Notas iniciais
OMG!!!!!! Toda vez que vejo os comentários eu Pirooooo ... Sério, quando vi que já passamos das 2000 visualizações o.0 Essa fic surgiu de um pedido inusitado ( Thata) e no começo achei que não passaria de 3 ou 4 Cap . E lá vamos nós para mais um... Tudo isso GRAÇAS à VOCÊS!!! Obrigadoooooo ❤ Maaaaas, vamos para mais um capítulo, aproveitem a leitura ...

Beckett observava atenta cada movimento da equipe de enfermeiros que adentraram no quarto minutos atrás. Colocaram Castle novamente em sua cama, dedicaram algum tempo fazendo alguns exames preliminares, ligaram novamente seu indicador ao aparelho ligado a máquina, que passou a fazer novamente o barulho que contava seus batimentos cardíacos, fizeram outro acesso em seu braço já que havia perdido o anterior após a queda.

Uma médica o examinava, essa era jovem, bonita, mas tinha um ar intrigante... Todo tempo ela dedicou sua atenção a ele, sem ao menos pronunciar uma única palavra. Ela usou um pequeno aparelho com uma luz para ver seus olhos, mesmo ligado à máquina, ela usou seu próprio estetoscópio para checar seus batimentos e respiração, checando sua temperatura em seguida.
Kate já estava ficando incomodada com a falta de informações, via todos fazerem algo, porém em silêncio.

"Liguem para o doutor Joseph e informem o ocorrido." — Enfim a doutora quebrava o silêncio.

"Doutora? Eu o encontrei no chão, ele me disse algo, ha alguma chance dele estar delirando ou algo assim?"

"Provavelmente senhora, seria bom se ele não ficasse sozinho mais. Ele parece bem, vou ver com o médico responsável, talvez repetir alguns exames, no momento irei medica-lo com um calmante leve, e então mais tarde veremos os exames." — Ela pegou um pequeno frasco e com uma seringa puxou o líquido que injetou pelo acesso no braço do escritor.

"Sim, ele não ficara mais sozinho doutora."

"Ótimo, aliás me chamo Nieman. Kelly, pode me chamar de Kelly." — Ela esboçou um pequeno sorriso e saiu do quarto.


Kate por mais que ouvisse a médica dizer que ele estava bem, que tudo podia ser efeito dos remédios, algo despertava seu instinto.
Ela esperou que a médica saísse da sala e ligou para o distrito. Agradeceu internamente por Esposito estar de plantão, disse que poderia não ser nada, mas Castle alegou ter visto Tyson no hospital. Pediu que eles conseguissem um mandado para obter as imagens de uma câmera que ficava quase que em frente ao quarto onde o escritor estava e também as das entradas e saída do hospital, sabia que não seria fácil conseguir, mas não custava tentar. O problema era que, por ser madrugada teriam que esperar até de manhã.

Castle pode ser o que for, mas depois desses anos todos com ele, aprendeu a não ignorar suas palavras, sugestões e teorias, por mais louca que parecesse. Esposito parecia adormecido até ouvir o nome do criminoso, disse que faria o possível para conseguir o mais rápido, perguntou sobre o amigo e não ficou muito satisfeito com as notícias, mesmo sobre protestos da detetive disse que ia enviar homens para fazer segurança do Castle no hospital, sabiam com quem estavam lidados e exagero ou não, era melhor assim.


Após encerrar a ligação, agradeceu a moça que limpava o café derramado por ela quando o viu no chão e colocou a cadeira o mais próximo possível dele ao lado da cama.

"Ei, será que dá para parar de me assustar assim?" — Ela disse passando a mão por entre os cabelos dele.

Ela notou que ele suava, e estranhou pois sua temperatura era baixa, ao colocar as costas da mão sobre sua testa, bochechas e embaixo do seu queixo, notou que ele estava um pouco frio. Ele parecia diferente, seu sono era extremamente pesado, diferente de antes, quando ela podia ouvi-lo resmungando enquanto dormia. Sem esperar mais, apertou o botão que havia sido colocado novamente ao lugar ao lado da cama, acionando os enfermeiros. Um deles entrou no quarto quase que no mesmo instante.

"Senhora, algo errado?" — Ele disse já se aproximando da cama para olhar o escritor.

"Não sei, ele parece gelado."

Após repetir os gestos dela, com as mãos sobre o rosto dele, retirou um termômetro do bolso e colocou nas axilas dele. Não demorou muito para que o aparelho anunciasse que estava pronto, ao olhar o marcador ele parecia incomodando.

"Algo errado?"

"Sim. A temperatura dele está baixa. Nada para se preocupar muito, mas é estranho. Vou chamar um médico para vê-lo." — Ele disse saindo do quarto um pouco apressado.

