Killer

18 Por Dentro das Memórias Pt.1


Notas iniciais
Sei que esperaram eras por esse capítulo, mas com trabalho cursinho e faculdade meu tempo para escrever anda muito limitado. Bem, o "Por Dentro das Memórias" será dividido em duas partes, e através dele vocês conhecerão todo o passado oculto da Loren com o Bryan. Então... espero que gostem. Boa leitura.

[Loren P.O.V.]

Dois Anos Antes

Eu sempre me senti um pouco deslocada na sociedade. Desde criança eu nunca tinha sido muito boa em interagir com as pessoas e, durante a minha adolescência, isso apenas piorou.

Houve momentos em que eu até me recusava a sair com meu pequeno e seleto grupo de amigos e me trancafiava em meu quarto para ler, ouvir músicas ou, simplesmente, ficar desenhando em minha parede.

Para mim, aquilo era bastante normal, mas as pessoas costumavam dizer aos meus pais que eu era uma adolescente muito isolada e que precisava ir ao psicólogo. Meu pai concordava com elas, mas minha mãe não, e muitas vezes eles tinham alguma discussão por causa disso.

Meu pai costumava ser o que eu chamo de “pessoa altamente influenciável”. Se ele gostasse de uma camiseta preta e as pessoas lhe dissessem que a vermelha era mais bonita, ele comprava a camiseta vermelha. Simples assim. A opinião das pessoas importava muito para ele. Já com minha mãe, as coisas eram bem diferentes. Ela fazia o que gostava de fazer e o que achava que era certo. Não se importava com o fato das pessoas cochicharem quando ela passava ou com o fato de elas a olharem torto. Ela era simplesmente ela mesma.

Sendo assim, quando as pessoas diziam que eu era uma espécie de aberração, meu pai tinha vontade de me colocar em uma camisa de força ou de contratar um exorcista para fazer um servicinho em mim e era aí que ele e minha mãe começavam a brigar. Ela nunca me considerou estranha ou algo do tipo. Sempre me dizia que eu era especial e que nunca deveria mudar meu jeito para agradar outras pessoas. E foi isso que fiz durante muitos anos.

Eu ia para a escola, fazia o que tinha de fazer, às vezes saía para um passeio rápido pela cidade – acompanhada ou não – e depois voltava para o meu quarto, onde eu perdia horas e horas lendo e relendo meus livros, ouvindo as mesmas músicas e cobrindo todos os espaços vazios que ainda restavam em minha parede com algum desenho.

Eu nunca me senti sozinha em todo esse tempo, mas agora, enquanto atravessava o portão de entrada do cemitério da cidade para ir ao sepultamento de minha mãe, pela primeira vez em minha vida, eu me sentia como se fosse a última pessoa no mundo, mesmo estando rodeada de uma verdadeira multidão.

Meu pai caminhava devagar a minha frente, conversando com minha avó materna que, apesar de já ter chorado litros antes de sairmos de casa, ainda parecia ter lágrimas suficientes para encher o Oceano Pacífico e, ao meu redor, havia muitos parentes e amigos da família, além de algumas pessoas da casa de caridade onde minha mãe tinha sido voluntária antes de ficar doente.

Praticamente todos eles já tinham me abraçado e me desejado seus pêsames e muitos ainda me olhavam com aquela cara de pena com a qual as pessoas costumam olhar para aqueles que perdem seus entes queridos e, embora eu entendesse que eles estavam tentando ser gentis e, de alguma forma, tentando me passar algum consolo, tudo o que eu mais queria é que eles sumissem.

Permaneci em silêncio ao lado do caixão de minha mãe durante quase todo o funeral. Era estranho vê-la deitada e inerte ali. Ela sempre foi cheia de energia e sorridente e o cadáver magro que eu contemplava agora, em nada lembrava a mulher forte e bonita que minha mãe sempre tinha sido em vida.

Quando a tampa do caixão foi lacrada e o sepultamento finalmente começou, eu me mantive afastada, aproximando-me da cova apenas para jogar uma rosa branca sobre o caixão a pedido de minha avó. Eu não queria ver minha mãe ser engolida pela terra. Não queria ver a pessoa que eu mais amava no mundo ser jogada dentro de um buraco escuro e profundo, rumo ao esquecimento.

