Karakuri Burst

9 Um beijo muda tudo.


Notas iniciais
Titulo lindo e formoso, não? Sim, atrasei.... MAS ESSE CAPITULO É A VIDA! NOVE DIAS SEM POSTAR, AI EU POSTO O CAPITULO NOVE! Eu amo o 9, é incondicional. Que sono... amanhã tenho que apresentar um trabalho e eu to vegetando.

RIN POV'S ON

–Meu nome é Rin, Kagamine Rin.

Len começou a abrir a boca aos poucos, com um espanto estampado no rosto. Não sei quanto tempo levou isso, mas já passou mais de 2 minutos e ele continua me encarando sem dizer uma palavra. Nossa, olhando bem... Ele parece esta parecendo aquela pintura... ‘’O grito’’. Isso é meio apavorante.

Comecei a cantarolar uma música qualquer e balançar minhas pernas naquele sofazinho apertado e sujo. Voltei meu olhar para Len e ele continua me olhando boquiaberto, e isso esta apavorando.

–Se continuar me olhando desse jeito vou considerar adultério.

–Erm... Ah.... Hum...

Ele estava tropeçando nas palavras e começou a corar. Espera... Kagamine Len corando? Não, agora sim estou apavorada.

–Leeeeeen! Você esta ficando corado! – Pulei do sofá e andei até ele.

–O que?! Não estou!

–Pare de protestar!

Ele fica tão fofo vermelho! Espera aí... O QUE?! Ah, fica mesmo.

Uma idéia passou na minha mente, meu plano maquiavélico do dia vai ser transformar o Len em um morango!

–Len... – Fiz uma voz sexy e diminuí a distancia entre nós. – Não me diga que você esta desse jeito só porque descobriu meu nome.

DIZ! DIZ! DIZ! QUERO ESFREGAR NESSA TUA CARA DE LOIRO ANGELICAL!

Vish... Eu não to bem.

Os tomates começaram a ter inveja das bochechas de Len. Dei um riso baixo e colei no seu corpo. Coloquei meus braços ao redor de seu pescoço formando um laço entre nós. Nossas respirações estavam misturadas e podia sentir seu calor. Olhava fundo naqueles olhos azuis como o céu com o olhar mais provocador que conseguia.

No fundo eu não sabia o que estava fazendo, mas estava gostando.

A expressão boquiaberta e pasma se evaporou, como se tivesse acordado do ‘’transe’’. Finalmente! Soltei meus braços dele e comecei a me afastar, mas ele me impediu e juntou ainda mais nossos corpos.

–Eu vou te mostrar o que é adultério.

Len fez uma voz rouca e sexy e me estremeci por inteira. Ele fez um sorriso vitorioso, e lá estava eu, com uma cara de retardada enquanto ele se divertia com toda aquela situação.

‘’O feitiço virou contra o feiticeiro’’

Len se aproximou a ponto de nossos lábios roçarem um no outro. Ele formou um sorriso de raposa e começou a fechar os olhos, ainda desconfiava de aquilo tudo, mas eu fiquei impressionada de como ele agia de modo tão frio comigo e agora agia de um modo tão... ‘’quente’’

Fechei os olhos lentamente, mas de modo relutante. Já imagina o toque de seus lábios nos meus quando...

–CHEGUEI CAMBADA!

Gumi praticamente arrombou a porta, e o pior é que Len continuava no mesmo lugar desde sua partida, fui eu que ‘’aprontei’’ e agora nós estávamos agarrados na entrada. Que bela recepção, não?

Em um milagre de 0.2 segundos nos soltamos.

–Hum... Estraguei o clima não é?

–C-clima? Que clima mulher? – Nossa, eu não tinha nada pior pra inventar não?

–Esse, ué – Apontou pro ar e começou a desenhar corações com o indicador – Len, ta quente né?

Len que continuava de cabeça baixa até agora, me olhou nos olhos.

–Muito.

Ah! Ele ta querendo me deixar louca! Desviei o olhar e corei muito. Senti meu rosto pegar fogo e um sorriso bobo se formou no meu rosto. Isso só pode ser um jogo, vai me fazer suplicar por ele, e depois jogar na minha cara que eu fui uma bobinha apaixonada.

Haha, NÃO.

–Cadê a comida Gumi? – Se tinha algum clima, eu peguei meu aspirador imaginário e tirei tudo aquilo do ar. Cortei o assunto com excelência, mas eu não queria continuar falando disso. O pior de toda essa história é que sei que tenho sentimentos fortes por ele, e até agora pensei que fossem negativos, mas algo me fez mudar de ideia. Só de pensar que fiquei tão perto de tê-lo, meu coração dispara de um jeito que não consigo explicar ou entender.

Droga... Isso ta me cheirando a amor.

Não, eu não posso estar apaixonada... Não por ele. EU ME RECUSO!

