Keep Your Head Up

26 Capítulo 26


Notas iniciais
Oii, espero que gostem.

*Bom, aqui estou eu fazendo uma carta de suicídio parecendo uma adolescente... Quando era menor tinha tantas esperanças na vida, eu amava meus pais e meus amigos. Gostava do meu corpo e dos meus cabelos. Eu amava ouvir música e o som do mar. A tarde fazia travessuras com o pessoal da escola, mas isso fora dela, onde era permitido tudo. Pelo menos era o que achávamos. Eu tinha um namorado novo a cada semana. Eu amava aquela rotina. Fui crescendo e criando responsabilidade. É claro que mesmo nova eu tive que crescer e entender que eu era mais velha das duas irmãs que tinha. Mas isso não me parou. Morava com a minha vó e ela era uma querida. Fui crescendo. Virei professora. Encontrei um professor de educação física arrogante. Era malvado com seus alunos e era estranhamente lindo. Ele me ajudou nas vezes que saímos, dizia que sentia falta de meus pais e tudo que eu tinha, eu queria minha vida de volta, e ele só me ouvia e me ajudava. Eu me apaixonei, obvio. Por ele? Também, mas sim pela vida. A vida foi me conquistando aos poucos e pude ver que era a obra mais linda quando nós tentávamos as coisas com força e não desistia. Persistência as vezes é burrice. Mas tentar por algo que você acredita é divino. Tente algo que vá melhorar sua vida, tente meu amor, eu acredito em você... E... Eu o amava tanto, eu o amo e espero que eu esteja com ele nesse momento...

Com todo o amor do mundo, uma persistente.*

Chorava... Nem sabia o que pensar... Eu apenas guardei a caixa.

Fui até a cozinha, e peguei uma faca. Meus olhos já estavam secos e eu não conseguia mais chorar. Meu coração parecia estar em paz e meu corpo estava todo de acordo com aquilo. Pensei que se faria, faria com algo que gostasse. Coloquei meu CD preferido. Voltei até a faca e pensei. Suicídio é um ato egoísta. No fim você não só se mata mas como mata um pedaço de cada pessoa que te ama. Meu coração ficou acelerado e eu levantei a faca em meu pescoço, estava pra passar. a música em meus ouvidos me matava por dentro. Minhas costas estavam tão pesadas, meu coração tão acelerado mas tão em paz. Eu não surportava mais ideia de estar sozinha, de estar me afundando, eu estou cansada dessa dor... E eu passei... Escuto um barulho e penso que havia morrido. Quando vi estava no chão pelo susto que levei. Meus olhos estavam molhados de novo e meu cabelo estava no meu rosto. Olhei meus dedos e eles estavam machucados pelo ataque da faca enquanto caia no chão. Olho pra cima ainda chorando e vejo Lucas. Ele me olhava como se não acreditasse no que estava vendo. Ficamos nos olhando e eu queria pedir socorro pra ele. Ele me carregaria ate minha cama e nós teríamos um momento de querer muito e depois íamos parar e iríamos dormir. Queria aquela ajuda que já estava clichê mas não conseguia dizer nada. Ele para de me olhar, pega sua carteira e retira de lá um papel. Coloca em cima da mesa e sai. Coloco meu rosto no chão, achando que ele havia desistido de mim. Não estava nem com forças pra levantar mas me levantei. Peguei a faca do chão olhando pra representante do ato que ia cometer e penso que estou maluca, eu não conseguia acreditar no que estava fazendo. Meus olhos foram para o papel.

*"Pensa em suicídio? vá em frente, mas antes, tente fazer isso — roube chocolate, prove sorvete de tangerina, dirija à 220 km por hora em uma rodovia, grite o mais alto que puder dentro de um túnel, zere Pacman, almoce com um policial, escale uma montanha, leia trinta livros, vá ao show da sua banda favorita, faça uma tatuagem, apaixone pessoas que você não vai amar até descobrir que na brincadeira se apaixonou mesmo, aprenda a tocar um instrumento, escreva uma poesia, visite um parente distante e finja que as conversas da família te interessam, segure o ar por dois minutos sem soltar (não morra tentando essa parte), escreva seu texto favorito nas paredes do seu quarto, beba até vomitar, chore em um lugar público pra ver se alguém irá te consolar, piche uma frase de efeito em um muro, coma até não aguentar mais, ande de bicicleta sem as mãos, encoste a língua no nariz, cante no ventilador, abrace um mendigo, invoque satã com um tabuleiro de ouija e fique com o cu na mão. Depois de tentar tudo isso, faça o que achar melhor, que a vida é uma merda ninguém pode negar, mas algumas loucuras tornam tudo mais suportável.

Sean Wilhelm"*.

Olho pra aquilo como se ele estivesse me perguntando e a cena que ele acabou de presenciar respondesse.

Com meus pés cansados, corro, corro até ele. O encontro chorando perto do elevador. Não tinha coragem de ir embora. "Lucas?" grito o mais alto possível. E estou nos braços dele. Não falamos nada, estou beijando ele e ele retribui. Me conduz até a porta e entramos. Tranca ela enquanto estou beijando seu pescoço. Ele é tão bom, tão generoso. Tão querido e engraçado. Eu estava profundamente quebrada, morta. Meu Deus eu estava hipnotizada com aquele garoto. O gosto de seu beijo era como um remédio para minha dor insistente. Ele me pega no colo e me leva no quarto. Nós estávamos indo no ritmo da música. Ela era lenta e penetrante. Como uma pluma ele me coloca na cama, estava em cima de mim. A música acaba e o silencio reina. Ele para de me beijar "eu sou virgem" e ele acaba com o momento "também" digo gaguejando com as bochechas vermelhas. Outra música começa e ele vai e desliga o som. Ele volta e se deita na cama. Como eu podia querer isso nesse momento? Eu não aguentava mais aquilo. Me coloco em cima dele. O beijo, e eu vou indo pra baixo, desabotuei sua camisa e beijo seu peito, volto para seu pescoço e fico envergonhada por ver seu rosto de prazer. Dou um chupão e volto ao percurso. Chego na parte de baixo e tiro seu cinto, tiro sua calça e sua cueca. Ele fica sem jeito e me joga pro outro lado e fica em cima de mim, tira meu vestido e eu tiro meu sutiã e a blusa dele. Ele retira minha parte de baixo e me acaricia na barriga e vai descendo. Até chegar em mim. Ele me pega. E me pega como nunca antes. faz movimentos e se prepara. Ele coloca devagar e aquilo é impressionantemente bom, doía muito ao mesmo tempo. Mas a dor e o prazer se juntavam. Ele colocava mais e eu não conseguia parar de gemer. Arranhava suas costas por não conseguir aguentar aquilo. Ele faz o que tem se fazer e eu sinto meu sangue subir. Meu corpo queria mais. Ele tira e fica confuso, abre a boca como se quisesse falar algo, mas logo fecha e começa a chorar. Pego suas mãos e faço ele fazer seus movimentos em mim de novo. Eu estava hipnotizada. Eu não poderia ver ele chorando, não quero, nunca. Eu estava perdida em seus dedos gentios, eles me faziam esquecer todas merda existentes. E ele me beija. Ele se volta a mim de novo. e eu sabia pela primeira vez o que era estar nas nuvens.

Notas finais
Nossa eu estou um pouco invergonhada jsbsjs, nunca havia feito um hot, espero mesmo que tenham gostado, não só dele mas do capítulo também. Lembrete: É minha primeira história, então me desculpem se estiver confusa. Lembrete²: Comentem, façam suas críticas, eu iria ficar muito feliz pela ajuda!!