Kalahari
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Kalahari
Capitulo 5
A dor latejava na minha testa, automaticamente levei minha mão até ela e gemi, havia um galo bem no meio dela. Depois, passei a ouvir uma voz de homem praguejando, era ele! Foi ai que senti o calor do corpo forte e o cheiro do suor misturado ao da bebida.
—Puta que o pariu, oh merda! – era um sem fim de palavrões, todos sussurrados.
Abri um olho apenas e pude ver o queixo quadrado e a barba rala por fazer, depois desci pelo pescoço firme até chegar ao peito peludo. De repente ele abaixou a cabeça e eu, muito covarde, fechei o olho, bem rápido, e prendi a minha respiração.
—Desde quando freiras tem peitos? — Ele sussurrava bem em cima do meu rosto, o cheiro do hálito quente arrepiou todo o meu corpo e eu senti um tremor indecente, bem lá no meio...
Eu precisava sair do colo daquele homem, ele não tinha modos, era intratável e estava me enlouquecendo
—Por que diabos ela tinha que ser mulher?!
O que ele achava que eu tinha que ser?!
Depois um estrondo, acho que ele meteu o pé na porta. Queria muito virar a minha cabeça e ver para onde aquela criatura terrível estava me levando, mas o ventinho que alisava minhas coxas me alertava a permanecer de olhos fechados e bem quietinha.
E como eu fui me meter no colo dele praticamente nua era a grande pergunta. Lembrei de sair feito doida do quarto de banho e correr pelo quintal, depois entrei na casa a procura de Zahara e do meu dinheiro.
—E que merda de convento é este que aceita mulher jovem e bonita?!
Como é?!
Eu bem que gostaria de continuar assim, me fingido de morta, mas a toalha, uma bandida traiçoeira, começou a escorregar do meu corpo, eu até podia sentir o ventinho batendo no bico do meu seio.
—O que deu nessa maluca de aparecer só de toalha na sala...?! — ai ele parou de falar, acho que ele parou de respirar também! E eu sabia, mesmo de olhos fechados eu podia sentir que ele estava olhando pros meus peitos. Meu rosto pegou fogo e ele teria percebido no mesmo instante que eu estava bem acordada se não estivesse tão concentrado nas minhas tetas.
—Esse pano desgraçado também não ajuda em nada!
Sei lá que droga ele estava fazendo, mas eu senti a coxa quente, bem firme e dura no meio da minha bunda, enquanto ele passou a me segurava com um braço apenas. Não me contive e gritei abrindo meus olhos.
—O que você pensa que vai fazer?! – Nossos narizes ficaram grudadinhos, estava tudo tão perto que o hálito dele pinicou a minha língua. Meu coração estava batendo tão rápido que eu mal conseguia respirar e quando o fazia ficava bêbada com o cheiro forte que vinha daquele corpo.
—Desde quando você está acordada?
Assim tão de pertinho eu vi os lábios do moço, eram finos e retos, depois segui para o nariz perfeito e quando cheguei nos olhos, eu me perdi neles, pareciam duas labaredas de fogo verde. Ele suspirou pesado, feito um garanhão puro sangue e o ar forte que saiu das narinas alisou todo o meu rosto me fazendo tremer inteirinha.
Depois não sei o que aconteceu, acho que o homem se assustou com alguma coisa e eu fui parar no chão.
—Ai! — A toalha voou para o alto e caiu em cima de mim novamente.
Eu tinha certeza de que ele viu todos os pêlos do meu corpo e mesmo sentindo muita dor eu coloquei minha bunda para o alto e me rastejei. Nem queria imaginar se alguém estivesse me vendo naquela situação deplorável. Quando cheguei perto da cama puxei a cocha que tinha nela e me embolei para depois me enfiar embaixo dela.
—Hombre, o que você fez?!
Era Jacob Black.
Olhei para a porta e lá estava Edward, de costas para mim e bem na frente de Jacob, que se esticava todo para olhar dentro do quarto.
—Não fiz merda nenhuma, Jacob!
—Pobre madrezita!
—Eu estava ajudando ela! A louca meteu o nariz na parede e caiu dura estatelada bem na minha frente!
