Keep Holding On
1 Um pequeno resumo
Notas iniciais
Em muito tempo, a ciência descobriu muito sobre os vários planetas e cada uma de suas condições, mas ninguém nunca descobriu algo sobre novas dimensões. Para seres humanos sem algum tipo de “poder”, essa coisa de outra dimensão são apenas besteira ou enganos para as crianças respeitarem os pais, e quem sabe tudo não passa de um mero filme ficcional¿
Pois é, a tecnologia avançada de hoje não consegue captar sinais vindos de outros mundos, nem ir muito longe fora da Terra. Mas, o povo de Merbynout não sabe disso.
Para vocês, que acham que sabem de tudo, Merbynout é um reino. Não um reino da Terra, um reino de outra dimensão. Loucura¿ Isso depende do ponto de vista. Mas, óbvio que não é aonde a história é destinada. O caminho real a ser tomado é de uma garota, seu nome é Moon Tyrell. Em Merbynout, os costumes são um pouco assustadores para nós, seres de pouco conhecimento.
Os nomes das crianças são dadas aos 4 anos de idade, para ter certeza de que o nome poderá ser adequado a criança, até lá, não a chamam de nada.
Moon Tyrell era a princesa de Merbynout, filha de Jonathan Tyrell e... bem, sua mãe não era uma rainha, nem mortal, então não é bom falar dela por enquanto. Ela foi criada para nunca sair daquela dimensão. Moon não era o tipo de garota que deveria sair pelas ruas e acenar como uma princesa faria. Ela saía apenas para uma direção: a floresta. Ninguém nunca ia lá, por isso era o lugar onde ela treinada, juntamente de seu velho amigo, August, por algum motivo que ela nunca entendeu.
Desde criança, Moon percebeu que não tinha vocação nenhuma para portar-se como princesa, pelo simples fato de não suportar a realidade. Sua vida se resumia basicamente em livros sobre ficção, aqueles livros que nunca mostram a vida como ela realmente deve ser.
Normalmente, buscava as histórias mais felizes que pudesse encontrar, algo que não se parecesse com o que o mundo sobrenatural era realmente. Moon tinha uma leve curiosidade de saber como era o mundo fora daquele castelo e da floresta, mas sempre que perguntava algo, recebia a mesma resposta:
–O mundo não foi feito para você, fique aqui e vá ler um de seus livros ou andar na floresta. –dizia seu pai, sempre.
A questão, é que um dia ela sairia de Merbynout. Mais cedo ou mais tarde. E seu pai estava certo disso.
Era uma noite fria em Merbynout, uma das noites em que Moon acendia uma velha lâmpada em um porão escuro do castelo e aproveitava para fazer pequenas tiras de luz, algo que August a ensinou a fazer durante muitos anos e que sempre exigiu pouca concentração ao passar do tempo. Mas, naquela noite, o castelo estava mais frio que o comum, então Moon resolveu ficar em cima, e foi caminhando até os aposentos de seu pai, o que viria a ser uma péssima ideia nos próximos minutos.
Cada passo que dava, Moon escutava vozes, mas várias de uma vez só, como se fosse uma reunião em que alguém sairia morto. Gritos pra cá, vozes tentando acalmar os gritos de lá, nada como uma péssima noite. O problema maior, era que pareciam ser sobre ela...
– Uma hora ou outra ela vai descobrir! –uma voz extremamente desconhecida para Moon que foi como alfinete em sua pele, fina, mas vinda de um homem.
– Não, não vai! Eu não permitiria que ela encarasse tudo sozinha –era seu pai desta vez, e ele nunca soou tão rude como naquele momento. Como rei, aquilo nunca havia sido tão inédito em toda história de seu reinado.
– Se não contar, nós contaremos Sr. MonthFool. –que diabo de sobrenome era aquele? Pensou Moon
– Isso soou como uma ameaça, e não gostei nem um pouco disso. Moon ficará sabendo quando EU desejar, e que fique bem claro.
– Até quando irá esconder que sua filha amada será expulsa do reino quando fizer 16, que seu destino é caminhar até o mundo mortal apenas para chegar nas mãos dos deuses do Olimpo e morrer, que August, o melhor amiguinho dela é apenas um mero escravo que tem a mente controlada para ensinar tudo o que ela deve apenas para viver segundos no planeta desprezível que os humanos chamam de Terra, que nunca foi o verdadeiro pai dela, que a mãe é uma Conjuradora extremamente poderosa. Considerando que cada fato desse apenas apressa a morte de Moon Tyrell.
– Paz, meu caro. Você também é um humano, e se não é capaz de esconder isso de uma garota que nunca foi de seu interesse, sugiro que se vire enquanto eu pego minha preciosa espada e traço um belo corte fundo em seu...
– Sem ameaças. Voltaremos daqui umas semanas, e esperamos que Moon já tenha consciência de sua natureza real.
Aquilo havia sido demais. Por toda a vida, Moon havia sido enganada. Que sua natureza era ser uma feiticeira ela estava muito certa pois Jonathan sempre havia dito que era um feiticeiro, e que sua vida seria igual à dele. Mas, da parte de sua mãe ser uma Conjuradora ela nunca teria ideia se não fosse essa "fofoca" inesperada. Moon ficou por mais alguns minutos na esperança de haver mais alguma coisa interessante, porém, apenas passos em direção a porta a fizeram correr em direção ao seu quarto. Nada mais importava, querer sair de Merbynout, de acordo com a voz estranha não parecia ser a melhor opção. Será que ficar trancada eternamente em seu quarto seria uma boa? Ela esperava que sim. Mas, logo veio o sono, e a única coisa que Moon queria naquele momento, era um sonho que não tivesse fim até o dia seguinte...
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