Kaldhæðni
1 Prólogo
Notas iniciais
- ERIK, LIMPE TODO ESSE ESTRUME! — gritava seu "responsável", Trudelmer.
Erik nunca intendeu o porque de ser tratado com indiferença. Era certo que não tinha a estrutura corporal e força de um Troll, mas não é para tanto. Trolls ricos esbanjavam fartura, até que eram mais bem vestidos, e alguns podiam circular pelo reino. A família Trólensou era mais que pobre. Morava na parte mais escura da floresta proibida -que nem era proibida-, quase nunca tomavam banho e Erik não se lembrava de já ter usado alguma roupa diferente após os 15 anos. Agora aos 17 a roupa ainda lhe cabia e é claro que o lago tinha algum uso para o garoto.
- JÁ NÃO DISSE PARA ANDAR LOGO COM ISSO? — sorte que Trudelmer Trólensou não exigia que Erik o chamasse de papai.
(...)
A cidade das fadas era na verdade a capital do reino. O garoto lembrava-se bem da última vez de ter ido lá... Ele levara, com a melhor amiga Mara, o feno necessário para a celebração de quinze anos da princesa Syn. Ele lembrava-se do seu corpo, seus olhos e seus cabelos. Ah, seus cabelos! Uma visão rápida e a troca de olhar entre o "Troll" e a princesa o fez ficar sem dormir por dias. "Se ao menos Mara fosse assim, talvez ela fosse mais que melhor amiga". Se pegava pensando sempre que a amiga tentava algo. É claro que apesar da fama de criaturas horrendas, só os Trolls negros eram assim. Os que iam para guerra ou se alistavam eram como os humanos os descreviam. E apesar de não ser Syn, Mara se parecia bastante com as plebeias vikings. Tirando o falto de ter quase um metro e noventa de altura com apensas dezesseis anos.
Teve uma leve lembrança ao continuar limpando:
Como de costume o loiro saiu da água do rio e pôs sua roupa mal lavada. "É, quando se tem um Troll em casa e não uma mãe dá nisso".
- Você contradiz tudo tomando banho, Erik. — reclamou Mara ao sair da água logo após o garoto se virar.
- Então por que me acompanha?
Ela toca seu ombro e sorri triste.
- Porque gosto de você, Erik. Você é especial. Seu pai pôs seu nome assim, porque significa rei eterno. E ele espera conquistar o trono daqui e que você seja o sucessor dele.
O garoto se vira, sem se importa com as condições da menina, e tem vontade de virar as costas mas diz pensando alto:
- Se fosse para governar, Mira. Escolheria ser viking, e estar ao lado de Syn.
Voltou a seus afazeres e deixou os flashes de lado.
(...)
Syn sabia que era hora. Mas não era uma simples hora. Era hora de salvar seu irmão. O irmão que não conseguia tirar da cabeça desde que o viu entregando feno. Ele era... Diferente. Dez anos de treinamento com fadas finalmente serviriam para algo. Seria fácil. Era só chegar em Erik e dizer: "Ah é, seu nome é Scorpyus você é o filho mais velho da rainha Brenda e do Rei Osman e meu irmão. Agora vamos liderar uma guerra contra sua ex família de Trolls. E não esquecendo que eu estou com um amor ardente por você". A jovem deu um último abraço em Bella, sua mentora fada, e partiu para floresta proibida com apenas duas flechas, um arco e uma longa capa branca para se proteger da neve grotesca que caia. Eram tempos difíceis, e tinha que disparar o sinal de sua ida. E assim só lhe restara um flecha.
(...)
Reconheceu o irmão ao ver o garoto de trajes velhos varrendo estrume. Murmurava algo para si o que deixou a princesa pensativa. O que ela faria? Tinha que chamar a atenção do irmão para trás da árvore que se encontrava, sem que o Troll dentro da humilde casa a visse. Rasgou um pedaço de pergaminho e escreveu com uma pedra ao chão: "Atrás da árvore branca. Koma surreptitiousl. Traga a flecha de volta."
Enrolou o recado na flecha com um poco de goma árabe estava pronta sua "armadilha". Mirou para dois centímetros ao lado do pé do irmão, lembrou-se dos conselhos de Bella e... Errou. A flecha chegou um centímetro mais perto. O garoto se assustou, olhou em volta e desdobrou o bilhete. Olhou fixo a ela. A reação de espanto veio acompanhada a um pouco de perplexidade. Correu até a ruiva e umedeceu os lábios rapidamente.
— Alteza? — perguntou em tom incrédulo.
- Sim, Scor... Erik! Venha até aqui e chegue perto, tenho uma longa história para lhe contar.
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