Eu estou indecisa: Uma voz na minha cabeça diz: ‘’Fica com ele, garota!’’ E a outra diz: ‘’A primeira voz tem razão.’’ Eu realmente gosto desse jumento com katana? Ou é só meu coração brincando comigo? E o mais importante: Ele gosta de mim? ELE esta brincando comigo?

Afinal, porque gostaria? É um amor impossível, um amor proibido. Eu sou praticamente o mal em pessoa e ele é o bem, nunca daria certo. Além disso, tem a Meiko, mas sinto que não preciso me preocupar, já que ele é meu.

Sim, meu. Mas eu não gosto dele.

Eu o amo.

E ele é o MEU jumento com katana.

–Rin? Rin!

Len estalou os dedos na minha frente e eu acordei da minha hipnose loira e fardada.

–An? Oi?

–Rin, no que você estava pensando? Ou melhor: em quem? – Essa Gumi ta muito abusada pro meu gosto.

–Tire esse sorriso pervertido do rosto! Eu só estava pensando como iremos dormir aqui! – Uma mentira convincente, ponto pra mim.

–Tem dois quartos lá em cima. Um é de solteiro e o segundo tem uma cama de casal. – E o sorriso pervertido voltou.

–Mas... – Tentei fazer algo a respeito.

–Eu não vou dormir com você Rin, não curto yuri.

–Se você quiser a Gumi pode dormir comigo.

Len e Gumi? Gumi e Len? Numa cama de casal sozinhos com todas as taradezas dessa menina?

–NÃO! – Gumi e Len sorriram divertidos – Digo, não precisa.

–Aham, sei. Mudando de assunto: EU TROUXE RAMEN CAMBADA!

–Ai Gumi, eu te amo! – Gritei agarrada em seu pescoço, faz muito tempo que não como um bom ramen.

–Não é pra mim que tem que dizer isso. – Ela sussurrou no meu ouvido.

Me soltei dela e ela me deu uma piscadinha.

Gumi largou umas sacolas em cima da mesa e foi até a cozinha. Me virei para Len, que estava me analisando. Isso é meio perturbador, sabe?

Ela voltou não muito tempo depois com tigelas e hashis e sentamos a mesa. No inicio ela balançou um pouco, porque só tinha três pés e eu e Len estávamos comendo feito adoidados sob o olhar reprovador da Gumi, que logo se juntou a nós e começou a comer desesperadamente.

Assim que terminamos de comer, Len pegou o lampião e subimos os três. O andar de cima não era grande coisa, tinha um longo e estreito corredor e três portas ao seu decorrer. A primeira porta era... Era o ‘’nosso’’ quarto, a segunda o banheiro e a terceira o quarto da Gumi.

–Loirinhos do meu coração, eu vou tomar banho, ok?

–Gumi, eu e Rin estamos com a roupa imunda de sangue e precisamos troca-las.

–Bem... Não tem problema, ainda tenho as roupas dos antigos donos dessa casa.

–Como é?! – Uníssono. Len deve ter pensado em assassinato e eu pensei como ela ainda não as vendeu no mercado negro.

–Não os matei, calma loirinhos! Quando cheguei já estavam mortos, esfaqueados pra ser exata. Apenas limpei a ‘’sujeira’’ e queimei os retratos de família. Mas se os fantasmas rondarem a casa não se assustem!

–Agora me tranquilizou, obrigada.

–Deixa disso, anda. – Começou a nos empurrar em direção a ultima porta. – Vão no meu quarto e escolham! – Dito isso, saiu andando.

–Rin, eu...

Passos apressados ecoaram pelo quarto — já que no segundo andar o piso é todo feito de madeira — Viramos imediatamente para porta, e Gumi apareceu imitando uma velha.

– E nada de profanações no meu quarto! – Forçou uma voz de tia da biblioteca e saiu correndo a tempo de se esquivar de um chinelo que taquei nela.

–Rin, você pode me contar como conseguiu essa cicatriz no rosto?

–Eu... Eu até posso tentar, mas não consigo lembrar muito da minha infância, toda vez que tento vem um clarão e não me sinto bem.

–Entendo...

Ele pareceu chateado mais deixei isso de lado.

–Mas essa cicatriz eu me lembro!

Forcei um sorriso e ele me devolveu um sorriso fraco.

–São flashs de memória, mas são melhores do que nada, Foi um corte da lamina grande, tipo a sua katana. — Dei uma pausa, forçando a memória. – E... Eu estava com medo, mas tinha alguém pra me proteger, um garoto eu acho.

Len escutava tudo com muita atenção e não me interrompeu.

–Não consigo me lembrar dele, mas sei que ele era muito especial pra mim, seja lá o que aconteceu eu sei que ele usou todas as duas forças para me proteger e eu o admiro por isso. – Dei uma pausa novamente – Haha, não acha bobo isso? Eu admiro um garoto que mal deve se lembrar de mim! Mas não o culpo, nem eu lembro direito dele.

