Keep yourself Alive
5 Possíveis Sequelas ..
Notas iniciais
Beckett estava parada olhando enquanto os paramédicos faziam todos os procedimentos. Todos olhavam apreensivos, Castle parecia não reagir aos medicamentos e nem aos esforços dos paramédicos. Sua respiração era forçada através da intubação. Kate parecia não acreditar no que estava acontecendo.
— Senhora, precisamos leva-lo para o hospital. — disse o paramédico enquanto levantava a maca com Richard imóvel.
— Beckett melhor acompanha-lo — a capitã disse olhando a agonia da detetive.
— Sim capitã! Obrigada.
— Cuidamos de tudo por aqui apenas Nos avise quando tiver notícias.
— Claro!
Kate seguiu os dois paramédicos para dentro da ambulância, sentou em um banquinho na lateral de onde ficava de frente para Rick. Enquanto observava o paramédico injetar vários medicamentos nele. Só agora pode observar o quanto ele estava ferido, ele tinha uma grande mancha roxa no abdômen, também sobre os olhos e o seu rosto estava bem pálido e abatido.
Ela abaixou a cabeça em direção ao joelho, apoiando com as duas mãos, apertou os seus olhos fechados e em silêncio torcia para que tudo acabasse bem. Desejava em seu interior que tudo não passasse de um sonho ruim. Mas a voz do paramédico não a deixava esquecer-se da gravidade e do que estava acontecendo, por mais que tentasse não reconhecia as siglas que ele dizia ao telefone:
— "4 graus", “PCR”, possível "TCE", precisaremos de um neurocirurgião de plantão, estamos à dez minutos do hospital. Depois voltou toda a sua atenção ao Castle.
Os dez minutos seguintes pareciam horas, tudo parecia passar bem devagar diante dos olhos da detetive. Nesse momento a sua cabeça era invadida por inúmeros pensamentos, ‘Ele vai ficar bem?’, ‘O que eu digo para Martha e Alexis?’, ‘Não posso enfrentar isso sozinha, não agora!’
Ao chegarem no hospital, assim que abriu a porta da ambulância, tinha uma grande equipe médica esperando por eles. O paramédico apenas repetia suas palavras de mais cedo no telefone.
— Nome Richard Castle, 40 anos, possível TCE, desacordado desde o momento que o socorremos. Foi feita uma reanimação, e aplicado Atropina,1 mg IV/IO em intervalos de 5 minutos. Após sofrer um PCR.
Kate dava grandes passos apressados seguindo toda a equipe e os paramédicos que levavam Rick para dentro do hospital, porém foi barrada, assim que a maca ultrapassou duas portas grandes, que levavam á emergência.
— Senhora, terá que esperar aqui. — disse um dos enfermeiros vestido de verde. — Assim que possível o doutor virá falar com você. Peço que por gentileza a senhora se dirija ao balcão e preencha a ficha de paciente do Senhor Castle. – E então adentrou para a sala de emergência junto com os outros médicos deixando a detetive sozinha para trás.
Kate sabia que não poderia entrar, mesmo com suas credenciais ou distintivo, nada ajudaria ali. Decidiu fazer o que o enfermeiro havia pedido.
Chegando no rol de entrada do hospital, parou no balcão da recepção.
Explicou que tinha chegado com paciente que estava na emergência, e que o enfermeiro havia pedido para preencher a ficha médica.
A recepcionista lhe entregou um papel e uma caneta para que preenchesse os dados do paciente, havia perguntas que ela não sabia as respostas, preenchendo o necessário, entregou a ficha á recepcionista, e agradeceu pelas informações básicas necessárias que ela sabia. Informações como, nome completo, número do documento de identidade e se ele tinha alguma alergia ou não.
Nunca havia parado para pensar o quanto ela sabia sobre ele. Enquanto terminava de preencher e entregava a ficha a recepcionista, Beckett levou um susto ao ouvir o seu telefone tocar.
Ao olhar na tela do aparelho, sentiu o seu coração acelerar, era a pessoa que ela menos queria falar no momento.
— Kate, onde vocês estão?
