Karakuri Burst
18 Seu doce sorriso.
Notas iniciais

RIN POV’S ON
–Me solta Nero! – Gritava enquanto tentava soltar meu pulso. Para minha ‘’felicidade’’, Nero era extremamente forte comparado a mim. E a cada vez que tentava me soltar, mais ele apertava. O que resultou em um hematoma no meu pulso.
–Minha doce Kagamine Rin... Fiquei muito tempo a sua procura....
–Como sabe meu sobrenome?! Nunca o mencionei perto de você! E ME SOLTA, SEU LOUCO!
–Sei de tudo sobre você, na verdade, todos nós sabemos.
–Eu não quero nem saber desse seu papo de drogado! ME SOLTA AGORA, NERO!
–ESCUTA! – Soltou a sacola que carregava o presente para Neru e prendeu meu outro pulso com sua mão livre – Eu NÃO tenho paciência pra esse tipo de coisa! Se ele não quisesse tanto você, eu JÁ TINHA MATADO.
–E-ele?
–Ambos sabemos de quem estou falando. Todos sentimos a sua falta, principalmente ele. Ele vai ficar muito feliz em te ter de volta! Só pediu pra nós te trazermos viva, mas não falou nada de te entregarmos inteira.
–Não importa o quanto me machuque, eu não me importo! Eu não vou desistir e ir com você! Só vai me entregar a ele quando eu ESTIVER MORTA!
–Ah, Rin... Não sabe quanto trabalho nos deu, mocinha. – Me puxou contra ele a ponto de sentir sua respiração no meu pescoço. – Sabemos mais do que você pensa. E é por isso que escolhi ficar no shopping com você em vez de fugir e fingir ser normal. Encontrar com você no elevador foi muita sorte, e depois de descobrir seu nome não tive duvida nenhuma.
–Do que você está falando?! O que o shopping tem haver com isso?!
–Os alarmes tocaram por minha causa. As câmeras de segurança devem ter me reconhecido e acionado os agentes. – Engoli em seco. – Isso mesmo, Rin. Sabemos que o seu namoradinho esta aí fora.
–Eu não tenho nenhum namoradinho, Nero. – Custe o que custar, não vou deixar que toquem um dedo em Len. Se algo acontecer com ele, não serei capaz de me perdoar.
–Não ache que sou idiota. Você por acaso esqueceu que você é dele e só dele? Acha que foi uma piada? Você agiu mal. E a pessoa que você ‘’ama’’ vai pagar por isso.
–Você é mesmo um retardado. Eu já disse que não tenho namorado.
–Não brinque comigo. Não ouse brincar comigo. Não tem como você negar, e eu não estou aqui para te levar, docinho. – Após falar isso, lambeu a minha bochecha, não preciso nem dizer como me senti – Hoje, eu vim descobrir quem é seu namoradinho.
–Eu já disse que...
–Vai continuar com isso? – Riu. – Desista. Sabemos que você namora um agente, só não sabemos qual. Assim que eu te arrastar pra fora como refém, o idiota vai fazer uma cara de preocupação, ou quem sabe, ódio. Ele nem vai perceber que se entregou sozinho.
–E o que te faz pensar que ele está ai fora? Ele está viajando a trabalho a Nero. – Não importa quantas mentiras eu tenha que usar, não vou deixar ele descobrir.
–Nossa! Finalmente! Já estava achando que ia arrastar esse teatrinho de que não tem namorado até o fim. Veremos se você é uma garota honesta ou uma bela mentirosa.
–Além de retardado, é idiota. Ele não esta aí, e mesmo assim, você vai ser preso novamente só para conseguir uma informação que não existe. Palmas pra você, gênio.
–Você é a minha saída. Acha que eu simplesmente vou ver a cara do idiota e sair correndo? Só te entregarei quando tiver a certeza que não virão atrás de mim. Caso o contrário, vai ficar comigo pra sempre.
