada. Passados 5 minutos, a Granger apareceu. com uma bolsa de mão também vermelha para completar seu look, e saímos.
Descemos e logo que chegamos na recepção, coloquei uma mão na base de sua coluna. Percebi um certo desconforto da parte dela, e sorri de canto.
Chegando à entrada do prédio, ela disse:
Bonito carro Malfoy. Tem bom gosto.
Pode ter certeza que sim Granger. — Disse, provocando.
Abri a porta para ela, e logo que nos acomodamos, a olhei por alguns instantes. Hoje eu iria impressionar a Granger. Não apenas com o luxo que eu posso proporcionar a ela em apenas uma noite, mas com o quanto um corpo pode ser excitado usando um dos 5 sentidos...o paladar.
Comecei pressionando o corpo dela, e percebi uma certa tensão. Ao abrir a porta para ela se acomodar, me inclinei sobre ela como se fosse beijá-la, e prendi seu cinto.
Levei meu rosto ao seu ouvido e falei:
Segurança em primeiro lugar.
Meu gesto a fez se arrepiar, e eu sorri. Vamos ver quantas reações eu posso lhe causar Granger!
Então Hermione — Primeiro passo: chamá-la pelo primeiro nome. — Curiosa para saber onde vamos?
Ela ainda estava rígida no banco, quando entrei no carro. Sorri maroto enquanto dirigia rumo ao restaurante. Ela se agarrou na lateral do banco com a velocidade em que eu dirigia. Diminuí um pouco e contabilizei o segundo susto: velocidade.
Você...han...Sim, estou curiosa. — Ela ficou confusa. Ótimo.
Chegamos ao St. Arches, número 12. Restaurante italiano, Bocca di Lupo. O lugar era perfeito, tinha um ar rústico e aconchegante. Tinha móveis de madeira, mas as paredes brancas com detalhes em dourado davam uma elegância sem igual.
Reservei uma mesa mais afastada, com um enorme lustre branco e redondo em cima, o que dava a sensação de se estar em uma tenda. Seria bom para ela se sentir mais a vontade, para conversármos. Ao nos sentarmos, ela sorriu.
Boa escolha Malfoy. Adorei o clima desse restaurante.
Sabia que gostaria daqui. Chame-me de Draco, afinal, temos intimidade e nos conhecemos ha anos Hermione. — Falei, sorrindo.
O garçom chegou até a mesa, juntamente com o metre. Analisei a cartela de vinhos e o cardápio, e fiz as escolhas. Pedi Bucattini Alla Matriciana, uma massa italiana realmente saborosa.
Ótimas escolhas Senhor. Com licença. — Falou o garçom, se retirando. O metre o seguiu depois que eu o entreguei a cartela de vinhos.
Olhei para Hermione, e ela estava com uma cara de poucos amigos.
Qual o problema Hermione? — Havia uma veia pulsando em sua testa, e ela estava ficando vermelha de irritação.
Draco Malfoy, você acha que eu não tenho capacidade para escolher um prato pra mm? — Falou baixo entre os dentes.
É esse o problema Mione? — Outro susto, apelido usado pelo Santo Potter e pelo Cenoura Ambulante. — Eu não acho você incapaz, não tenho dúvidas de sua capacidade, apenas quis que você apreciasse uma boa harmonização de sabores, o melhor que a culinária italiana tem a oferecer ao nosso paladar. Não fiques chateada por eu querer que essa noite — nossa noite — seja perfeita. — Falei com cara de anjo, pegando a mão em que ela apertava as unhas para se controlar e a beijei.
Mais um susto, eu sendo cavalheiro e beijando sua mão.
Não sei se foi pela sua raiva, ou pelos sustos, mas ela estava corada. E ficando cada vez mais vermelha.
O jantar foi maravilhoso. Conversamos sobre tudo. Vassouras, moda trouxa, moda bruxa, o Ministério, Hogwarts (lembramos da época em que brigávamos por poucas coisas — coisas extremamente fúteis — e rimos com isso). Eu adorava vê-la bebericando o vinho, inconscientemente ela fechava os olhos e sorria. O vinho Piemontt, junto com a sobremesa (que eu também escolhi) fazia milagres. Dava um formigamento gostoso na língua e na garganta, o que fazia surgir um arrepio que vai da nuca até o dedão do pé. Enquanto conversávamos, eu, eventualmente, a tocava, com a desculpa de que estávamos conversando. E eu realmente adorava vê-la corada.
Em nosso jantar, tive lembranças de nosso tempo de escola, e de coisas que aconteceram conosco naquela época. Lembrei-me de ter beijado a Granger umas duas vezes em Hogwarts. O que estava acontecendo comigo Merlin?
Depois do jantar, no qual a Granger de desconfortável passou para animadinha, sugeri que esticássemos a noite, e fossemos a um lugar legal e ao mesmo tempo divertido. Ela prontamente recusou, alegando que tinha que trabalhar pela manhã. Ela estava linda com a quele tom corado em sua pele, e pensei: Conquistar a Granger será difícil. E eu amo mulheres difíceis.
Levei ela até seu apartamento, e durante o caminho trocamos poucas palavras. Estava pensando em convidá-la para sair novamente. Decidi ser menos sarcástico e tentar ser um cara mais...doce?! Seria essa a palavra?
Chegando ao apartamento dela, falei:
Está entregue Granger. Digo, Hermione. Gostei do nosso jantar, sempre é bom recordar os velhos tempos. Foi uma das melhores noites que passei. — E era verdade, era uma das melhores noites sem sexo que eu havia passado. A Granger era divertida, e sabia como conduzir uma conversa.
Sim, foi ótimo. Obrigada pelo jantar Malfoy.