Por mais que tentasse se controlar, Lanie havia falado várias vezes sobre que o estresse nessa etapa da gravidez pode ser prejudicial, ela não conseguia impedir os pensamentos que a cercavam, seu instinto de policial quase que gritava dentro de si. Havia algo errado, algo não batia. Quando ela saiu para o café, apesar de cansado ele estava bem, por que ficaria assim de uma hora para outra? Sentiu seu coração apertar, e se ele tivesse razão? E se Tyson realmente tivesse vindo aqui. Ele seria ousado a esse ponto? Saiu de seus pensamentos sombrios após ver um rosto familiar entrar no quarto, o médico que a havia atendido ontem.

"Senhora Castle." Ele a comprimento já indo em direção ao escritor. Ele examinou Castle rapidamente, checou as medicações prescritas no soro e parecia não entender o que estava havendo.

"Doutor o que tem de errado?" Com os anos na polícia, Beckett aprendeu a discernir as expressões nas pessoas.

"A medição está correta, não compreendo o surto de mais cedo, que o enfermeiro me comunicou ou até mesmo sua queda de temperatura ."

"A doutora que veio aqui disse que era por causa dos medicamentos, e lhe aplicou um calmante."

"Doutora?"

"Sim. Jovem, bonita, um pouco reservada."

"Não temos uma médica de plantão nesse setor senhora Castle. Você disse que ela aplicou um medicamento?"

"Sim, ela disse ser um calmante. Meu Deus, se não tem nenhuma doutora, quem era? O que ela aplicou nele? Isso não pode estar acontecendo." Kate colocou as mãos sobre a cabeça, seu instinto havia te mostrado e ela não tinha feito nada.

"Mantenha a calma senhora, vou pedir um hemograma de urgência, e chegar o quadro de funcionários, posso estar enganado, é normal médicos precisarem se ausentar e pedir para um colega o substituir."

Nesse meio tempo o celular da detetive tocou, era seu amigo, seu parceiro de anos no distrito.

"Esposito?"

"Kate. Por milagre achei um juiz que assinasse o mandado, o fato do Castle ser amigo do prefeito tem suas vantagens. Estou indo para o hospital pegar as imagens."

"Ótimo!" Ela parou um pouco para olhar no relógio. 4:20 am. Fez um lembrete em sua mente de agradecer ao amigo mais tarde, era bem cedo e ele estava disposto e alerta cuidando do caso. Com certeza ele era um detetive a ser um exemplo e um bom amigo.

"Te vejo daqui a pouco!"

"Ok, obrigado Espo!"

"Nada que uma semana com a ferrari do Castle não compense." Ele falou sorrindo, apenas para a fazer sorrir.

"Claro, por que ele não lhe emprestaria? Estou no quarto com ele, me avise quando chegar."

"Ok."

Beckett observou mais uma vez um enfermeiro colhendo o sangue do Castle, e não pode deixar de se sentir frustrada, a ideia de férias no meio de um caso que mexia diretamente com ela estava a consumindo por dentro.
Ele dormia, mas não tinha uma expressão tranquila, parecia tenso e mesmo que tentasse com todas suas forças manter-se positiva, tinha aquele pressentimento que não a deixava.


Olhou o relógio na tela do celular diversas vezes, acariciou os cabelos castanhos do homem que estava a sua frente e que tanto amava, andou de um lado para o outro, olhava constantemente para a máquina que mostrava os batimentos do escritor.

"Vejo que alguém está impaciente." — Esposito disse, fazendo com que ele levasse um pequeno susto.— “Desculpe, não queria te assustar."

"Tudo bem Espo. Conseguiu as imagens?"

"Sim, já vou voltar ao distrito. Te trouxe algo." — Ele a entregou um copo, que ela sorrio de imediato. Era da cafeteria que Castle sempre a trazia, e também alguns donuts.

"Obrigada! Eu realmente estava com fome." — Ela deu uma grande golada no líquido que já estava morno. "Chá?" — Ela disse fazendo uma careta.

"Claro, Ryan disse que café não é bom na sua circunstância." — Ele fez um gesto com a mão em círculos apontado para a barriga dela.

"Ah..." — Ela sorriu, nunca imaginou Esposito assim.— "Obrigada!"

"Por nada. Kate; tem dois homens que ficaram aqui perto da porta ok? Fiz uma escala e enquanto Castle estiver no hospital ele será vigiado. Pedi para que eles fiquem afastados um pouco porque se ele aparecer não perceba."

"Ótima ideia! Você acha que ele seja capaz disso? Todos estão atrás dele!."

"Não sei Kate, mas, não custa tentar. Vou indo, qualquer coisa te aviso. " — Ele já estava saindo quando se virou . — "E Kate?"

