Kepler-22b
2 Capítulo 2 - Sta shamo els duw huei Eldunári
O grande Telão agora mostrava um aviso em letras vermelhas gigantescas: “Todos aqueles maiores de 17 anos favor se apresentarem na Entrada principal do município dentro de 48 horas”. Aí estava o problema, a única chance de deixar o Planeta que tanto odiava parecia ter escapado de suas mãos por um instante. Kirus só tinha 16 anos, de acordo com a Lei ele ainda era menor de idade.
Enquanto pensava irritado nisso ele caminhava pesadamente em direção de “sua” casa mal olhava pra frente suas mãos estavam em formato de punho e cerrava os dentes tinha atenção fixa ao chão. De repente estava de novo ao chão na mesma posição de alguns minutos atrás, tinha tombado com alguma coisa... Ou alguém.
_Olha pra onde anda idiota – Era Aquil provavelmente a única pessoa que Kirus gostava naquele planeta, Aquil era bem parecido com Kirus, porém era um pouco mais alto embora mais novo, mais forte, Tinha Cabelos lisos e negros como seus olhos. Tinha uma pele mais normal do que Kirus e por isso não era chamado frequentemente de Fantasma como seu amigo. – Hahaha – riu esticando as mãos.
Kirus agarrou a, mão do colega e se levantou.
_ Onde você esteve ontem à noite? Estávamos preocupados.
_ Eu me meti com uns babacas – Disse abafando a poeira da roupa.
_Você viu isso? O que esses idiotas da Ordem pretendem fazer agora?
_Eu não sei ... Bem conversamos sobre isso depois preciso ir pra casa me limpar.
_É, eu percebi. – Aquil disse com uma cara de nojo. – Bem me encontre no Bels Burry depois, Te vejo lá.
Os dois se deram de costas pouco tempo depois Kirus estava em Casa. Fechou a porta de madeira, já fazia um movimento para tirar as roupas quando ouviu uma tosse forte vinda do quarto mais próximo. Nem pensou duas vezes deu um pulo para o armário da cozinha pegou as pequenas capsulas contida em um pote de vidro. E despejou as pílulas mais rápido que pode em um como d’água. O liquido em segundos se tornou um azul rosado. Cheio de espumas. Levou o copo rapidamente até o quarto da Mãe, ajoelhou ao lado da cama e a fez beber. A tosse logo cessou, sem abrir os olhos, a mulher estendeu os Braços até a mão do filho vagarosamente. Sua pele estava enrugada, e perdera o tom que tinha há um ano.
Sua mãe tinha uma doença terminal, a precária medicina de onde vivia não tinha condições de mantela viva por muito tempo, muito menos de cura-la.
_Meu filho — Falar parecia um esforço tão grande como levantar algo de uma tonelada, a sua voz saia tão roca que era quase inexistente. – Por favor, Traga para mim um embrulho, está na mais alta gaveta do armário.
Sem entender muito bem Kirus se levantou, abriu a gaveta se equilibrando nas pontas dos pés. Lá dentro havia garrafas de vidro vazias, livros empoeirados e ao fundo um pano marrom cobria alguma coisa. Derrubando algumas coisas sem importância o Garoto conseguiu retirar o estranho objeto, amarrado com um cinto, com uma fivela solta provavelmente pelo tempo.Dentro havia um adaga em perfeito estado, afiada como navalha, com um brilho esplêndido, coberta por uma bainha cravejada de predas azuis com desenhos feitos a tinta dourada. No gume estava cravado as seguintes palavras: “ Sta shamo els duw huei Eldunári”
_ Sta shamo els duw huei Eldunári – Repetiu Kirus, — o que isso quer dizer?
_Isso pertenceu ao seu pai, foi forjado pela suas próprias mãos, seu pai acreditava na liberdade, e lutava por ela mais do que tudo, “É você que faz sua Liberdade”. Ele sempre dizia isso, leve com você.
_Levar? ... – disse Kirus confuso – como sabe?
_Eu sou sua mãe, te conheço melhor do que ninguém, eu sei o que pretende fazer... eu tentaria impedir se ainda tivesse forças.
Durante muito Tempo Kirus ficou ao lado da mãe, que adormecerá segundos depois. Adormecerá para sempre.
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