As pessoas costumam dizer que os mortos continuam vivos em nossas lembranças e em nossos corações, mas isso não é inteiramente verdade. As pessoas se lembram de seus mortos, sim, mas raramente é como uma pessoa. Na maioria das vezes, as pessoas se lembram dos mortos como uma lápide.

É fácil observar isso em um cemitério. Basta reparar que os visitantes nunca choram olhando para o chão onde o corpo da pessoa foi enterrado e, sim, para o pedaço de concreto com um nome gravado que está logo acima dele. A lápide é que parece representar a essência da pessoa depois da morte e eu não queria ter de chorar olhando para uma lápide ao invés de para o rosto de minha mãe. Eu não queria que ela se tornasse um simples pedaço de concreto.

Antes que eu pudesse ter mais pensamentos ruins como esse, senti o ar a minha volta mudar. Não sei explicar exatamente o que acontecia, era como se o ar se tornasse uma substância palpável. Eu podia sentir o cessar imediato do vento e a queda na temperatura, como se estivesse prestes a nevar, mas mais que isso, eu podia sentir o ar se dobrar dentro de si mesmo, como se estivesse se chocando a toda velocidade contra uma parede invisível, que o fazia recuar ao mesmo tempo em que ele se acelerava contra ela. Era uma sensação estranha e indescritível, porém muito familiar para mim, pois tive contato com ela em muitos momentos de minha vida.

O momento mais recente tinha sido na UTI do hospital, minutos antes de minha mãe morrer, mas eu já havia me deparado com essa sensação no supermercado, na escola, no shopping, na livraria, na praça, na casa de caridade onde minha mãe era voluntária e em tantos outros lugares que eu já nem conseguia me lembrar de todos. Eu me deparava com aquela sensação estranha desde a infância, mas não tinha a menor ideia do que ela significava até o dia do acidente.

Aconteceu quando eu tinha doze anos.

Eu estava no ônibus do colégio com meus colegas de turma do sexto ano, voltando de uma excursão a uma reserva ambiental, que havia sido promovida por nossa professora de Ciências com o objetivo de nos mostrar, de forma mais dinâmica, os cinco reinos estudados na biologia.

Depois de passar várias horas caminhando por trilhas de mata fechada, acompanhados por um guia que fazia questão de deixar clara a sua aversão à civilização, nós finalmente estávamos voltando para a escola.

Nossa professora conversava com os dois monitores que haviam ido conosco à excursão e eu lia, mais uma vez, o meu exemplar de A paixão de Jane Eyre¹, enquanto o restante dos alunos cantavam as habituais “músicas de passeios escolares”. O sol estava começando a se pôr no horizonte e a animação imperava dentro do ônibus, mas então eu senti aquela mudança repentina no ar.

Fechei o livro quase no mesmo instante em que o pneu de nosso ônibus estourou, fazendo o motorista perder o controle do veículo que deu uma guinada violenta para direita e derrapou para fora da estrada, onde capotou.

Alguns dos estudantes foram lançados para fora do ônibus, outros ficaram presos nas ferragens ou gravemente feridos e os poucos, como eu, que ainda conseguiam se mover, tentavam sair do ônibus e ajudar os amigos.

O desespero era geral. Havia pessoas chorando, gritando e agonizando por todos os lados em que eu olhava, mas o que mais me perturbava naquele momento não eram as cenas de terror ao meu redor e, sim, aquela sensação estranha que parecia surgir de vários pontos ao mesmo tempo. O que não era natural para mim.

Sempre que eu me deparava com aquela sensação ela parecia fluir de um ponto específico, mas ali, ela estava espalhada por todos os cantos e eu não conseguia entender o que havia mudado. Não conseguia entender o motivo de aquela sensação ter tantos focos diferentes, mas, de repente, eu os vi.

No início, eles eram como projeções holográficas mal feitas. Tinham uma aparência translúcida e borrada. Mas, à medida que eu me esforçava para enxergá-los melhor, seus corpos se tornavam mais nítidos para mim e, depois de alguns segundos, eu pude vê-los claramente.

