Kalahari

33 Kalahari, capitulo 32 - parte final 3


Notas iniciais
Capitulo, bem gordinho! Obrigada a todas que não desistiram desta autora! Obrigada a todos os comentários e a todas as recomendações e, muito obrigada as 300 visitas diárias que está fique conquistou!

Kalahari

Capitulo 32

Fim – parte final 3

A sensação que eu experimentava naquele momento era a mesma de um animal sendo estrangulado, que fica com os olhos vidrados e a língua de fora. Eu estava exatamente assim, com uma das minhas mãos na goela, com os olhos bem esbugalhados e com a boca tão arreganhada que a minha língua já estava secando do lado de fora. Ao longe eu ouvia um som, de um martelinho que batinha insistentemente na mesa.

—Srta Swan? Srta Swan?

Alguém me chamava.

—Por favor, Srta Swan, responda a pergunta!

—Hieegluu!!

—De forma clara, Srta Swan!

Quantas vezes eu ainda teria que experimentar a sensação de quase morte?

Meus olhos estavam fixos nele!

Mas quando ele ergueu as vistas diretamente para mim e sorriu de ladinho, para depois me mandar um beijinho com os lábios, foi que a tremedeira tomou conta de mim por completo. Eu senti a minha pressão sanguínea subindo e meu corpo sem qualquer controle de minha parte foi ao chão.

—Alguém chame um médico!

De olhos bem abertos eu vi mãos em minha direção. Pessoas tentavam me erguer enquanto eu tremia compulsivamente. Colocaram-me sentada em uma das cadeiras do fórum e me deram agua. Eu não tinha qualquer controle e deixe o copo ir ao chão. Aquela visão levou-me ao passado, reluziu em minha mente a imagem de outro copo que voou pelo ar, entornando a bebida preparada que eu fizera para ele, o Gordo!

O chefe da máfia italiana que eu achava que estava morto e enterrado. Ergui meu rosto e olhei novamente para o lado onde ele estava sentado e a criatura voltou a sorrir para mim, de um modo bem sinistro.

Voltei meus olhos para trás, para as portas grandes e largas com uma plaquinha acima onde se lia SAÍDA.

—Isabella, filha?

—A senhora não pode ultrapassar esta cerca, por favor, senhora! Deste lado somente pessoas autorizadas pelo juiz, senhora!

—É a minha filha, ela precisa de mim!

—Não ela precisa de um médico!

O martelinho voltou a bater insistentemente, até que com autoridade o juiz pronunciou-se.

—Silêncio! Silêncio na corte! Você sente-se ou será presa!

Levou alguns instantes até que todos voltassem a se sentar.

—Srta. Swan, como se sente?

—Glaugluuu! – eu não tinha voz, apenas balbuciava coisas estranhas. Meus olhos não desgrudavam dele. Então, o homem colocou um dedo indicador sobre os lábios, como a dizer silêncio.

—Senhor meritíssimo! Solicito que adie o depoimento de minha testemunha até ela se recuperar com aval de um médico, meritíssimo?

O martelo bateu uma última vez.

—Declaro que esta audiência está suspensa por uma hora!

As pessoas passaram a sair em ordem e falando baixo. Eu ainda me encontrava sentada na cadeira com os olhos fixos nele, que foi retirado por dois policiais altos e fortes. O Gordo antes de sair deu-me tchauzinho com uma das mãos algemadas. Assim que tiraram o italiano do recinto eu pulei da cadeira.

—Preciso ir embora, eu tenho que fugir!

Finalmente Rennee conseguiu aproximar-se de mim.

—Filha, como você está?

Borrada de medo!— eu praticamente gritei – Como assim?! O Gordo está vivo e ninguém me falou nada?

Um homem alto de semblante sério e compenetrado aproximou-se, ao lado dele estava o tacanho do agende federal.

—Srta Swan, necessitamos leva-la até o hotel onde esta hospedada, um médico precisa examiná-la!

—Eu preciso é dar o fora daqui!

—Srta. Swan, devo lembra-la de que está sob juramento, nesta corte?

—Acontece que quando eu jurei, eu não sabia que o italiano estava vivo! Vocês mentiram para mim!

—Bella, amor! Vamos para o hotel, um médico precisa examiná-la!

—Mamãe, ele sabe que eu sou testemunha!

—Isabella, filha! Entramos no programa de proteção de testemunhas do governo federal.

—Para a máfia italiana isto não significa nada!

Fui conduzida de volta ao hotel onde estávamos sob forte proteção policial. Assim que entramos no quarto, eu passei a colocar algumas mudas de roupa em uma bolsa a tira colo. Eu não sabia como, mas daria um jeito de fugir.

—Para filha! Se você fugir será considera perjura.

—Você sabia mamãe, que ele estava vivo?

—Não!

—Por que mentiram?

—Isabella, eles apenas omitiram esta informação! Não sei, talvez para o bom encaminhamento do processo. – Rennee gesticulava muito com as mãos, evidência de que ela estava tão aflita quanto eu.

—Ou talvez por eles saberem que eu não iria concordar em depor! – logo que colocamos os pés em território americano eu fui posta a par de todo o plano dos agentes do governo para tentarem capturar o mafioso Gordo. Aquela demanda envolveu a um grande contingente de recursos e associações. Ainda custa-me acreditar que eles conseguiram convencer Sue e Leah a participarem da emboscada ao Gordo naquela noite. A bem da verdade, outra menina iria subir com o preparado, mas por exigência daquele mafioso inescrupuloso eu fui a escolhida. Como já estava tudo encaminhado nada poderia dar errado naquela noite e, Sue já contava com a possibilidade de uma vida diferente para ela e Leah com novas identidades em qualquer outro canto do país.

Nós estávamos naquele quarto de hotel já fazia uns quinze dias. Durante todos os dias que antecederam a audiência de hoje, onde eu deveria sob juramento confirmar que fora testemunha do tiroteio entre o chefe da máfia italiana, o Gordo, e o agente federal e, que vira no quarto aquela maldita mala de dinheiro.

Rennee havia me explicado no voo que fizemos da Europa para os Estados Unidos que os federais americanos precisavam apenas da minha confirmação para provar que a máfia italiana tinha negócios escusos em vários setores da cidade, entre hotéis, teatros e restaurantes e a maldita mala de dinheiro era a comprovação da compra do silêncio de políticos corruptos. Tudo daria inicio a um enorme processo que atingiria a vários setores econômicos e políticos. Mas o fundamental de tudo era eu confirmar que o homem da cicatriz havia sido baleado pelo Gordo. Aquele pobre infeliz era um agente federal infiltrado que morrera naquele tiroteio. Quando eu subi com a bandeja de bebida e demorei a descer, Sue se desesperou e pediu ajuda para o agente que entrou no quarto. Os agentes pensaram que tudo se resolveria com o Gordo se rendendo sem reação, mas aquilo não aconteceu e, eu fugi da boate pela porta lateral que deveria estar sendo coberta por federais. Um deles achou que eu fosse uma das meninas da casa que fugia do tiroteio e não tentou me deter. Os federais concordaram em me inocentar da culpa do roubo da maleta de dinheiro se eu testemunhasse o tiroteio onde o cicatriz havia morrido. Com isto eles poderiam desbancar a rede de ligações criminosas chefiada pelo mafioso. Achei mesmo que aquele fosse a um excelente negócio até ver com meus olhos que o Gordo estava vivo e bem saudável!

Eu estava frita!

