Karakuri Burst
24 Ex.
Notas iniciais

LEN POV’S ON
–O nome dele é...Revil.
–Revil? – Perguntei sério. – O nome dele é esse?
–Não tem o que desconfiar Len. – Gumi parecia ler minha mente. – É um nome russo, ela conheceu ele num contrabando.
–Num contrabando?! – Falou Meiko num tom reprovador.
–Achavam mesmo que eu só roubava, assassinava, danificava, persuadia, falsificava, vendia objetos roubados e PENSAVA em vender drogas? – Ah.Meu.Deus. Ela fez mais delitos do que a gente tinha conhecimento. – Nada disso! Minha arma não foi um‘’ brinquedinho barato! Eu tenho ela desde os 12 anos, e sempre soube que sua munição tinha que vir da Rússia, um país com armamento excelente! Porque acham que ninguém entra em guerra com eles? Enfim, eu queria uma grande quantidade, fui no porto onde a munição é trazida de uma ilha russa até aqui num contrabando.
–Quer dizer então que tem navios de contrabando aqui no porto de Tokyo? – Eu ando esquecendo como a Rin era. Imagino a quantidade de informações que posso arrancar dela.
–Tinham. – Gumi revirou os olhos – Quando um informante nos avisou que a policia estava a um passo de descobrir todo o esquema, mudamos as localizações de tudo, e antes que a policia pudesse pensar que tinha qualquer atividade suspeita na aérea, tudo havia mudado.
Invontulariamente, eu, Kaito, Luka, Meiko e Piko estreitamos os olhos. Não posso acreditar que tinha uma droga de contrabando no porto de Tokyo e ninguém, repito, NINGUEM teve a decência de verificar as cargas trazidas pra cá? Que ódio!
–Uma coisa me chamou atenção Rin... – Gakupo pôs a mão no queixo tentando filosofar. – É que você ganhou a arma quando tinha 12 anos.
–É. – Rin deu de ombros.
–E você era inimiga do Len.
–É... – Rin ficou meio sem jeito de responder essa.
–E ele era um problema, certo? Quer dizer, se eu fosse um assassino e um agente vivesse na minha cola a coisa que eu mais desejaria é que ele sumisse. Era assim, não?
–Sim...
–Que interessante...
–O que foi, amor? – Luka que estava do lado dele pousou sua cabeça em seu ombro.
–Se você ganhou a arma aos 12 anos, quer dizer que ficou todo esse tempo treinando...
–Sim! – Gumi enfiou uma bala na boca. Ela é pior do que rato! De que parte da minha cozinha ela pegou a bala? Eu não reclamaria se não fosse a décima quinta! – Ela não erra um tiro.
–Sei disso. – Gakupo revirou os olhos. – Mas o fato é que se ela ficou todo esse tempo treinando, e não erra uma bala, ela sempre teve a oportunidade de matar o Len, mas... – Abriu um sorriso malicioso. – Não o matou.
Espera aí....É verdade! Alguma vez ela tentou realmente me matar? Aquela pessoa que a perseguia para prende-la? Se fosse comigo eu já tinha dado um jeito de me livrar!
–Aeeeeeê! – Eles gritaram.
–Você já gostava dele! – Meiko gritou.
–Não gostava não! – Rin estava muito vermelha.
–Gostava sim! – Luka não parava de rir.
–NÃO GOSTAVA NÃO! – Pobre Rin, parece um pimenta loira.
–Gente, gente... – Os chamei. – Não a culpem, que é que resiste a mim? – Falei convencido.
–CALA A BOCA QUE EU NÃO GOSTAVA DE VOCÊ!!!
–Estamos desviando do assunto...-Kaito cruzou os braços.
–Certo. – Estávamos falando de algo sério. –Rin, onde está Revil?
–Não sei.
–Uhum sei. – Falei desconfiado.
–Acredita nela, Len. – Luka falou. – Terminar relações não é fácil, e geralmente cada um leva sua vida, segue caminhos diferentes...Duvido que ela sabe onde ele está.
–É, talvez eu tenha me...- Parei a frase. Rin e Gumi trocaram olhares. – Você sabe onde ele está? Não sabe?! (N.A: Cap 13, final da conversa na cozinha. )
–Não...
–Você não pode esconder as coisas desse jeito de mim, Rin! – Bufei, e me inclinei pra trás, apoiando minhas costas na poltrona. – Eu vou te contar da minha Ex, então. Talvez se sinta mais confortável pra conversar comigo sobre isso.
–Argh! Len, aquela foi a sua pior namorada! – Meiko fechou os olhos irritada.