Não me agradeça, isso não seria possível se você não tivesse aceitado. E já disse, me chame de Draco.
Está bem Draco. — Ela corou. Mais uma surpresinha para ela. Mas, entretanto, quero a conquistar.
Pois então, vou indo. Amanhã tenho que estar cedo no Ministério. Sabe, reuniões.
Okay. Hm...Hermione? Terá um baile para comemorar o fim da guerra. Você deve saber disso, já que trabalha no Ministério e...
Malfoy, vá logo ao ponto.
Você quer ir comigo? — Tática 2: Fingir estar envergonhado.
Ela corou, e vi em seus olhos que ela ficara confusa.
Vou pensar. Em breve lhe dou uma resposta.
E saiu do carro.
Observei ela se afastar, e coisas vieram em minha cabeça.
~Flashback On:
Alguns dias atrás, reunião na Malfoy.
Estavam todos na Sala de reuniões, e minha espera.
Boa tarde senhores.
Cumprimentei cada um deles com um aperto de mão, e eles me lançavam olhares de preocupação. Sentei em minha cadeira e demos início na reunião.
Para iniciar, gostaria de saudar cada um aqui presente. E sem prolongar muito, tenho boas notícias. Os balancetes desse mês mostraram lucros significativos de 5,6% em todos os negócios administrados pelo senhor Draco Malfoy. — Logan Johnson, um dos homens de minha confiança, disse, me olhando de forma positiva. — E com o lançamento da nova Firebolt 2,0, vejo uma elevação de 13,7% em relação aos nossos lucros.
Houveram poucas palmas. Realmente, eu estava fazendo um bom serviço.
E agora — Começou o Sr. Zabini, pai de Blásio. — Vamos falar do assunto que nos fez marcar essa reunião de extrema urgência.
Quando ele falou isso, estremeci. Não de medo, um Malfoy nunca sente medo. Estava curioso para saber o motivo dessa reunião tão séria. E repentina.
Sr. Malfoy, sabes que eu e teu pai, Lucius, sempre fomos muito próximos. Próximos o bastante para ter assuntos confidenciais. — Ele disse, dando uma pausa. E eu não estava gostando nem um pouco do rumo que essa reunião estava tomando.
Sim, prossiga Sr. Zabini.
E antes de ir para Azkaban, ele deixou seu testamento, no qual você deveria tomar posse de todas as empresas do Malfoy Group. Entretanto, ele também me deixou um documento validado em cartório. Portanto, não há como fugir das cláusulas que nele estão estipuladas.
Sem mais delongas Sr. Zabini, vamos direto ao ponto: O que diz esse documento? — Eu perguntei. Já estava impaciente com a demora, se tem que falar, que fale logo !
Pois bem, antes de falar-lhe do que se trata, eu mesmo tentei convencer Lucius de que isso era loucura da cabeça dele, mas ele estava irredutível quando redigiu esse documento.
E?
Draco, você terá de se casar.
O QUE? VOCÊ SÓ PODE ESTAR BRINCANDO. EU, DRACO MALFOY, CASANDO?!
Sim Draco. Seu pai estava louco quando inventou de escrever essas cláusulas do testamento. Segundo ele, você deveria se casar e dar continuidade ao nome Malfoy. E não acaba por ai...
Bati na mesa. eu não queria me casar, e muito menos iria fazer isso.
MAIS?! PUTA MERDA, MESMO MORTO LUCIUS ME ASSOMBRA. QUE MERDA A MAIS TEM NESSAS CLÁUSULAS?
Draco, cuidado com o palavreado...
CUIDADO NADA! ESSA EMPRESA É MINHA E FALO A PORRA QUE EU QUISER. — Eu estava estressado, irritado, com vontade de matar todos ali presentes. — EU NÃO ME CASAREI E PONTO.
Presumo que se você não se casar você não será dono da Malfoy por muito tempo.
Porque? — Me preocupei. O que seria de mim sem dinheiro, sem poder?
Nesse documento, Lucius mostra que essa era sua última vontade. — O Sr. Zabini falava calmamente, como se isso não fosse um problema. Claro, não era problema para ele. Mas pra MIM era. — E diz também no documento em questão que, se você não se casar até seus 25 anos, a empresa passará para seu parente mais próximo, menor de 25 anos. Ou seja, a empresa passará para Teddy Remus Lupin, filho de Ninfadora Tonks e Remus Lupin. E como Andrômeda é sua tia, Teddy é seu primo de 2° grau. E tendo menos de 17 anos, ele poderá escolher um tutor para administrar os negócios até que ele complete a maior idade e possa finalmente assumir os negócios.
Bufei de raiva. Como isso poderia acontecer? Se, minha empresa passaria para o filho do lobisomem com a desmiolada da Tonks. Que sorte eu tenho.
E porque ninguém nunca me disse nada sobre isso?
Senhor Malfoy — Dessa vez, foi Brian O'Connor, supervisor geral da empresa, que tomou a palavra. — Não falamos nada ao senhor porque estávamos tentando reverter a situação. Até chegarmos a conclusão de que era impossível. Procuramos uma solução junto ao Ministério da Magia, e até advogados trouxas foram contatados para que encontrássemos uma resposta, mas não encontramos. Por isso, marcamos essa reunião para comunicarmos ao Senhor...
Preciso pensar. — Interrompi. — Dou essa reunião como encerrada. Passar bem.
Sai da sala de reuniões. Precisava espairecer, e refletir sobre o assunto.
Fui ao meu escritório e aparatei.
~Flashback off
Ou eu me casava, ou adeus dinheiro, poder. Adeus vida.
Pisei no acelerador. Minha cabeça fervilhava.
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