Aquele homem tinha uma rede de ligações perigosas. Eu não estaria a salvo em lugar nenhum. Uma batida na porta nos chamou a atenção. Eu muito covarde fui parar no canto do quarto e olhei pela janela verificando se estava muito distante do chão. Rennee soltou a correntinha e depois de se certificar ela abriu a porta. Um homem alto vestindo um sobretudo escuro entrou no quarto, seus olhos foram diretos para mim.

—O senhor é o médico?

Como exatamente aconteceu não sei dizer, mas o homem mostrou uma mão enorme com uma arma e bateu com tudo no rosto de Renne que foi ao chão feito a um fruto podre. Eu pressionei minhas costas na parede com vontade de passar para o outro lado, como fazem os fantasmas. Mas eu precisaria estar morta e pelo andar do homem estranho isto logo aconteceria.

Uma mão grande e fedida pressionou minha boca me impedindo de gritar. Eu fui arrastada, assim mesmo, com aquela mão que mais parecia a uma garra de ferro e jogada sobre a cama de forma pouco cortes. Meu corpo quicou no colchão macio. Eu tentei me projetar para fora da cama ao mesmo tempo em que abria ao berreiro. Uma tapa me acertou bem no meio do rosto, tudo girou e eu tive enjoo.

—Grite o quanto quiser, não tem ninguém para ajuda-la! – a voz grossa era fria e assustadora. Uma verdadeira promessa de terror.

Olhei com desespero para Rennee desfalecida no chão. Havia sangue saindo do nariz dela.

—Deixe-me em paz! – eu implorei quase chorando.

—Calma! Logo você terá toda a paz do mundo, pequenina! – estava implícito naquela fala a minha condenação de morte.

Alguém bateu na porta e aquilo me encheu de esperança, gritei a plenos pulmões o mais alto que eu podia. A porta se abriu e meu coração gelou, era ele, o Gordo.

—Piccolo, ainda canta como a um pintassilgo! – como alguém tão medonho podia falar com tamanha docilidade?

O mafioso fez um gesto com a cabeça para o homem que abatera Rennee. Este me puxou para fora da cama e fomos todos para o corredor onde uma cena de horror me esperava com vários homens caídos no chão.

—Você os matou?!

O Gordo riu do meu desespero.

—Mas eu não ouvi tiros! – sim, fora tudo silencioso demais. Sem barulho de luta, gritos ou arrastamentos.

Então ele me mostrou uma faca suja de sangue.

—Existem várias formas de matar. Logo vou por em pratica algumas para você escolher.

Dentro tudo o mais, o homem era um assassino profissional.

—Mas, como você soube onde me encontrar?

—Sim, você me deu muito trabalho piccolo! Tive que deixar estes idiotas me prenderem para me levarem até você.

—Foi tudo um plano! Como conseguiu enganar os federais?!

Ele gargalhou!

—Não é assim tão extraordinário enganar estes idiotas! Tenho homens pagos em todos os lugares. Mas confesso que fiquei com muita raiva quando perdi teu rastro naquele continente maldito.

Seguíamos pelo corredor pulando os corpos mortos no chão acarpetado. Dei um grito abafado quando pulei um policial que morrera com a garganta toda aberta e os olhos esbugalhados indicavam que ele havia sofrido.

—Não chore ainda, piccolo! Nós vamos nos divertir muito esta noite! Você vai gostar tanto que até vai implorar por mais. Mas antes, quero que me diga onde está o meu dinheiro, sua ratinha!

—Eu, eu não sei! – aquele homem iria me desmembrar quando soubesse que eu havia perdido todo o dinheiro daquela mala maldita. Eu estava condenada!

—Sabe! Conheço as pessoas e você nunca me enganou! Vai dizer-me onde está o meu dinheiro ou prefere ver como se descasca um ser humano? – nisto ele apontou o queixo para trás, vi horrorizada que um homem trazia Rennee desacordada, jogada no ombro como se fosse um saco de batatas.

—Não! Faça o que quiser comigo, eu te imploro! – De repente, toda a dor do mundo não teria comparação a qualquer mal que fizessem contra a minha mãe. Tudo o que acontecesse a Rennee seria culpa minha, aquilo eu não podia suportar.

O Gordo riu sádico!

—Eu nem coloquei minhas mãos em você e já está implorando? Oh, vamos nos divertir muito, isto me excita, sabia?

Fui arrastada por mãos carrascas em direção a saída do prédio. Descíamos pelas escadas estreitas, tropecei várias vezes e em grande parte ele me arrastava pelos degraus ásperos. Meus joelhos já sangravam.

—Fique em pé!

Eu não tinha controle dos meus movimentos.

Quando finalmente chegamos no hall de entrada eu compreendi o motivo de não usarmos o elevador, havia um homem caído na porta de entrada. O Gordo havia deixado uma devastação de morte por onde passara. Na recepção não havia ninguém e logo perto da porta um homem de costas para nós sinalizava alguma coisa. Um carro estava estacionado quando saímos pela porta e eu olhei com aflição para rua deserta na vã esperança de encontrar alguém e gritar por socorro.

Nos degraus finais que iria nos levar para a calçada onde o carro preto esperava com uma porta aberta eu cai.

—Acho que vou acabar quebrando teus pés, pois são inúteis!

Tive tempo somente de erguer uma mão antes de receber o murro. Mas alguma coisa aconteceu e o meu carrasco caiu estatelado ao meu lado. Depois foi uma loucura, houve muitos tiros e gritos. Pude ver o Gordo buscar abrigo ao lado do carro estacionado e mirar para um ponto com uma arma e atirar. Quando pensei em subir as escadas em busca de abrigo, uma mão forte me arrastou para longe do carrasco que parecia estar morto. Estava tão nervosa que não gritei, não reagi. Fechei os olhos e esperei pelo pior. Mas, fui surpreendida por mãos gentis que seguraram o meu rosto e quando a voz soou, fez meu coração disparar.

—Oh, santinha, como você esta? –abri os olhos em um átimo.

—Edward?! – agarrei-me a ele com total desespero.

—Vem amor, preciso tirar você daqui! — Eu não conseguia andar. Edward percebeu e me pegou no colo. Em meio ao caos sentir novamente o calor de Edward, seu suor, ouvir novamente a sua voz, me fez sentir que estava no paraíso, que tudo ficaria bem. Eu sentia-me segura nos braços dele.

Edward correu para o lado oposto da confusão. Homens gritavam, barulho de vidro quebrado e tiros, um verdadeiro caos a nossa volta. Ficamos agachados em um muro, Edward praticamente cobria o meu corpo com o dele em uma posição de proteção. Eu sentia a respiração pesada em minha pele e não conseguia pensar em mais nada a não ser beijá-lo com desespero. Um carro passou por nós a toda velocidade e disparou uma saraivada de tiros.

—Filho de uma puta! – Edward praticamente grudou o corpo dele no meu e cobriu as nossas cabeças com os braços. Depois, houve um silencio sepulcral. Meu coração batia tão acelerado que parecia que saltaria pela minha boca.

—Edward, acho que estou morrendo! – eu sussurrei bem fraquinho.

Não!

Com desespero Edward passou as mãos pelo meu corpo procurando por algo.

—Você está ferida?

Eu não tinha forças para falar, meu coração estava descompassado e me faltava o ar.

—Oh minha linda! Fala comigo, eu imploro!

