Keep Your Head Up

29 Capítulo 29


Notas iniciais
Oii. Eu terminei essa história hoje de manhã, agora vou dar mais atenção a outra para postar aqui haha. Boa leitura!!!

"Teremos que chamar alguém" "não podemos Lu, é uma coisa nossa" "mas nem eu nem você sabe dirigir" "se arrisque mais por favorrr" e ele concorda. Era duas da manhã e percebemos que o movimento estava menor, assim daria pra completar as tarefas. *Dirija à 220 km por hora em uma rodovia. Grite o mais alto que puder dentro de um túnel*. E lá estávamos dentro de um túnel. Dentro do carro da mãe dele. "Estamos fodidos" digo pra mim mesma "se arrisque mais minha querida" fala num tom debochado por ouvir o que sussurrei para mim e isso só me faz ter mais vontade de acelerar.

Eu acelero o carro, ele sai andando pelo túnel. Escolhemos o túnel mais próximo, já que teríamos que levar o carro o empurrando. Estou pegando o jeito até que de vez pegar o acelerador paro sem querer por pegar o freio. "Vamos" repetimos juntos sem querer e rimos nervosos. Vou acelerando aos poucos e o carro lentamente vai andando. Eu sabia de algumas porque já havia andando a uns anos atrás por causa que meu pai queria que eu fizesse e passasse na auto escola, então perdeu seu tempo pra ensinar eu e minha irmã, quando eu tinha 14, 15 e 16 anos. Minha irmã como fazia de mau gosto nunca aprendeu. Já eu amava passar aquele tempo com ele. "Dirija com calma, vá no seu tempo" ele dizia e eu ia. Mas não queria mais meu tempo, agora eu só queria correr. E eu acelerei e acelerei. Estávamos correndo. Peguei o jeito de vez e fui acelerando. 50, 70, 98 por hora. Lucas colocou a sua cabeça pra fora como um cachorrinho e gritou o mais que pode. Alguns, poucos carros que passavam ficavam olhando sem entender, e também estavam preocupados já que estávamos andando em zigue zague, mas não ligamos, se sentíamos um máximo. Pude olhar as vezes pra fora na janela e gritar algo como "AAAAAA" assim como ele estava. Estáva muito fodida amanhã pra acordar pro trabalho. mas valeria a pena. Ele para de olhar pela janela e fica me olhando. liga o som e eu domínio um pouco por já ter saído do túnel.

E lá estávamos nós, numa terça feira, olhando nossa próxima missão. "Garota, eu admito estou amando fazer essas coisas" "eu também" "nossa próxima missão será... tantantan... zerar o pacman!? deveríamos ir numa dessas lojas de jogo, mas tipo vai demorar" ele diz decepcionado. "Não vai. Vamos fazer assim você zera enquanto eu trabalho, beleza?" "vamos fazer o que agora?" ele me olha de um jeito safado e eu dou uma risadinha forçada. "Vamos ver a próxima" "almoçar com um policial! vamos fazer isso amanhã, meu almoço tem uma hora, então não podemos ir atrás dele, você vai ter que estar com ele quando eu sair pra almoçar, ok??" digo com uma cara de que ele tem estar pronto pra fazer isso. “O que você acha da gente ir lá no quarto?". queria querer como ele, mas estava cansada e teria que trabalhar amanhã. Fico pensando e ele percebe que não estou afim e num ato ligeiro me pega no colo e me beija. Me leva até o quarto e me coloca na cama. E eu o beijo devagar e depois digo que tenho trabalho no outro dia. Levanto e vou no banheiro. Ainda era cedo então poderíamos ver algum filme ou algo assim, penso comigo mesma.

"Não quero ver filme, acho que vou andar um pouco" "você está bravo porque não quero transar com você?" pergunto a ele num tom sério. "Não, não isso, eu só... Ahn estava sentindo falta da minha mãe, acho que vou até o túmulo" "ah" me sinto péssima "me desculpa. Você quer que eu vá com você?". Ele pega minha mão e vamos.

"Oi" vejo o Lucas e um policial gordinho com uma cara assustada. "Como você conseguiu o convencer?" pergunto mesmo com o policial ali na frente. "Eu disse a verdade... E ah comecei a jogar o pacman" "Ótimo... Vamos?".

Algumas vezes ficamos sem assunto e o Lucas como uma pessoa que sabe puxar assunto, perguntava coisas inúteis como exemplo qual filme favorito que ele mais gostava e eu ficava mais sem graça a cada palavra que o Lucas falava. Até que teve uma hora que o policial, Bart começou a falar sobre leis e coisas legais relacionadas ao trabalho dele. Ficamos ali uma hora e então ele elogiou a nossa atitude por ajudar um ao outro.

Minha folga chegou e podemos acordar cedo pra subir uma montanha. Mas teríamos que pegar muitos ônibus. Pedimos pra que a mãe dele nos levasse e ela topou.