— Martha. Tudo bem? — Ela não queria mentir para a mãe dele. Ele estava em estado grave, tinha acabado de ser resgatado. Mas, também não poderia contar tudo por telefone.
— Katherine, me diga Richard está bem? Acabamos de chegar em casa e o porteiro disse não ter visto ele durante alguns dias. Beckett o que está acontecendo?
— Martha me perdoe, estamos no hospital, é uma longa história. — Kate foi para um canto mais reservado passando a mão sobre os cabelos e apertando sobre a testa. Um de seus maiores medos tinha acontecido, temia por não ser perdoada, pela família do escritor.
— Hospital? Que Hospital? Richard está ferido?
— Sim. — Ela disse em voz baixa, não havia mais como esconder. Se ela ia ser perdoada ou não. Não podia mais mentir.
Disse o nome do hospital que estava, e lamentou ao ouvir que elas estariam a caminho.
Após mais de meia hora, impaciente, já andava na sala de espera de um lado para o outro. Kate começou a sentir os efeitos do dia agitado em seu corpo, sentia dores de cabeça e um grande enjoo.
— Família do Sr. Castle? . — O médico apareceu segurando uma prancheta.
— Eu. — Kate disse se aproximando.
— A senhora é mulher de paciente?
Ela nunca tinha respondido essa pergunta antes, demorou um pouco para que as palavras saíssem de sua boca. — Sou namorada! Como ele está? Está bem?
— Prazer, sou o Doutor o Wallace, o Sr. Castle está passando por vários exames, após um raio x inicial verificamos que ele tem duas costelas quebradas, está desidratado e com vários hematomas. Porém nossa maior preocupação é o possível trauma que ele pode ter sofrido na cabeça. Ele sofreu algum tipo de acidente?
Ela explicou ao médico rapidamente o que tinha acontecido, sobre o sequestro, que ela era detetive e que ele tinha sido torturado. Assim que obteve as informações o médico disse que Castle estava com um neurologista fazendo uma tomografia, para que pudessem analisar precisamente o que estava acontecendo, prometendo voltar com notícias assim que possível, e então se retirou da sala.
Kate não pôde nem respirar É assimilar as notícias, pois assim que o médico saiu duas ruivas entraram pela porta. Seus semblantes eram de preocupação.
— Kate, e o meu pai? — Alexis disse há com os olhos cheios de lágrimas.
Beckett pediu que se sentassem, e explicou tudo que tinha acontecido.
— Katherine, porque não nos ligou?
— Me desculpe Martha, mas eu não sabia o que fazer. Estava correndo para solucionar o caso e vocês não poderiam ajudar em nada, então não quis preocupa-las.
— Nos preocupar Kate? É o meu pai. — Alexis disse um pouco irritada.
— Eu sei Alexis, sinto muito.
— O que os médicos disseram? — Martha apesar de ter um tom de voz mais suave que Alexis, não escondia a preocupação.
— Apenas que estão fazendo exames.
— Você disse que ele foi sequestrado? Ele pode morrer? Meu Deus, isso não está acontecendo. Alexis disse abraçando a sua avó.
— Eu sinto muito, sinto mesmo.
Então, um silêncio caiu sobre elas. Kate não sabia ao certo o que dizer, percebeu que ambas estavam chateadas e não tirava a razão delas. Alexis e Martha pareciam em choque. Sequestro, desmaio, era muita informação de uma vez, e muita informação ruim. Ao se sentir mais incomodada com o enjoo, Kate se levantou e foi para perto de uma janela, pegou o celular para ver as horas, e se deparou com inúmeras ligações e mensagens dos amigos e parceiros.
Após a ligação de Martha ela tinha colocado o aparelho em modo silencioso. Respondeu as mensagens, a todos com o único texto, que dizia estar esperando os resultados e que ainda não tinha notícias. Ao guardar novamente o celular no bolso, encostou a cabeça na parede, ao lado da janela. O ambiente era refrigerado pelo ar condicionado, mas Beckett sentia que precisava de ar. Martha que a observava de longe, ao ver que a cor do rosto da detetive estava sumindo, se pôs em pé.
