Notas iniciais
os capítulos têm o título em inglês mas quem só sabe a tradução com o Titio google não precisa se preocupar porque eu sempre vou mostrar a tradução no começo dos capítulos!
O nome desse capitulo é "pilot", que significa "piloto"
Quem acompanha série sabe que geralmente o primeiro episódio tem esse nome pra ser como um teste pra ver se dá certo ou não, então, se vocês gostarem dessa versão, comentem o que acharam ♥

Pilot

ERA MAIS UMdia normal na vida de Juvia Lockser, ela pedalava na sua bicicleta velha pela cidade carregando uma cesta cheia de doces ouvindo a música do Maui de Moana e sentindo o vento balançar seus cabelos tingidos de azul recém-retocados, com a maior paz do mundo no coração, enquanto as pessoas na rua quase quebravam o pescoço pra ver a cor chamativa de seu cabelo.

Um grito alto atraiu sua atenção, fazendo-a parar a bicicleta quase instantaneamente.

Era um garoto ruivo cheio de sardas prestes a pular de uma ponte.

Ele chorava alto (e pra você ter noção desse alto, Juvia estava usando os fones no volume máximo, ela mal podia ouvir seus próprios pensamentos),o rosto todo vermelho estava encharcado pelas lágrimas que caiam.

— EU VOU ME MATAR!

— Você tá doido? — a garota chegou correndo ao lado do menino. — O que tu acha que tá fazendo?

— Eu odeio minha vida! Meus pais querem me mudar de escola pra que eu estude o dia todo e deixe de passar o dia jogando com meus amigos! Eu vou fazê-los se arrepender disso me matando!

A azulada riu, não acreditando no que ouvia. Era isso que as crianças pensavam hoje em dia?

— Onde que isso é motivo pra preocupar seus pais e a cidade toda? — ela disse, notando que algumas pessoas já se aglomeravam em volta.

— Meus pais não me entendem! Minha vida é uma droga!

— Olha, garoto, eu tô sem paciência já. Você acha que um jogo é motivo pra tanta precupação pra sua família? Você não pensa nos seus amigos? Você não pensa no seu futuro e de quantos jogos vai deixar de jogar se você se matar?

O garoto pareceu pensar.

— Tem razão, tia, desculpe! — fez a garota sorrir. — Me ajuda a sair daqui, por favor?

— Claro, moleque. — estendeu a mão, mas o garoto perdeu o equilíbrio.

— GAAAAAAAAAAH!

— PEGUEI! — Juvia foi rápida o suficiente pra segurá-lo antes que caísse.

Graças a esse ato, a imagem da azulada segurando o garoto na beira da ponte foi capa de todas as revistas e jornais, além de tema de todos os programas de televisão.

E assim, sem açúcar, tempero, tudo que há de bom no mundo ou elemento X, surgiu a Pow Blue Girl, os 15 minutos de fama de Juvia, que não gostou nada de ter sua imagem circulando pelo país inteiro, ou de ter que fugir de jornalistas o tempo todo.

O lado bom foi que o movimento da lavanderia de sua família aumentou bastante, e agora, sua família poderia investir mais em vender alguns docinhos que sua avó fazia, já que o sonho da senhorinha era abrir sua própria loja de doces, mas todo aquele povo em cima de si lhe irritava. A garota não podia pôr o lixo fora que brotava gente do mais baixo lugar do inferno pra tirar selfies e mais selfies.

Depois de mais um dia de trabalho — e após chutar três repórteres que a perguntaram por que dela ter escolhido aquela cor pros fios — , a garota finalmente, chegou em casa, respirando pesadamente antes de colocar sua bicicleta pra dentro dentro.

Chegou na sala-de-estar se deparando com três figuras esperançosas lhe encarando.

— Hã... boa noite?

— BOA! — o sorriso meio banguela da senhora estava gigantesco.

— O que aconteceu aqui?

— Nada... — a mãe de Juvia começou. — VOCÊ SÓ GANHOU UMA BOLSA DE ESTUDOS PRA ESCOLA MAIS CARA DO PAÍS!

— EEEEEEEEHHHHHH?

A mulher falava da Fairy Tail, a escola da família Fullbuster. Durante anos, os Fullbuster têm o controle do país, mas há vinte anos atrás várias famílias de executivos vinham querendo um local onde seus filhos pudessem estudar em paz, com tudo o que eles tivessem direito (aquelas frescuras de gente rica).

