Karatê Medieval Parte 2!
9 Os seis irmãos do destino!
Notas iniciais
Sophia acordou, abriu primeiro um dos olhos e depois o outro, ela se lembrava de ter ido dormir no iglu daquele simpático senhor, o samurai e que ele lhe havia dado uma dádiva, então seu primeiro impulso ao acordar foi gritar, acordando todos a sua volta, Peter falou irritado:
–Porque motivo você está gritando Sophia?
–Cadê ele? Como viemos parar aqui? Depois da montanha? Nós dormimos no iglu daquele samurai e...
–Não, você adormeceu assim que chegamos aqui ontem à noite, deve ter sonhado...
–Ou delirado... Karina disse com um sorrisinho.
–Não, eu juro! O samurai, eles nos deu dádivas, ele me deu um punhau e...
Sophia parou quando Patrícia colocou a mão sobre seu ombro e falou com uma sinceridade mais do que verdadeira naqueles olhos verdes profundos:
–Você sonhou, vimos tudo e lembramos de tudo ontem, você deve estar confundindo sonho com realidade e...
Lágrimas começaram a rolar pelos olhos de Sophia que tirando a mão bruscamente de seu ombro, correu, agarrou sua mochila e saiu em uma velocidade impressionante para dentro da floresta, chorando.
–Sophia! Peter gritou várias vezes enquanto tentava correr atrás dela, Karinarevirou os olhos e falou irritada:
–Não basta já estarmos atrasados em nossa missão, ainda temos que encontrar uma princesinha mimada que se perdeu na floresta.
Peter parou, ele já estava cansado daquela metidinha, virou e pisando forte, colocou o dedo bem no peito dela, ela poderia ser mais velha, mas não era mais alta ou mais esperta do que ele:
–Escuta aqui, ela é a minha irmã, e a sua rabungentice já passou de todos os limites, você só sabe reclamar, reclamar e reclamar mais um pouco, se você não tem vida, é chata, feia e tudo o mais, não desconte nos outros, se está tão atrasada e infeliz aqui, porque não continua sozinha ou com quem quiser ir com você, eu vou atrás da minha irmã!
Peter correu e no caminho agarrou a mochila, em menos de um minuto depois, já estava dentro da floresta.
Karina tinha entrado em choque por um segundo, mas assim que Peter tirou o dedo de seu peito, ela voltou ao seu estado de rabugentice normal, quando ele entrou na floresta, ela fungou e se virou para os outros:
–Vamos, aqueles principezinhos não vão me impedir de salvar a minha mãe e...
–Eu to fora!- Rafael falou agarrando a própria mochila – Peter tem razão, enquanto você está sendo o centro das atenções, é poderosa, quando não está é rabugenta, eu vou procurar a Sophia!
–Nós também – John e Larissa falaram agarrando suas mochilas – No fundo – John disse – Você tem mesmo é inveja deles.
–Porque eles nasceram na realeza e você não! Larissa completou.
Os três correram para a floresta atrás de Peter enquanto Karina, boquiaberta, olhava furiosa para os ex-amigos, ela se virou para as irmãs:
–Vamos, mamãe precisa da gente!
Patrícia e Laura negaram:
–Não vamos com você, você não sabe trabalhar em equipe, é briguenta e quer sempre ser a líder e toda poderosa, prefeirmos ficar com eles, eles sim estão no caminho para ajudar a salvar nossas mães, não você.
Ambas as meninas pegaram as mochilas e correram para a floresta tentando alcançar os amigos,Karina simplesmente observou todos irem e só ela ficar, uma raiva e ira súbita tomaram conta do seu corpo e sua primeira atitude foi pegar um cordão de ouro que ela carrregava no pescoço e jogar no chão, pisar em cima e chorar, chorar como nunca havia chorado antes:
–Cenas como essas serão muito comuns em sua vida se não aprender a se controlar, minha querida.
Karina virou e um senhor a observava, ele tinha uma pena em uma das mãos e um livro na outra:
–Quem é você? Ela perguntou enxugando as lágrimas e agarrando o cordão.
–Não me conhece – O homem pareceu ofendidod – Eu sou o poderosos, o incrivel e espetacular Lucius Mabeli!
–Nunca ouvi falar. Karina foi seca, o velho não pareceu gostar muito disso.
–Como você nunca ouviu falar de mim! Eu escrevi a sua história!
–Escreveu a minha história?
–Sim, eu fiz você exatamente do jeito que você é, rabugenta, chata, raivosa, inconsequente, irônica, sarcástica!
–Será que não colocou nenhuma qualidade!
O velho sorriu:
–Beleza, beleza que atrai um certo principe de olhos castanhos mais novo.
Karina sentiu o coração doer e bater mias forte e ela não sabia o que fazer, então reagiu com a voz sarcástica e rouca:
–O que quer dizer com isso? Quer dizer que eu estou estinada a ficar com o Peter? Porque você escreveu isso?
–Eu não citei nomes – O velho cantarolou e de repente Karina viu que tinha caído em uma armadilha, havia admitido sentimentos que nem ela entendia direito, pior, pelo principe Peter!
–Você não pode contar isso para ninguém! Ela disse!
–Eu não conto minha querida, eu escrevo e devo dizer que o seu destino já está pronto!
–O meu destino? Karina falou as palavras pausadamente.