Consegui olhar para o rosto dele e foi a coisa mais linda que eu vi naquele dia de terror. Os olhos pareciam dois faróis reluzentes e os lábios retos tremiam levemente, parecia que Edward chorava.

—Não faça isto comigo, minha Santa! Eu não terei forças se você me deixar!

Sorri, pois tudo o que eu mais desejava estava acontecendo, olhar para Edward uma última vez.

Alguma coisa aconteceu, pois Edward olhou para o lado.

—Eu não sei, ela esta desfalecendo! Alguém tenha misericórdia e me acuda!

Braços me ergueram do chão e eu fui levada com muito carinho para dentro de um carro. Pessoas falavam alguma coisa ao meu lado. Eu sentia que podia a qualquer instante apagar na escuridão e lutei contra isto. Eu queria muito continuar a olhar para ele como estava, continuar a sentir o calor de seu corpo e o afago de seus carinhos. Edward dizia algo, mas eu não conseguia ouvir. Ainda sim, lutei contra aquela força que me puxava, lutei o máximo que eu podia. Quando eu finalmente pisquei, tomei do ar profundamente e senti a uma fisgada do meu lado esquerdo e, finalmente eu gemi. A dor por pior que fosse era um sintoma de que eu estava viva, de que meu corpo reagia a o que quer que fosse que estava me consumindo.

—Oh, Isabella!

Edward sofria por mim. Ele me estreitava em seus braços com ternura e eu pude finalmente ouvi-lo falar.

—Oh, meu anjo! Reaja que agora está tudo bem!

Cada vez que eu respirava algo doía muito forte em mim. Eu encostei meu rosto no peito de Edward, ele era o meu remédio e fechei meus olhos me deixando ser embalada. Quando voltei a mim alguém assegurava que estava tudo bem.

—O senhor tem certeza que ela pode fazer está viajem?

—Ela passou por uma forte tensão nervosa. Dê estes comprimidos a ela, são calmantes irá ajudar na viajem.

Respirei profundamente e senti que algo me segurava no tronco, movi meus dedos em direção as minhas costelas que estavam enfaixadas. Abri meus olhos, a luz fraca deu-me as boas vindas ao mundo dos vivos.

—Onde estou? – minha voz havia voltado, mesmo estando fraca.

—Vamos para casa, Santinha!

—Edward?- eu tentei me sentar com certa dificuldade. – É você mesmo?

—Sou eu, arre! – ele sentou-se ao meu lado, havia tanta sinceridade em seus olhos.

—Oh, Edward! Eu pensei que estava delirando, pior que estava passando para o outro lado!

—Oh, minha Santinha! Que calamidade é esta?

—Como você chegou aqui?!

—Eu viajaria o mundo por você!

—Mas você estava preso na França!

—Aqueles bostas não podem comigo!

—O que você fez?!

—Arre, não fiz nada!

—Como eles te soltaram?

—Bem...! – Edward coçou a cabeça, depois olhou para o lado e eu segui com os olhos para um grupo de três homens que conversava baixo, um pouco mais afastado de nós. Daqueles três homens um olhou-me no exato momento da minha inspeção e, eu senti que o conhecia de alguma forma. O homem alto e bem posto deixou o grupo e se dirigiu para o nosso lado. Edward ergueu-se contrariado ficando a postos do estranho que era tão alto quanto ele. Eu tentei erguer-me também, pois senti que algo de importante estava para acontecer com a aproximação daquele homem distinto. E também pelo fato de que o estranho tinha os olhos cravados em mim.

—Não precisa se levantar Srta. Swan! – a voz era belíssima! E havia um quê, uma de autoridade na postura dele também.

—Espero que esteja sentindo-se bem, agora! – eu fiquei assim, de boca aberta, com olhar pasmo e cara de quem via e não acreditava.

—Mas, se for necessário podemos chamar novamente o médico... – ele parou de falar deixando a intenção por finalizar. Edward olhou para mim e pigarreou. Somente então, eu me dei conta que eles esperavam por mim. Claro! Eu precisava dizer alguma coisa para aquela figura distinta. Então eu levantei cambaleando e contei com o auxilio da mão de Edward. Em seguida alisei meus cabelos, que eu tinha a certeza de estarem medonhos e olhei para mim mesma a fim de ver a visão difusa que eu não deveria estar apresentando. Depois limpei a garganta e quando ia falar, Edward me atropelou.

—Santinha, quero te apresentar Carlisle Cullen!

Então, eles eram de alguma forma parentes?!

Um sorriso bobo se afrouxou na minha boca quando eu vi um brilho reluzir dos olhos do charmoso Sr. Carlisle Cullen que sorriu de leve.

Beleza era um negócio de família para os Cullens.

Limpei minhas mãos nas roupas e estendi uma antes de usar a voz mais melosa que eu podia.

—Isabella Marie Swan, é um prazer conhece-lo Sr. Cullen!

A mão quente encobriu a minha e um aperto firme e ao mesmo tempo suave abrandou dos meus dedos e percorreu todo o meu braço.

Eu já sorria a larga naquele instante.

—Finalmente eu a conheço, Srta. Swan. Ouvi falar muito de você!

Oh, céus!

Falaram de mim para aquele homem fabuloso! Eu meneei a cabeça e coloquei uma mecha do meu cabelo bagunçado atrás da orelha, antes de conseguir voltar a falar.

—Oh, somente coisas boas, eu espero! – depois lembrei de toda a minha trajetória até aquele momento e suspeitei que de todas as coisas que ele deva ter ouvido, duvidei que alguma fosse favorável para mim.

—Então, que surpresa encontra-lo aqui...!– eu olhei a minha volta, gesto que foi acompanhado pelo fabuloso Cullen e por Edward que já estava vermelho como um sapo.

Ri sem nenhuma vontade de rir.

—Eu não sei bem onde estamos, mas reforço que é uma surpresa encontrar aqui o irmão de Edward e Alice!

Tentei passar um ar informal e simpático. Eu precisava urgentemente resgatar a qualquer mal entendido que o Sr. Fabuloso Cullen ouviu ao meu respeito.

Então eu notei que Edward bufava bem pertinho de mim, meus cabelinhos já estavam em pé, em alerta ao perigo daquele respirar pesado, feito um búfalo. Eu nem ousei olhar para o lado e continuei com o sorriso mais amarelo para o Sr. Fabuloso, que relanceou ao mesmo tempo eu e Edward e sorriu lindamente.

A beleza era um perigo naquela família!

Eles deveriam ser presos, todos eles!

Mas então o fabuloso falou algo que me desancou e, eu cai sentada feito tomate podre.

—Como é simpática a sua noiva, Edward! Sua mãe ficará feliz em conhecê-la, logo. Não se demore, filho!

Filho?!

Filho!

Eu piscava sem parar. Como assim filho?! Então, aquele calor intenso, queimando feito o sol do deserto, torrou meu lado esquerdo do rosto e eu sabia, era ele, Edward Cullen enfurecido! Não havia alternativas e eu ergui meus olhos e neste momento que me arrependi de não ter sido morta pelos mafiosos. Eles com certeza eram café pequeno perto dele.

—Então, pai?! Uhuuu, isto sim é uma surpresa!

Você estava no maior descaramento, dando em cima do meu pai?!

Ele já estava aos berros e meus ouvidos doeram.

—Eu não!

—Então a Santinha pode me explicar, aquele sorriso de debiloide e aquela voz de maritaca manca pro lado dele? – Edward apontou o maior dedão para o lado onde seguiu reto e garboso o Cullen fabuloso.

