Notas iniciais
Hoje teremos dois pov's. Então não se percam nas narrativas ein? Beijos no coração de vocês.

Gabriel

— Wiltshire, Inglaterra senhor. — Jeremias respondeu enquanto eu terminava de me vestir. — As famílias ricas dentre toda comunidade bruxa são de lá.

— Tudo bem. — respondi sorrindo. — Nos leve até lá.

Jeremias fez o portal e nós aparecemos de frente a uma grande mansão.

— Segundo a imobiliária responsável pela venda da propriedade, a mansão ainda tem uma piscina e uma quadra de tênis, uma academia de ginástica, uma sala de boliche, quatro garagens para dois carros em cada e um estacionamento para convidados com espaço para até 100 veículos. — Jeremias falou me guinado pela mansão em um carro de golfe. — Em estilo francês, a residência é considerada uma das melhores do mundo, com 14 quartos, 27 banheiros, quadra de tênis, algumas piscinas, academia, pista de boliche, cinema, escritórios, biblioteca, sala de música e muito mais.

— Superando sempre minhas expectativas. — eu sorri e entramos na mansão. Era muito mais luxuosa que o castelo. O piso inicial branco e um lustre brilhante faziam a entrada.

— Como você pediu, terá também o prédio para a sede da revista pasquim. Um pouco mais afastado da mansão. — Jeremias mostrou ao longe o prédio sendo construído.

— O mais importante de tudo meu caro. — falei e passei pelos corredores iniciais, e depois subi as escadas para o andar dos quartos. — Esse mês, faremos com que o Pasquim suba em vendas com os trouxas. A sede em Londres está pronta e operando, sim?

— Sim Alteza. — Jeremias respondeu me seguindo. — E já vendemos muito nessa semana.

— Agora é só colocar a revista Pasquim em primeiro no mundo bruxo. — eu sorri. — O retorno da glória dos Lovegood.

— Quero os jardins todos revestidos para Luna. — avisei. — Quero também, por favor, cavalos e um aeroporto para helicópteros.

— E os animais? — Jeremias perguntou. Eu tinha muitos cachorros em Watlock e minha mãe aos poucos ia trazendo para mim.

— Providencie tudo. — falei e sorri.

Eu tinha que mostrar o quão preparado estava. Mesmo sabendo que para ser um grande bruxo, não precisava de riquezas. Ia ser mais fácil ser aceito, entre toda a sociedade.

Para falar a verdade, eu só comprara a mansão para diminuir a saudade do castelo. Febrasteck ainda gritava nas minhas veias, e eu precisava seguir em frente.

* * *

Kevin Potter.

Ser neto de Harry Potter era um tanto quanto oportuno. Eu era filho de Tiago Sirius Potter e Cloe Delacour. Nascido na frança, mas como a escola de magia lá é para mulheres, meus pais se mudaram para Londres e me matricularam em Hogwarts.

Eu tinha quase dezesseis anos. Estava indo para meu sexto ano em Hogwarts. Sou aluno da grifinória e talvez esse ano eu me tornasse monitor. Nessas férias entrei em um curso dos trouxas de música, e hoje tinha sido a apresentação final,

Minha família toda viera assistir, menos os meus pais. Eles estavam na Rússia, para a conferência mágica sobre o uso de magia por menores de idade. Nada significante.

— Foi lindo, meu querido. — minha avó Gina me abraçou. — Foi espetacular. Não foi Harry?

— Tenho que admitir, você superou todas as minhas expectativas. — ele sorriu e afagou meus cabelos. Guardei meu violino e abracei minha tia.

— Você vai ser um músico de sucesso um dia. — tia Lily Luna me abraçou e me olhou nos olhos. — Não se preocupe, seus pais vão ver o vídeo que eu gravei. Vou enviar agora mesmo.

— Obrigado tia Lily. — sorri e entrei no carro do meu avô.

Meus primos acenaram para mim e minha tia acelerou com seu carro. Minha vó Gina colocou o cinto e me entregou meu violino.

— Que foi, querido? — ela olhou para meu avô. Que parecia desgastado.

— Você sabe querida. — meu vô suspirou. — Desde que encontramos as outras relíquias, me sinto assim.

— Mas você me disse que a pedra, não funciona e que a varinha está quebrada.

— Sim. — meu vô arrancou com o carro e começamos nossa viagem. — Mas elas têm vida sabe? Chiam na minha cabeça, como se desejassem ser usadas.

— Eu entendo. — ela afagou o cabelo do meu avô. — Kevin?

— Sim, minha vó.

— Se sente assim em relação a capa da invisibilidade? — ela me olhou e seus olhos tentavam procurar algum conforto em mim.

— Na verdade, uma vez, eu pisei nela sem querer. — falei me lembrando. — Foi horrível, era como se ela gritasse na minha cabeça.

— Você a tem usado meu neto? — meu avô sorriu.

— Sim. — falei por fim. — A inspeção dos quartos é sempre na sexta de manhã e quando eu esqueço de arrumar o quarto. Eu coloco a bagunça em uma canto e jogo a capa por cima.

Meus avós caíram em gargalhadas. Meu avô parou no prédio do Ministério da Magia e pegou tio Alvo, que era Chefe do departamento de acidentes e catástrofes mágicas. Ele devia ter uns trinta anos e era mais novo que meu pai, quase dez anos.

— Oi Kevin. — ele entrou e sentou do meu lado. — Recebi seu vídeo na apresentação. Foi incrível.

— Obrigado. — sorri e olhei para a janela.

— Tudo bem no ministério filho? — me avô perguntou.

— Mais ou menos pai. — tio Alvo respondeu, chegando seu tablet e respondendo e-mails. — Não aguentam mais ver você de férias. Estão perdidos. Estão precisando do seu vice-ministro.

— Eu sei. — meu avô sorriu. — Semana que vem volto ao meu posto na Suprema Corte Bruxa. Mas para falar a verdade, sinto falta de ser um auror.

— Harry! — minha vó cutucou meu avô e tio Alvo riu. — Você não tem mais idade para ser um auror. Por favor, ser vice-ministro da magia é um cargo muito alto.

— Eu sei minha querida. — ele sorriu e estacionou o carro na casa onde os Dursley moravam.

Saímos do carro e entramos e entramos na casa recém-reformada. Tio Duda estava vendo televisão quando chegamos e deu um aceno.

— Primo Harry. — ele sorriu. — Acabei de colocar minhas crianças para dormir. Se quiser jantar, fique à vontade.

— Obrigado Duda. — Gina respondeu. — Como sabe, estamos só de passagem.

Demos a mão e aparatamos para nossa casa. Vivíamos em Godric’s Hollow, uma vila localizada no Sudoeste da Inglaterra. É uma pequena comunidade, com apenas uma igreja, um posto policial, um bar, e algumas lojas. Mesmo que tivesse mais bruxos habitando o vilarejo, ainda éramos uma vila bem tranquila e parada no tempo.

Meu avô viera morar aqui e hoje possui a maior das casas de todo vilarejo. Não o culpava, além do salário no ministério, minha avó tinha sido uma jogadora de quadribol famosa. Além da herança dos Potter que não era pouca.

Subi para o meu quarto e tentei apagar. Sem sucesso. Eu estava eufórico demais para ver que já estava quase no momento de arrumar as malas ara Hogwarts. Eu não aguentava de emoção para começar mais um ano.

Notas finais
Para quem não sabe. Harry se casou com Gina e teve três filhos: Lily Luna, Tiago Sirius e Alvo Severo. Beijos no coração.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.