Notas iniciais
Estou me sentindo estranhamente simpática, então ...capítulo :3

É só não sorrir, doce coração, não chore
Essa é a sua terrível canção de ninar

**

Marshaw se localizava em uma cidade vizinha a Palaci Royal, por isso não fiz drama para sair com eles explorar a estranha Coutdow, que mais se parecia um vilarejo esquisito no meio do nada. Me senti aliviada, eu realmente não estava com disposição para dar de cara com qualquer conhecido, ou parasita.
– Você ouviu falando querida, sobre o assassinato dos Morrison?-perguntou minha mãe, levantei meus olhos do jogo que eu tinha inventado com Oliver para encara-la, apenas dei de ombros. Eu não iria sorrir e gritar "claro mama, fui eu, orgulhosa?"
Acho melhor não, engoli o riso.
– Ouvi dizer que foi a empregada -sorri para mim mesma -Mulher esperta.
Ela apenas fez um "hun" o que significava que nos próximos minutos ela estaria pensando em algo, meu pai batucou os dedos no volante, nos guiando pelas ruelas de pedras de Coutdow, lugar que naquela noite em questão nem olhei direito como era, resumindo; tediosa e feia.
– Certeza que não tem dedo daqueles adolescentes de Marshaw, pelo que Jane falou eles podem ser bem capazes disso.
Apertei o polegar de Oliver, o fazendo rir e ri junto, depois apenas arcando uma sobrancelha para o comentário do meu pai.
– É, eles são capazes de muitas coisas.
Antes eu temia aqueles malucos, agora eu sinto até um pouco de orgulho, um tipo estranho de orgulho por aqueles que quebram as regras, fazem seu próprio caminho, mesmo que seja trilhado com sangue e mentiras, mas fazer o que, é a lei de Marshaw, a lei daqueles que não seguem lei alguma.
Afinal, como diria Jeremy ...sem sangue, sem diversão, sem diversão, sem prazer.
**
– Mas que coisa horrível é essa!- resmungou Oliver com uma careta, o mesmo me arcou as sobrancelhas -Você mentiu, pistache é tudo...menos bom.
– Eu não menti, pistache é bom...seu paladar é ruim -Oliver me mostrou a língua, mas troquei de sorvete com ele -Você tem que experimentar coisas novas pequeno.
– Coisas novas são ruins, bem ...pistache pelo menos é -resmungou, sorrindo para a grande bola de chocolate em cima da sua casquinha. Apenas sorri, me escorando na cadeira ao lado de Oliver, observando pelo canto dos olhos meus pais conversaram com um senhor dono de um antiquário -sabe, a gente até parecia uma família bem comum, se esquecendo o fato de que um-eu estava em Marshaw. dos-eu matei alguém. três-Oliver nem era meu irmão, mas vamos descartar isso, claro que ele é.
Então meu sorvete pareceu quente, assim como todo meu corpo entrou num estado febril, eu sentia algo queimar na minha garganta, e não era simples vontade de gritar -cerrei meus olhos, deixando o sorvete cair no chão, Oliver falou algo, mas eu só conseguia mirar a frente, mirar como se de meus olhos jatos venenosos pudessem expelir algum veneno letal.
Mas a raiva foi coberta por um sorriso, que de forma sinistra cortou meus lábios, olhei para Oliver a deixei um beijo na sua bochecha.
– Espere um minuto gatinho, já volto.
– Não me suje com essa coisa verde -resmungou ele limpando a marca de sorvete, me levantei em passos saltitantes, e caminhei até ali, até o belo casal...
– Feliz -sorri batendo palmas, Harold, Sharise e outras duas pessoas cujo rosto me lembro da escola -que me chamaram de surtada- pularam, eu tive que segurar o riso em ver seus olhos saltarem -Então, estão feliz?
Hardol estava mudo e de boca aberta, em outros tempos eu estaria chorando para ter aqueles olhos cor de ....bem olhos comuns e sem graça olhando para mim, ele instantaneamente levou as mãos ao rosto, eu sorri, percebendo que havia ali ainda cicatrizes. Sharise como sendo a rainha do drama de sempre pulou da cadeira, arregalando os olhos.
– Sua vadia louca, o que faz fora do hospício!?
Sorri, jogando o cabelo de lado e sorrindo para os dois panacas, enquanto puxava uma cadeira e me sentava de forma folgada ali.
– Tomando um ar e planejando umas coisas.
– Voc...você parece bem -sussurrou o babaca, se afastando um pouco, quando me aproximei, dei de ombros.
– E você me enoja, mas vejo que seu rosto parece melhor, que péssimo -fiz uma careta azeda, na mesma hora Sharise o puxou para cima, me manti neutra, afinal eram bem engraçado ve-los com medo, de mim! isso era motivo para rir e muito.
– Se você não sumir daqui sua esquisita eu vou gritar -ameaçou ela, realmente ela acha que eu tinha medo? Apenas joguei minha cabeça para trás e ri, enquanto me colocava novamente em pé.
– A qual é, grita vai, eu realmente quero ver você gritar ...só que de dor.
– Porque está fazendo isso! Sabia quem sempre é meio maluca, mas ...caramba Amanda, saia dessa -Harold soltou um riso, o que me fez cruzar os braços, ele parece ter ganhando confiança, os dois panacas que eu acho se chamarem Michel e Bayle apenas engoliram em seco encarando a cena -Olha pra mim, veja se esses cortinhos que você me fez me atrapalharem em algo, não ...consegui sair como vitima e você está trancafiada naquele muquifo para adolescentes problemáticos, legal não.
Os quatro riram, e por um momento algo apertou dentro do meu peito, e me senti de certa forma diminuída, Sharise rolou os olhos.
– Vá, lá volte para sua caverna -eles novamente riram, estavam para sair, mas antes Harodl se virou uma última vez, aquele olhar canalha ainda estava estampado em seu rosto, junto ao sorriso que aprendi a odiar.
– Sabe, você foi uma boa garota enquanto deu, mas agora é hora de mudar, supere baby, acabou -esse acabou soou como um soco, o mais terrível vento que me fez cair na real. Qual é, eu sou a "serial killer juvenil", esses babacas não iriam me intimidar. Peguei suas mãos e joguei para longe do meu ombro, lançando um olhar a lá Jeremy para eles.
– Não acabou, só acaba quando eu quiser! -retruquei lhes dando um sorriso gelado, então virando meus calcanhares e voltando na direção de Oliver, que me esperava pedindo outro sorvete.
Eu não olhei para trás, mas ri, sabendo que finalmente eles tinham percebido que oh não, eu tinha me tornado realmente um perigo.
Bem, que a festa comece.
**
Deitado sobre um campo de dentes de leão
Ophélia canta sua triste canção
Desesperada, surtada ...abandonada
Ninguém quer para perto de si, aquela que adoeceu por amor
Que pecado terrível, agora ela está para sempre condenada a dor
Mas ela não quer se matar ...não agora
Ela está em busca de sua vingança, sua doce melodia antes do último suspiro
Um coração a pulsar, último suspiro, lábios gelados ...quando a morte se tornou assim tão bonita?
Vá lá, Ophélia a grande esquisita, pegue uma adaga e sorria, corte cada nervo e depois pare a pulsação, daquele que você dizia amar ...agora guarde seu coração.

