Kaori Lioni e o Despertar do Primordial
5 2- onde raios está a ruiva?
Eu tava pensando em como esconder aquelas cinzas, até que o professor Jato passou e viu as cinzas. Ele olhou para mim e depois para fora, acho que foi para conferir se alguém viu, não sei. Ele veio correndo e escondeu tudo embaixo do tapete —como eu não pensei nisso?!, e me levou para fora e me mandou pedir desculpas para a Mavis. Eu procurei a Mavis e fui chegando nela e falei:
—desculpa, Mavis — um “Ugh” quase saiu na última sílaba, mas preciso manter a pose se quiser continuar na escola.
—Oh, Kaori... tudo bem, eu te perdoo. Eu sei que você tem esses seus... problemas de controle. Eu só queria ajudar, de verdade. Fico triste que você tenha me entendido mal.
Ela falou aquilo com uma voz tão doce que parecia que tinha engolido um pote de mel, mas os olhos dela brilhavam de malícia. Eu tive que apertar minhas mãos com força para o gelo não disparar e transformar o sapato dela em picolé.
Estava na hora de ir embora —Glóriaa, e consegui achar a Yara —Sabe o que ela estava fazendo? Ela estava roubando um lanche na cantina do museu, e levei ela até o ônibus, bem mais animada do que na hora que cheguei. Dessa vez, eu fiquei na janela. Eu vi que estávamos perto de um túnel e falei animada para Yara:
—Yara, Yara! Acorda! A gente vai passar no túnel!
A gente passou no túnel, mas a Yara não estava mais lá. Ela tava literalmente do meu lado há alguns segundos.
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