Gelei. Tento pensar em várias formas de fugir desse problema, e tentar avisar o Len, mas não consigo nenhuma. Mas eu tenho que conseguir. É a minha vez de protege-lo.
–NERO, TODAS AS SAÍDAS DO SHOPPING ESTÃO BLOQUEADAS. NÃO HÁ COMO FUGIR, SAIA E ENTREGUE-SE PACIFICAMENTE. – Pelo megafone, reconheci a voz de Kaito.
–Tá pronta para o show? – Nero era tão forte que conseguia segurar minhas duas mãos com apenas uma. De uns dos bolsos da sua calça, sacou um canivete. – Também tenho uma arma, mas ela ia chamar muita atenção enquanto passeávamos. Ah, aproveite e olhe pela última vez o seu namoradinho. Porque na próxima vez que o ver, vai estar em seu velório... Isso é, se sobrar alguma parte do corpo, né...
–CALA A BOCA! -Gritei
–Hahaha, ver seu sofrimento e desespero me diverte, Rin. Você estava errada. Você que é divertida, não eu.
–NERO, É A SUA ULTIMA CHANCE DE REDENÇÃO. CASO TENTE QUALQUER COISA SEREMOS OBRIGADOS A ABRIR FOGO.
Ótimo, além de tudo dessa vez vieram armados. E eu, a ÚNICA pessoa que devia estar armada por aqui está sendo usada de refém, a mercê¹ de um maníaco.
–ABRAM FOGO, ENTÃO. – Nero gritou de volta – SÓ QUE MAIS DE UMA PESSOA VAI SER BALEADA.
–ESTÁ COM REFÉNS? NÃO BLEFE, NERO.
–AS PORTAS ESTÃO FECHADAS COM A PROTEÇÃO DE METAL, NÃO ESTÃO? NÃO TEM COMO VOCÊS SABEREM SE ESTOU BLEFANDO OU NÃO.
Eles ficaram em silencio por um tempo, pareciam pensar sobre o assunto.
–A VOZ, NERO. QUEREMOS OUVIR A VOZ DA PESSOA.
–Fale alguma coisa, docinho. – Nero me pediu.
Fiquei quieta.
–Vamos, lá. É bom que você fale.
Fiquei quieta.
–Rin. Não me faça perder a paciência.
Permaneci em silêncio.
–Hum, como você é irritante. Vamos ver se assim você fala alguma coisa. Ou melhor: grita.
–AH! – Dei um grito alto e estridente. Nero tinha enfiado o canivete na minha perna. Ele me soltou de seus braços, mas eu não tinha condição nenhuma de correr, e caí com tudo no chão. Caí de frente, o que aprofundou ainda mais a lâmina na minha perna. Apoiei meus braços com dificuldade, e me deitei de costas.
–ISSO TA BOM PRA VOCÊS? – Perguntou Nero sarcasticamente. Depois olhou para mim e mandou um sorriso de canto. Se agachou ao meu lado e arrancou bruscamente o canivete da minha perna, o que rendeu mais um grito. – Que pena, era um belo vestido.
Meu vestido aos poucos começava a ficar vermelho, se colorindo com meu sangue.
–PORQUE NÃO FAZEMOS UMA TROCA? – Nero começou a gritar – VOCÊS LIBERAM A SAÍDA PRINCIPAL DO SHOPPING, E EU SAIO COM ELA. MAS DEPOIS QUE A ENTREGAR, EU VOU FUGIR, E NINGUEM VIRÁ ATRÁS DE MIM. SIMPLES.
–N-Nero...
–Acho melhor não falar muito, Rin. Já está perdendo bastante sangue, se esforçar não parece uma boa idéia.
–NERO, A GAROTA NÃO TEM NADA HAVER COM ISSO, SOLTE-A E SE ENTREGUE.