Len não disse nada e não dirigiu o olhar a mim. Eu não entendi o porque, então me concentrei a achar alguma roupa que preste naquele armário de defunto. Passei a mão pelos cabides e achei algo que eu gostei: uma camisola branca de alças azuis e com a baia de renda azul também. Não era curta, mas também não era longa. A pressionei contra meu corpo para ver como ficava.

–Fica linda em você.

–Obrigada.

Corei um pouco e percebi que Len já tinha escolhido suas roupas e já as carregava. Gumi chegou com os cabelos molhados caídos sobre seu rosto e com uma toalha curta em seu corpo e Len parecia nem piscar.

–Com. Licença. – Falei pausadamente tentando me controlar. Puxei Len pelo colarinho e o arrastei até o nosso quarto, que mesmo sem o lampião era iluminado com a luz do luar. Taquei as roupas na cama e ele se soltou e me encarou.

–Ta com ciúme é?

–Não! Porque teria? Apesar de tudo é apenas um lixo inútil! – Falei imitando a sua voz. Ele abaixou o olhar.

–Ah, a propósito, me desculpe por isso.

–Não tem problema, já me xingaram de coisa pior. – ‘’Embora quando saiu da sua boca tenha doido bastante’’, completei mentalmente.

Ele pareceu não se conformar com a resposta, mas mesmo assim prosseguiu com o silencio. Esse maldito silencio era um silencio constrangedor, e eu não vou mais ficar assim.

–Bom, eu vou tomar banho primeiro.

Caminhei até a porta do meio e me despi. Coloquei minhas roupas sujas onde julgava ser o bidê e entrei naquela água maravilhosa que me fazia esquecer dos meus problemas. Pentiei meu cabelo com as mãos por pura preguiça de sair da água e pegar um pente. Desliguei e me estiquei até conseguir pegar uma toalha. Olhei em volta, olhei mais uma vez... Oh raios! Deixei minhas roupas no quarto!

Destranquei a porta do banheiro e o corredor nunca ficou tão escuro como estava agora. Fui na ponta dos pés, pisando com o extremo cuidado. Mas não adiantou droga nenhuma já que quando estava chegando no quarto escorreguei, e já esperava pelo meu lindo mergulho na porta, só que ela se abriu revelando um Len impaciente pelos meus 40 minutos de banho. Meu lindo e maravilhoso mergulho na porta virou o lindo e maravilhoso mergulho no Len. Caí sobre ele com a graciosidade de um hipopótamo, tudo bem até ai, se eu não tivesse só de toalha!

Corei violentamente e fiz uma tentativa falha se me levantar, já que Len pôs a mão sobre minhas costas e me forçou contra o seu peitoral.

–Me solta Len! Isso é um desastre!

–Ou um feliz acidente!

–E eu vindo aqui pra te pedir desculpas dona Rin, mas vi que mereço um ‘’obrigada’’ já que apimentei a relação do casal! Hihi... Só não façam essas coisas no chão e de porta aberta. AQUI É UMA CASA DE FAMILIA!

–Gumi! – Falei em meu tom mais raivoso.

Vi uma linda oportunidade de entrar no quarto sem essas duas coisas, afinal, uma ia ficar me seduzindo e a outra assistindo. Me levantei e esperei Len levantar, quando o fez, passei correndo e fechei a porta nos dois.

–Vai tomar banho! – Gritei.

–Você que manda!

Finalmente! Pus a minha roupa íntima e coloquei a camisola. Peguei um travesseiro e reclinei um pouco, prometendo a mim mesma a não dormir. Um fato sobre mim: Não sou boa com promessas.

Me remexi na cama, mas não tinha jeito o sono não voltava. Reparei que não estava apoiada no travesseiro, mas mesmo assim é confortável. Acordar no meio da noite é um porre! Não consigo mais dormir! No que eu estou dormindo? –Semicerrei os olhos – Ta respirando.

Nossa, mas que idiota! Eu não acredito que estou dormindo apoiada sobre o Len! Porque sempre queremos coisas que não podemos ter? Não adianta eu querer ele, se eu não posso tê-lo! Como eu disse: Um amor impossível.

Ele deve saber disso, e esta brincando comigo. Não estou fugindo da realidade, isso é bem a cara dele: Me enganar pra se mostrar superior.

Me desvencilhei dos seus braços e fui até a porta, dei uma olhada por cima do ombro para conferir se ele continuava dormindo. Assim que confirmei abri a porta e comecei a caminhar sem rumo pelo estreito corredor...

Até ser abraçada por trás.

–Não achou que eu estava dormindo, achou?

–Me diga! Pra que todo esse teatro?! – Gritei com os olhos marejados.

Len deu um longo suspiro e me prensou na parede.

–Eu não tenho certeza se você é a minha Rin, mas se for, eu juro que nunca irei perde-la novamente. E se tudo for um sonho, eu preciso fazer isso antes de acordar.

Ele chegou cada vez mais perto e eu não conseguia mais resistir.

Enfim, nos beijamos.

Notas finais
... O que dizer? ELES SE BEIJARAM GENTE!