Esse pedido foi atendido com a construção da Fairy Tail a escola onde os filhos de ricos poderiam estudar desde o maternal até a faculdade com paz, tranquilidade e segurança.

A ideia de poder estudar lá poderia fazer qualquer pessoa pular de felicidade, mas a ideia de ter que aturar pessoas ricas e metidas numa escola chique não agradava em nada nossa protagonista.

— ISSO MESMO!

— Vocês enlouqueceram? — Juvia riu, sentando-se no sofá caindo aos pedaços. — Do que estão falando?

— Que Juvia-neechan ganhou uma bolsa pra estudar naquela escola de gente rica que vovó e eu viu na tv — disse Mizu, a irmãzinha da nossa protagonista nervosa. Por ter apenas 6 anos, a garota ainda dava umas tropeçadas e não falava algumas coisas direito.

— HAHAHAHAHA — a azulada riu. — ATA! Como alguém de uma família tão pobre como a nossa poderia ir pra uma escola dessas? Vocês estão bem? Não estão delirando de fome? — riu, mas no fundo queria chorar lembrando que por ser fim do mês, no dia seguinte mal teria comida pra Mizu levar pra lanchar na escola.

— Escute sua família! — disse Vovó Lockser dando um tapa na cabeça da neta. — Um moço de terno veio aqui e disse que a diretora lhe deu uma bolsa de estudos porque gostou de você!

— Simmm! Ela mesma falou conosco pessoalmente pelo celular do moço de terno! Eles trouxeram sua farda e tudo mais!

— Aiii... — gemeu massageando o local onde tinha tomado um tapa. — Mas já pararam pra pensar se eu quero ir?

— Você quer ir? — Vovó Lockser perguntou.

— NÃO!!!!!!!!! IREI ME SEPARAR DA LUCY, IREI TER QUE PEDALAR MUITO E ACORDAR MAIS CEDO, TEREI QUE ESTUDAR MAIS, ATURAR FILHOS DE RICOS E... Nós podemos mesmo ter tantos gastos quando não temos nem o que comer? — começou gritando mas falou a última parte bem baixo.

— Sra. Fullbuster nos disse que tudo seria de graça pra nós! Além disso, imaginei que você fosse rejeitar, porém eles disseram que eles têm PISCINAS!!!

— Pis...cinas? — sussurrou alto.

É verdade que a paixão de Juvia por natação não era nada despercebida pela sua família. Na verdade, ela sempre foi apoiada em tudo, até participou de algumas competições, mas a última delas foi bem no dia que seu pai veio a falecer. Depois disso, Sra. Lockser, Vovó Lockser, Juvia e Mizu (que na época tinha apenas 1 ano), tiveram que se mudar pra outra cidade, pra um apartamento pequeno onde embaixo funcionava a lavanderia da família, e a azulada (que na época era morena) foi pra uma escola onde não tinha piscinas, por isso ela teve que deixar seu amor pela água de lado e resolveu entrar no clube de artes maciais, onde já chegou até a ser lider. Mas às vezes, quando termina sua entrega de roupas ou doces mais cedo, ela dá uma passada no lago da cidade e nada até seu corpo doer.

— SIM, VÁRIAS PISCINAS, EU TENHO IMAGENS — Sra Lockser mostrou o panfleto da escola onde mostrava algumas áreas da escola e a área de natação estava em destaque.

Engoliu em seco.

— Eu entendo que seria um bom local, mas eu não poderia dar minha bolsa pra Mizu? — disse lembrando-se da pequena à sua frente. — Eu já sou primeiro ano do ensino médio, só mais dois anos e eu termino a escola. Mas a Mizu? Ela ainda tem muito pra viver, essa escola com certeza iria fornecer uma ótima educação pra ela. — fez carinho na cabeça da menina, que estava adormecendo.

As duas mulheres abriram um sorriso.

— Infelizmente, não. É só pra você. Mas você tem se mostrado uma menina tão madura!!!! — apertou uma bochecha da filha.

— MINHA NETA É TÃO MADURA! Me lembra um cara que namorei...

— Ah, não, essas histórias de novo, não!

