Kansas, onde tudo começou
3 Capítulo 1
Notas iniciais
O começo... Ai Deus!
Mary estava andando pela calçada perto do estacionamento do colégio, quando de repente, Cheron, uma das garotas mais populares do colégio, esbarra de proposito com ela, fazendo-a derrubar os livros e a bolsa.
–Seja bem vinda Brasileira. — Ela saiu gargalhando.–Acho que obrigada! — Mary falou baixinho e se abaixou para pegar seus livros que havia caído, foi quando percebeu uma mão ajudando-a a recolher os livros. Quando ela levantou a cabeça se deparou com ele...–Não liga para ela. Ela é assim, boa anfitriã com todos. — Disse ele com tom de ironia.– Super perceptível. Obrigada! Prazer Mary Ross!–Dean Winchester! — Ele estendeu a mão e ela correspondeu, ele beijou-a a mão — Mary, que nome doloroso... Posso chama-la de Ross?–Acho que sinto muito pelo meu nome lhe causar dor, então tudo bem. Mas, me desculpe, preciso ainda achar a secretaria, a orientação, ou qualquer lugar onde me ajudem... Se me der licença... E obrigada de novo!–Até mais, Ross. Mary olhou para trás sorriu e continuou andando. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX– Èh! Senhora! Por favor! Eu sou aluna nova!–Você deve ser a brasileira certo?- Disse a senhora simpática da orientação.–Mary! Sou eu! Preciso do horário escolar, os livros que estavam em falta, o caminho para sala e...–A chave do seu armário?–Sim! A senhora um pouco idosa lhe entregou tudo o que Mary pedira e lhe explicou os caminhos.–274! Perto dos banheiros! Não se esqueça.–Pode deixar! Obrigada! Mary foi até seu armário, guardou os livros que não iria usar, grudou os horários na porta do armário, do lado de dentro e foi em direção à sala da tal "Aula mista de biologia". Quando chegou, olhou em torno da sala, cada mesa tinha três plaquinhas, ela procurou até achar seu nome, nem se importou em saber quem eram seus parceiros, não os conheceria mesmo, só sabia que eram um do segundo ano e outro do ultimo, as cadeiras em todas as mesas era organizadas em: 2° ano, 1° ano, 3° ano. Pegou o livro "Orações e Exorcismos em Latim"– e começou a ler, nem viu quando os dois rapazes, os parceiros da aula, se sentaram ao seu lado, um de cada lado, foi quando percebeu que ela seria a única mulher ali, e também percebeu que um dos seus parceiros era...–Winchester?–Ross. Coincidência encontrá-la na "aula de biologia mista"! — Dean gesticulava "aspas" no ar com os dedos. — Esse é meu irmão Samuel Winchester.–Prazer Samuel! –Sam, por favor! -ele estendeu a mão para ela, que correspondeu, Sam fez a mesma coisa que o irmão, beijou-a a mão com cavalheirismo.–Sam, essa é Mary Ross! — Disse Dean– Meu nome incomoda a você como incomoda ao seu irmão?– Não é que incomoda, é que dói!-Retrucou Dean–A dor é um incomodo Dean! — Disse Sam. — Um pouco — Ele disse a Mary.–Podem me chamar como me chamavam no Brasil. Duda!–Duda?– É que Mary no Brasil é Maria, e minha mãe queria que o meu nome fosse Maria Eduarda, mas por causa do meu pai que é americano, ela colocou Mary e acabou nem colocando Eduarda, mas no Brasil, me chamavam de Duda, que é o apelido de Eduarda... -Os meninos ficaram olhando confusos para ela — Meninos, vocês entenderam?–Éh... Sim. — Disse Dean.–Sam?– Éh!! Faço da resposta do Dean a minha. Ah! E o Dean estava se perguntando se você gosta mesmo de Kansas!–Sammy! Não me obrigue a lhe dar uma surra.–Calma garotos! E Dean, sim, eu gosto bastante de Kansas — ela apontou a blusa.– Dean! Casa com ela!–Sammy! — Dean disse em tom ameaçador.–Hey! Só não se esqueçam de que estou no meio dos dois.–Tudo bem! — Disse Dean — Perdoe-me a curiosidade, mas, o que você estava lendo? Ela mostrou a capa dos livro.–Orações e Exorcismos em Latim. Os irmãos se olharam assustados.–Você sabe o poder que isso tem? -Perguntou Dean, pegando o livro das mãos dela.–Sim, eu sei! E sei que é estranho, mas fora os romances e os livros de terror, esse é o único tipo de livro que me interessa. Devolve??–Não! Você sabe o estrago que você pode causar com isso? — Perguntou Dean.–Sim! Se quiser, posso libertar um demônio de uma pessoa, sem nenhum símbolo que prenda demônios por perto e causar outra possessão!–Ah! Como é que você sabe dela tudo isso? — perguntou Sam.–Sam! Sempre me interessei por esses assuntos!–Sabe algum de cabeça? — Disse Sam apontando para o livro-caixa referindo-se as orações.– Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incuriso infernalis adversarii, omnis legio, omnis congredatio et secta diabolica… Ergo… Perditionis venenum propinare. Vade, satana, inventor et magister omnis fallaciae. Hostis humanae salutis. Humiliare sub potenti manu dei. Contremisce et effuge. Invocato a nobis sancto et terribile nomine. Quem inferi tremunt…