Eram seres de grande beleza e que, fisicamente, se assemelhavam aos humanos, mas que se diferenciavam de nós pelas asas enormes que possuíam em suas costas. Alguns possuíam asas brancas e cercavam todos os estudantes que, a meu ver, pareciam estar em um melhor estado de saúde. Outros, que possuíam asas negras, rodeavam aqueles estudantes que se encontravam em estado grave ou aqueles que já estavam mortos.

Apesar de ir à igreja todos os domingos, eu nunca me considerei uma pessoa religiosa. Nunca acreditei em milagres e, muitas vezes, fiquei entediada durante os sermões dados pelo Reverendo de nossa congregação, mas, naquele momento, eu me senti como uma personagem das Histórias Bíblicas.

Eu estava diante de Anjos!

Fiquei dividida entre a emoção e o choque por estar presenciando algo tão magnífico e comecei a me perguntar se mais alguém ali conseguia vê-los.

A julgar pela algazarra que havia a minha volta, eu tinha quase certeza de que ninguém mais conseguia ver os anjos além de mim. Então, instantaneamente, comecei a cogitar hipóteses para aquilo estar acontecendo comigo e não com os outros.

A primeira delas, era a possibilidade pouco provável – mas não impossível – de que eu tivesse morrido durante o acidente com nosso ônibus. Mas eu me tocava e sentia o meu corpo, sentia meus pés tocarem o chão e ainda sentia as dores causadas pelos ferimentos que eu havia adquirido no acidente. Então, a menos que a morte não tivesse um efeito curativo – como todos pregavam que acontecia – eu só podia concluir que eu ainda estava viva.

Logo, minha segunda hipótese seguiu para o fato de que, possivelmente, eu tivesse batido a cabeça durante o acidente e, agora, estivesse tendo uma alucinação, mas eu me sentia perfeitamente lúcida e, apesar de estar sentindo dor, não era nada que eu pudesse considerar forte o bastante para me fazer ter alucinações.

Então, minha terceira hipótese, era que tudo aquilo, de fato, estava acontecendo. O que me levava a pensar que: ou era louca ou tinha algum tipo de dom sobrenatural.

Eu estava justamente em um debate mental sobre isso, quando um dos anjos de asas negras se afastou do corpo inerte de minha professora de Ciências e seguiu em minha direção.

Ele usava um sobretudo preto com capuz, que deixava a mostra muito pouco de rosto e, enquanto ele cobria toda a distância entre nós, os raios avermelhados do sol poente batiam em suas grandes asas negras fazendo-as reluzir em um tom acobreado.

Era uma imagem impressionante, principalmente quando se levava em conta a maneira predadora como anjo se locomovia. Fazia-me lembrar de um documentário que eu havia assistido há algumas semanas no Discovery Channel, onde as águias se preparavam para lançar um ataque mortal sobre suas presas.

Instintivamente, eu senti vontade de correr para longe dele, mas antes que eu o fizesse, o anjo interrompeu sua corrida até mim e retirou o capuz que cobria sua cabeça, revelando-se pela primeira vez.

Seu cabelo era de um negro intenso assim como suas asas e seus olhos eram tão azuis quanto um rio de águas cristalinas, mas o que mais me impressionava nele não era isso e, sim, a forma como ele me encarava.

Sua expressão ameaçadora havia sido substituída por uma expressão confusa e, quando ele voltou a seguir em minha direção, fez isso com um pouco mais de cautela, mas ainda assim não me senti mais tranquila.

– O que você quer? – gritei para ele, afastando-me alguns passos para trás.

Ele estacou novamente e me encarou, parecendo ainda mais confuso.

– Responda! – exigi tentando fazer minha voz soar com mais coragem do que eu realmente tinha naquele momento – O que quer comigo?

– Consegue me ver? – ele perguntou em um tom de surpresa.

Antes que eu pudesse responder a sua pergunta, senti o chão ceder sob os meus pés e despenquei.