–ISSO NÃO ESTÁ NOS PLANOS. E PRA UM DE VOCÊS EU TENHO UMA SURPRESA. O NOME KAGAMINE RIN É FAMILIAR? NÃO QUER A SUA ‘’PRECIOSA’’ RIN DE VOLTA?
Novamente, eles ficaram em silencio.
–ACEITAMOS A TROCA. – Nero me deu uma piscadinha.
Ele veio até mim e me pegou no colo, estilo noivo-noiva. Eu tentava manter meus olhos abertos, mas os segundos que passavam pareciam horas, que duravam uma eternidade. E pioravam ainda mais pelo corte na perna. Escutei o barulho da proteção de metal subir, e os poucos raios solares que restavam tomaram conta da minha visão. Assim que Nero saiu inteiramente do shopping, escutei mais barulhos de espanto sendo abafados pelas mãos. Acho que o sangue pingando e colorindo o chão devem ter denunciado o que ele fez comigo.
Eu queria ao menos erguer minha cabeça, mas eu estava tão fraca e lutava para deixar meus olhos abertos.
–Entregue a garota, Nero. – Kaito não usava o megafone, e tinha a voz trêmula disfarçada com autoridade.
–Esperem! Ninguém chega perto! – Olhou para mim e começou a sussurrar – Qual deles? O loiro, o azulado ou o prateado?
Ele devia estar falando de Len, Kaito e Dell. Podia falar que seria Kaito ou Dell, mas eu nunca faria isso.
–N-não... – Mesmo querendo falar normalmente, minha voz saía como sussurro, então a conversa virou apenas de nós dois, e vários olhos atentos em nós — est-ta, a-aqui.
–VOCÊ NÃO ENTENDE RIN? – Ele começou a gritar e rir – SE VOCÊ NÃO ME CONTAR, VOCÊ VAI MORRER!
Era por isso que Nero era maníaco. Ele é louco. E esqueceu que a poucos minutos atrás havia me dito que não podia me matar.
–Solte a garota AGORA! – Escutava varias vozes aleatórias.
Mas se for para morrer para salvar a vida da pessoa que eu mais amo nesse universo; Será isso que farei.
–E-então vai t-er que m-me m-matar. – Sorri olhando em seus olhos.
–E VAI SER ISSO QUE FAREI! – Nero me olhou com olhar de louco.
Então repentinamente, Nero pegou o canivete e me deu um golpe forte no estômago. Minha visão escureceu, e a ultima coisa que escutei foram gritos desesperados.
Len....
Se essa for a minha partida....
Só quero que saiba ....
que....
Eu te amo.
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RIN POV’S OFF/ LEN POV’S ON
Algumas horas antes….
Acordei as 5:30 da manhã com meu celular tocando. Olhei o número e vi que era a organização, então não posso me dar ao luxo de ignorar e voltar a dormir.
–Alô? ( N.A: Poxa, bem que eu podia mandar um ‘’moshi, moshi?’’ )
–Len?
–Não pô.
–Len, aqui é o Dell, to ligando da central porque precisamos de você aqui.
–Num sábado?!
–Cara, foi mal. Mas um maníaco fugiu da recém reformada prisão de Sugamo².
–Aquela prisão em Toshima³ ?
–É. Ele é perigoso e blá, blá, blá. Você tem que vir pra cá.
–Droga, lá vamos nós de novo. Chego aí em 30 minutos.
–Tchau.
–Tchau.
Droga, me chamar num sábado é sacanagem. Olhei para Rin que descansava tranquilamente sobre o meu peitoral. Nem de brincadeira eu iria acordá-la. Ela estava parecendo um anjo dormindo desse jeito, e se eu acordasse alguém que está no mais puro sono as 5:30 da manhã num belo dia de sábado, sem duvida ia levar uma travisseirada na cara.