Chegamos até lá e eu estava cansada só de olhar. "Vou ficar na casa de uma amiga aqui perto, me liguem quando terminarem sua aventura" diz ela saindo e me volto a ele "eu estou muito cansada" e ele ri. Nós subimos e subimos. Meus ouvidos pareciam estar tampados e estávamos cansados. As vezes ficamos quieto contemplando aquela linda imagem. Ele pega seu celular e começa a bater várias fotos e eu fico apenas olhando. Subimos mais um pouco e eu me distraí pensando que deveria ter tomado algo contra a gravidez no dia seguinte da nossa primeira noite. Fico preocupada e caio totalmente sem ter noção do que estava acontecendo. Lucas como um ótimo namorado começa a rir e eu fico sem jeito mas tento rir junto. Ele me ajuda a levantar e a andar. Fomos parando e olhando. A natureza era maravilhosa. Seus pássaros e borboletas eram o que mais me atraía, mas havia várias coisas para ser observada, seus troncos, o barulho da cachoeira, o vento que via com um cheiro de tranquilidade. Chegamos numa parte alta e posso ver a passagem da trilha de lá de baixo e fico com um pouco de medo. Mas em vez de me preocupar, grito. Ele distraído me olha assustado, mas sai correndo até onde eu estava e começa a aplaudir. Os sons de minha voz com seus aplausos fazia uma melodia incrível. Ele começa a gritar junto e eu caio na gargalhada. E o abraço. O silencio volta. Meus braços em volta da sua barriga e seus braços em volta do meu pescoço. Não podia ser melhor. Começo a chorar. "Não não chore" ele me olha e limpa minhas lágrimas com suas mãos. "Me abraça" o digo e ele faz o que pedi. Depois de alguns minutos olhando aquele mundo surreal, sentamos e comemos. Conversamos sobre coisas que nunca havíamos conversado. política, amizade, programas de televisão, falamos o que cada assunto puxava. E cada vez mais me sentia completa. Amada. Como nunca antes havia me sentido. Antigamente meus amigos e familiares sempre ouviam um *vocês gostam de mim?* era tão insegura. As pessoas tinham que ter paciência comigo. Mas agora não. Eu não queria ser melosa nem nada mas já estava. Ele me passava essa segurança. ele me fazia feliz. Eu me sentia contente como ele me amava e como eu o amava.

Ligamos pra mãe dele depois de ter voltado e ficamos um pouco na casa da amiga dela pra poder recuperar o ar e comer algumas coisas. Meus pulmões estavam me matando. Mas fomos embora cedo.

"Estou morta desse trabalho" estou no telefone com a minha irmã "começa assim, mas depois você se acostuma. como estão as coisas?" e lembro que uma metade não tenho coragem de falar e a outra não posso. "Ahn... Bem... Estamos tentando nos divertir" "quero falar com você... Você está sozinha com ele e sei que ele dorme aí já que você é uma medrosa... E vocês são adolescentes..." minha irmã diz como se o assunto era algo muito estranho e constrangedor. Quando menor eu e a minha irmã nunca falava sobre isso, as vezes minha mãe soltava uma piada de duplo sentido e eu e ela ria mas nunca falamos sobre sexo. "Eu sei do que está falando. Estou me protegendo" minto, mas só fiz uma vez e não sinto diferença em mim. "como assim você já fez e não me contou nada?" "deveria?" "óbvio! como foi?" "ahn" e ela me constrange "normal... Foi... Foi bom" "doí ne?" "ahn eu vou desligar preciso ir almoçar" nem espero ela se despedir e logo desligo.

Chego em casa e vejo uma pilha de livros no sofá e Lucas mexendo no celular. "Ahn oi? o que está havendo aqui?" "aahh oi meu amor" diz ele empolgado e vem me abraçar "comprei os livros da missão, a próximo é ir no show do nosso ídolo, qual é o seu?" e aquilo parecia estranho. Eu não sei porque mas minha mente não estava achando tão divertido aquilo tudo. É claro que fazer aquele passeio com o carro e escalar a montanha ou tomar um sorvete novo era bom, mas achei que teria mais emoção nessa história toda. Não estava empolgada como ele. "Você não gostou?" "eu... Eu gostei Lu... Amei, mas ahn. Eu não aguento mais trabalhar... Estou cansada, queria ter dinheiro o suficiente e fugir daqui" "se é isso o que você quer, vamos fugir" "pra onde? caramba não temos dinheiro" não sei porque mas começo a me irritar "parece que você não está mais gostando disso" "eu estou... Eu preciso... Preciso fazer isso na estrada" digo e tem um silêncio "o que você acha da gente sair daqui?" pergunto a ele "como?" "vamos pegar esses livros e partir, vamos completar nossa missão" "Lia... Não da... Não sabemos dirigir, nem eu nem você tem carteira, não temos um carro e nem uma mala gigante pra colocar trinta litros" me sinto mal, isso porque ele é tão querido e tenta ser sempre suave comigo e eu nunca estou satisfeita. "Temos que ler esse 30 livros?" fujo do assunto "aham, masss eu sei que você não é muito de ler, então pensei em você ouvir trinta CDs o que acha?" "pode ser, podemos deixar essa pra um dia que pego folga. Você lê e eu ouço. Beleza?" "beleza".

Notas finais
E aí gostaram? espero que sim!! Beijos.