"Hum? "

"Vá para casa dormir um pouco. Você precisa!"

"Olha quem fala, estou bem Espo... Assim que Martha chegar eu vou ok?"

Ele apenas gesticulou com a cabeça e saiu.
Parecia uma eternidade á espera do resultado do exame, ela bem que tentou comer, mas tudo que conseguiu foi algumas mordidas no donuts antes que seu estômago embrulhasse. Olhou no relógio pela milésima vez e mal podia acreditar que ainda não havia nem se passado quarenta minutos. Ela se aproximou dele que ainda dormia, sentou-se ao seu lado, passou a mão sobre seu rosto.

"Ah meu amor, fique bom logo. Precisamos de você, eu e nosso bebê." — Ela ainda fazia carinho nele.

"Senhora?" — O médico não precisava dizer mais nada, seu semblante deixava claro que havia algo errado.

"O que houve doutor?"

"Chegaram os resultados dos exames, realmente lhe foi administrado um calmante, por isso ele está dormindo, a dose foi um pouco alta que levou a queda de temperatura, mas nada que levasse risco a sua vida" .

"Mas?"

"Mas não sabemos quem é a doutora que você disse estar aqui."

"Como não?" — Ela se levantou nervosa.— "Nieman, ela disse que seu nome era Nieman "

"Nieman? Você tem certeza que esse era o nome?"

"Claro, por quê?" — Ela já estava quase bufando de raiva.

"Nieman foi médica aqui por um tempo, mas era cirurgiã plástica. Sua licença foi caçada por práticas inapropriadas."

"Inapropriadas ?"

"Nunca foi comprovado, mas ela se envolveu com criminosos quando trabalhou na prisão."

"Espera. Ela trabalhou na prisão? Droga! Não pode ser."

"Senhora?"

"Só um instante." — Ela pegou novamente o celular, discou o número do parceiro. — "Esposito, preciso que veja um nome para mim, Nieman.” — Ela esperou que ele anotasse, explicou o que tinha acontecido.

Kate andava de um lado para o outro, 'o que ela queria vindo aqui e se passando por médica aplicando remédio nele? Que droga estava acontecendo?' — "Não Espo, não é você. Eu estava pensando alto.”

O médico entendeu a seriedade do assunto, acabou de checar o escritor, percebendo que pelo menos em 'estado clinico' ele estava bem e não haveria nada que ele pudesse fazer até que ele acordasse, decidiu deixar o quarto para que a policial tivesse mais privacidade. Acenou com a cabeça, fazendo um sinal com a mão indicando que voltaria depois, recebendo o aceno da detetive, saiu do quarto.

"Beckett , Kelly Nieman trabalhou na prisão onde Tyson esteve... Você não acha?"

"Eu realmente não sei o que pensar. O médico disse que a dose não seria capaz de mata-lo, a menos que…" — Ela congelou ao se lembrar.

"A menos que?"

"Ele esteve aqui Espo! Eu não acredito que ele foi capaz disso."

"Tyson?" — Esposito parecia confuso.

"Mas é claro, com Castle dormindo ele não poderia dizer se ele esteve aqui e o que falou. Desgraçado! Tudo isso não passa de um jogo para ele, está nos afrontando."

"Kate? Respira! Os técnicos estão terminando de analisar as imagens, se é um jogo como você diz fique calma. Não entre nele, Castle precisa de você e o..."

Ele ainda estava falando quando Becket ouviu algo parecido com alguém resmungando, sua voz era baixa e embargada como se estivesse drogado.

"Não! Não! Kate? Deixe ela em paz!".

Ela correu para o lado dele, pediu desculpas ao parceiro desligando o telefone. — "Castle! Rick... Acorda!". — Ela passava a mão sobre o braço dele.

"Não. É mentira! Kate não faria isso comigo."

"Castle, é um pesadelo. Você precisa acordar."- Ela o chacoalhava com cuidado.

"Kate, nããão!" — Ele gritou, abrindo os olhos, respirando com dificuldade. Olhava em todas as direções, parecia estar perdido.

"Rick, amor! Eu estou aqui. Está tudo bem, você está seguro."

"Kate!?. Você está viva." — Ele se levantou com dificuldade ficando sentado, apenas a olhando enquanto lágrimas caiam de seus olhos.

"Ei, está tudo bem! Estou aqui." — Ela se sentou ao seu lado sobre a cama, acariciou seu rosto fazendo com que ele fechasse os olhos ao contato e o puxou para um abraço.
Sentia sua respiração forçada, e os batimentos acelerados do escritor contra seu corpo. Ela passava as mãos por entre os cabelos dele enquanto sentia as lágrimas molharem seu ombro.