— Katherine? Você está bem?
Kate virou-se para ela rapidamente, movimento que a fez se desequilibrar, não caiu, pois se apoiou sobre uma cadeira.
— Kate?
— Estou bem Martha! Acho que é o estresse. Não me alimentei direito hoje.
A mulher mais velha á ajudou sentar e sentou na cadeira ao seu lado. Kate segurava firmemente com uma das mãos sua cabeça, gesto que não passou despercebido.
— Quer que eu chame alguém?
— Não Martha, eu realmente estou bem foi só uma tontura.
Porém, tudo foi esquecido quando médico adentrou na sala. Kate como já havia falado com ele, se levantou seguida por Martha e Alexis.
— Doutor?
— Senhoras? Ele disse em forma interrogativa ao ver mais pessoas.
— Essas são Martha e Alexis, mãe e filha do Castle.
— Doutor meu pai está bem? Podemos vê-lo?
— Infelizmente as notícias não são as melhores. Nossa suspeita se confirmou com o resultado da tomografia, o senhor Castle teve um TCE, ou seja, traumatismo crânio-encefálico. Não é necessário intervenção cirúrgica, porém ele precisa ficar em observação e sedado, devido à desidratação e a parada cardiorrespiratória ele permanecerá na Uti essa noite. Não há mais muitas coisas que possamos fazer, em casos assim só nos resta monitorar e esperar que o paciente acorde. Tudo depende dele agora.
Kate de repente sentiu que suas pernas estavam enfraquecidas, ao ouvir tudo o que o médico havia dito, mais todos os estresses sofridos durante esses dias que Castle esteve fora. — Martha... — foi tudo o que conseguiu dizer antes de cair.
— Meu Deus! Kate! Querida, acorde! — Martha segurava a cabeça da detetive enquanto médico checava seus sinais vitais.
— Senhorita, chame um enfermeiro, por favor. — o doutor pediu a Alexis que prontamente correu até o corredor atrás de ajuda.
Dois enfermeiros vieram, e em minutos Kate estava em um quarto sendo atendida e medicada, seu sangue foi colhido para um hemograma, a fim de descartar possíveis doenças.
Martha e Alexis receberam autorização para ficar no quarto com a detetive, que, devido tudo o que passara, e ao medicamento dormia tranquilamente agora.
— No que está pensando? — Martha perguntou para Alexis, ao vê-la com o olhar fixo, parado sobre a Beckett.
— Que sou uma pessoa horrível!
— Por que diz isso?
Alexis se levantou e segurou a mão da detetive, tomando cuidado com o acesso que foi ligado ao soro em sua mão. — Eu fiquei tão brava dela não ter nos contado sobre o papai, mas, vendo ela assim, só me faz ver que não quero que nada aconteça com ela. Ela sempre foi tão forte. Eu sempre achei que meu pai á amava de mais e que ela não o correspondia do mesmo jeito. Mas, depois de hoje. – Ela abaixou a cabeça. – Não posso perdê-los vó. Kate sempre foi mais presente que minha própria mãe, e meu pai... meu pai é tudo para mim.
— Alexis querida! Temos que ter fé. Katherine está bem, e tenho certeza que seu pai não vai desistir fácil assim. Não depois de finalmente conquistar a detetive ai. – Ela deu uma piscadinha, que fez Alexis sorrir. Ela sabia que a avó tinha razão, Castle já havia passado por muita coisa, e não desistiria fácil assim.
Já passavam das três da madrugada, quando o doutor Wallace veio falar com elas novamente, disse que o estado de Castle apesar de preocupante era estável e que a visita só seria liberada pela manhã. Que Kate havia sido medicada com um calmante leve, e provavelmente dormiria á noite toda e sendo assim seria melhor elas irem para casa descansar e voltar pela manhã.
Depois de muita insistência do médico, enfim as duas cederam. Alexis deu um beijo sobre a testa de Kate, Martha fez um carinho em seus cabelos e voltaram para o loft. Como estava tarde, após um rápido lanche e alguns minutos de choro, ambas exaustas dormiram.