A azulada saiu correndo pro seu quarto sendo seguida pela sua mãe enquanto Vovó Lockser falava sozinha na sala.

Em cima da cama da garota havia uma caixa preta toda trabalhada na chiqueza.

— Ah, é seu uniforme. — disse Sra. Lockser sorrindo. — Não é lindo?

— Sim. — Juvia forçou um sorriso ao lembrar de todos os doramas de pessoas ricas que já viu. Sempre tinha gente chata no meio, gente que ela não suportava.

PELA PISCINA! gritava mentalmente TUDO PELA PISCINA!

Seus pensamentos foram interrompidos com a visão de sua mãe chorando ao seu lado.

— Mãe? O que houve?

— Esse tecido, esse uniforme! Seu pai iria amá-lo tanto! — abraçou a azulada. — Cuide bem desse uniforme! Ele vai mudar sua vida!

Juvia arqueou uma sobrancelha duvidando que um pedaço de pano ia mudar sua vida, mas não iria dizer isso em voz alta, não queria levar uns tapas.

(* ̄(エ) ̄*)

— Boa sorte, filha! — sorriu orgulhosa de sua filha.

— Hum…

As duas estavam de frente da escola gigantesca. Toda sua grandeza era tão estúpida, pra quê estudar numa escola tão grande? O que será que estavam pensando enquanto a construíam?

Existem muitas pessoas burras nesse mundo, pensou Juvia se ajeitando na vã.

Como era seu primeiro dia de aula, Sra. Lockser resolveu levá-la na vã da família, o veículo minúsculo cujo tinha escrito em vermelho L&L : LAVADEIROS LOCKSER no para-choque.

Juvia puxou a mochila preta da escola, esta que tinha um chaveiro com as iniciais "FT".

O uniforme da escola, mesmo que Juvia faça birra, era realmente lindo.

Noite passada Lucy dormiu na sua casa porque queria arrumá-la pra que fosse pra escola arrasando.

Apesar de dar o dedo do meio pra loira, depois de um tempo ela apenas desistiu de tentar escapar de sua amiga e permitiu que ela fizesse o que quisesse.

Juvia usava o uniforme da escola, uma jaqueta azul-escura com o logo da escola desenhado, gravata vermelha e azul, saia azul-escura e botas pretas. O cabelo azul estava preso na lateral e seu olho estava bem delineado. Ela tinha até colocado um batom, mas como Juvia estava com um pirulito na boca, todo o batom se fora.

— Estou indo. — disse a mãe da menina.

— Obrigada por me trazer. — sorriu.

A mulher grisalha sorriu, porém na hora de ligar o carro acabou apertando no botão errado e demorou apenas 5 segundos para a van começar a gritar "LAVADEIROS LOCKSER! ENTREGAS EM DOMICÍLIO!" com uma música bem corta clima de fundo.

Juvia deu um tapa na própria testa ignorando as meninas metidas que passavam rindo de sua situação.

O que eu fiz pra merecer isso?, se lamentava. Tudo isso por que colori o cabelo?

(* ̄(エ) ̄*)

Ok. Agora era oficial: estava perdida.

O quê? Não era culpa dela, apenas aquele escola que era grande demais sem motivo.

A garota nunca foi boa em geografia, e aquele mapa estava muito confuso pra sua cabeça.

Bufou, irritada. Xingava à si mesma por não se dar o trabalho de pôr créditos no celular, porque agora tinha cancelado sua linha e ela estava sem sinal.

Mas quem teve a ideia de jerico de fazer uma escola tão grande? Ela andou tanto que já devia ter perdido uns 20 quilos.

Ouviu o som de uma flauta ser tocada.

Seguiu o som e viu um garoto de cabelos platinados tocar.

— Humm... com licença! — pediu, se fosse passar vergonha na frente de boy bonito, passaria logo. Já estava sem paciência. — Eu me perdi e queria saber onde é a entrada… poderia me dizer? — O garoto apontou. — Ah, obrigada!

Correu na direção em que foi guiada.

(* ̄(エ) ̄*)

— E COMO É LÁ? — Lucy perguntava pela quinta vez.

— Grande, porra. — já estava cheia de ficar falando como a escola era.

— Olha essa boca, vai espantar os clientes! — disse Vovó Lockser.

