Karakuri Burst
16 Atração fatal.
Notas iniciais

RIN POV’S ON
–Vamos terminar logo com isso. – Sorri confiante.
Len me ajudou a ficar de pé para seguirmos para dentro da organização. Kaito foi ajudar a sua mais nova amiga, Gumi. Quando ele foi tocar, só tocar, nela, Meiko ‘’delicadamente’’ o empurrou, dizendo que isso era trabalho para a parte feminina da equipe. Hummmm aí tem.
–Len? – Sussurrei.
–Sim?
–A Meiko e o Kaito são o que?
–Como assim? – Como estávamos na beira da rua, e o restante bem próximo à entrada da organização, nós estávamos nos aproximando de todo o pessoal.
–Você não esta sentindo esse cheiro de ciúme no ar?
–Agora que você falou....NÃO.
–Len, você esta meio lesado hoje. – Suspirei – Olha bem a cena.
–Ok, não sei ao certo o que aconteceu quando deixei eles a sós. Se bem que... – Parou pra pensar — Quando deixamos a Gumi sozinha com o Utatane você viu no que deu.
–‘’Docinho?’’ – Forcei a voz da Gumi.
–‘’Jujubinha?’’ – Ele fez a voz do Piko.
Rimos sozinhos.
Nessa hora, o namoradinho da Gumi chegou. Len mandou um olhar mortal pra ele, e eu não entendi muito bem por que. Gumi ficou toda feliz e começou a dar pulinhos de felicidade. Não tenho ideia de como Gumi fez isso, mas ela se soltou de Meiko numa velocidade anormal e pulou no Piko. Todos que estavam lá, menos o casal verde-branco fizeram uma cara de ‘’ MAS QUE RAIO ESTÁ ACONTECENDO AQUI?! ‘’
–Eu não permito que prendam a minha metade da laranja! – Disse Piko.
Calma lá. Usem todos os apelidinhos do mundo, mas LARANJA é nosso!
Depois de mais meia hora explicando o plano pro Piko, finalmente ele se acalmou, e concordou em entrar na história. Gumi estava tão feliz que achei que a cara dela tinha travado com o sorriso que ela estava fazendo.
Fui cumprimentar uma a uma das pessoas que estavam lá, descobri que Kaito tinha o mesmo ‘’problema’’ que o da Gumi, mas isso fez gostar dele ainda mais. Por incrível que pareça, acabei me tornando amiga de Meiko, isso nem o Papa esperava. Pois é, descobri que temos mais coisas em comum do que desavenças, também pedi desculpa por... Atirar no pé dela. Até que chegou a vez da Luka. Droga, eu fiz o maior estrago com a vida dela. Isso Rin, agora conserta, quero ver.
–O-oi Luka... – Disse gaguejando.
–Oi Rin! – WTF?!
–Tudo B-bem?
–Tudo maravilhoso! – Fez um sorriso sincero.
Olhei pra Len com a cara de quem não estava entendo nada. Ele apenas sorriu. Pronto, estava que nem uma tapada no meio desses dois sorridentes.
–Oh! Entendi: Está confusa, né? – Nah, imagina.
–Bem, e-eu... Atirei no... – Estava me enrolando.
–Claro, claro. Eu estar toda gentil com você é esquisito, né? Mas eu acho que você não podia ter feito coisa melhor do que atirar no Gakupo! – WTF?!² — Deixa eu te explicar, Gakupo é meu amigo desde os 6 anos, e eu sempre fui apaixonada por ele. Só que o tempo é frio, e acabou nos separando. Meu pai era militar e mandou para uma escola rígida, e acabei onde estou. Os pais dele eram empresários, e deram por morrer logo, deixando tudo para ele herdar. Só que ele acabou casando COM AQUELA VADIA CHAMADA YUZUKI E...
–Luka, se acalma. – Len falou sereno.
–Desculpa, vou me recompor. Continuando, depois daquilo que você fez com ele, eu surtei um... Pouquinho... Mas pensa assim: Se eu não tivesse tentado te matar o Len nunca iria te salvar e assim por diante. – Sorriu.