Na manhã seguinte, Martha foi a primeira a acordar, desceu as escadas em silêncio para que Alexis dormisse mais um pouco e entrou no escritório do filho. Parou no meio do cômodo, observando cada detalhe, e pegou um retrato que estava sobre a mesa.
Era uma foto dele sorrindo e Alexis abraçando ele por trás. Boas lembranças do dia em que a foto foi tirada. Richard estava fazendo graça, e apostando corrida com a filha, e quando ela o alcançou, pulou em suas costas. Martha que estava em frente conseguiu bater a foto e registrar aquele belo momento entre pai e filha.
— Ah Richard, sempre menino! – Ela disse passando a mão sobre ele na foto. – Seja forte querido. Precisamos de você.
— Vovó?
— Já estou indo querida!
Ela colocou o retrato sobre a mesa, limpou uma lágrima que caia e foi para cozinha. Fizeram um café bem rápido, ansiosas por notícias foram até o hospital. O caminho foi tranquilo, ainda era bem cedo, então sem o trânsito caótico, em pouco tempo, estavam na recepção perguntando sobre Castle e Beckett.
Foram informadas que o doutor estava de plantão e logo falaria com elas, e que elas poderiam ir ao quarto onde Kate estava. Ao entrar encontraram o médico olhando alguns papéis em uma prancheta que ficava perto da cama, e Beckett dormindo.
— Com licença. Doutor?
— Olá. Bom dia! Passaram bem à noite? — Ele era um senhor, de aproximadamente cinquenta e poucos anos, tinha os cabelos grisalhos e óculos, que ficavam pendurados em seu pescoço.
— Bom, já tive noites melhores. – Martha falou. – Como está a Katherine?
— Ela está bem! O resultado do exame chegou, tirando uma anemia leve, está tudo bem com ela e o bebê!
— Bebê? — A pergunta foi feita pelas duas ruivas ao mesmo tempo.
— Sim, a senhorita Beckett está grávida! Suponho que seja novidade?!
Enquanto conversavam Kate despertou, passou a mão sobre o rosto e ao abrir os olhos se assustou, fazendo um movimento rápido para levantar. Foi Martha quem a segurou.
— Katherine querida. Está tudo bem! Você desmaiou e o doutor cuidou de você.
Beckett arregalou os olhos, colocou uma mão sobre a barriga e olhou assustada para o médico à sua frente.
— Não se preocupe, estão bem! Apenas algumas recomendações e vitaminas e estará novinha em folha.
— Castle? Ele acordou? – Fora a primeira frase dela.
— O Sr. Castle tem reagido bem, já respira sozinho e não há irregularidades em seus batimentos cardíacos.
— Mas, ele acordou doutor? Alexis perguntou.
— Não, mas ele ficará sedado, com o trauma, o cérebro precisa se recuperar. Não significa que ele não esteja melhorando. Isso nós só saberemos quando retirarmos a medicação, que deverá ser feito à tarde, se tudo continuar assim.
— Podemos vê-lo? – Kate disse se sentando sobre a cama.
— Sim. Vou pedir ao enfermeiro que venha tirar o acesso do soro de você. Mas gostaria de fazer um ultrassom. Apenas por precaução.
Com as palavras do médico, Beckett olhou assustada para Alexis e Martha. Que apenas sorriram.
— Tudo bem doutor.
— Certo, vou ver se já podemos fazer o exame e já venho, então poderão ver o Sr. Castle.
Kate ficou em silêncio, porém Alexis e Martha não disseram nada. Se fosse outro momento, essa notícia seria mais que comemorada mas, assim, com Rick desacordado e após o susto da noite passada com ela, a notícia as deixaram preocupadas.
— Eu.. É... Eu só soube ontem. — Kate falou sem olhar para elas, alisando uma coberta fina sobre o joelho.
— Richard não sabe então?
— Não! Ninguém além de mim sabia. Fiz um teste a pedido da Lanie, e quando vi o resultado, recebi a ligação da Gates avisando que ele havia sido encontrado. E depois tudo isso.
— Ah querida. É uma excelente notícia. Richard vai transbordar de felicidade quando acordar.
