Notas iniciais
Então...
A autora de metade das ones de MCR aparece aqui, descaradamente, após um tempinho sem ones '-'
Foi mal, minha imaginação não cooperou muito esses dias e tals. Além disso, eu ando meio irritada por nada e minha mãe já reclamou disso comigo, o que me deixa ainda mais mal humorada, por algum motivo.
Enfim.
Acho que é a primeira one Killjoy que eu faço...
Enjoy!

Deserto de Battery City, California, 2019

Um ser baixinho de cabelos particularmente compridos andava pelo deserto escaldante de Battery City. Vestia um colete verde musgo, uma camiseta amarela por baixo, calça jeans e tênis all star vermelhos e bem surrados. Sua expressão era alerta, como se estivesse pronto para atirar no primeiro Draculoid que aparecesse em seu caminho. De repente, uma nuvem de poeira apareceu à sua frente. O homem franziu o cenho e sacou sua raygun, pronto para se defender, caso necessário. Foi aí que ele viu o símbolo pintado no capô de um carro que, outrora, foi branco. Ele sorriu e levantou os braços, em um gesto de rendição, ao ver que o homem que dirigia o carro apontava a própria arma para ele.

O tal motorista era particularmente... Chamativo. Seu cabelo era vermelho vivo. Em seu rosto, havia uma máscara amarela. Vestia um colete azul, camiseta vermelha, calça jeans e botas. Seus dedos estavam perigosamente próximos do gatilho de sua arma. Seus olhos demonstravam desconfiança extrema.

–Calma, Party. É tão difícil assim me reconhecer? – perguntou o mais baixo. O ruivo arregalou os olhos e um sorriso percorreu seus lábios.

–Fun Ghoul! – o outro denominado “Party” correu em direção ao suposto amigo e o abraçou. O baixinho sorriu e retribuiu o abraço com boa vontade – Eu senti tanto a sua falta!

–Eu também. – os dois se separaram e começaram a se encarar, ainda com expressões de alegria estampadas no rosto – Por onde andou, afinal?

–Por aí... Matando Draculoids... – disse ele, sem dar muita importância – Mas e quanto a você, Fun? Soube que tinha saído para fazer uma... Uma coisa importante.

–E fiz mesmo. – Fun deu de ombros.

–Afinal, o que você foi fazer?

–Não posso contar, Party. Não ainda. Mais tarde, talvez. – ele deu um sorrisinho enigmático – O que faz por aqui?

–Estava dirigindo em direção à casa de meu irmão.

–Ah, Kobra ainda está vivo? Ouvi rumores de que ele tinha desaparecido... – o baixinho franziu o cenho.

–Ele havia desaparecido mesmo. A BL/Ind. havia capturado o pobrezinho. Mas eu e Jet Star conseguimos resgatá-lo.

–Ah, compreendo.

Os dois ficaram em silêncio por alguns minutos.

–Quer ir comigo? – convidou Party.

–Oi?

–À casa de Kobra. Quer ir comigo? – ele repetiu a pergunta.

–Ah... Eu... Bom... Se não for um incômodo pra você... – Fun Ghoul franziu a testa.

–Claro que não! Eu adoro ter sua companhia!

–Party Poison, você não mudou nada... – disse o moreno, rindo e entrando no carro do colega.

–X-

Algumas horas depois, Party e Fun chegaram à casa do irmão de Party, que se chamava Kobra Kid. Na verdade, era um apartamento (quase ninguém morava em casas apóss a reforma que a BL/Ind. fez) um pouco afastado das Zonas, por motivo de segurança. Localizava-se na fronteira com Oregon e era um simples prédio cinza, como todos os outros. Os dois entraram no elevador e Party apertou o botão do quarto andar. Ao chegarem, bateram na porta com o número 421.

–Já vai! – ouviram uma voz vinda de dentro do apartamento. Segundos depois, a porta estava aberta, revelando um Kobra Kid bem animado.

