Kenda: A queda dos quatro grandes.
2 Capítulo 2
Notas iniciais
O barulho continuou e parou de repente. Seu coração estava na garganta. Toda a guerra tinha lhe assustado muito. Afinal, foram pegos de surpresa. Seus olhos estavam bem atentos as folhagens. E qual foi sua surpresa quando um lobo de tamanho descomunal saiu de por entre as folhas. Parecia muito com a ultima figura que vira de Olathe. Mas sua cor era totalmente diferente. Não era branco de olhos dourados, mas um cinza tão espalhado como antes de uma tempestade. Seus olhos tão escuros quanto a noite. Eles a observavam em quanto suas mãos tremiam ligeiramente. Ela estava se sentindo uma fraca por temer um lobo. Sempre escutava em lendas contadas em sua aldeia,O de que esses animais de alma tão pura, eram extremamente sábios e um exemplo a ser seguido. Talvez aquele lobo, houvesse sido enviado para ela. Talvez aquela fosse a resposta para suas orações. Sua missão talvez, fosse guia-la. Com calma mas atenta, Kenda enfiou sua faca de volta na cintura. O lobo bufou e continuou a olhar bem no fundo dos olhos da garota. Como se buscasse sua próxima ação. Kenda ficou ereta. Queria passar a mensagem de não temer a presença do grande animal. Queria lhe mostrar que também era uma guerreira. Mal ela sabia, que o grande animal já a conhecia.
O lobo colocou sua pata calmamente na beira do rio e observou a reação da garota. Ela continuou firme no posto. Vendo que ela não sairia correndo, o animal colocou-se a caminhar pelo meio das águas até chegar bem perto de Kenda. Ele deixou seu rosto quase que colado ao dela e bufou mais uma vez, fazendo os negros cabelos da menina voar para trás. Ela apertou seus olhos por um instante e logo depois voltou a olhar fixamente para aqueles olhos tão intenso que a encaravam. Uma de suas mãos escorregou suavemente para a cintura e tocou o cabo da faca. O lobo deu um pequeno rosnado e ela soltou. Mas continuou em alerta. O animal abriu a boca parecendo sorrir maldosamente, e a garota fechou seus olhos mais uma vez. Quando ela pensou que teria de enfiar sua arma ponte aguda bem no coração da fera, sentiu uma mão acariciar seu rosto.
Seus olhos se abriram em surpresa, e o que ela viu a deixou sem voz. Quando finalmente a achou, a única coisa que conseguiu balbuciar foi:
– Você?
Fale com o autor