—Hombre, a única coisa dura aqui está abaixo da tua cintura!
—Jacob, cuidado, hoje eu já fui muito provocado!
—Você não tem respeito ao próximo, Edward?! Você não respeita a Rennee? Mas respeite ao altíssimo, lembre-se que a madre é filha de Deus!
—E eu sou filho de quem, do capeta?!
Edward gesticulava tanto quanto gritava.
—É você quem está falando!
—Jacob, eu estou armado!
—Você a tirou da casa de banho, Edward?
—Eu não fiz porra nenhuma, já disse! Ela apareceu do nada embrulhada naquele pedaço de pano desgraçado com os peitos de fora...!
Nesse momento eu arranhei o assoalho, eu queria abrir uma fresta, fazer um buraco e me enfiar embaixo da terra.
Eu queria deixar de existir! Morrer servia também!
—Edward Cullen, de todas as mulheres neste mundo você vai querer tirar a virtude de uma freira?!
—Jacob, sai da minha frente, do contrário eu vou descarregar esta arma na tua cara!
—Você bebeu feito um gambá hombre, olhe para você?! Está uma desgraça só, fedendo, com cara de louco e pau inchado! Agora quer me matar também?! Só se for de vergonha mesmo! Como ousa bulinar com a pobre madrezita?!
—Jacob, se você não calar a merda dessa boca eu vou dar um tiro nela e depois outro na minha cabeça. Puta que o pariu, eu queria apagar este dia da minha vida!
Eu vi a hora que eles saíram da frente da porta do quarto, aos escândalos. Jacob acusava Edward de ser um devasso. Fechei meus olhos e fiquei tremendo e chorando, lamentei não saber rezar naquele momento. Ouvi passos no corredor e depois veio o silencio, mas não por muito tempo.
—Madre?
—Zahara?!
Coloquei meu rosto para fora e vi os olhos negros de anjo dela.
—Eu trouxe as suas roupas.
—Oh, Zahara!
—Madre, eu sinto muito pelo o que aconteceu!
Zahara estava triste. Eu olhei para a porta, ela estava fechada, depois sai debaixo da cama e me levantei com a cocha bem firme em meu corpo. Ela tinha nas mãos as roupas e uma caixinha com uma cruz vermelha.
—Eu não sei como aconteceu Zahara. Oh Céus, eu preciso ir embora daqui, hoje!
—Calma madre, o Sr. Cullen não é este selvagem, na verdade ele costuma ser bem civilizado.
—Civilizado, com aquela boca suja?!
—Ele anda muito nervoso e arisco. Madre o que aconteceu? Eu não a deixei no quarto de banho?
—Sim, eu precisava te encontrar, as minhas roupas, elas, onde elas estão?
—Eu as coloquei de molho, depois vou batê-las na pedra.
—Mas o dinheiro?
—Ele está guardado, deixei no quarto do Sr. Cullen, tem um cofre lá. Fique calma ele já sabe que o dinheiro é para o convento que a senhora vai abrir.
—Ele sabe do dinheiro?
—Sim, já até falou com o xerife sobre o dinheiro e o convento.
—Xerife?! — eu senti que minha voz saiu muito esganiçada.
—Sim, ele está tendo muito trabalho ultimamente, tem um bando na região que está roubando nossos gados e assaltando os visitantes e estrangeiros.
Zahara falou tudo com muita calma, que até me irritou, enquanto ela se aproximava de mim.
—Mas que machucado feio na sua testa. Eu trouxe a caixa de remédios para cuidar do seu machucado nas costas.
Eu mal conseguia ouvi-la falar, Edward sabia do dinheiro e falou com o xerife, que era um homem da lei, ele iria querer me ver e iria olhar nos meus olhos e descobrir toda a minha farsa.
Comecei a tremer novamente.
—Teremos que dar alguns pontos no seu machucado.
—Como?
—Nas suas costas.
—Zahara, quando o xerife virá aqui?
Ai ela sorriu lindamente antes de me dar a pior noticia de todas:_Nesta noite, o Sr. Cullen o convidou para o jantar.
continua....
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