Maritaca manca?!

Eu me levantei e me preparei.

—Olha aqui! Olhe bem para mim, Sr. Cullen! Eu estou um trapo de gente, quase fui morta por uma saraivada de tiros, não antes de apanhar feito João bobo na mão grande daquele mafioso carrasco e, nem quero lembrar todas as vezes que achei mesmo que ia desta para melhor! Então o senhor não ouse me julgar! Com todos os diabos, como eu ia saber que aquele homem fabuloso era teu pai?! Teu pai, Edward!

Eu olhei para o lado, as pessoas se afastaram de nós que estávamos aos gritos.

—Você poderia tê-lo apresentado como pai e não pelo nome, oras bolas!

—É claro que sim! Ai, eu iria perder os belos chifres que você iria colocar na minha testa!

Como é?!

—Eu?! Olha quem fala? Você é casado com aquela uma que fica te chamando de chifrudão para quem quiser ouvir. E não ouse dizer um absurdo deste ao meu respeito, não me iguale aquela uma desclassificada! No mais, todos vocês Cullens, deveriam ser presos!

—Arre, que sandice é esta agora?

—Por serem bonitos demais!

Edward ficou um tempo com a boca aberta, eu podia ver com riqueza de detalhes os buracos dos dentes que faltavam. Depois ele abaixou os braços e me olhou de um jeito como se nunca tivesse me visto antes.

—Você é tão absurda, que me leva a loucura, sabia?

O timbre da voz suavizou e um calorzinho gostoso começou a tomar conta de mim.

—Oh, Edward! Não exija tanto assim de mim! Eu não tenho defesas contra vocês Cullens!

—Então eu tenho que agradece a alguém, por ele não ser meu irmão!

—E, eu nem quero pensar se assim o fosse!

—Isabella, você é um problema do começo ao fim!

—Ainda sim, aqui está você!

—Eu sempre estarei onde você estiver!

Era ele, sempre seria ele!

—Temos que resolver algumas coisas, não acha?

Edward tomou com a maior mão a minha cintura e me aproximou dele. Eu já me encontrava débil e maleável com a boca aberta a espera da invasão.

— Faça a lista que eu resolvo!

O hálito quente bateu na minha face e eu alucinei. Meu corpo doía, minha cabeça doía, meu estomago roncava, mas naquele momento eu queria ser beijada com loucura por ele. Ergui-me na ponta dos pés e lancei meus braços para cima o enlaçando.

—Deixa para depois! Me beija que eu estou doente de amor por você!

Foi suave, terno e quente ao mesmo tempo. Eu estava tão carente de Edward que esperei o beijo tão prometido de olhos semicerrados, a espera de que algo acontecesse e viesse a impedir o nosso momento. Um sentimento de fúria me dominou e, eu o puxei para mim pelos cabelos, eu precisava dele urgentemente e nem toda a dor do meu corpo iria me impedir de beijá-lo loucamente. Nossas bocas grudaram com um gemido sufocado. Eu sentia o corpo forte de Edward moldando-se ao meu. Eu podia sentir seu cheiro, seu calor e todo ele vibrando. Edward não demorou a tomar a rédea daquele beijo faminto e me invadiu deliciosamente. Foi surreal! Eu simplesmente alucinei com aquela língua viril e libidinosa. Minha mente dizia-me para me largar naquele chão duro e implorar pela misericórdia final, que deveria vir dele, somente dele!

Eu estava toda aberta para Edward, pronta para recebê-lo. As mãos grandes apertavam minhas carnes sem pudor. Cada banda da minha bunda estava totalmente dominada e me levava de encontro ao membro que pulsava na minha virilha, eu queria mais, queria arrancar aquelas roupas e senti-lo por completo.

—Hã,hã!!

Edward largou meus lábios e passou a chupar cada canto do meu pescoço, depois enfiou a língua atrevida na minha orelha antes de passar a sussurrar aquelas bobagens indecentes que tanto me enlouquecia.

—Hum,hum!!!

Em um átimo de segundos eu me projetei para cima. Ele entendeu a minha necessidade e me encaixou, bem certinha em sua cintura. Minhas pernas o enlaçaram e eu passei a me mover, me esfregando alucinada nele. Era o paraíso da perversão! Era sublime a aquele nosso encaixe. Era devastador e, eu precisava urgentemente ser tomada como mulher por ele. Ele entendia a minha necessidade e por um instante nos olhamos languidos, os olhos dele era um mar verde cheio de promessas delirantes.

Mas, de repente!

—Ok, vamos parar com a bandalheira! Que dessa vai ser difícil tirar vocês da cadeia por atentado ao pudor!

Quem falava?!

Aquilo não era hora para ninguém falar!

Eu desgrudei minha boca da dele com um barulho semelhante a quando se desentope pia. Nunca em toda a minha vida eu poderia imaginar que aquele barulho pudesse ser tão sedutor.

Sem vontade nenhuma olhei para a voz intrometida e, demorei para focalizar logo abaixo Alice. Ela tinha a audácia de estar com as mãos na cintura e batia de forma enervante um daqueles pezinhos no chão.

—Larga ela, Edward!

—Vai procurar o que fazer, Alice vai te catar!

—Eu vou contar até três, se vocês ainda estiverem fazendo estas indecências na frente de todos aqui no porto, vou embora e quero sinceramente que vocês se lasquem, para dar um jeito de saírem da cadeia. Decidam agora!

Olhei para Alice e desejei a morte dela!

Edward me tirou dele e me posicionou de costas para ele e ficamos os dois, com cara de poucos amigos olhando para Alice, que naquele momento parecia satisfeita. Mas um movimentar de Edward nas minhas costas me fez gemer bem alto. Eu o senti bem alerta, quente e vibrante na altura da minha cintura, por trás. Eu não tinha controle do meu corpo e minha bunda empinou para trás, de encontro a ele e gememos os dois, descaradamente.

—Ah, tenham amor pela minha paciência, vocês dois!

Ela ergueu um dos braços antes de voltar a falar – Olhem ao redor, minha gente! Tenham vergonha nestas caras deslavadas!

Olhei a minha volta e quase gritei!

Estávamos em uma zona portuária e havia pessoas, grupo delas, muitas das pessoas apontavam os dedos em nossa direção. Eu vi uma mulher chamar um policial e dizer de forma muito revoltada algo sobre eu e Edward. Eu coloquei minhas mãos no rosto e virei para Edward tentando esconder meu rosto no peito dele.

—Ai, que vergonha!

—Agora, você tem vergonha? Francamente!

—Dá um tempo, Alice! A gente se deixou levar pela emoção do reencontro, porra!

—Sei! Vocês seriam levados para o xadrez, de novo!

Rapidamente seguimos Alice para uma área de embarque. Tivemos que passar pelas pessoas escandalizadas e, para meu maior constrangimento, notei que havia crianças também. Eu sentia que meu rosto estava quente, eu me sentia tremula e somente não desatei a correr para bem longe, pois a mão de Edward me segurava, me direcionando.

Quando chegamos na rampa de acesso para o enorme navio, tão grande que eu lembrei do Titanic, que havia naufragado anos atrás. Mamãe falou-me a respeito daquele fato tão triste, eu tinha um ano quando tudo aconteceu. Papai ficou muito triste, havia uma tia que ele considerava muito dada como desaparecida naquela catástrofe. Alice subia a rampa com pezinhos ligeiros e Edward foi o primeiro a colocar os pés na rampa, me rebocando.