A arrumei no travesseiro e percebi que ela se enrolava no lençol, parecia estar com frio. Fui até meu banheiro e vesti um roupão. Voltei para o quarto e procurei no meu armário uma blusa que fosse grande o suficiente para deixar como camisola em Rin. Peguei minha blusa favorita azul escura e a vesti em Rin. No inicio foi difícil, porque ela ameaçava acordar a cada segundo e eu estava com medo de acorda-la, mas depois que eu passei sua cabeça pelo buraco certo, foi fácil.
Fui até o banheiro perto da cozinha, com minhas roupas em mão e fui tomar uma ducha rápida. Assim que terminei de me vestir, peguei um dos pentes e penteei meu cabelo. Logo fui para cozinha, e como tinha feito cupcakes de banana e de chocolate ( N. A: Sim, foi o Len que fez. Será que esse menino não cansa de ser perfeito? ) Peguei um e deixei em cima da mesa. Fazer um croissant agora daria muito trabalho, então peguei um congelado e o esquentei. Fui até a geladeira e pus suco de laranja em um copo e o coloquei em cima da mesa, junto com as chaves extras de casa e o dinheiro.
Pronto, o café da manhã da Rin está ai. Como estava com pressa, peguei uma maçã verde e comecei a comer enquanto escrevia o bilhete das coisas que Rin devia fazer. No meio da carta, escrevi com uma tinta bem forte que ela devia NÃO ANDAR ARMADA. Claro que foi brincadeira, além do mais, ela nunca faria isso.
Fui no quarto de hospedes pegar um vestido branco que Gumi me entregou dos antigos moradores da casa dela, dizendo que ia ser o vestido de casamento da Rin. Nunca pensei que um dia isso seria útil. Quer dizer, se eu for me casar com ela com certeza ela não vai usar esse vestido.
Voltei para o quarto e deixei o vestido bem perto dela. Dobrei suas roupas, e pus seus acessórios de cabelo no lado desocupado do banheiro principal. Fui até ela, que continuava dormindo e dei um beijo estalado na sua bochecha, e ela, mesmo dormindo, sorriu em troca.
Verifiquei se não esqueci de nada e fui embora. Tranquei a porta e fiquei esperando o elevador chegar. Enquanto isso, fitei o outro lado que o corredor seguia e suas várias portas ao seu decorrer. Suspirei. Era meio entediante ser o único morador desse andar, sem ter nenhum vizinho. Mas agora que eu tenho a Rin, tenho que certeza que meus dias não serão nada entediantes.
Assim que o elevador chegou, fui diretamente para o G2 e logo entrei no meu carro. Assim que pus as mãos no volante, uma voz na minha cabeça gritou para não deixar a Rin sozinha. Ignorei esse mau presságio, afinal, alguma hora vai ocorrer de eu ter que deixa-la sozinha!
LEN POV’S OFF/ AUTORA POV’S ON
Justamente quando Len descia junto ao elevador, um loiro não identificado pelas câmeras de segurança se escondia em ponto cego da garagem nível 2 do grande prédio onde Len e Rin moram. Assim que escutou o barulho que indicava que o elevador havia chegado, escutou passos de uma pessoa saindo e logo entrou no elevador.
O loiro não identificado apertou qualquer botão aleatório, e acabou escolhendo o 35° andar, exatamente onde ficam as coberturas. Depois do elevador chegar ao seu destino, o loiro se esgueirou para não ser visto pelas câmeras e rapidamente arrombou umas das portas, logo entrando, e a fechando atrás de si.
AUTORA POV’S OFF/ LEN POV’S ON
Estacionei o carro na garagem da organização, e por coincidência encontrei Luka, Meiko e Kaito também. Subimos juntos conversando coisas completamente sem sentindo, e gargalhando algumas vezes.
Mal sabia eu, que em breve não seria capaz de sorrir.
Fomos até o 12° andar , que é o departamento de Dell, lá, encontramos sua equipe mexendo em vários computadores e vendo diversas câmeras de segurança que ficavam presas nos postes de Tokyo.