–Não foi minha namorada, quantas vezes eu vou precisar dizer isso?
–Não importa, ela foi um porre! Que garota irritante! –Luka cruzava os braços e fazia uma expressão de raiva, parecendo esquecer uma péssima lembrança.
–Cara, aquela garota...Não consigo esquecer mais. – Depois Kaito olhou pra mim murmurando um ‘’Se é que me entende. ’’
–Tá! Podem me chamar de idiota por ter ficado com ela e...
–Idiota. – Kaito, Meiko e Luka disseram em uníssono.
–Vocês vão me deixar contar a história, ou não?!
–Oh, por favor. – Rin me olhou, me metralhando com os olhos. – Eu estou muita curiosa pra saber dessa sua Ex.
–Ah, claro. – A fuzilei com olhar. – Assim você me conta mais desse seu Ex.
Ela perdeu a postura confiante e se calou.
–É o seguinte: O nome dela é Neru...-Rin fez uma cara esquisita. – O que foi, Rin?
–Nada, nada... Termina de contar.
–Bem...O nome dela é Neru, conheci ela quando estava na loja de eletrônicos escolhendo a nova de Tv da minha sala com o Kaito.
–Conta pra Rin o que chamou a sua atenção nela, conta. – Kaito me olhou perversamente. Esse filho da mãe quer queimar meu filme inteirinho com a Rin!
–Foi a...
–Rin! Querida, você não tem idéia. – Kaito abriu os braços e tampou a minha boca. – A garota tava de top e uma saia tão curta que dava pra ver a calcinha sem dificuldade nenhuma! Paramos até de ver a Tv e..AI!
Mordi a mão de Kaito .Isso mesmo. Mordi. Esse idiota ainda vai me fazer dormir no sofá no final de tudo isso!
–Bem...-Tentei consertar o estrago. – Não foi exatamente assim...
–Não cuspa no bolo e diga que é cobertura! – Gumi me....Ameaçou? – Conta a verdade...
–Maldito loiro de farmácia! – Rin me encarou com aqueles olhos sanguinários. Pera aí que eu vou ligar pro necrotério pra ver se tem uma vaga pra mim.
–Não nego que a garota estava usando uma roupa curta e chamativa...
–Ah, claro. – Rin cruzou os braços. – Como uma vadia.
–Ou uma piranha! – Luka deu corda.
–Ela tava girando a bolsinha ou o que?! – Rin perguntou irritada.
–Vocês vão me deixar a história, ou vão me interromper a cada 20 palavras?!
–Escolha as sua próximas palavras a respeito dessa garota com cuidado, podem ser as suas ultimas. –Rin me ameaçou. Revirei os olhos. – Kagamine Len, VOCÊ REVIROU OS OLHOS PRA MIM ?!
–N-não!
Engoli em seco. A Rin é esperta. Muito esperta. Consegue desviar perfeitamente dos assuntos. Estão todos mais preocupados sobre as roupas da Neru do que descobrir quem é esse Ex, e o que ele quer comigo e com a Rin, e mais indiretamente...Aya.
–Vamos acabar logo com isso. Não me interrompam. E prestem atenção, não irei repetir esse história patética. A garota estava vestida como uma vadia mesmo, e como sou homem, não pude deixar de olhar e ‘’analisar o material’’. De qualquer jeito eu tinha que ir no balcão onde ela estava para pedir ao atendente para já pegar a Tv no estoque que eu iria levar. Quando cheguei ela me olhou de cima a baixo e deu aquela mordida no lábio inferior. Eu sabia que ela estava me provocando, e pensei: ‘’É só mais uma’’, mas com certeza aquela garota não queria ser só mais uma ficante minha. Usava um rabo e cavalo para um lado só, enorme. Pegou uma das mechas e começou a brincar com ela, a enrolando no dedo enquanto me encarava. Com certeza ela queria alguma coisa. Mas eu não tava nem aí pra essa menina. Só olhei pra frente e pedi pro atendente o modelo da Tv que eu queria. Ela bufou com meu desinteresse e pegou um chaveiro qualquer que ela tinha nos...Sabe, nos... Ah, deu pra entender né? A garota tirou do top um chaveiro qualquer e fez uma cara maliciosa. Começou a girar o chaveiro com indicador até que ele caiu do lado esquerdo dela. Eu estava no direito, então ela se abaixou sem flexionar os joelhos, ela já estava usando aquela saia ridiculamente pequena, e na hora que ela se abaixou...Cara, o que eu já não tinha visto, se revelou. Para pular conversa, no fim eu resolvi que ia sair com ela. Se ela me queria tanto