Claro que fiquei incomodada por descobrir que ela tentou me matar, mas aí lembrei que fiz o mesmo. Então tá tudo bem.
–Len me deu uma ‘’folga’’ e pude ficar mais um tempo com o meu Gak-zinho, e então... ESTAMOS NOIVOS!
–O QUE?! – Todos os presentes falaram, com exceção de Luka, é claro.
–Bem, ele disse que a vida é curta de mais – Olhou pra mim – E depois do que aconteceu ele percebeu que não iria gastar tempo com uma pessoa que ele realmente não amasse, então desmanchou o casamento com a cabrita da Yuzuki, e em um jantar ele me propôs. E TUDO ISSO É POR SUA CULPA, KAGAMINE RIN! ME DÁ UM ABRAÇO!
Fui amassada pelo abraço de urso que Luka me deu. Que medo. As pessoas que me odiavam agora são minhas amigas, e o loiro que daria de tudo para me matar é meu namorado agora. A vida é esquisita.
–Len, se continuarmos muito tempo aqui do lado de fora vão começar a suspeitar.
–Baunilha, ela tem razão. – Disse Gumi pro Piko.
–Certo Pistache, vamos logo com isso. – Respondeu Piko.
Essa coisa de apelidos... Pelo amor de Deus.
Len ficou atrás de mim segurando minhas mãos algemadas. Kaito empurrou a porta e ficou segurando para que passássemos, Haviam várias pessoas vestidas como Len, e me pergunto como eles acabam não se confundindo. Estávamos na recepção que também era toda preta. Deve ser uma loucura quando acaba luz aqui. Tinha alguns sofás de couro, Quem falou que a cor era preta, acertou. Balcão preto, quadros com molduras pretas, relógio preto, paredes pretas, piso preto, café preto, tapete... Branco. QUANTA MONOCROMIA! JÁ ESTOU COMEÇANDO A FICAR PERDIDA!
As pessoas que estavam na recepção quando perceberam minha presença deram um pulo pra trás. A mulher da recepção deu um sinal para Dell, e eu não quero saber por quê. Fomos em frente seguindo um corredor longo, que ao seu decorrer tinham salas com paredes de vidro. Ou seja, cada sala que passava as pessoas grudava no vidro para ver o que estava acontecendo. Que bando de intrometidos. Alguns batiam palmas e gritavam ‘’parabéns ‘’ para Len. Revirei os olhos, ele não conseguiu me capturar de verdade, eu é que me estou ‘’entregando’’.
Len estava ficando muito bobinho com os comentários que recebia. E sua equipe também ganhava alguns elogios, sem falar que Piko também. Pelo reflexo do vidro Gumi me mandou um sinal apenas com o olhar. Essa garota é quase minha irmã. Pensamos as mesmas coisas, okay, de vez em quando. Ao mesmo tempo, percebemos que quanto mais elogios eles recebiam, mais baixavam a guarda. E há há, definitivamente não é a primeira vez que somos algemadas. Era simples passar as algemas para frente. Era só dar um pulo razoavelmente alto, e passar as mãos em baixo da perna durante o pulo. Como se os braços fossem corda de pula-pula. De trás pra frente. Simples, pra quem já fez isso umas 20 vezes. Depois era só correr.
Claro que eu não iria fugir, mas o senhor esnobe disse que minhas reações não seriam convincentes, e tá na hora de mostrar o contrário. Ficar quieta e aceitar tudo de ‘’mão beijada‘’ não é do meu feitio. E é claro que iria incluir Gumi nessa. E tem mais, se eu deixar as coisas desse jeito, Len vai ficar mais metido que o normal. Ganhando esses trocentos elogios ele vai ficar se achando por uma semana inteira.
Gumi apressou o passo até ficar do meu lado, com Piko atrás, agora estávamos eu, Len, Piko, e Gumi na frente, com o pessoal atrás. Teve uma hora que eles começaram a acenar para as pessoas das salas. Agora isso ta virando um desfile.
Gumi olhou pra mim disfarçadamente, e confirmei o que faríamos. Dei o sinal de ação, e como Len e Piko estavam feito dois idiotas dando ‘’tchauzinho’’ para as pessoas foi fácil nos soltarmos. Com muita agilidade, pulamos ao mesmo tempo e passamos nossas mãos para frente. Começamos a correr lado a lado e tudo parecia estar em Slow Motion. Quando eles se deram conta do que aconteceu, estávamos uns 20 passos na frente.