–Party! Oi! – Kobra abraçou o irmão mais velho.

–Kobra, lembra do Fun?

O irmão de Party arregalou os olhos ao ver a figura baixinha à sua frente.

–É claro que me lembro! Caramba, há quanto tempo! – ele abraçou Fun.

–Pois é. – disse ele, rindo.

–Por onde andou todo esse tempo?

–Resolvendo umas coisas... Mas agora estou de volta. – Fun sorriu.

Os três ficaram conversando por um longo tempo, até que Kobra se surpreendeu ao ver o horário.

–Deus do céu, eu falei que ia passar na casa da minha namorada pra deixar um presente pra ela! – Kobra arregalou os olhos antes de pular do sofá em direção ao quarto. Voltou poucos segundos depois, com um embrulho nas mãos e a chave do carro – Volto daqui a pouco. Podem ficar aí, sintam-se em casa. Prometo ser rápido. – dito isso, fechou a porta com certa força. Party e Fun se entreolharam e começaram a rir.

–Babaca. – disse Party, respirando ofegantemente de tanto rir.

–Com certeza. – disse Fun, dando uma risadinha.

Ao se acalmarem, começaram a se encarar. Não sabiam mais o que dizer. Party pigarreou e disse:

–Então... Vai me contar por que demorou tanto para voltar?

Fun Ghoul sacudiu a cabeça.

–Não é importante.

–Fun! Eu fiquei sem ver meu melhor amigo por praticamente um ano! É claro que é importante!

–É... Melhor amigo... – sussurrou o menor.

–O que aconteceu? Foi algo que eu falei? – indagou o ruivo ao ver a expressão de Fun.

–Não, sou só eu me iludindo. Deixa pra lá. – disse ele, olhando para baixo.

Party levantou o rosto de Fun delicadamente, com as pontas dos dedos.

–Fun... O que houve... Por favor, me conta...

Lágrimas começaram a se formar nos olhos do moreno e ele soluçou baixinho.

–Eu... – a frase foi entrecortada por um soluço – Eu fui matar alguém.

–Alguém? Alguém quem?

–Lembra-se do Korse?

–Como eu poderia esquecer? – ele suspirou – Foi ele que matou a minha namorada... – ainda doía lembrar nela, mas o ruivo se conteve.

–Eu me lembro de como você era feliz antes dele matar a Lindsey... – Fun abriu um sorrisinho – Eu sentia falta desses dias e... Achei que, se eu matasse quem tirou a coisa mais importante da sua vida, você poderia voltar a ser feliz como antes... Vejo que eu estava errado, mas não custava nada tentar.

Party Poison estava emocionado. Nunca ninguém havia feito isso por ele.

–Eu não acredito que você fez isso por mim. É uma ideia suicida, mas, mesmo assim, você a pôs em prática... Por que fez isso?

–Motivos. – murmurou o baixinho. O outro arqueou as sobrancelhas.

–Que tipo de motivos?

–Pessoais.

–Fun! Nós nos conhecemos há mais de cinco anos, acho que já contamos tudo um ao outro, então, pelo amor de deus! Essa desculpa de “motivos pessoais” já não cola mais entre nós!

–É só que... É meio difícil de dizer...

–Por favor, Funny... Pelo menos tente... – disse o maior, chamando o colega pelo apelido carinhoso que fazia Fun corar levemente.

–Eu... Ah, droga, Party! Eu estou apaixonado por você! – disse ele, soltando tudo de uma vez e liberando as lágrimas que estavam, até então, contidas.

Party Poison apenas assistia o choro de Fun. Estava chocado demais para ter qualquer reação e não sabia o que dizer, portanto, permaneceu observando o menor derramar todas as lágrimas que fossem necessárias.

–Tá olhando o que? – fungou ele.

–Eu... Não sei o que dizer, Funny... Eu não... Eu não sinto o mesmo.

Ele arregalou os olhos.