Eu empaquei!

—O quê? Aconteceu alguma coisa? – Edward olhou para as pessoas atrás de mim, que também empacaram e havia muitas sem muita paciência. Aliás, as mesmas que foram espectadoras da nossa cena quente de amor minutos atrás.

—Pelo amor Deus! Deixem as pessoas decentes subirem neste navio!

—Olha, tua boca e muito grande pelo teu pouco tamanho amigo, cuidado!

—O quê?! Vai me agarrar também?

O homem de fato era nanico, mas muito impetuoso. Ele tirou o chapéu da cabeça e já estava tirando também ao pesado casaco, quando eu pude perceber que ele tinha músculos impressionantes. Depois, o homem mostrou os punhos para Edward.

—Você é grande, é indecente e mal encarado!

—E tenho pouca paciência também!

—Edward, não por favor!

—O que aconteceu, Santinha? Por que você empacou?

—Eu não tenho um bom histórico com navios!

—Mas desta vez será diferente, você estará comigo, vem!

Fui puxada de encontro ao peito de Edward que olhou uma ultima vez para o estranho musculoso antes de seguirmos para bordo do navio. Alice nos esperava impaciente. Ela me entregou uma pequena maleta e para Edward um pacote de papel pardo, bem gorducho.

—Aqui tem tudo do que vocês vão precisar! As malas já foram embarcadas e, pela misericórdia altíssima, não arranjem confusão, do contrário o comandante deste navio irá jogá-los em alto mar, estejam alertados!

Hein?!

Não tive muito tempo para pensar, Alice me puxou de forma energética e me abraço com ternura. Eu quase chorei.

Aqueles Cullens eram um perigo!

—Oh, meu bem! Finalmente seremos irmãs! Seja feliz, muito, muito feliz!

Depois ela se jogou nos braços de Edward! Foi silencioso por quase um minuto inteiro.

—Obrigado, minha irmã, por tudo!

—É pra isto que servem as irmãs mais velhas!

—Alice, você não é mais velha do que eu!

—Mas sou mais ajuizada!

—Eu te amo, Alice!

—Eu te amo, Edward Cullen! Nos vemos daqui a três meses!

Três meses?!

—Toma conta de tudo pra mim, minha irmã! Ajude Zahara e Jacob no que eles precisarem!

Alice riu alegremente!

—Eu cuido de tudo até vocês voltarem e, casados!

Ela olhou para nós antes de se encaminhar para a rampa de acesso.

—Amo os dois! – Alice voltou-se e desceu do navio. Ela carregava todas as respostas para as perguntas que pipocavam na minha cabeça. Eu parecia pregada no chão. Era como se uma cascata de imagens, de acontecimentos caíssem vertiginosamente diante dos meus olhos e em um impulso eu me projetei para ela.

—Alice! – uma mão me segurou pelo braço.

—Vai aonde, Santinha?

—Oh, Edward? Eu preciso de respostas, o que está acontecendo?

—Calma! Tem alguma duvida, pergunta para mim!

—Como assim? Edward, você estava preso em Paris!

Eu havia falado tão alto que acabei por atrair olhares curiosos.

—Isto ai você bem que podia ter falado mais baixo, não é mesmo, minha linda? – Edward pegou com uma mão a maleta que Alice havia me dado e com a outra ele nos conduziu para dentro do enorme navio. Eu estava ficando zonza com tanta gente se movimentando ao nosso redor e as perguntas faziam meu cérebro ferver. Sem contar meu estomago que protestava. Eu estava uma lástima, o fato era este!

Fomos em direção ao que me pareceu um pequeno elevador. Havia uma fila de pessoas esperando pela a sua vez de usá-lo e um marinheiro, bem uniformizado dando orientações precisas. Edward agia como se estivesse em uma viajem de luxo. Ele até estufou o peito para frente e quando chegou a nossa vez, ele abriu o envelope pardo e de lá tirou alguns papéis.

—Sejam bem vindos ao Aquitania! – ele olhou atentamente para a documentação antes de sorrir polidamente.

—Está tudo preparado para a sua estadia conosco Sr. Cullen e para a sua noiva! Por aqui.

O jovem marinheiro abriu a porta entrelaçada do elevador e entramos os três, somente. Eu fiquei bestificada olhando a deferência com que erámos tratados. Alguns minutos depois saímos em um corredor acarpetado. O jovem marinho já detinha em suas mãos a nossa maleta e nos conduzia para os nossos aposentos.

—Suas bagagens já se encontram em suas acomodações. Tão logo desejem os serviços de bordo é somente acionar pelo interfone. Tenham uma boa noite!

Quando a porta foi aberta eu praticamente gritei de euforia. Era lindo, era enorme, era luxuoso, era sublime!

Aquilo não se parecia em nada com o pequeno alojamento que eu tive que dividir com Rennee quando deixamos a Africa, ou com o que eu usei na minha fuga desembestada para fora da América. Aquilo não tinha equivalência com nada com que eu já experimentara em toda a minha vida! Eu girava em todo aquele espaço esplendoroso, depois pulei no enorme e confortável sofá. Eu parecia uma criancinha em um parque de diversões. Mas quando eu vi a mesa redonda, repleta de fruta, bolos e chás, foi que a minha alegria se completou. Eu estava tão emocionada que até chorava. Meus dedos tremiam muito enquanto eu me servia em uma tigela de cerâmica com uvas, morangos e pedaços suculentos de bolos. Fui tentar sentar em uma cadeira estofada e convidativa quando Edward veio e me pegou no colo. Nós dois sentamos bem juntinhos naquela delicia de poltrona.

Eu comia como se o mundo fosse acabar no outro dia! Chequei a oferecer umas frutinhas para Edward, ele apenas meneava a cabeça e beijava meus cabelos bagunçados como se aquilo fosse a coisa mais importante do mundo. Eu comia e bebia tudo ao mesmo tempo. Minha voracidade foi saciada cerca de dez minutos depois. Eu pude encostar minha cabeça no peito de Edward e suspirar satisfeita. Ficamos embalados por um tempo indeterminado, abraçadinhos sem nada dizer um ao outro. Eu podia ouvir as batidas do coração de Edward, eram ritmadas e eu poderia apostar tudo o que eu não tinha na vida, de que ele estava em paz.

—Edward?

Fui estreitada pelos braços carinhosos dele.

—Está tudo bem agora, amor!

—Eu realmente preciso saber!

—De tudo?

—De tudo, do começo!

—Hum! – Edward tirou uma das mãos que me segurava com carinho e coçou o queixo. Eu acompanhei aquele gesto toda fascinada. Parecia que eu vivia a um conto de fadas naquele momento e por um instante chequei a pensar que se tudo fosse um sonho, eu não queria mais acordar.

—Hum, do começo, do começo!- ele fez um gesto com as mãos como a especular.

—Ai Edward, que assim fico consumida de curiosidade! – eu sentei reta no colo dele e o olhei nos olhos que tinham a expressão de puro divertimento.

—Edward, como você saiu da prisão em Paris? Não, como todos vocês foram parar em Paris? Não, espera? Como você apareceu na porta do hotel? – então eu parei para respirar.

—Amor?

—Edward! Eu fiquei tão absorvida com você, que me esqueci da minha mãe! – eu tentei sair do colo de Edward, uma aflição passou a tomar conta de mim, pois havia me lembrado de Rennee sangrando no chão do quarto e da promessa do mafioso de tirar a pele dela como se fosse fruta. E a aflição passou a tomar forma maior, pois eu não sabia o que havia acontecido com o Gordo.