– Bye-Bye princesas! – Gumi falou e mostrou a língua.
– Acharam mesmo que é assim que vão nos segurar? – Ri – Beijo, galera!
Eu queria tanto tirar uma foto da cara que eles fizeram. Foi hilária. Tanto que eu e Gumi corríamos e riamos ao mesmo tempo. Tudo estava engraçado demais. Eles começaram a correr atrás de nós e um deles acionou o alarme. Ainda tinha umas cinco salas pela frente até o longo corredor fazer uma curva. A 3ª sala abriu e saíram umas três pessoas de lá. Estamos em vantagem em relação à Len e Piko que vinham atrás de nós, então ainda tínhamos o luxo de parar para resolver o que aquelas pessoas queriam.
–PARADAS! Estão algemadas e não podem usar as mãos! Estão impotentes!
Olhei pra trás e vi que Len, Piko, Meiko, Kaito, Luka, Dell e umas pessoas que eu não gravei o nome se aproximavam. Olhei pra Gumi, que ainda estava rindo.
–E quem te disse que estamos impotentes? – Ergui a sobrancelha, eles ainda não tinham sacado nenhuma arma então...
Chutamos.
Quer dizer, eu não tenho culpa nenhuma. ESTOU ‘’FUGINDO’’, UÉ. Não é problema meu os homens serem tão frágeis. E como eram três Gumi deu o terceiro chute. Pulamos seus corpos que estavam no chão, reclamando de dor. Viramos o corredor e vimos que ele levava a um elevador. P-E-R-F-E-I-T-O.
Eu e Gumi nos apressamos e entramos no elevador, ela apertou qualquer número e víamos a porta fechar lentamente. Estávamos rindo ainda por cima, o que parecia irritar todo mundo. Quando Len e Piko chegaram na curva o elevador estava quase se fechando. Todos nos olhavam furiosos e tentaram correr a tempo de nos impedir de ‘’fugir’. Mandamos um beijinho pelo ar quando eles estavam quase alcançando. E quando chegaram... O elevador se fechou.
–YES! – Gumi comemorou – Aqui não é brincadeira! Nós somos outro nível!
–Ai, ai... Como é fácil. E olha que estamos no seu covil!
Tinha uma caixinha de som no canto do elevador. Tinha um espelho no elevador e eu e Gumi começamos a dar uma checada no visual, olhei pelo espelho e vi que aquela droga de prédio tinha uns 50 andares. Sem brincadeira, 50. Qual a necessidade de 50 andares?!
Quando estávamos chegando no 16° andar, a voz de Len saiu pela caixinha de som.
–Cortar energia dos elevadores.
‘’Cortar energia dos elevadores’’
Cortar a... PERAI O QUE?
O elevador foi se apagando aos poucos, e ele parou de subir.
–DOCINHO! EU CANSEI DESSA BRINCADEIRA! – Gumi choramingou.
–Calma Gumi, nós já vamos sair daqui. – Olhei pra cima. – Gumi, me dá uma ajudinha aqui.
Gumi me deu ‘’pézinho’’ para eu ter altura o suficiente até encontrar o tampo da luz, Ele estava solto, então talvez tivéssemos alguma chance. Empurrei com força e o mais rápido que pude, a luz estava quente. Era uma tampa grande e quadrada, o suficiente para sairmos dali. O compartimento cedeu e eu empurrei para cima e joguei para o lado. Embora ficassem alguns fios expostos. Subi e puxei Gumi comigo pela mão. Me dei conta aonde estávamos e paralisei. Estávamos em cima de um elevador. Não dentro, EM CIMA. Com os cabos e tudo, e logo abaixo de nós? Só uma queda de 16 andares até o poço do elevador.
–Rin, isso é muita loucura! Até pra mim!
–Calma! Deixa eu pensar, e não se desequilibra!
Olhei em volta e vi que um tubo de ventilação estava perto de nós. Claro que havia um vão entre o elevador e a parede, mas a gente supera.
