Notas iniciais
Palavra do dia: antepor. Oi, gente linda! Apesar dos apesares aqui estou e NECESSITO dizer que estou animada com esse enredo e com as ideias que estão brotando aqui na minha cachola oca e que EU AMEI ESSE CAPÍTULO. Espero que vocês também! Beijos! ♥

A garota examinava aquele local segundo uma perspectiva díspar agora enquanto o homem marchava imperiosamente ao seu lado. Seu terno caía-lhe vistosamente. Seu cabelo ruço propiciava crédito.

Ao alcançarem um saguão, a garota avistou um quorum que transportava armamento, e outros homens que emanavam júbilo enquanto acarretavam caixas onerosas para dependências semotas.

— O que contêm essas caixas?

Um moço de olhos caramelos aproximou-se entregando uma caixa adornada e lacrada ao chefe. Ambos inspecionaram-se com olhares lhanos.

— Armas, narcóticos e promiscuidades que não lhe agradariam. Mas esta é sua.

Ela segurou-a.

Voltaram a andar.

— Pelo o que sei Amorielle é sobrenome italiano. O que fazem em Novo México?

— Essa é uma história muito longa, que lhe cansaria sobejamente.

— História sempre foi minha matéria favorita.

Ele riu.

— Circunstâncias. Digamos apenas que acreditava que ninguém conhecia nosso latíbulo até você chegar.

— Então não ordenou que me sequestrassem?

Alcançaram um aposento polido.

— Não, senhorita.

Aquela situação parecia contrapor-se à situação.

Então o que estou fazendo aqui?

— Pedi que separassem um aposento. Cinzia preparou um banho e ajudará com os curativos.

O homem, sereno, aparentava antepor as indagações da garota às suas obrigações.

Apontou o ádito.

— Por que tudo isso?

— Apenas aceite, senhorita.

E sumiu.