Ficamos belas horas suspeitando e procurando pelo maníaco pelas câmeras de segurança. Não arrastaríamos a policia conosco a toa. Mais tarde descobri que o maníaco se chamava Nero. Logo pensei em Rin, mas essa hora ela deve estar acordando, então não tenho o que me preocupar.
Estávamos exaustos de vigiar várias câmeras, então fomos todos almoçar. A minha equipe, e a equipe de Dell. Na equipe dele ficam a Haku, Mayu e... Lui, não gostava muito dele. Bem, eles fazem parte dos que mexem com tecnologia, mas Haku sempre está indo em bares com Meiko, e não se deve subestimar Mayu que é yandere até na veia. Não sei porque mexem com tecnologia, mas fazem um bom trabalho.
Voltamos a sala de vigilância, e já era torno de 17:00 horas quando recebemos uma denuncia anônima de que o maníaco estava no Shopping não muito longe daqui com uma menina loira de vestido branco.
Não houve como não pensar em Rin.
–Rin... – murmurei.
–Cara, você acha que...
–Não quero achar. – O cortei – Não quero pensar nisso, Kaito. Só quero ir pra esse shopping agora.
Ligamos para a policia local e pedimos para acionar o alarme de evacuação do shopping, além de pedirmos para cercar o perímetro. Chegamos ao local e todos ficamos em posição. A proteção de metal que fica no shopping estava fechada, tornando impossível ver o maníaco. Kaito pegou o megafone e começou a fazer a negociação.
Presente.
–NERO, TODAS AS SAÍDAS DO SHOPPING ESTÃO BLOQUEADAS. NÃO HÁ COMO FUGIR, SAIA E ENTREGUE-SE PACIFICAMENTE.
Silêncio. Olhei para Kaito, que deu de ombros e tentou mais uma vez.
–NERO, É A SUA ÚLTIMA CHANCE DE REDENÇÃO. CASO TENTE QUALQUER COISA SEREMOS OBRIGADOS A ABRIR FOGO.
–ABRAM FOGO, ENTÃO. – Nero gritou de volta – SÓ QUE MAIS DE UMA PESSOA VAI SER BALEADA.
Gelei com o pensamento que ‘’ a menina loira com vestido branco’’ seja a Rin.
–ESTÁ COM REFÉNS? NÃO BLEFE, NERO. – Kaito falou desconfiado.
–AS PORTAS ESTÃO FECHADAS COM A PROTEÇÃO DE METAL, NÃO ESTÃO? NÃO TEM COMO VOCÊS SABEREM SE ESTOU BLEFANDO OU NÃO.
Todos olhamos para Kaito com o mesmo pensamento. Ele estava certo.
–Peça para ele provar. – Meiko sugeriu.
Todos assentimos.
–A VOZ, NERO. QUEREMOS OUVIR A VOZ DA PESSOA.
Eles ficaram em silencio por um bom tempo. Até que um grito alto, que expressava a dor muito bem cortou o silencio. Essa voz, esse tom... Não, eu não quero acreditar nisso. Instintivamente me comecei a ir em direção a porta, mas Kaito pôs a mão na minha frente. Balançado a cabeça negativamente.
–ISSO TA BOM PRA VOCÊS?
Todos nos entreolhamos. Precisávamos tirar aquela pessoa dali. Principalmente se for a Rin.
–PORQUE NÃO FAZEMOS UMA TROCA? – Nero começou a gritar – VOCÊS LIBERAM A SAÍDA PRINCIPAL DO SHOPPING, E EU SAIO COM ELA. MAS DEPOIS QUE A ENTREGAR, EU VOU FUGIR, E NINGUEM VIRÁ ATRÁS DE MIM. SIMPLES.
Paramos para pensar. Deixar Nero fugir não seria nada bom. Mas tinha uma pessoa em perigo... Concordamos em tentar uma ultima vez.
–NERO, A GAROTA NÃO TEM NADA HAVER COM ISSO, SOLTE-A E SE ENTREGUE.