–Eu adoraria contar, mas, eu não posso, burocracia mágica e todo o blá blá blá, apenas saiba que você vai mudar muito a partir desse encontro! Tchauzinho!
O homem explodiu em um rodamoinho de chamas e Karina de repente sentiu seu coração esquentar com aquelas chamas, é como se aquele órgão pulsante estivesse adormecido até aquele momento e do nada, ele começasse a pulsar tão forte, tão forte que ela seria capaz de ouvi-lo a um milhão de jardas de distância!
De repente, todas aquelas reclamações e atrasos que ela havia exaltado, não pareciam mais com tanta importancia, nem mesmo a sua raiva e inveja da família real pareciam apontar grandes flechas dizendo para ela continuar sem eles, uma flechas maior apontava para segui-los e era exatamente essa flecha que ela seguiria, estava atrasada, mas se corresse, ainda os alcançaria, agarrando a mochila e apertando bem forte o seu cordão entre as mãos, ela agradeceu e saiu correndo, pela primeira vez entendeu o que era seguir o seu coração!
*
Peter suava, a mochila em suas costas pesava e muito e ele não conseguia encontrar Sophia, ele não havia demorado tanto para segui-la e não havia bifurcações ou formas de cortas caminho, era apenas uma trilha, então Porque ele não conseguia encontrar a sua irmãzinha?
–Você não está procurando do jeito certo! Ele ouviu uma voz vindo do alto de sua cabeça, a floresta estava escura, mas ainda assim, ele distinguiu um contorno que brilhava, um contorno pequeno, peludo e com um cauda: Um gato?
O gato pulou de cima da árvore e Peter viu o bichano se transformar ao atingir o chão, perdeu o rabo, os pelos, ganhou altura e passou a andar sobre duas pernas vestindo um leve vestido preto que destacava na pele branca e nos olhos azuis escuros, uma menina, dez ou doze anos, era mais alta que ele e quando falou tinha um sotaque britânico na voz:
–Você deve ser Peter – Uma pena e um livro surgiram em suas mãos magras – Meu nome é Violeta, a gata do submundo.
–Gata do submundo?
–Nunca ouviu falar de mim querido? – Ela soou magoada – Eu e meus cinco irmãos somos quem cuidamos da história da humaninade e a sua história pertence a mim... Os dedos da menina começaram a ficar atrevidos e Peter se afastou, os olhos semicerrados:
–Disse que eu procurava da forma errada – Ele disse – Qual seria a forma certa?
–Use o seu coração – Ela disse – Por baixo desses músculos deve haver algum.
Peter sabia que isso seria totalmente anti masculino, mas disse assim mesmo:
–Quais músculos? Eu tenho seis anos?
–Anhain, novo demais, me procure daqui sete anos, eu vou estar igualzinha estou agora.
–Não estou interessado em te procurar, eu só quero... A menina o interrompeu:
–Eu sei, encontrar a sua irmã, mas nunca a encontrará se não libertar a fera que está dentro do seu órgão pulsante!
–Do que você está falando!? Peter gritou enfurecido e a menina deu um sorrisinho, se transformando em gata e pulando para o galho médio de uma parvore, voltando a se transformar em humana lá em cima:
–Eu quero dizer, você deve ter uma queda por alguém, mesmo sendo tão novo, deve ter aluém que faz o seu coração pulsar mais forte, isso é uma paixão!
–Não sei se pode ser caracterizada como paixão. Está mais para ódio!
–Paixão e ódio andam lado a lado sabia? Vou fazer uma brincadeira, e se uma certa garota de cabelos ruivos, olhos violeta e pele branquinha, uma certa valentona entrasse em pergio mortal ,você a salvaria?
–Claro, se karina entrasse em pergio eu...
–Eu não citei nomes! A menina gritou feliz em cima da árvore e Peter enrubesceu quando viu que tinha deixado escapar o nome da colega!
–Mesmo assim – Ele gaguejou tentando consertar o erro – Você a descreveu, eu apenas me confudi e...
–Não, existem milhares de meninas com essa descrição, você apenas seguiu o seu coração e encontrou a que mais lhe interessava.
–A garota que mais me interessa no momento é a minha irmã, onde ela está?
–Vamos fazer a mesma brincadeira, dessa vez uma charada: A pobre cachos dourados saiu vagando pela floresta, não havia colegas que acreditavam no que somente ela conhecia, elaencontrou uma sibila que poderosa a levou até as fronteiras de um país onde o rei não tem amor!
Peter não demorou mais do que um minuto para saber a localização da irmã:
–Ela está indo para o país de Lucius, se ele a pegar lá...
–É guilhotina na certa! A menian completou preocupada com a unhas.
Peter colocou a espada na bainha e agarrou a mochila o mais depressa que pôde, quando já estava indo embora, a menina o chamou:
–E só mais um coisa, você não pode fugir do destino, a sua história já está escrita! Com um sorriso ela voltou a se transformar em gata e desapareceu floresta adentro, Peter sentiu o seu coração palpitar, sabia que ele queria lhe dizer alguma coisa, mas prefiria não ouvir, por ora, o importante era encontrar a sua irmã, quando estava prestes a sair correndo, viu algo pendurado em uma árvore, um cordão, se aproximou e o pegou, era o símbolo yin do yin-yang, ele não sabe o porquê, mas o pendurou no pescoço antes de voltar a correr, deu a impressão que lhe traria sorte!
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