Kate ficou aliviada com as palavras de Martha, porém Alexis não havia dito uma palavra, estava parada em frente elas em completo silêncio.
— Prontinho, vamos ver como estamos? – Doutor disse entrando acompanhado de uma enfermeira, empurrando uma máquina sobre um carrinho. – Deite-se, por favor, e levante a blusa.
— Doutor precisamos sair? Martha disse olhando para ele e para Kate, que estava deitada levantando a blusa como ele pedira.
— Não! A menos que a paciente queira.- recebendo um sinal negativo dela feito com cabeça, ele, auxiliado pela enfermeira deu início ao exame. O silêncio era massacrante para Beckett, que olhava entre Martha, Alexis e o monitor ao seu lado.
Quando um som cortou o silêncio, era um som alto e rápido. — Esta ouvindo? É o coração do seu bebê! — O médico disse, passando o bastão na barriga da detetive.
— É tão rápido! — Kate disse emocionada.
O médico então mostrou cada parte do bebê, não era uma imagem em alta definição, mas, era possível ver que estava tudo bem e que a criança estava evoluindo de acordo com a sua idade.
— De acordo com as imagens, suponho que você esteja de sete semanas de gestação. E seu bebê está perfeitamente normal.
Beckett não conseguia falar, não se imaginava mãe, mas, ao ouvir o som, aquele som que não esqueceria nunca mais, um coração que batia dentro dela, um bebê dela e do Castle, parecia surreal, seria tão mágico e perfeito se não fosse descoberto em meio dessa história toda. Deixou escapar algumas lágrimas, quando pensou que ele estaria surtando agora, se estivesse ali.
Então voltou sua atenção para Alexis, que estava atrás do doutor em frente ao monitor. Ela tinha os olhos vermelhos, e limpava o rosto com a manga da blusa. Estava chorando.
O médico terminou o exame, entregou uns lenços de papel para que ela limpasse a barriga e após algumas dicas e recomendações para que ela procurasse um ginecologista a fim de fazer o acompanhamento da gestação, retirou-se da sala dizendo que ia ver com o neurologista responsável pelo Richard se elas poderiam visita-lo agora.
Kate se sentou, olhou para Martha depois para Alexis. – Alexis, eu ... realmente não planejei nada disso. — Ela estava preocupada com o silêncio da filha de Castle.
— Kate! Isso é incrível! A jovem disse emocionada.
— Então você não está brava?
— Eu? Não! Como poderia? Tem um mini Castle ai dentro. – Ela se sentou ao lado da detetive.
— É estranho. Foi rápido de mais. Não era o melhor momento.
— Ah Katherine, rápido de mais? Quanto tempo você e Richard estão nessa relação complicada de vocês? E não existe momento certo, esse é o momento certo. Eu estou tão feliz. — Ela foi em direção à nora e neta, abraçando Kate. – Assim que Richard se recuperar, vamos fazer uma grande comemoração, pensamento positivo Kate, pensamento positivo!
— Família Castle?
As três olharam em direção da porta, onde um médico diferente estava parado.
— Olá, sou o doutor Joseph, neurocirurgião que está acompanhando o Sr. Castle!
Martha foi até ele e apertou sua mão. – Prazer em conhecê-lo doutor, sou Martha mãe do Richard, como ele está?
— Ele tem melhorado clinicamente, quando chegou estava entubado e com um ritmo cardíaco desregulado, porém os resultados dos exames vieram normais. Estávamos o mantendo sedado, para que seu cérebro pudesse se recuperar do trauma sofrido, estimo que hoje à tarde a medicação seja interrompida.
Beckett se levantou, se aproximou.
— Doutor ele estava consciente, conversando, eu não entendo.
— Acontece às vezes, o corpo com uma carga de adrenalina demorou a entrar em choque.
— Mais ele vai ficar bem né? – Alexis perguntou.
— Em casos assim é difícil dizer antes dele acordar. Ele pode demorar dias, e acordar como se nada tivesse acontecido ou pode ter sequelas.
— Sequelas? Beckett e Martha perguntaram em uma só voz...
“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.”
Dalai Lama
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