Karakuri Burst
12 Número Restrito.
Notas iniciais
MEIKO POV'S ON
Algumas horas atrás....
Depois da Kagamine fugir do quarto de hospital, Len nos contou que implantou um chip na sua roupa. Corremos pra viatura e agora estamos a seguindo usando nosso GPS.
Teve uma hora que o idiota do Len fez uma virada tão grande com o carro que meu rosto colou no vidro da janela traseira.
–Caralh..Caramba! VOCÊ QUER MATAR A GENTE?!
Desgrudei meu rosto da janela pronta pra enforcar aquele loiro. Kaito se segurava no banco do carona como se sua vida dependesse disso, e realmente, dependia.
Quando finalmente me apoiei, Len deu uma freada muito grande e bati com a testa no banco. O solavanco fez com que Len e Kaito fossem jogados para frente, só que com menos força.
–LEN SEU FILHO DUMA ÉGUA! — Gritei pra esse otário.
–PORR...POXA LEN! NUNCA MAIS VOCÊ VAI DIRIGIR ESSA VIATURA!
–Droga! — Disse ignorando completamente os nossos comentários — O carro não vai passar por aqui! Vamos a pé!
Len abriu a porta da viatura com tanta força que arranhou ela todinha no asfalto. Correu em direção a um dos becos deixando eu e Kaito para trás.
Nós ficamos com uma cara de WHAT......?
Abri a porta e rapidamente arrumei meus cabelos e me apoiei no carro. Eu estava zonza.
–Eu não sou paga pra isso...
Kaito deu a volta no carro pra reparar o estrago que certo loiro nervoso havia deixado.
–Nossa, Meiko, vem dá uma olhada nisso.
Dei a volta e cobri minha boca com a mão. Metade da porta estava destruida, e até o asfalto estava riscado.
–Se alguém perguntar.... — Comecei já imaginando a cara do Big Al ao ver a porta
–Foi ele. — Kaito completou a frase.
Derrepente minha escuta começou a fazer um chiado insuportável.
–Meiko, Kaito. Eu juro que se vocês não chegarem aqui em 2 segundos eu jogo fora o sake e o sorvete que nós temos no frigobar do QG!
Ok, agora ficou sério.
Corremos na mesma direção em que Len fora, chegamos a uma rua sem saida.
Lá, Len havia surpreendido a Kagamine.
–Então mãos ao alto.- Falou depois de erguer sua katana.
–Essa fala é minha- A Kagamine sacou a arma.
–Mas nós estamos em maior número. — Ela se virou rapidamente, e Kaito pos a katana bem próxima ao seu pescoço.
–Ué cadê a rosinha? — Como ela pode falar da Luka assim?!
–Mãos ao alto! E mais respeito ao falar da Luka.- Ergui a katana.
– A moranguinho esta cuidando da berinjela?
Eu e Kaito fizemos uma cara de WTF?! E Len traduziu:
–Luka, Gakupo.
–Ela está falando demais para uma prisioneira. – Kaito falou
–Mas estou falando adequadamente para uma civil em liberdade. – Há, ainda é imprudente.
– E o que a faz pensar isso? – Provoquei.
–Isso.
Aquela maldita baixou a arma e atirou no meu pé. Caí pra traz e por pouco Kaito me segurou. Len olhou para a pequena poça de sangue se formava ao redor da minha bota.
–Filha do sake! Essa vadi... Vodcka! Eu vou te prender e te torturar!
Com a cabeça baixa, urrei de dor e senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto. Levantei meu olhar e percebi que ela havia fugido por uma pequena abertura entre as paredes que levava a rua da frente.
–L-len, vá atrás d-dela...
–Mas...
–Vai!
–Kaito, já sabe o que fazer. — Len avisou
Kaito assentiu e Len olhou ao redor, viu uma possível área entre as paredes em que ele podia subir.
Deu um pulo e se apoiou em uma parte da parede, depois em outra, e assim por diante até estar a 8 metros do chão. Quando chegou no telhado usou as mãos para terminar a subida. Depois disso não o vi mais.
–Vem, se apoia em mim e vamos voltar pra viatura.
–Não! Eu consigo sozinha!
No primeiro passo me desequilibrei e quase cai no chão de novo. Sorte que Kaito me segurou.
–Sempre teimosa...- Deu um grande suspiro — Ele ta ficando maluco por ela.
–Como assim?
–Meiko, por favor, dali eu tenho certeza que saí casamento.
–Primeiro a Luka e agora você. Vocês não estão implicando demais com o garoto?
–Não que eu esteja te chamando de burra Meiko, mas até um demente perceberia que rola algo entre eles.
–O padrão de qualidade do Len ja foi melhor... — Tentei me convencer.