assim, porque não deixar ela provar? ( N.A: Admito que até eu pensei besteira. ) Me livrei desse azulado ridículo que se chama Kaito e fui passear com a menina. Ela ria de qualquer coisa que eu falava, sendo engraçada ou não, com uma risada histérica e forçada. Tipo aquelas meninas que fazem de tudo para te agradar, e acham que vão conquistar o cara fingindo que ele é engraçado? Enfim, eu não sei porque a beijei, deve ter sido pra calar a boca dela mesmo. Ah, eu não tava fazendo nada de bom mesmo, e tinha uma garota se jogando aos meus pés tentando me seduzir de todas as maneiras, então eu tinha que aproveitar. Entendem, né? Não é uma época que eu me orgulho. E no segundo dia, quando acordei, percebi a merda que tinha feito. Mas era tarde demais. Não tinha como voltar no passado. Então eu quis acabar logo com isso, digamos que foi apenas uma noite de diversão, nada sério, eu nem lembrava o nome da garota direito. Mas pra ela não exatamente desse modo. Ela não aceitou muito bem, quebrou algumas coisas do meu apartamento, o que achei compreensível, já que eu a usei. Mas ela passou a me seguir, frequentar lugares que eu frequento, inclusive a organização. Foi ai que ela mentiu dizendo que era minha namorada, e obteve acesso ao meu departamento. Contou e xingou coisas incrivelmente absurdas a Kaito, Luka e Meiko, dizendo tudo aquilo em meu nome. Coisa que quase resultou no fim da nossa equipe. Tinha que dar um basta nisso, então tive uma grande discussão com ela e mandei ela sumir da minha vida, mesmo ela falando que iria voltar, nunca mais a vi. – Dei um breve pausa, me preparando fisicamente. – Rin bate sem força, ok?
–NÃO!
Rin pulou encima de mim, que desiquilibrei e caímos junto com a poltrona. Ela começou a me bater freneticamente, sem parar.
–Idiota! Idiota! Muito idiota! Como consegue ser tão idiota, Len?!
–Para Rin! – Os tapas dela doem! Mesmo não sendo todos na cara, e quando era ela enfraquecia o máximo que podia, dava pra ver como ela estava irritada, tentando descontar em mim e se ‘’segurando ’’ por causa de Aya.
–Não é a primeira vez que essa família estraga a nossa vida! – Como?!
–Como assim?
–O Nero , idiota! O Nero é irmão da Neru!
–O que você disse?! — Ela arregalou os olhos e percebeu o mesmo que eu. – Não importa, eu entendi. – Segurei seus pulsos antes que ela continuasse a me bater. – Indo a Neru, eu encontro Nero, e se encontro Nero, encontro Revil. Percebeu isso também, não? Mas é tarde. Já falou o suficiente. – Encarei ela.
–NÃO, LEN!
–Eu não preciso saber de mais nada, Rin. Ele quer me matar, não quer? Eu faço isso primeiro com ele. E de brinde, com Nero também.
–Len, você ta falando sério? – Perguntou Kaito.
–Você tem alguma duvida? — Falei para Kaito, mas encarando Rin.
–Pode contar comigo. – Kaito concluiu.
–Comigo também. – Piko falou.
–Adoraria ajudar, mas seria preso por vocês. –Gakupo levantou as mãos.
–Vocês não vão fazer realmente essa palhaçada, vão? – Meiko perguntou.
Ela só recebeu o silencio de nós. Aquilo era sério. Eu não sei o que o Ex da Rin fez com ela, mas ele mandou o Nero atrás dela só por diversão, e ele fez o que fez. Se Revil é capaz desse tipo de coisa só pra conseguir informação, não consigo imaginar o que ele faria para conseguir a....Rin. Esse cara definitivamente merece morrer.
–Eu não vou deixar você ir! –Rin falou decidida enquanto levantava do tombo.
–Eu não estou pedindo a sua autorização. – Ela arregalou os olhos. Surpresa com o que eu disse. –Não vai ser hoje, não vai ser amanhã. Eu não vou te contar quando vai acontecer. Simplesmente acontecerá, e você não pode fazer nada para impedir. Eu vou. Com ou sem ajuda. E você não pode mudar isso.
–Len! Porque você faz tudo ficar mais difícil?!
–Você não entende? Sem essa gente no nosso caminho, eu estou facilitando tudo.
Vi Rin cerrar os punhos e se segurar para não ter um ataque. Aya, eu te amo, você nem nasceu e já ta salvando o pescoço do papai.