Por causa do medo, eu não havia percebido que, ao tentar me afastar do anjo, eu tinha me aproximado de outra parte da enorme ribanceira onde nosso ônibus havia capotado e, a última coisa que vi antes de o meu corpo bater nas pedras logo abaixo, foi um grande par de asas negras me sobrevoando.

Acordei na UTI, cerca de três semanas após o acidente, coberta por aparelhos de monitoramento e faixas hospitalares. Estava alguns quilos mais magra e me sentia meio zonza, mas o que mais me incomodava era o fato de que minhas pernas pareciam estar dormentes.

Me sentei na cama com dificuldade e minha movimentação chamou a atenção de uma enfermeira que checava alguns aparelhos de um paciente do outro lado do quarto, fazendo-a largar sua prancheta e, imediatamente, correr em meu socorro.

– Não se mexa. – ela pediu, tentando me forçar a deitar novamente.

– Onde está minha mãe? – perguntei em um tom choroso, apresentando clara resistência às tentativas da enfermeira – Eu quero a minha mãe!

Para o meu alívio, minha mãe entrou no quarto meio segundo depois, com uma expressão que passeava entre a felicidade e o susto.

– Ah, meu Deus, Loren! – ela disse em meio às lágrimas, correndo para junto de minha cama e abraçando-me com força – Graças a Deus você acordou!

– Senhora, por favor, tenha calma. – a enfermeira pediu afoita – Sua filha acaba de sair de um coma, ela precisa ser examinada por um médico.

Minha mãe me soltou, mas eu agarrei sua mão para impedir que ela se afastasse por completo e ela acariciou minha mão afetuosamente.

– Posso ficar aqui com ela? – minha mãe perguntou, abrindo um pequeno sorriso para mim – Não quero deixá-la sozinha agora.

A enfermeira olhou para mim e depois para minha mãe e, meio à contra gosto, assentiu.

– Mantenha sua filha deitada enquanto eu chamo o Dr. Roberts para examiná-la. – ela estipulou, antes de sair do quarto.

Minha mãe fez o que a enfermeira pediu e, com gentileza, me fez deitar novamente e se sentou numa cadeira ao lado de minha cama.

– Como você está sentindo, meu amor? – ela perguntou, olhando-me com atenção.

– Com fome. – respondi com um sorriso divertido que fez minha mãe sorrir também.

– Fiquei com tanto medo de nunca mais ver esse seu sorriso. – minha mãe tocou o meu rosto com carinho – Fiquei com tanto medo de perder você, Loren.

Automaticamente, as lágrimas voltaram aos olhos dela e eu me levantei apenas o suficiente para abraçá-la.

– Você não vai me perder, mamãe. Eu te amo muito.

Minha mãe retribuiu ao meu abraço e, depois, me fez deitar novamente para esperar pelo Dr. Roberts, que chegou rapidamente.

Enquanto me examinava, ele explicou à minha mãe o meu quadro clínico e, entre todos os termos técnicos difíceis, pude entender que eu havia sofrido um traumatismo craniano de gravidade média além de múltiplas fraturas pelo corpo, mas que parecia estar bem recuperada agora.

Quando contei ao Dr. Roberts que não estava sentindo minhas pernas, vi a expressão de alegria de minha mãe se transformar em uma expressão de aflição. Não era minha intenção deixá-la preocupada depois de fazê-la passar três semanas pensando que eu iria morrer, mas eu precisava contar esse detalhe a eles.

O Dr. Roberts, então, pediu uma bateria de exames que constaram que eu havia sofrido uma lesão na coluna durante minha queda na ribanceira, porém, para minha sorte, a lesão não era irreversível, o que significava que depois de muita fisioterapia eu poderia, talvez, recuperar os movimentos de minhas pernas.

Duas semanas depois disso, recebi alta do hospital e pude ir para casa. Minha mãe teve de abandonar o emprego para cuidar de mim e meu pai passou a ficar menos tempo conosco. Eu raramente o via e, quando o via, ele geralmente estava discutindo com minha mãe sobre como era difícil permanecer sob o mesmo teto que nós por muito tempo.