–Desculpa?
–Nada!
–E a história da Luka hein?
–Ah é... Quem diria...
–Acho que ela só fez o que fez por amor, então...
–Sei lá Kaito, não sou ligada nos ''romances'' da vida.
–Ah é? Porque você esta falando com o Sr.Romance. — Fez uma pose patética.
Fingi que minha mão era um telefone.
–Alo? Sr.Romance? Aqui é da realidade e esta chamando o Kaito de volta.
–Poxa... Me deixe ser feliz!
– A vontade, contanto que eu esteja longe dessas suas loucuras.
–Hunf. Falar da esposa do Len tava mais interessante.
–Agora estamos falando sobre casais?
–Estamos fofocando do Len e da Luka, isso sim.
–Que nossas escutas não estejam ligadas! — Falei brincando
Kaito arregalou os olhos e puxou sua escuta do ouvido. Jogou ela no chão e a pisoteou até virar pó.
Esse daí com certeza é um idiota.
–Kaito.... Que desnecessário....
–Ah é? Lembra quando estávamos testando as escutas pela primeira vez? Para nos adaptarmos?
–Lembro sim.
–Lembra que o Len resolveu ficar no QG até mais tarde naquele dia, e pediu pra continuarmos as usando, mesmo dizendo que elas estavam desligadas?
–Onde você quer chegar com tudo isso?
–Lembra que justamente naquele dia, eu, você e Luka fomos ao bar e acabamos falando demais? E que o Len mentiu sobre as escutas, e acabou descobrindo tudo?
Dito isso, arranquei minha escuta e a pisoteei com meu pé sadio.
–Casais? A gente não tinha nada pior pra conversar não?
–Não. — Sorriu pra mim — E além do mais, isso fez você esquecer do pé e nem percebeu que já estamos na viatura.
Uou, ele estava certo. Abriu a porta do assento do carona e me colocou lá dentro. Deu a volta no carro e sentou no banco do motorista, meio apreensivo, puxou a porta e a bateu levemente.
–Poxa, que bom que aguentou né?
Não deu nem 2 segundos e a porta caiu. Eu e minha bendita boca.
–O pior é que o carro é blindado. Como é que ele fez isso?
–Eu não sei de mais nada.
Kaito começou a dar partida na viatura.
–Eu sei que meu pé ta sujando o carpete do carro, mas não corre que nem o Len não, pelo amor de Deus.
–Deixa comigo, e tem mais: O ponteiro de velocidade quebrou. — Disse dando uns petelecos onde mostrava a velocidade do veiculo.
Voltamos exatamente de onde viemos: Hospital.
Me colocaram em uma maca e me levaram ao PS ( Pronto-Socorro ). Disseram que eu tinha que passar por uma cirurgia, e que estava perdendo muito sangue.
Quando estava sendo levada a sala de cirurgia agarrei no sobretudo de Kaito:
–Se eu não sair bem dessa, faça com que ela pague.
Não escutei a sua resposta, o anestésico já estava mostrando efeito. Fiquei muito sonolenta e minhas pausas a cada piscada ficaram cada vez mais espaçadas, por fim, adormeci.
Presente
Quando acordei me contaram que era madrugada do mesmo dia. Kaito disse que ocorreu tudo bem e que eu não ia usar bengala pro resto da vida. Queria conversar com ele, mas a cada 2 minutos recebia um telefonema.
Ele me contou que Len não tinha entrado em contato e não voltou ao QG.
–É melhor colocar equipes de procura atrás dele, sei que ele é capaz, mas nunca se sabe...
–Concordo! VOU COLOCAR MAIS DA METADE DE TOKYO NO CASO!
Uma enfermeira que passava por ali fez uma cara feia e fez sinal de silencio para Kaito. Quando ela saiu, ele mostrou a língua pra porta.
–Kaito... aposto que esta com fome, pode ir na cantina. Nada de mal vai acontecer, ok?
Antes de responder deu um belo bocejo.
–Ok.... Agora sei porque Len queria tanto um café. Será que tem sorvete de capuccino? Tomara!
Ele estava perto da minha cama, e quando virou de costas puxei do seu bolso seu celular. Escondi ele debaixo dos lençóis e forcei um sorriso.
Quando saiu pela porta, descobri que pra acessar seu celular era necessário uma senha. Bufei. Só queria saber quem é que tanto ligava pra ele.
E foi nessa hora que o celular vibrou.
Número Restrito.
Somente as forças armadas e organizações cientificas e nucleares tinham o número bloqueado. Qualquer coisa que seja em que o Kaito se envolveu, é muito sério.
Só uma pergunta perturbava a minha mente:
No que o Kaito esta envolvido para não contar a sua equipe?
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