Edward não permitiu que eu saísse de perto dele, me estreitando mais para perto.

—Calma, agora! Primeiro de tudo, tenha a certeza de que está tudo bem, você acredita em mim?

Eu olhei para ele e vi a certeza, a segurança brilhando fundo em seus olhos. Meu coração suavizou as batidas.

—Então, primeiro com muita calma, tranquilize meu coração e me diga sobre a minha mãe.

—Arre! Neste momento Rennee deve está no maior dos amasso com o Phil!

—Onde, Edward?

—Aqui mesmo, neste navio!

Fiquei por quase dois segundos em silêncio, antes de explodir.

—Eu juro por tudo que é mais sagrado, foi mordê-lo até arrancar um pedaço suculento de você se não falar de uma vez por todas o que aconteceu com a minha mãe, enquanto eu estava apagada!

—Hum, vou cobrar cada mordida tua!

—Edward?

—Santinha, Rennee está bem! Apenas ficou com dois enormes olhos roxos! Mas aquele italiano maldito levou a pior e agora é mais um morador na terra dos pés juntos!

Coloquei uma mão na minha garganta, sempre me sentia sufocada quando o assunto era os italianos. Aquilo era um trauma profundo na minha vida.

—Me livrar do xadrez em Paris, não foi assim tão difícil, o problema maior, foi que Alice acionou nosso pai. Não nos falávamos fazia anos.

Edward ficou em silêncio por um longo tempo. Eu pude notar que falar sobre aquele assunto o estavam angustiando. Como quem espanta mosquitinhos invisíveis, ele balançou a cabeça e retomou o raciocínio.

—Meu pai e eu tivemos alguns desacertos! Mas, ao que parece, ficarmos longe um do outro foi um remédio eficaz para cicatrizar algumas feridas! No mais ele adorou ter que me tirar de uma encrenca, isto o colocou em vantagem em relação aos nossos conflitos.

—Seu pai te ajudou a sair da cadeia em Paris, Edward?

—Bem, na verdade ele não teve assim tanto trabalho! Aquele xerife maluco, o baixinho, lembra dele?

—Impossível esquecer!

Edward riu.

—Ele estava causando certa confusão lá entre eles. Pareceu que ele estava se autopromovendo, enfim! Autoridades maiores decretaram a minha expulsão daquele país. Logo após a tua extradição.

—O quê?! Eu fui extraditada?

—Foi! O que você pensou?

—Que os federais fizeram um acordo com os franceses pela minha soltura, afinal eu era uma peça importante para prenderem aquele mafioso desgraçado!

Edward gargalhou naquele momento.

—Não! Para os federais americanos, você foi extraditada pelo roubo da maleta de dinheiro, mas para os franceses, eles incluíram uma clausula semelhante a da minha expulsão. Em suma, eles meteram o pé na tua bunda, muito felizes, pelo o que eu soube!

—Oras, que falta de respeito! Oh, Edward, eu não vou mais poder voltar para a França?!

—Por no mínimo 20 anos, não mesmo!

Oh! Meus sonhos com Paris haviam naufragado em aguas turvas e confusas. Edward tocou a ponta do meu nariz com um dedo, chamando a minha atenção.

—Não fica triste, Santinha! Você ainda poderá ter o mundo se desejar, apenas tire o solo Francês de seus sonhos.

Eu o abracei fortemente.

—Deste que você esteja sempre ao meu lado, eu poderei suportar tudo!

—Tudo?

—Tudo!

—Até mesmo meus acessos de fúria ou meus delírios!

—Tudo, já disse!

—Não vale então, ficar me xingando com aqueles nomes estranhos.

—Impossível!

Edward me beijou ao invés de brigar comigo. Então eu lembrei.

—Emmett e Rose também foram expulsos?

—Qual o quê!

—Como assim?!

—Rosalie virou febre naquela cidade de gente esquisita!

—Como assim?!

—Arre, ela simplesmente conquistou os franceses! Está dando entrevistas para revistas, jornais. Tem se apresentado em teatros...!

—Como é?!

Eu não estava acreditando no que ouvia!

—Arre, estou aqui dizendo! Rosalie e Emmett viraram os queridinhos lá dos franceses. Parece que vão até fazer um filme com a história dos dois.

—Ahhhh!!!

—Arre, Santinha! Assim eu fico surdo!

—Este, era o meu sonho!

—Não é mais!

Edward não conseguiu mais me segurar, eu precisava extravasar a minha decepção com Paris!

—Amor?

Eu andei de um lado para o outro.

—Amor?

—O quê, Edward? – será que ele não percebia a minha angustia?

—Você ainda pode ser o sucesso!

—Onde?

Então ele bateu no peio largo.

—Primeiro aqui neste coração selvagem! Depois lá em Kalahari!

—Kalahari?

—É sim, minha linda! Você acha que consegue ser feliz comigo?

Em resposta eu voltei a sentar no colo de Edward que me recebeu cheio de afeto.

—Vou me esforçar todos os dias para não te chamar de babuíno ruivo!

Edward gargalhou feliz!

—Mas, Edward?

—Vamos cuidar de tirar esta ruguinha da tua testa primeiro. Fala, amor!

—Como vai ser? Você ainda é casado e...! – fui cortada de forma efusiva.

—Não sou mais casado e, pretendo estar amarrado com você em algumas horas! Já está tudo arranjado e devo disser que foi uma condição severa da Rennee. Santinha, a tua mãe é louca! Acredita que ela me ameaçou castrar?!

Era muita informação ao mesmo tempo. Eu precisei de alguns segundos para processar o principal.

—Não é mais casado?

—Não!

—Mas quando eu saí de Kalahari você era, então...?!

—Então?! Então que a dona Tânia Denali assinou feliz da vida o nosso desquite, sem exigir nada mais por sua liberdade!

Edward falava de forma paulatina e eu tentava acompanhar tudo com o menear de minha cabeça, como as vaquinhas de presépio, mas parei na parte do desquite versus liberdade!

—Oi?!

—É, eu sei! Naquela noite em que brigamos, lembra? Por conta dos bacuris, olha amor, vamos precisar resolver isto também! Eu preciso ser pai, eu quero ter filhos com você e...!

—Cale a boca, Edward Cullen! Não, me fale sobre o seu desquite e sobre este negócio de liberdade!

—Arre égua!

—Edward?!

—Tá! Naquela noite, enquanto brigávamos, a rata da Tânia foi até o meu cofre e pegou o dinheiro que sobrou daquela maleta.

—Oh, meu pai!

—É, não acaba ai, não!

—Fale, fale que eu preciso saber!

—Então, ela achou mesmo que estava dando o maior golpe de toda a vida e partiu com o dinheiro, o que ela não sabia, era que tinha uns elementos roubando tudo e todos por aquelas bandas. Você lembra deles, não é Santinha?

—Mas é claro! Foram eles que roubaram a maior parte do dinheiro!

—Foi! Eles estavam feito cão perdigueiro atrás de você, minha linda!

—De mim?!

—É! Achavam que você era a santa da maleta de dinheiro e queriam mais! Então naquela noite, eles encontraram com Tânia e com aqueles maços de dólares!

—Céus!

—O melhor ainda não falei!

—Melhor?!

—É sim! Todo mundo se encontrou naquela noite quente dos infernos!

—Todo mundo quem?