–Gumi! Tem um tubo de ventilação, sabe aqueles de ar condicionado! Vamos passar por ele, e na primeira sala que encontrarmos, entramos!
–Okay!
Com um pouco de esforço, me estiquei até o espaço e me enfiei lá dentro. Já ia gritar para Gumi vir. Só que o elevador começou a descer.
–Gumi! – Gritei desesperada.
–Não se preocupe Rin, devem ser os meninos atrás de nós, nos esperando no primeiro andar. Vai, continua!
Gumi estava descendo toda preocupada. Até que algo a puxa. Algo não, alguém.
–Não vou deixar minha melhor amiga pra trás, sua boba. – Puxei ela no ultimo instante. O que resultou na Gumi pendurada a 16 andares no chão, com uma pessoa algemada a segurando.
–Força Gumi! A gente consegue! E Não solta a minha mão!
–Quem te falou que eu vou soltar a sua mão? NEM DE BRINCADEIRA! JÁ PERCEBEU QUE TEM 16 ANDARES ABAIXO DE NÓS?!
Depois de um tempo, eu e Gumi tínhamos conseguido entrar no tubo de ventilação. Ele era baixo, e precisamos nos abaixar para andar nele. Outro momento que eu queria ter visto é a cara de todos eles, todos ansiosos para nos encontrar no elevador e descobrir que fugimos pela ventilação. Hahaha nossa, eu pagava pra ver.
Fomos andando por uns 20 minutos na ventilação, que era suja, fria e escura. Não tínhamos a menor idéia pra onde ir, então seguimos o som do alerta que eles acionaram quando fugimos. E finalmente encontramos ‘’ a luz do fim do túnel’’ era uma grade de metal na forma de um quadrado que ficava no teto de alguma sala. Era a forma de ventilação que havia naquela sala, que não parecia ter janelas. Para ficar no teto da sala, tinha que ficar no chão do tubo. Em um chute poderoso, arranquei aquela maldita grade que desceu rápida como um tiro até a mesa de carvalho que tinha logo abaixo.
Desci até a mesa e ajudei Gumi a descer também. As paredes dessa sala não eram de vidro. Descemos da mesa, e na hora que eu fui abrir a porta eu e Gumi já íamos na maior empolgação e já fomos correndo. Só que exatamente nessa bendita hora trombamos com eles.
Eles quem? Len, Piko, Luka, Meiko, Kaito e mais umas pessoas.
Que maravilha. Mereço um Oscar depois dessa.
Quando perceberam o que aconteceu, eu e Gumi não tínhamos chance nenhuma de fugir. Parece que o pique-pega acabou. E eles venceram.
–Droga Rin, não faça ser mais difícil do que já é! – Claramente o deixei bem irritado.
–E você acha que eu me importo?! Não seja idiota! – Todos, menos Gumi me olharam assustados.
–Len, você tem retardo mental? – Sussurrei – Não percebe que tem câmeras nesse corredor? Não sabe que nós temos que nos ‘’odiar ‘’ Esqueceu que tem que ser convincente?
HÁ-HÁ-HÁ. Quem é o estrategista e quem é a impulsiva agora, hein?
–Desculpe docinho, mas se ficássemos paradas com cara de lesma morta não ia ser natural. – Explicou Gumi para Piko.
–Como... Como é que fugiram do elevador? – Kaito perguntou.
–Segredos são segredos. Tão vendo como nunca iam capturar a Rin? É impossível! – Gumi sorriu.
–Andem logo preguiçosas, não vejo a hora de te ver atrás das grades. – Disse Piko falsamente.
/////
É, finalmente fui ‘’presa’’. Mas pelo menos agora eu posso ficar com Len. E ficar com ele, somente ao seu lado é tudo que preciso.
É fim do dia. Quase anoitecendo, e parece que todos foram liberados. Me despedi de Gumi, que com a ajuda de Piko vão encontrar Ryuto de um jeito mais fácil, já que Piko lidera uma equipe de busca. Agora estava no elevador, com Len, Luka, Meiko e Kaito.
–Sério, como fugiu daqui? – Kaito continuava.