–Jujuba, qual o sobrenome do Revil?
–Sei lá. Só sei que começa com ‘’O ’’
–Revil, sobrenome ‘’O ’’ Não é muito, mas vou fazer uma busca.
–Docinho, isso não tem haver com a gente!
–Mas tem haver conosco – O defendi. – Gumi, Rin. Acabou. Mesmo que não queiram contar pra gente, iremos descobrir.
–Tudo bem. – Luka olhou sério para todos na sala. – Chega desse assunto. Já deu tudo o que tinha que dar. Eu não quero ouvir mais nenhum pio sobre isso.
–É, todos de acordo?
–Uhum -Meiko murmurou.
–Sim. – Piko falou.
–Tá – Gumi revirou os olhos.
–Agora que tava ficando interessante... – Kaito entristeceu.
–Devemos mesmo parar com isso. Não é, Rin? – Perguntei a ela.
Ela não me respondeu e só me direcionou um olhar doído. Ela sabe mesmo como me afetar. Mas hoje não, Rin. Eu estou determinado a fazer isso. Por você. Por nós.
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–Como é que se monta isso?
–É só juntar a peça 7b com a 8a, Rin. – Expliquei a ela pela décima quarta vez.
–Me ajuda!
–Eu só tenho duas mãos! Ou eu monto o berço, ou eu monto a cômoda!
–Ah! Desativar alarmes é bem mais fácil do que montar esse treco!
–Sei...
–Não imaginava que montar um quarto de bebê seria tão complicado! Acho que passar no Flappy Bird é bem mais fácil!
–Isso é nome de aplicativo, Rin. Você tem um tablet?
–Sim.
–Desculpa, deixa eu refazer a pergunta: Você tem um tablet que não seja roubado?
–Não é roubado! Eu só peguei emprestado pra sempre!
–Que fofinha essa ladra! – Baguncei seu cabelo, coisa que sempre a irrita. Ela me deu língua e arrumou seu cabelo em um coque novamente. – Eu não acredito que conseguimos transformar o quarto de hóspedes em um quarto de bebê em 2 dias...
–Argh! EU DESISTO! – Ela se jogou no tapete rosa como um bebê de birra, só que de barriga pra cima. – Isso é muito difícil!
–Sua preguiçosa! – Me deitei ao seu lado no tapete.
–Eu to grávida, qual a sua desculpa?
Revirei os olhos.
–Porque insistiu tanto para fazermos as compras tão rápido, e arrumar o quarto nessa velocidade absurda?
–Porque eu estou de 3 meses, ué. Daqui a pouco vai parecer que eu enfiei aqueles bolões que vendem na pracinha debaixo da blusa. E eu vou ficar chata com esse lance de grávida sensível.
–Você já é chata. — Ela me deu um peteleco na testa. – Ai! Foi brincadeira!
–HÁ-HÁ-HÁ. Muito engraçada por sinal. – Ela suspirou. – Eu vou deixar de ser útil e hábil. Tenho que aproveitar que ainda posso fazer as coisas, e não ficar na cama direto, e sempre que der 3 horas eu balançar um sininho e gritar: ‘’Hora do lanche! ’’ E você aparecer trazendo um brioche, usando roupa de mordomo, sendo meu serviçal.
–E você era pra ser o que? Uma princesa?
–Claro! Mas eu serei uma princesa do mal! Ser do bem não combina com a minha personalidade.
–Rin...
–Que?
–Lembra quando você caiu do prédio da empresa do Gakupo?
–Lembro.
–Acho que você bateu com a cabeça forte demais.
–Eu já te disse o quanto você é chato?
–E eu já te disse o quanto você é linda bravinha?
Ela sorriu e me deu um beijo. Digamos que é um beijo de ‘’Boa sorte. ’’
A hora se aproxima.
Irei fazer isso sozinho. É a minha família. Não irei envolver Kaito e Piko nos meus problemas. Já tratei a respeito da busca que Piko fez. Embora ele não tenha achado Neru, achou Nero, que vem sendo muito visto pela zona portuária. E é exatamente para onde vou. Odeio ter que mentir para Rin, mas na calada da noite, precisamente na madrugada, eu irei, Eu não sou idiota a ponto de matar dois homens em plena luz do dia. Vai ser a noite. Rin estará dormindo, e não vai me atrapalhar, ou por em risco a sua segurança ou a segurança de Aya. Eu venho pensado bastante nisso, e já separei tudo o que preciso. Tanto a roupa, quanto as armas. Não tem erro...
Eu vou matar esse Ex.
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