Edward começou a enumerar com os dedos quando voltou a falar de forma efusiva.

—A porra toda se resolveu naquela mesma noite! Os ladrões, a dona Tânia, os italianos eu e a cambada toda de Kalahari. Todo mundo com arma até no olho do cu!

Eu não cai do colo de Edward diretamente no chão, pois ele teve reflexo rápido.

—Oh Santinha! Se acalma, mulher!

—Então, o que aconteceu?!

—O quê?

—Tenha piedade e diga logo!

—Bem, sabe? Roubar mulher fragilizada é fácil! Roubar uns turistas, velhotas, também! Mas bater de frente com quem saber o que faz é bem diferente! Depois aqueles italianos levaram a pior, viu? Eles ouviram sobre o roubo de uma jovem freira no deserto e foram tentar reaver o dinheiro. Acho que eles pensaram que era todo mundo caipira e imbecil, ou selvagens com arco e flecha! Então, o que sobrou da escoria italiana ficou lá pros urubus comerem. Depois a gente só deu um jeito, bem dado, com os bandidos e, nem falei o melhor!

—Ainda tem mais?!

—Arre, se não tem?! Lembra do homem que rastreou Rennee?

—Impossível esquecer daquele asqueroso!

—Pois, então! Ele era o chefe da corja de bandidos!

—Não brinca!

—Juro pela luz que nos ilumina! Ben. Chenney é o filho da puta mais esperto que eu conheço, verdade seja dita! Ele mandou uma cambada ao nosso encontro, enquanto te vigiava com os olhos da cara e duas espingardas bem engatilhadas.

—Seu, seu encontro?

—Eu, Emmett, Jasper, Phill, Jacob, Besson e mais uns peões parrudos! Formamos a maior turma de desalmados que Kalahari já viu e fomos pegar pelos fundilhos aqueles desgraçados dos infernos.

Meu coração batia freneticamente. Eu bebia cada palavra que Edward dizia. Na minha cabeça havia certa dificuldade em desenhar toda aquela informação.

—Quando Nagome e Kalebe rastreou todos os infelizes, metade da merda já estava resolvida com os italianos mortos. Então restava somente dar cabo dos bandidos e libertar Tânia.

—Ah! Foi esta liberdade negociada para o desquite?

—Não! Ela foi presa pelo roubo do dinheiro. Seria acusada de cumplice, isto lá foi uma idéia do cacete de Alice e Rennee! Elas falaram que assim, ninguém poderia incriminar você Santinha, pois não tinha mais dinheiro algum!

—Então o dinheiro se perdeu para sempre?

—Bem, não foi bem assim!

—Foi como então, Edward?

—Olha, pelas bandas de lá, temos um ditado que diz que o se faz em Kalahari, fica em Kalahari.

—O quê, o quê quer dizer?

—Bom, se me perguntarem, ou para Alice, Rennee, Phill, Emmett e Rose. Se perguntarem para qualquer um, até mesmo para o velhaco do Ben. Chenney, ninguém, ninguém mesmo vai dizer se viu aquele dinheiro maldito.

—Mas?!

—Mas, que neste momento ele serve muito bem para abrigar em uma instituição de caridade, menores sem lares, lá pelas aquelas paragens. Sabe Santinha, por lá o povo é muito simples. Precisam de ajuda! Aquele dinheiro vai ajudar a encher a barriga de muita criancinha, de curar velhinhos doentes. Sem contar que Zahara e Jacob vão alfabetizar muita gente e...!

—Jacob? Zahara?!

—Oi?

—Eles ficaram com o dinheiro?!

—Mas a ideia foi tua mesma! Lá no inicio, você mesma disse que ia abrir um convento, sei lá o quê! Foi ou não foi?

Tive que sair novamente do colo de Edward. Este ficou me olhando com muita paciência, indo de um lado para o outro.

—Oh minha linda! Você queria ficar com aqueles maços de dinheiro?

—O quê?! Edward, eu não poderia pensar em destino melhor para aquele dinheiro maldito!

—Ah, então você não está assim braba ou chateada?

Eu passei a dançar pela sala de tanta alegria. Coisas boas estavam acontecendo naquele momento. Toda a confusão que eu havia espalhado estava se concretizando em ajuda humanitária para pessoas necessitadas e, tudo se iniciou com o meu ato transloucado de pegar uma maleta suspeita cheia de dinheiro e enveredar pelos oceanos, até o deserto africano.

—Oh, Edward! Por que não me disse logo? Eu não consigo pensar em duas pessoas mais qualificadas do que Jacob ou Zahara para cuidar de crianças carentes!

Eu ria, eu chorava, eu dançava e pulava de tanta alegria! Tudo estava perfeito, tudo estava ótimo! Mas de repente, lembrei de uma ponta solta e estagnei. Edward inclinou o corpo para frente e depois se ergueu ficando ao meu lado em apenas duas passadas.

—O quê te preocupa?

—Ainda não acabou, de verdade, não é mesmo?

Edward havia entendido a minha pergunta.

—Não, minha linda!

—E por isto que vamos fazer esta viagem de três meses?

—Pense pelo lado bom, Santinha!

—Estaremos juntos?

—Sim, e casados!

—Como vamos casar a bordo deste navio, Edward? Tem algum padre amigo teu a bordo também?

—Não que eu saiba!

—Então como?

—O minha linda! No meio do mar o comandante de um navio é o senhor supremo, inclusive juiz!

Eu ainda não havia entendido nada.

—O comandante do navio vai nos casar!

—Isto é válido?

—Em qualquer parte do planeta! Depois, quando descermos em Kalahari, se você desejar a gente procura um padre para abençoar a nossa união!

—Edward, será maravilhoso! Pelo menos teremos três meses de paz, sem nos preocuparmos com aquele mafioso.

—E se ele ousar ir ter com a gente lá em Kalahari, bem! O que acontece em Kalahari, fica em Kalahari!

Alguém bateu na porta e interrompeu meu devaneio com aquilo que Edward havia dito. Mas não por muito tempo, pois assim que eu a vi, minha felicidade quadriplicou.

—Mamãe?!

Nos abraçamos fortemente. Eu sentia cada parte do meu corpo doer, mas era uma dor gostosa, pois significava que havíamos passado por momentos tensos e estávamos vivos para contar para quem desejasse ouvir.

—Oh, mamãe! – olhei para Rennee, parecia que ela usava uma espécie de óculos roxo. Este era o hematoma que ficou no rosto dela após ser espancada.

—Eu sinto tanto, mamãe!

—Não chore por isto, meu amor! Agora está tudo bem!

—Mais do que bem, Rennee! Daqui a algumas horas seremos oficialmente uma família! Você está preste a ganhar um genro dos bons, te alegre que é como ganha na loteca, minha velha!

—E eu, ao que parece irei ganhar uma nova filha?

Voltamos os três a cabeça para porta de entrada. Lá se encontrava o fabuloso Cullen acompanhado de uma mulher muito simpática, com olhos sorridentes.

—Mamãe, como é bom te ver aqui! – Edward foi até a mulher que ele chamou de mãe a abraçando com ternura. Depois, ele cumprimentou o pai.

—Santinha?

Havia chegado o momento!

Eu seria apresentada oficialmente aos pais de Edward! Apenas lamentei não ter podido trocar de roupas ou ter dado uma ajeitada nos meus cabelos. Sem jeito eu fui me aproximando. Com as mãos eu tentava desamassar a minha roupa e ao mesmo tempo abaixar as mechas revoltadas dos cabelos.