Todos esperavam minha resposta. Deviam estar todos curiosos.
Olhei pra luz.
–Nãããão, não pode ser. Pela luz? – Luka não acreditava.
–É. Até que foi fácil, mas foi questão de sorte ter um tubo de ventilação por perto.
–Mas, caramba! Ficar suspensa por 16 andares encima do elevador?! – Disse Meiko.
–Gumi também não gostou muito da idéia, mas bem... Foi o jeito. – Olhei para a pequena tela em cima da porta do elevador que mostrava G3 – Para onde estamos indo?
–Embora. É assim todos os dias.
O elevador parou e abriu as portas, saí só quando Len saiu, porque não tinha a menor idéia de como andar por ali.
–Tchau Meiko, Tchau Kaito. – Acenei para os dois que iam juntos para algum lugar da garagem.
– A moto da Meiko foi fazer revisão, enquanto isso eles vão juntos – Len me explicou.
Quando estávamos indo para algum lugar Kaito passa correndo na nossa frente e por pouco não nos acerta. Ele vai embora gritando: ‘’ Até segunda!”. Eu parei para olhar a moto de Kaito, e nossa, é uma SENHORA MOTO. Meu Deus, não esperava isso de alguém como Kaito. Era uma Kawasaki azul ZX-12R. ( N.A: Link dos automóveis nas notas finais )
Luka logo seguiu eles na sua moto Kawasaki Ninja prata. Nossa, agora parei. Eu NEM SEI DIRIGIR e olha os ‘’possantes’’ que eles tem. Vou ficar no meu canto da depressão.
–Espera aqui?
–... Claro.
Estava petrificada feito uma boba com essas motos. Quanto será que eles pagaram?! Enquanto fico esperando por Len um dos carros do Batman passa por mim. Sem brincadeira, eu achei que era o Batmóvel. Mas na verdade, era um Maybach Exelero preto. Socorro, essa pessoa deve ser podre de rica.
O carro que passou por mim deu ré, e parou na minha frente, abaixou o vidro e... ( N.A: ERA O BATMAN! ) Era o Len.
–Vamos?
Parei. Vou ficar no canto da depressão por semanas. Dei a volta no carro e entrei no banco do carona, ainda não acreditando naquilo tudo. Ele começou a acelerar e subir até o G1, e daí fomos embora.
–Rin?
–Hm?
–Esta com uma expressão esquisita.
–É por que...
–Não achou que eu fosse pra casa com a viatura, achou?
–Estamos indo pra sua casa?
–Apartamento. – Pensou – Cobertura, na verdade.
Agora eu vou ficar quieta. Melhor assim.
O prédio onde Len mora não é muito longe do trabalho dele, mas ainda sim ele usa carro. Entramos pela garagem e ele estacionou, logo depois entramos no elevador. O prédio tinha 35 andares. Sinceramente, porque tudo quanto que é prédio é gigante?
Assim que saímos do elevador, eu e Len andamos um bom pedaço de corredor até pararmos em frente a uma porta grande de madeira clara. Ele pegou uma chave prateada e abriu a porta. Assim que entrei fiquei maravilhada, era tudo simplesmente incrível, sem falar da vista.
–Len, seu apartamento é incrível!
–Jura? – Me abraçou por trás – E correção. Nosso apartamento.
–Como?!
–Exatamente isso que você ouviu. A não ser que prefira casa, ai podemos comprar uma. Desde que eu esteja com você não importa onde vamos ficar, desde que fiquemos juntos.
Me virei para beija-lo. Coloquei as mãos na sua nuca enquanto aprofundava o beijo. Ele fechou a porta usando o pé. Ele me envolveu com seus braços e suas mãos ágeis percorreram minhas costas. Tirei minhas mãos da sua nuca e comecei a desabotoar seu,] sobretudo até ele ficar completamente aberto, revelando sua camisa social branca. Passei as mãos pelo seu peitoral e abdômen e aos poucos fui afrouxando o nó de sua gravata vermelha.
–Sabe onde isso vai dar, né? – Len me encarou – Não tenho todo esse controle.
–Se descontrole então. – Sorri maliciosa – Eu quero isso, Len.