— Nem tem clientes aqui, estamos na cozinha! E é a quinta vez que Lucy me pergunta isso!

As três estavam na cozinha da lavanderia — que não era muito grande mas era bem maior que a cozinha da casa onde as Lockser moravam. Faziam doces pra vender no dia seguinte, e como Lucy não tinha o que fazer na vida, ajudava sem cobrar nada.

— Ai, mas eu quero saber se tu encontrou os F4. Eu vi num blog que eles são muito lindos, você viu eles?

— Graças a Deus, não. — respirou fundo.

— Mas não viu nenhum boy magia?

— Ah, ai vi… — suspirou lembrando do garoto platinado. — E ELE TEM O CABELO CHAMATIVO TAMBÉM, PONTO PRA MIM!

— Retardada! — a loira riu.

— Mas por que é F4?

— É Fairy Four. São quatro boys bem lindos que meio que "dominam" a escola — dizia lendo pelo celular.

— O certo não devia ser Filhos-de-papai Four?

— Mas aqui diz que eles são muito lindos! E que esse F também vem de Fullbuster, o líder. Parece que ele é filho da diretora e é o mais rico dos quatro.

— Os pais dele que são ricos — zombou.

— Se eles são tão lindos como descreveram, se um dia eu ver um, irei morrer!

Juvia engoliu um biscoito.

(* ̄(エ) ̄*)

Estar na água acalmava tanto a garota.

Aquele líquido incolor lhe cobrindo.

Estar imersa nele era tão reconfortante, sabe?

Fazia tanto tempo que nadava tanto que não desejava sair mais.

Porém, é aquele ditado: prefiro comer.

E o sino acabara de tocar pra hora do almoço.

(* ̄(エ) ̄*)

Quando chegou na cantina, levou o famoso susto quando viu o preço das comidas.

Tinha comida francesa que o nome o nome parecia palavrão que custava mais que sua casa!

Juvia sentou numa mesa vazia e abriu seu bentô, sorrindo com o cheiro.

Comia fazendo careta pra todos que passavam. A comida estava ótima, mas não lhe agradava em nada ser olhada tanto por aquele povo metido que a encarava com espanto. Não que não estivesse acostumada com as pessoas na rua olhando seu cabelo, mas toda aquela gente lhe irritava.

Três garotas chegaram.

— Olha se não é a Blue! — uma garota riu irritantemente. Juvia ignorou engolindo um bolinho de arroz com molho shõyu.

— Somos as BIG!

— Não me importo. — respondeu simples.

— Vai se importar quando souber que somos as garotas mais populares daqui! Eu sou Anastácia, aquelas são a Lya e a Chloé. Se quiser ser popular, é bom nos adorar, garotinha.

Juvia abriu a boca pra retrucar porém uma gritaria a interrompeu.

— OS F4!!!!!

Lockser jurou que viu um brilho enorme vindo da direção deles.

— F4? — indagou lembrando da conversa que tivera com Lucy.

— Não os conhece, plebéia? — Chloé riu.

— São Gray Fullbuster, Jellal Fernandes, Lyon Vastia e Natsu Dragneel. Cada um é dono de um verdadeiro império. — disse Lya.

Juvia, que estava de ponta de pé, arregalou os olhos avistando o platinado do outro dia.

— Gray-kun, Gray-kun! — uma garotinha fofa atraiu a atenção do moreno.

— O que é?

— Eu fiz um bolinho pra você! — sorriu fofamente.

O garoto pegou o bolo cuidadosamente, sorrindo.

A garota mal pôde conter sua felicidade e sorria de orelha-a-orelha, todos ao redor estavam surpresos, mas então o moreno virou o bolo no rosto da menina.

— Isso é bolo de cereja, está tentando me matar? Eu tenho alergia! — riu.

Juvia revoltou-se. Como poderia ser tão grosso? Como poderia estragar um bolo tão fofo? E ERA UM BOLO DE MORANGO, AQUELA ANTA ESTRAGOU UM BOLO À TOA!!!!

Lockser estava vermelha de raiva. Se ela não tivesse, seu cabelo estava.

Como poderiam virar as costas e rir daquele situação?

Ela não poderia deixar isso barato!

— HEY! — gritou atraindo a atenção de todos. — O QUE VOCÊ ACHA QUE ACABOU DE FAZER?