—Você está linda, Santinha! Pois está ao natural e poucas mulheres são tão lindas assim.

Edward conseguia me deixar em estado de graça e envergonhada ao mesmo tempo.

—Mãe, quero que conheça a dona do meu coração!

Eu estendi uma mão para frente antes de dizer.

—É um enorme prazer conhece-la, Sra. Cullen! – mas fui surpreendida por um abraço inesperado e afetuoso. Edward sem conseguir se conter abraçou a nós duas e viramos os três um bolo humano, recheado de bons sentimentos naquele quarto maravilhoso.

Eu respirava com dificuldades enquanto caminhava pelo convés ao encontro dele. O buquê de flores simples e singelas tremia em minhas mãos, pois eu toda estava tremendo. Olhei para o lado em busca de rostos amigos e, lamentei que Rose, Alice e Zahara não estivessem presentes naquele momento tão importante para mim. Edward havia me prometido um casamento a moda de Kalahari e, eu nem queria imaginar o que aquilo significava. Apenas me dei por feliz que elas estariam lá. Eu via a mulher que estava na plataforma lá no cais, a mesma com o marido e com as suas crianças. A mulher olhou-me como se visse algo muito asqueroso.

Quem ela pensava que era?

Eu tirei uma das mãos do buquê e fingi que coçava um pontinho da minha testa, mas coçando com o dedão do meio bem esticado e quando eu fui pegar novamente as flores fiz questão de mostra o dedo para ela e lancei um olhar cheio de significado para aquela estranha.

Arre! Como foi mesmo que ela fez aquelas crianças?! Ou foram adotadas? Povo recalcado, até parecia que nunca amaram na vida!

Passei a olhar para frente, um olhar reto, um olhar de uma mulher que se tornaria a próxima senhora Cullen! Olhei firme e cheia de amor para o belíssimo homem mais a frente! Vestido com muito cuidado e me sorrindo lindamente. A visão daquele homem maravilhoso me sorrindo e no fundo o mar com a lua prateada no céu foi sublime. Eu apressei meus passos. Esqueci que tinha que contar de dois em dois e quase corri para Edward.

Pois parecia que ele estava tão afobado quanto eu e veio ao meu encontro. Foi perfeito, ficamos parados nos olhando como se a eternidade tivesse dado um tempo somente para nós. Edward estava visivelmente emocionando e eu sorria tanto que acho poderia flutuar. Ele tocou-me com a ponta dos dedos no braço e foi descendo até pegar em uma das minhas mãos e me levar para o homem imponente, com olhar severo que estava parado um pouco mais a frente com um livro nas mãos nos olhando firmemente. Tanto eu quanto Edward estávamos com a respiração acelerada como se tivéssemos corrido.

—Senhoras e senhores....! — com uma voz firme, de quem estava acostumado a dar ordens e ser obedecido o comandante começou a falar. Eu me sentia em êxtase e ao mesmo tempo com um bolo na boca do estomago. Foi tudo muito louco! Edward havia gasto um soma indecente para que o casamento se realizasse naquela mesma noite mesmo que fosse as altas horas e, faltava poucos minutos para a meia noite. Mas Deus estava do nosso lado e nos abençoou com uma noite belíssima, com um céu cheio de estrelas e uma lua gloriosa e prateada sobre nossas cabeças. A brisa que vinha do mar era morna e acolhedora e, ao que parecia a noticia do casamento de dois jovens havia se espalhado por todo o navio, pois havia muitas pessoas a nossa volta. No convéns acima e ainda nas sacadas dos dormitórios que dava acesso aquela parte do deck. Todos queriam nos ver casar.

Do meu lado estavam os pais de Edward, e do lado dele Rennee e Phil. Tudo havia sido arranjado por Alice, desde o vestido, a roupa que Edward iria usar. Eu tinha em minhas orelhas a belíssimos brincos que fazia conjunto com um colar âmbar. Mamãe disse que eram jóias caras, aquelas. Tudo estava fabuloso e ao final, o comandante havia oferecido o bolo de casamento e a recepção no salão principal daquele luxuoso navio. Uma festa de casamento a altas horas em alto mar. Ha um ano se alguém me dissesse que aquele seria o meu destino, eu teria rido bestialmente.

—Estamos reunidos nesta noite para celebrar a união destes jovens enamorados. – Edward dava leves apertões em meus dedos. Eu sentia um tremor que ia da boca do meu estomago até formigar toda a minha intimidade. Então pensei que nossa noite de núpcias seria na verdade a uma aurora de núpcias. Era tudo muito especial! Mesmo que por trás de tudo houvesse a intimação de mamãe que não admitia que passássemos a noite juntos sem nos casarmos, ainda sim, ficou tudo perfeito!

—Antes de darmos prosseguimento a consagração da união de matrimonio entre Edward Anthony Masen Cullen e Isabella Marie Swan. Eu pergunto se existe alguém aqui presente que tem algum impedimento contra esta união?

Como é?!

Eu olhei preocupada a minha volta. Olhei para cima e para os lados e fiquei com os ouvidos alertas. Com o passado de Edward tudo era possível. Edward parecia participar da mesma preocupação, pois ele virou inclusive o tronco para trás. Ficamos alguns instantes que pareceram agonias prolongadas quando finalmente o comandante resolveu dar prosseguimento ao casamento.

—Como ninguém se manifestou contrario a esta união, daremos prosseguimento. – Edward apertou fortemente a minha mão. Eu nem sei o que faria se aparecesse alguém se manifestando. Acho que daria um pontapé em Edward e depois afogaria a mocreia no mar. Eu estava no limite e aquilo representava muito perigo. Tomei do ar com desespero e Edward pareceu fazer o mesmo. Olhei para o lado de Edward e Rennee tinha um brilho de morte no olhar e Phil parecia realmente muito constrangido.

O comandante falava a larga agora, exemplificando o amor entre duas almas, acho que ele chegou mesmo a recitar Shaskespeare. O homem estava animado, sei lá acho que era aquela lua linda, ou era toda aquela gente assistindo, o fato era que o comandante passou a falar pelos cotovelos e aquilo já estava me impacientando. Ao final a noite não ia durar para sempre. Finalmente ele chegou na parte que interessava de verdade quando pediu que repetíssemos os votos de casamento.

Edward, repita:

—Eu, Edward Anthony Masen Cullen, te recebo Isabella Marie Swan, como minha legitima esposa. Prometo te amar, estar ao seu lado na saúde e na doença e te respeitar até o último dos meus dias.

Isabella, repita:

—Eu Isabella Marie Swan te recebo como meu legítimo esposo, Edward Anthony Masen Cullen. Prometo de amar, estar ao seu lado na saúde e na doença e te respeitar até o último dos meus dias.

Meu coração estava tão descompassado, ainda sim minha voz soou firme e clara e aquele era o sinal que eu estava dando de que eu o aceitaria sob todas as condições e sob todos os termos.

—Pelo direito empossado a mim, eu William Zachary Smith, Comandante do Aquitania e major das forças armadas dos Estados Unidos da America do Norte os declaro marido e mulher. Que Deus abençoe os dias de união de suas vidas! Pode beijar sua esposa, Sr. Cullen!

Eu me joguei nos braços de Edward.

Notas finais
Epilogo? Vai depender dos comentários... sei lá! Alguma nova recomendação! Arre, algum manifesto...!!!! Quem sabe....!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!