Notas iniciais
Olá, acho que alguns que lerem esta história já deverão conhecer parte dela, estou remasterizando uma história que eu comecei a escrever, a deixei um tempo parado, e de la para cá a minha escrita mudou e melhorou bastante, bem como minha ortografia, e eu acabo vendo alguns erros tão básicos em capítulos antigos daquela história, e sinto uma enorme vontade de torná-la melhor, então com algumas edições de enredo e melhoria na forma de escrita, estarei postando-a novamente. Espero que gostem e continuem acompanhando.

Um lugar onde matar e morrer são coisas comuns do dia a dia... Um lugar frio e escuro, onde somente os mais fortes sobrevivem, o resto acaba em alguma fossa cheios de moscas em suas bocas. Este é o submundo de Noxus, uma das cidade-estados mais influentes e amedrontadoras de toda Runeterra, um lugar capaz de colocar medo até nos mais bravos aventureiros. Mantendo-se apenas pela regra do matar ou morrer, a luta pela vida torna-se em algo bastante sangrento e violento, onde não há espaço para a honra ou para a piedade. Em meio a todo este caos cresceu um garoto talentoso com lâminas e armas brancas, um garoto de cabelos castanhos e olhos da cor d'ouro. Seu nome era Talon, um inigualável assassino e ladrão cujas histórias sobre si não passavam de rumores, afinal... Não haviam sobreviventes de algum ataque que o garoto já houvesse feito... Nunca falhava. Sempre alvejando os pontos fracos de seus alvos, seja fisicamente ou psicologicamente. Tanto talento era obviamente almejado pelas grandes guildas de assassinos espalhadas por Noxus, que enviavam vários e vários mercenários em busca de Talon, todos carregavam sempre duas opções... E "voltavam" sempre com a terceira.

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Uma grande lua cheia expandia seu brilho pelo céu durante aquela bela noite... Pela escuridão que pairava pelas ruas de Noxus, podia-se deduzir que aquele não era o melhor horário para sair às ruas, não se quisesse voltar inteiro. Poucas quadras após um pequeno bar já fechado, era possível ouvir passos rápidos e respiração ofegante de um homem já nos seus quarenta anos, correndo com uma clara expressão de desespero... Corria e corria, parando apenas para olhar de um lado para o outro, como se esperasse constantemente ver alguém. Corria como se fosse seu último dia de vida, afinal de contas... Era seu último dia de vida. Seus passos cheios de desespero o levavam cada vez mais para áreas mais desertas da cidade-estado, áreas onde em cada quarteirão era possível avistar algum cadáver apodrecendo, logo o homem se juntaria aos corpos. Mesmo parecendo estar sozinho, acompanhado apenas por uma atmosfera sombria, o homem não parava de correr, era como se fugisse de um fantasma que não existia, pisava em poças de água que se formavam, muitas delas turvas de sangue, até que com suas últimas forças esforçou-se para entrar discretamente em um beco, escondendo-se atrás de uma grande caçamba de lixo verde, cuja cor era quase imperceptível pela escuridão do lugar. O homem esforçava-se para respirar de forma calma, mas mal havia recuperado o fôlego, e a cada respirada o cheiro podre de possíveis corpos era exalado. Ele ficou ali, minutos e minutos encolhido, esperando para que tudo desse certo, mas um breve barulho de sapatos batendo contra o chão confirmou ao homem que de nada adiantou correr. Não havia como escapar. Ele fechou os olhos e encostando suas mãos na cabeça como uma criança com medo de um pesadelo, tentou fazer a última coisa que o restava para tentar salvar-se.

— P-Por favor! Tenha piedade de mim, prometo que... Por favor! Eu não voltarei a cruzar com você. — O tom desesperado do rapaz era evidente, transpassava todo o medo e terror que o rapaz sentia, mal conseguia falar pela voz trêmula.

— ... — Se o homem falava com alguém, tal pessoa ou criatura permanecia calada entre as sombras, nem um único ruído podia ser ouvido além do desespero do homem.

— Você já matou todos... Todos meus companheiros, por favor! Não precisa continuar com isto, eu já... Já aprendi minha lição, pelo amor de Deus, olha. Eu tenho dinheiro! Posso pagar-lhe fortunas, só precisa me poupar, só isso. — Seu tom ia lentamente ficando mais e mais aterrorizado, nem o próprio homem acreditava em suas palavras, não acreditava que adiantariam de alguma coisa, apenas prolongavam sua breve vida em alguns segundos... Por fim em meio a algumas lágrimas de pavor que escorriam, o homem apenas soluçava, quase como se aceitasse sua morte.

— Fique com seu ouro. Eu o tomarei de qualquer jeito. Cadáveres não precisam pagar contas. — Uma voz um tanto grossa dizia vindo do fim do beco, o homem não possuía qualquer resquício de coragem para sequer encarar a direção da qual a voz vinha, até que por fim, sem qualquer aviso ou indício, o homem sentiu-se com dificuldades para respirar, uma breve dor em sua goela, mas uma dor que jamais teria tempo para identificar de onde vinha. Caiu de quatro no chão, batendo seu queixo com força contra o concreto enquanto logo abaixo, sangue escorria e espalhava-se pelo local, em meio a alguns gemidos e tentativas falhas de respirar do homem que lentamente ia perdendo sua vida.

— Piedade é um dom apenas dos fracos, e os fracos não sobrevivem. Vocês deram-me duas escolhas. Juntar-me a vocês... Ou morrer? Eu criei a terceira opção. — Agora uma voz mais calma e cheia de frieza era ouvida, aproximando-se mais do corpo caído ao chão, conforme um jovem encapuzado revelava-se das sombras, com passos fortes contra a poça de sangue que se formava. Com movimentos suaves e rápidos, o garoto revista os bolsos molhados do homem, que terminava seu último suspiro, por fim cessando seus gemidos agoniantes, afogando-se em seu próprio sangue que escorria por sua boca. Destampando com o dedão o isqueiro que encontrara em um dos bolsos do homem, o jovem levanta-se novamente e após tirar um cigarro de um pequeno maço, acende-o e o leva até sua boca, com um pequeno sorriso.

— É mais fácil isto me matar do que vocês o fazerem. Felizmente a utilidade que tinham não acabará por aqui. Vocês serão como letras da minha mensagem, pelo menos seus pobres colegas empilhados em frente ao que chamavam de guilda. — Falava num tom quase zombante, enquanto dava uma breve tragada em seu cigarro e com passos firmes passava por cima do corpo, sem importar-se em sujar seus pés com o sangue do homem que matara... Pouco a pouco ia desaparecendo daquele beco, e logo em seguida também desaparecia das ruas, penetrando-se novamente na escuridão da madrugada, rumo ao que quer que o jovem encontrasse em seguida. Este era Talon, e este era um dia comum seu, como qualquer outro. Assassinar assassinos que tentavam o assassinar. Saquear e roubar mercadores. Nada fora do cotidiano do rapaz.

Notas finais
Até a próxima, empolgado como estou não devo demorar a postar o próximo.