–ISSO NÃO ESTÁ NOS PLANOS. E PRA UM DE VOCÊS EU TENHO UMA SURPRESA. – Arqueei a sobrancelha e prestei atenção nas próximas palavras que ele ia dizer. — O NOME KAGAMINE RIN É FAMILIAR? NÃO QUER A SUA ‘’PRECIOSA’’ RIN DE VOLTA?
Kaito fez um sinal atrás de mim e dois policiais vieram me segurar. Comecei a bater nos dois tentando me soltar, e quando me livrei daqueles dois, mais quatro vieram pra cima de mim. Estava tão desesperado para entrar naquele shopping e cortar a garganta daquele idiota que estava com a minha Rin. Teve uma hora que conseguiram me imobilizar e eu xingava o Kaito de tudo quanto que é nome.
–VOCÊS DOIS ME SOLTEM! EU VOU ENTRAR NESSE SHOPPING DE QUALQUER JEITO! E EU VOU ENTRAR AGORA!
–Len, calma! Estamos tratando de um maníaco! Calma, não sabemos o que ele pode fazer com você agindo desse jeito!
–SE VOCÊ ME DEIXASSE AGIR, ESSE MALUCO JÁ TAVA MORTO!
–Droga, Len! Se controla! – Kaito bufou, e pegou o megafone -ACEITAMOS A TROCA.
Uma das proteções de metal começou a subir, e foi ai que eu vi:
A quantidade de sangue que escorria da perna direita de Rin.
Ninguém conseguiu se mover. As garotas das duas equipes tapavam a boca para abafar pequenos gritos ou para não ficarem completamente em choque. Não tinha uma pessoa que não estava desesperada. Manti meus olhos em Rin que lutava para deixar os olhos abertos. Pedi mentalmente a ela que não fechasse aqueles olhos.
–Entregue a garota, Nero. – Kaito não usava o megafone, e tinha a voz trêmula disfarçada com autoridade
–Esperem! Ninguém chega perto! -Nero gritou.
Nero olhou em volta e encarou Rin. Começou a fazer uma pergunta para ela com a voz baixa, então ninguém ouvia nada. Só não estava arrancando a cabeça dele nesse segundo porque Rin era sua refém.
Rin mexia os lábios bem devagar e com dificuldade, SERÁ QUE ESSE IDIOTA NÃO ENTENDE QUE A RIN NÃO PODE FAZER FORÇA ALGUMA ALGUMA?!
–VOCÊ NÃO ENTENDE RIN? – Ele começou a gritar e rir – SE VOCÊ NÃO ME CONTAR, VOCÊ VAI MORRER!
Quando ele disse essa frase, os policiais voltaram a me agarrar, mas o maníaco não percebeu.
Rin falou mais uma frase, com que, aparentemente, era seu último sorriso.
–E VAI SER ISSO QUE FAREI! – Nero gritou.
Então ele enfiou com toda força o canivete na sua barriga, e Rin fechou os olhos com um sorriso no rosto.
As garotas gritaram, e vieram mais policiais para me segurar.
Quando Nero percebeu o que fez, arregalou os olhos e se espantou. NÃO É HORA DE SE ESPANTAR SEU IMBECIL! EU JURO QUE VOU TE MANDAR PRO MESMO INFERNO DA ONDE VOCÊ VEIO!
–Parem! – Nero gritou. – Eu não vou a entregar se não eu poder fugir!
–VAI, NERO. AGORA! – Kaito falou o que todos pensávamos.
Ele deitou Rin no chão e começou a correr com o arrependimento claro no rosto. Me soltei de tudo e todos que haviam no caminho e corri até ela. Estava sorrindo, exatamente como a deixei essa manhã... Sorrindo...
Assim que a toquei na sua pele pálida e gelada, instantaneamente palavras vieram a minha mente com a sua doce voz.
Len....
Se essa for a minha partida....
Só quero que saiba ....
que....
Eu te amo.
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