– Julian, você está apaixonado? ...que nojo -Chelsea desviou atenção da borboleta em suas mãos, para encarar o garoto pálido, que agora tinha as bochechas vermelhas, acho que pela primeira vez estava vendo alguma cor em seu rosto. Ele apenas negou, guardando sue "caderno vermelho especial" e esticou as pernas, tomando a cabeça na grama, e deixando os olhos passarem sobre o céu roxo.
– Não sua idiota, essa canção eu fiz para minha irmã, você sabe, Cândice adorava Ophélia.
– Isso é meio ...melancólico, pensei que vocês eram do lado mais surtado da coisa -resmunguei arrancando alguns fiapos de grama, Stevan riu matando algumas formigas com as pontas dos dedos longos.
– Ah isso é com Jeremy, afinal cadê esse idiota do cabelo ruim ...
– Sua inveja faz minha navalha brilhar -resmungou Jeremy brotando do além, e se jogando no pequeno circulo que tinha se formado perto da piscina suja e abandonada de Marshaw -como meus "amigos" ainda estavam se despedindo de seus familiares, e meu pais e Oliver já tinham ido, comecei a vagar pelo campus, até ver a rodinha do Dark Carnival, e eles começaram a ler algumas coisas meio tristonhas, então ...aqui estamos. Jeremy ajeitou o colete vermelho, jogando sua franja de lado e fechando os olhos azuis -Essa é especialmente para Amanda...
– Se for falar de alguma garota chifruda, espero que você morra -esbravejei, me lembrando do breve encontro com Harold e Sharise hoje, bufei -Quero algo mais homicida por favor.
Jeremy abriu os olhos e fez uma careta.
– Pare de ser exigente, isso é um repelente de namorados, você sabe -ele riu, arcando as sobrancelhas, e me fazendo um bico -Boys magias secksudos ...nada disso pra você.
Um coral de "argh" se espalhou, apenas encurtei o sorriso.
– Que ótimo, mas a última coisa que quero de você é dicas de como arranjar alguém, muito menos um boy magia cabuloso -ele riu, eu rolei os olhos.
– Pena, sou considerado um guru nesse lugar ...e vocês -ele apontou para seus amigos -Calem a boca, e escutem isso.

Mata-lo eu sei que você vai

Durante um belo baile, no qual todos vão dançar, sua terrível canção de ninar
Oh não, ela enlouqueceu, se diverte com navalhas e sorri para o vermelho
Tudo espirrado, um vestido manchado ...sorriso de satisfação ...ora, já não se houve uma pulsação
Seus olhos contam uma história, a tristeza já não existe mais
Ela se tornou insana
Mas isso não é muito ruim
Afinal ...tudo precisa de um fim.

Pisquei lentamente, Chelsea bateu palmas e Julian abriu um sorrisinho seco, Stevan riu para o nada, e Jeremy apenas arcou as sobrancelhas em minha direção. Eu estava sorrindo e nem tinha percebido, isso o fez dar de ombros se deitado na grama, cantarolando baixinho enquanto brincava com suas mãos no ar.
– Olha ...adorável, mas ...que baile é esse, gostei da ideia.
Foi Chelsea quem respondeu, e havia diversão ali.
– Um baile de halloween, no qual fomos convidados, e você Amanda, será a rainha do baile.

Sorri, eu começava a sentir um cheiro adorável no ar.

Notas finais
?? Little aliens *o*