Então, em um belo dia, eu e minha mãe estávamos voltando de mais uma de minhas sessões de fisioterapia e acabamos flagrando meu pai e uma amante tendo relações sexuais no sofá da sala de nossa casa.

Aquilo gerou uma grande confusão, é claro. Meu pai e minha mãe brigaram feio e ele acabou saindo de casa no dia seguinte, mas minha mãe nunca mais foi a mesma depois daquilo. Ela entrou em depressão depois da separação e minha avó teve de vir cuidar de nós duas, já que meu pai se recusava a fazer isso.

Durante os meses que seguiram, vi minha mãe adoecer cada vez mais até chegar ao ponto em que ela começou a ficar agressiva e, a partir daí, foi impossível para minha avó conseguir controlá-la.

Nossa única opção foi interná-la em uma casa de repouso, com enfermeiros qualificados para cuidar de seu caso. Minha avó me levava para visitá-la toda semana, embora minha mãe já não conseguisse se lembrar muito de nós por causa dos remédios fortes que lhe davam.

Eu recuperei o movimento completo de minhas pernas pouco mais de três anos depois, praticamente na época em que minha mãe ficou mais doente e teve de ser transferida da casa de repouso para o hospital da cidade, onde faleceu.

Durante todo esse tempo, mesmo me esforçando muito, eu nunca mais vi um anjo. Mas ainda sentia aquela mesma sensação estranha que, depois do acidente, eu comecei a reconhecer como sendo um sinal da presença deles.

E, agora, eu estava no cemitério, a poucos segundos de dar o último adeus a minha mãe e, mais uma vez, sentindo aquela presença. Então, decidi fazer algo que eu nunca havia feito até o momento: segui em direção a um conjunto de árvores logo atrás de mim de onde surgia o foco daquela sensação e estendi minha mão tentando tocar o anjo que eu sabia que estava ali.

Eu não tinha certeza de que era possível fazer algo assim, é claro. Não fazia a menor ideia se os anjos eram criaturas corpóreas ou não, mas decidi arriscar. Afinal, o máximo que poderia acontecer era eu fazer papel de idiota enquanto tocava apenas o vento.

Entretanto, antes que eu pudesse alcançar o foco daquela sensação, senti algo agarrar o meu braço com força. Arregalei meus olhos com a surpresa e, um segundo depois, o mesmo anjo de asas negras que eu havia visto mais de três antes surgiu diante de mim com seus cabelos negros intensos e os olhos azuis celestes dos quais eu ainda me lembrava tão bem.

Com uma das mãos ele segurava o meu braço e com a outra segurava um livro que eu, imediatamente, reconheci como sendo o meu exemplar de A Paixão de Jane Eyre. Um livro que eu julguei ter se perdido durante o acidente.

Desviei meu olhar do livro e me concentrei no rosto do anjo, que continuava a me encarar com intensidade.

Permanecemos assim no que me pareceu um longo minuto e, então, ele soltou o meu braço e, ainda sem desviar o olhar do meu, abriu um pequeno sorriso, que fez o ar deixar os meus pulmões por um instante.

– Oi, Loren. – ele disse calmamente e sua voz grave pareceu ressoar por todo o meu interior, fazendo meu coração se acelerar automaticamente.

Notas finais
Notas Explicativas: 1. A Paixão de Jane Eyre é um romance da escritora inglesa Charlotte Brontë publicado em 1847. O livro foi lançado originalmente em Londres, em 1847 e em 3 volumes. Apesar de o livro possuir ainda vários elementos da literatura gótica (tais como a ambientação em castelos, o clima de mistério sugerido pelo segredo do passado e a tragicidade dos personagens) o período histórico do gótico já havia terminado e Charlotte Brontë não tem sido considerada dentro desse tipo de literatura. Bem... Aí está galerinha, um pouco do passado da nossa querida Loren. Alguém aqui acha que eu sou muito má com ela? XD Quero que saibam que, infelizmente, eu vou demorar um tempo para postar a segunda parte deste capítulo, pelo motivo já citado acima, mas espero que tenham gostado dessa primeira parte. Vejo vocês em breve. Bjs!