Puxei ele pela gravata até uma poltrona que tinha em sua sala. O fiz se sentar, e com uma fita de um dos laços que uso, o vendei. Sentei em seu colo propositalmente para provoca-lo. Ele tentou tirar a venda, mas o impedi. O beijei mais uma vez, desta vez desarrumando seu cabelo.
–Por que essa venda? Vai mesmo me provocar? – Ele falou arfante.
–É mais interessante sentir e não ver, Len. Se eu te provocar é porque sou louca.
–E você... – Colocou uma das mãos nas minhas costas e me apertou contra ele – Você me deixa louco.
Comecei a beijar o canto da sua boca e desci até seu pescoço, onde distribuí leves mordidas. Mesmo vendado, ele pôs as mãos em minha nuca e me trouxe ao encontro da sua boca novamente. Desabotoei os botões de sua camisa social para fazer uma trilha de beijos de seu peitoral ao abdômen. Percebi que ele tentava se segurar forçando os punhos e mordendo o lábio inferior. Passei minhas mãos gélidas pelo seu corpo o que fez ele soltar um longo suspiro. A cada segundo que se passava eu sentia um volume crescer abaixo de mim.
RIN POV’S OFF/ LEN POV’S ON
Droga, essa garota não sabe como me excita. A cada toque seu minha vontade de agarra-la cresce cada vez mais. Definitivamente essa ‘’brincadeira ‘’ está mexendo comigo.
–Minha vez.
Antes dela dizer qualquer coisa arranquei aquela maldita venda que me impedia de vê-la. Puxei ela novamente até mim e a beijei desarrumando todo o penteado que ela usa. Baguncei seu cabelo até ele ficar solto. Me livrei da gravata, blusa e sobretudo que estavam me atrapalhando. Me levantei da poltrona onde estava sentado, a peguei pelo colo e a soltei em cima da minha cama.
Fiquei em cima dela, apoiando meus braços ao lado da sua cabeça. Ataquei seu pescoço com mordidas e chupões. Tirei seu kimono branco que foi parar em algum lugar do quarto. Assim como eu, ela parecia reprimir seu gemidos, só que é minha vez de brincar e eu não vou deixar barato.
Subi seu vestido vermelho até que encontrasse sua calcinha. Renda preta. Eu vou ficar louco.
Apertei suas coxas e dei um beijo em sua intimidade por cima de sua calcinha.
–L-LEN! – Ela gemeu meu nome. Ótimo, consegui o que queria.
Puxei o zíper do seu vestido e praticamente o arranquei de seu corpo. Ela estava linda, como sempre. Só que ver ela apenas de lingerie todinha pra mim, era o paraíso.
Tirei seu sutiã e comecei a brincar com seus seios, apertava o direito enquanto lambia o vão entre seus seios, logo direcionei minha boca para o esquerdo, ocasionalmente dando leves mordidas, o que a fazia gemer cada vez mais. Troquei o que fazia, e comecei a chupar seu seio direito.
Desci minha atenção até sua intimidade. Tirei sua calcinha e rapidamente a adentrei com minha língua, que explorava todos os lugares possíveis. Essa hora ela gritava por mim, e meu desejo de tê-la já estava no limite.
–L-Len! E-eu q-quero v-você!
Era tudo que eu precisava. Tirei minha calça e minha cueca box com urgência, o que mostrou meu membro completamente ereto por ela.
–Rin, eu não aguento nem por mais um segundo.
–Eu já te d-disse... – Sorriu – E-eu quero v-você.
Então a penetrei. Primeiro fui fazendo movimentos leves, e indo bem devagar. Logo fui aumentando a velocidade conforme meu desejo aumentava. Nós dois gemíamos de puro prazer.
Então, chegamos ao orgasmo juntos.
Me retirei arfante de dentro dela e caí ao seu lado na cama. Olhei para ela e afastei uma mecha que me impedia de ver seu belo rosto por completo. Assim com eu, sorria. E parecia cansada. Puxei um lençol e nos cobri.
–Eu te amo, sabia?
–Eu também te amo muito, meu oxigenado.
Isso era tudo que ela precisava dizer. E pensando assim, adormecemos abraçados.
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