Ab insidis diaboli, libera nos, domine. Ut ecclesiam tuam secura tibi facias, libertate servire, te rogamus, audi nos. Ela falava sussurrando, ela estava de olhos fechados, foi abrindo aos poucos, o professor entrou na sala bem não hora em que ela terminou de abrir os olhos.–Queridos alunos, as aulas voltaram para o terror de muitos e felicidade de outros. E voltamos com novidades, quatro aulas mistas por semana, duas de biologia e duas de Matemática... Muito legal não é? Não respondam. A aula se arrastou, Mary, Dean e Sam fizeram várias anotações em seus cadernos. O professor olha no relógio.–Até amanhã alunos! — A campainha de intervalo toca. Mary segura Dean pelo braço, impedindo-o de sair da sala.–Dean! Por Favor!–O que? -Ele se fez de desentendido.–Não se faça de desentendido! — Ela ralhou.–Só se você me der seu número!- Ele se assustou com o que disse, Sam que observava a cena de longe segurou o riso. Mary prontamente anotou o número em um pedaço de folha de caderno e entregou a Dean.–62797677, — Dean leu — Como vou saber se existe?–Liga. Se não for, nós nos resolvemos amanhã. Agora, devolve o livro vai!?–Cuidado! — Ele devolveu — O que você pode fazer com isso é sobrenatural. Ela pegou os livros e saiu correndo, Sam que só observava a situação, riu. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Mary fecha a porta der seu armário e vai em direção ao refeitório. Na metade do caminho encontrou Cheron e umas amigas.–Olha se não é a brasileira. Tô sabendo que ela ta pegando os dois Winchesters de uma vez só. Uma bolada, porque eles são muito gatinhos.–Com licença garota, eu quero passar.–Olhem meninas, mal chegou e já quer mandar!–Cheron, você não se cansa, não? — Disse um dos Winchesters que estava atrás de Mary, Sam ela supôs.–Olha se não é um dos peguetes da brasileira.–Cheron, sua naja, para de ficar babando veneno por aí, é falta de educação sabia? Ah! Esqueci, você não sabe o que é educação, não é?! Uma loira bonita se juntou aos Winchesters e Mary.–Olha se não é a defensora dos oprimidos?!–Você não está se achando gorda demais garota, — ela falou com ironia, Cheron era anoréxica. — Porque você está ocupando toda a passagem. O grupo que estava com Mary a guiou até o refeitório, pegaram o lanche e se sentaram em uma mesa vazia.–Guria! Você acabou com aquele veneno!–Você é a...?–Nataly Harrison. Você é?–Mary Ross. Mas pode me chamar de Duda.–Duda?– É que Mary no Brasil é Maria, e minha mãe queria que o meu nome fosse Maria Eduarda, mas por causa do meu pai que é americano, ela colocou Mary e acabou nem colocando Eduarda, mas no Brasil, me chamavam de Duda, que é o apelido de Eduarda... Entendeu?–É... Mais ou menos... Primeiro ano?–Sim e você?–Também... Eles lancharam, Mary e Nataly conversaram praticamente o intervalo inteiro, e os Winchesters quase não falaram. O intervalo acabou. Mary se despediu dos Winchesters com um beijo na bochecha de cada um. Nataly apenas deu tchau.– Até a saída Winchesters... XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Na hora da saída, começou a chover, Dean e Sam estavam sentados no banco perto do bebedouro.–Dean! Você esta babando pela Duda, cara!–Sam! Pare!–Estou falando sério!–Puta Merda! Sammy!–Cara, tô tentando te ajudar! Ela é... Sei lá... Porque você não fica com ela?–É o nosso trabalho cara! Agora eu te entendo, você tem medo de se apaixonar e acontecer tudo de novo, o que aconteceu com a mamãe, com sua namorada.–Cara, cadê o Dean garanhão?–É diferente Sammy!–Porque é diferente Dean?–Ela... Porque ela especial. Não só para uma noite e nunca mais... Ela é quase perfeita...–O que te possuiu? XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX–Hey! Nataly, eu vou beber água, não vá embora, viu?–Okay! Vai lá! Mary se encaminha para o bebedouro.–Veja se não são os irmãos Winchester, rapazes, eu quero agradecer, por hoje, com a Cheron!–Tudo bem! Te ajudei na entrada, no intervalo, vai precisar de ajuda na saída?- Disse Dean–Acho e espero que NÃO. — O telefone dela toca. (Ligação ON) –Alô!–Duda?–Rafael! Aconteceu alguma coisa?–Duda! Tive um imprevisto, não vai dar para te buscar!–Ai! Droga! — Ela bufa — E Castiel?–Esta com a babá.–Poxa, eu odeio que você o deixe com a babá, mas tudo bem. Quanto a mim?–Pega um táxi!–Um táxi. Ótimo! -Ela desliga (Ligação OFF) Duda tinha conversado em português, mas era perceptível sua irritação.–Aconteceu algo Duda? — Sam perguntou.–Sim! Perdi minha carona, esta chovendo o céu, Cass esta só com a babá, ainda vou ter que chamar um táxi e meu celular descarregou!–Cass? — Dean pergunta.–Meu filho de criação.–O que? Filho de criação? -Sammy se assusta.–Longa história.–Mas e você? — Dean pergunta–Como já disse, vou dar um jeito de pegar um táxi. — Duda fez bico.–Olha, acho que o Dean te leva -Sam da uma cotovelada em Dean — Eu tenho que fazer um trabalho na biblioteca. Só vou mais tarde!–Sammy! Dean! Não quero incomodar, melhor não!–Não! Tudo bem! Eu te levo! — Ela olhou desconfiada.–Dean, eu...–Você confia mais em um taxista do que em mim?–Se os taxistas daqui forem que nem os do Brasil, não. Aceito a carona.–Sammy! Me liga quando acabar.–Okay! Tchau Duda.–Tchau Sammy! — Ela dá um beijo na bochecha de Sam e desaparece com Dean no corredor. A chuva esta forte.–Dean, vou avisar Nataly.–Okay! Não demore.–Já volto.
Notas finais
Gostaram? Beijos de tirar o fôlego! Pruddy!!
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