"Shiiiiiii, amor estou aqui, está tudo bem!"

"Kate eu te amo, não suportaria, eu não posso te perder." — Ele disse em meio aos soluços, estava chorando e muito. O que cortou o coração da detetive.

"Rick, não vai acontecer nada. Ei olha para mim." — Ela se afastou, apenas para olhar em seus olhos, o azul que ela amava tanto estava dividindo o lugar com um tom avermelhado devido ao choro.— "Eu te amo! Está tudo bem.”

"Promete?" — Ele parecia um menino assustado, o coração da detetive se derreteu. Afinal era um menino, seu menino.

"Sempre!" — As palavras não foram mais necessárias, Kate selou seus lábios em um beijo doce e delicado. Esperava transmitir todo seu amor através do toque, de seu gesto.

Algo ainda estava acontecendo, Castle poderia ainda ter muito a enfrentar, mas não agora... Agora tudo que ela queria era que ele se acalmasse e voltasse a ser o brincalhão e sorrisse novamente, do jeito que ela amava.


Beckett não entendia bem onde e quando Castle tinha derrubado todas suas barreiras, mas ela podia dizer que se algo restava dentro dela, nem se comparava aos muros que tinha. Tudo que queria era abraçar seu menino lindo com os olhos mais azuis e brilhantes que já havia visto e não soltar mais. Queria levar seu garoto para casa, protegê-lo se possível esconder ele onde não pudesse ser achado. — Sorriu com esse pensamento.

"O que foi?" — Ele disse mais tranquilo em seu pescoço.

"Nada, apenas pensei em algo.”

"Sobre mim?" — Ela não podia ver, mais jurava que havia um sorriso em seus lábios.

"Sim! Sobre você e o que eu gostaria de fazer quando sair daqui."

"Tenho ótimas ideias." — La estava aquele sorriso que ela tanto queria, estampado no rosto que ela tanto amava, que pode ser visto quando ele se afastou para olha-la.

"Vejo que já está de volta senhor Castle".

"Graças a você senhora Castle." — Sorriu lembrando-se da reação dela ao ser chamada assim pelo médico. — "Kate?"

"Oi?"

"Quando Tyson esteve aqui, falou sobre um bebê. Sei que ele estava querendo me confundir, mas..."

Kate estava parada, em choque. Não sabia o que fazer. O médico havia dito para esperar, mas ela iria mentir? Ele estava olhando para ela com a carinha mais fofa possível, fazendo seu melhor olhar pidão.

"Kate?"

"Castle, eu..."

"Senhor Castle, que bom que já está acordado." — Kate soltou o ar que prendia do desespero da pergunta dele ao ouvir o médico que entrava agora no quarto.
Beckett saltou da cama rapidamente ficando em pé.

"Doutor Joseph, bom dia!" — Kate disse um pouco envergonhada.

"Bom dia, tivemos uma noite agitada hein." — Ele disse com um leve sorriso no rosto. Já olhando as anotações na prancheta feitas pelo colega.

"O senhor não imagina quanto." — Kate disse um pouco mais distante, dando espaço para que o médico o examinasse.

"Devido aos acontecimentos, vamos repetir alguns exames tudo bem?" — Ele disse olhando para Castle depois para Kate.

Dois enfermeiros chegaram para auxiliar e levar o escritor para que fizesse os exames, enquanto removiam alguns fios e desligavam alguns equipamentos, Kate olhava em seu celular uma mensagem que acabava de chegar, Martha informando que já estava a caminho para passar o dia com o filho.

"Kate?" — Castle disse quando já estava na porta, sentado em uma cadeira de rodas empurrada por um enfermeiro.

"Sim?"

"Você ainda não me respondeu."

Claro que ele não ia esquecer, afinal ele era Richard Castle.— "Quando você voltar, ok?"

"Ok, não vai embora hein, eu já volto."

"Não vou a lugar algum chorão." — Ela disse fazendo todos no quarto sorrirem.

Ao vê-lo saindo, Kate se sentou na poltrona permitindo pela primeira vez desde todo alvoroço da noite passada, fechar os olhos.

Sentia fome mas parecia que algo remexia em seu estômago, bom, não parecia, era exatamente algo. Alguém que ela já estava apaixonada, um mini Castle como Alexis havia dito. — "Vamos, você precisa colaborar com a mamãe, eu preciso comer e você precisa ajudar a ficar aí ok?" — Ela disse em voz alta passando a mão na barriga, isso já estava se tornando um hábito. Um hábito que ela podia facilmente se acostumar.

Continua...

Notas finais
Eeeeee , me deixem saber o que estão achando da história!! Um super beijo, até a próxima! ;)