–Ah meu deus... Eu... E-eu... Desc-culpe então... Eu prometo nunca mais falar com você sobre isso... A-aliás, nunc-ca mais vou falar com você... Eu sinto m-muito... Eu...

–Shh. Cala a boca. Eu não terminei. – disse o ruivo, pondo o indicador nos lábios do menor – Eu disse que não sentia o mesmo... Porque o que eu sinto por você é muito maior... Lembra quando disse que Korse tirou a coisa mais importante da minha vida? – Fun assentiu – Você estava errado... Ele não tirou você de mim. – dito isso, ele se aproximou do baixinho, fazendo os dois encostarem os lábios e iniciarem um beijo calmo e apaixonado. Fun estava tão feliz que sentiu que podia dançar ali mesmo, mas se contentou em aproveitar o beijo que estavam compartilhando. Sentiu dedos frios acariciarem sua nuca enquanto as próprias mãos iam de encontro à cintura de Party. Ao se separarem, Party Poison estava da cor dos próprios cabelos e Fun sorria, felicíssimo. Ouviram Kobra entrando na casa.

–Pronto, vol... MAS O QUE QUE VOCÊS DOIS ESTAVAM FAZENDO? – disse ele, arregalando os olhos. O casalzinho corou e se separou.

–N-nada... – gaguejou Fun, afastando o cabelo dos olhos.

–Nada? Aham, sei. – um sorriso brotou nos lábios de Kobra – Vocês dois finalmente se declararam, não foi?

–Não! – interpôs Party.

–Ahaaaam, sei! Ah, meus parabéns, vocês dois! Eu falei pra você que não ia ser tão ruim, Party!

–Não, mas... Espera, como assim? – Fun Ghoul franziu a testa. Party corou mais ainda (se é que isso era possível).

–Ué, ele não te contou? – foi a vez de Kobra franzir o cenho – Party gosta de você faz um tempão e nunca contou a ninguém, quer dizer, ninguém além de mim... Eu, sinceramente, já estava cansado de ficar ouvindo aquela conversinha de adolescente apaixonada no telefone todo santo dia, portanto, fico aliviado que, finalmente, vocês dois se declararam.

Fun olhou, surpreso, em direção a Party. Este último sorriu, envergonhado. O baixinho riu divertidamente antes de dar um beijo na bochecha do outro. Kobra fez uma careta de nojo mas, por dentro, ele estava feliz pelo irmão e pelo amigo.

–X-

Horas depois, Party e Fun saíram da casa de Kobra e entraram no carro, voltando para Battery City. Fun Ghoul abriu e fechou a boca várias vezes antes de perguntar:

–E agora?

–E agora o que?

–O que vai ser de... – Fun pigarreou – Nós.

Party estranhou a pergunta.

–Ué, eu te amo, você me ama, pronto. Acabou. Somos namorados.

–Somos?

–Claro, oras. Por que?

–Ninguém comentou nada disso comigo.

Party arregalou os olhos e riu divertidamente antes de parar o carro.

–Sai do carro.

–Por quê? – ele franziu a testa.

–Só sai. – Party sorria. Fun estranhou, mas obedeceu. Abriu a porta do carro e saiu do automóvel, sendo imitado por Party. Este último ficou na frente do baixinho e se ajoelhou em pleno deserto.

–Funny, eu te amo muito. Mais do que a minha própria vida. Ficaria imensamente feliz se pudéssemos ficar juntos para sempre, lutando contra Draculoids e Exterminators juntos. Aceita namorar comigo?

Fun riu do pedido brega e meloso do ruivo, mas sorriu.

–É óbvio que aceito. – dito isso, Party se levantou e beijou Fun apaixonadamente mais uma vez. O moreno sorriu no meio do beijo. Estava mais feliz do que nunca.

Notas finais
Wee -q
Isso saiu enquanto eu tentava escrever outra coisa completamente diferente. Acabou saindo isso aqui. Não gostei muito, mas eu estava com vontade de postar uma one, portanto... é.
Beijo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!