Notas iniciais
Espero que gostem!!
São sete e quarenta e cinco e estou na escola. Encontro Amanda e Nicolas, chego perto e digo oi e começo a falar mais do que devia, começo a me sentir nervosa e me perco nas falas, falo besteiras e penso comigo mesma o que esta acontecendo, respiro fundo e tento falar algo de bom, ou me mando calar a boca. Mas não adianta. As coisas vão de mal a pior, minha respiração está forte e eu estou mais nervosa que o normal, me permito a sentar e ficar quieta e olho o céu. Amanda, "você está estranha hoje" tento sorrir ao máximo, e eles continuam me olhando de um jeito horrível, e fico sem reação. Nisso desabo, saio andando em direção ao banheiro e choro mais uma vez, minha ansiedade anda maior, meu medo e minha baixa auto estima também e todos os meus sonhos e minhas esperanças parecem acabar. Chego ao banheiro e fico ali até a primeira aula terminar, lavo meu rosto e me olho no espelho e penso que deveria ter faltado alguns dias, deveria descansar e processar a ideia que o destino pregou pra mim.
Chego em casa com os olhos inchados e logo vejo que tenho visitas, minha irmã, Olivia, vem me abraçando e dizendo palavras amigas "senti sua falta" e digo de volta que também sentia a sua ausência. Minha irmã me contou que já sabia da notícia de nosso pai e continuou "vou levar a mãe para meu apartamento, ela está se sentindo triste nas manhãs que você passa na escola, e você também vai" obviamente teria que ir já que sou de menor. "mas você mora longe, vou ter que fazer uma mudança grande, como me mudar de escola" "isso não posso negar, você vai ter que se mudar por completo", mas meu único meu pensamento era que eu não era em fazer amizades e nem manter elas, e nem era boa com pessoas, ainda mais nesse estado, e como seria sem os dois que são os únicos que tenho. Mas pensei na minha mãe também.
Se passou o dia e já era sexta. Estava preparada pra sair daquela casa que eu tanto amava e que tinha tantas lembranças. Preferi ir a escola mesmo não contando mais, queria me despedir, já havia avisado a Amanda por mensagem.
Logo que cheguei na escola a encontrei sozinha, nós conversamos como se ontem não tivesse acontecido e ela me fez perguntas sobre como se sentia sobre meu pai, e eu me sentia mais calma, mas meu coração estava apertado. logo chegou o Nicolas, contei a novidade e depois da aula nos aproveitamos o dia juntos, como nos velhos tempos, saímos para comer, e fomos no cinema, logo depois fomos a casa dele. A Amanda saiu mais cedo e eu e o ele ficamos sozinhos na casa dele, pensei em como seria maravilhoso beijar ele agora, já que fazia tempo que não fazia isso e porque precisava de alguém pra poder confiar, queria ele de volta.
Assim como ele também me queria.
quando vi estamos nos beijando, nem falamos nada, apenas trocamos olhares, olhamos em volta e vimos o passado, nós dois rindo naquele lugarzinho pequeno que sempre foi nosso. E enquanto o beijava lembrei de como sentia falta do contato, de como ele me magoou e de como tudo aquilo já era passado, e como estava pronta pra perdoar ele. Ele parecia me querer naquele momento, assim como eu o queria. "Senti muito sua falta" ele sussurra e eu sinto meus pelos se arrepiando. Ele me carrega até o balcão e revivemos tudo o que passamos. Podia sentir tudo, sua boca, seu corpo, seu calor. Seu calor passando pra mim. Naquele momento me sentia no céu, como se eu pudesse tocar as estrelas e poderia fazer qualquer coisa virar real, me sentia desejada e amada naquele momento, até a porta fazer um barulho. Nós paramos de nos beijar lentamente e sorrimos um para o outro e ele se ajeitou e foi atender a porta, era Amanda, penso comigo mesma o por que dela estar ali. E foi quando eu vi o que não deveria. Ela o agarrou e o beijou com força, e eu fiquei sem jeito, desci do balcão, me ajeitei e peguei minha mochila e vi o horário, já deveria estar em casa, mas meu pensamento estava um pouco longe disso, meus olhos estavam realmente me mostrando algo que eu não queria nunca ver e nunca imaginar, acho que não poderia ser pior, aquele sentimento foi diminuindo e foi trocado por dor, muita dor.
Notas finais
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