Kalahari

22 Capítulo 21


Notas iniciais
Olá queridas! Olha ai a surpresa, um capitulo grande como pedido de desculpas pela demora na ultima postagem e agradecimento pelos reviews e pela indicação. Bjus!

Kalahari

Capitulo21

Eu senti dedos tentarem me segurar enquanto cambaleava para longe dele. Minhas vistas estavam turvadas de tanto que eu chorava. Era uma lastima a minha situação e fica cada vez pior.

Edward era casado!

Aquela frase maltratava meu coração de forma muito cruel. Eu ficava imaginando eles na frente do padre, Edward sorrindo para a outra mulher enquanto colocava uma aliança no dedo dela. Depois a cena mudava, com ele a segurando pela cintura e a beijando, do mesmo jeito que fizera comigo, com gula e vontade.

—Isabella, por favor, me escute não foi nada...

—Desde quando casamento é nada, Edward? — eu tentava me desvencilhar das mãos dele enquanto minha mente me castigava com a idéia de Edward e a outra mulher juntos no altar- Você deve tê-la amado, para aceitar se casar com ela!

—Eu estava bêbado!

—Por uma semana?

—Pelo amor mulher, assim eu fico louco! — Edward desistira de tentar me segurar

—Eu tive uma noite dos infernos com aqueles nativos que queriam arrancar a minha pele. Mas o pior era que eu não sabia nada de você! Eu não sabia se aquele tarado tinha colocado as mãos sujas sobre seu corpo ou se você ainda estava viva. Tem idéia pelo o que eu passei?

Era claro que eu tinha!

Pois tive uma noite não muito melhor, imaginando ele sendo morto. Eu olhei para Edward de baixo a cima e um negócio fez meu peito doer quando eu imaginei aquela mulher o beijando, em cada cantinho, cada pedacinho daquele corpo forte e suado. Aquilo me fez enlouquecer! Eu não podia competir com aquele sentimento.

—Edward Cullen, não importa o que se passou entre nós — tentei me ajeitar enquanto falava, eu precisava impor uma imagem de mulher forte para ele — foi tudo um erro medonho! Eu sinto muito se o fiz ter uma idéia errada ao meu respeito e...

—Arre, que monte de doideira é esta que esta falando? — ele me interrompeu bruscamente.

—Não me interrompa! — ergui um dedo pedindo autoridade e fiquei nas pontas dos meus pés. Eu precisava dizer para aquele homem que eu podia ser muitas coisas na vida, fugitiva, cantora de cabaré e mentirosa, mas eu não seria, nunca, jamais, amante de homem casado!

Eu lembrei das meninas lá da boate da Sue, muitas se perderam naquela vida ao se apaixonarem por um tipo qualquer que falava umas palavras bonitas na orelha delas e davam presentes, as enchendo de promessas. Eu mesma cansei de dizer para aquelas tolas que tudo não passava de mentiras, Que eles nunca iriam deixar uma vida respeitável de homem casado para se envolverem com meninas de boate. E hoje, descobri que eu não era uma exceção a elas, apenas mais uma nas regras daquela vida desgranhenta.

—Eu não vou tolerar ser amante, Edward Cullen!

—Pelo amor, Isabella eu nunca faria isto com você!

—Mas fez! Ficou me agarrando, com estas mãos grandes e me beijando com esta boca imensa. Ficou sussurrando aquelas coisas no meu ouvido e me fez promessas que não pode cumprir!

Edward deu um passo a minha frente, seus olhos brilhavam muito e sua voz saiu rouca e profunda.

—Eu vou cumprir com a minha palavra e juro por tudo que for mais sagrado, que me casaria com você agora, se houvesse um padre ou qualquer outra autoridade capaz de realizar nossa união perante à Deus!

Eu tinha que ser forte e estava determinada a não fraquejar diante dele.

—Primeiro, que de coisas sagradas você não entende nada, e quando pode debocha!

—Eu não faço isto!

—Como não?! Debochou de mim quando me conheceu!

—O que você esperava que eu fizesse? Eu estava nos nervos, meu bezerro foi morto e Jacob me apareceu com você na minha frente!

—Viu como você debocha das coisas sagradas!

—E como eu ia saber que você era sagrada?

—Edward eu estava vestida de freira!

—No meio do deserto?! Eu nunca vi uma freira vestida de urubu no meio do deserto!

—E você queria que eu estivesse vestida de quê, criatura?

—De nada! Pois para mim não importa como você está vestida...

—Claro que não e quanto menos roupa melhor!

—Arre égua! Isabella Swan você quer me endoidar?

—Você não tem modos, não tem respeito por nada e por ninguém! Eu daria a minha vida por você Edward...

—Então fecha esta boca desenfreada e vem ficar comigo, diacho! — Edward se aproximou com os braços abertos.

—Eu não posso... — ele me olhava de um jeito carinhoso e ao mesmo tempo como a pedir desculpas — ...não vou me tornar uma mulher...

—Você vai virar a minha mulher!

—Você já tem uma, Edward!

—Eu e Tânia não temos mais nada um com o outro! O meu negocio é com você, agora!

Tânia!

Aquele nome me incomodou e muito.

—Não enquanto for casado!

—Arre, oh mulher cabeça dura! Assim que voltarmos para a fazenda Cullen vou falar com Chenney, para ele dar entrada na papelada da separação.

—Até você estar oficialmente solteiro, fique com estas mãos longe de mim! — Edward deu um passo em minha direção e eu dei dois passos para trás.

—Isto não é justo, Isabella!

—Nem tudo é justo na vida...

—Eu não vou ficar longe de você, não depois de tudo pelo o que passamos... — eu via contrariedade nos olhos de Edward-...não fizemos nada de errado para ficarmos separados.

—Você tem que respeitar a minha decisão, Edward!

—Você está nervosa Isabella, acho melhor se hidratar e tentar comer alguma coisa. Vamos partir em breve e quando chegarmos a fazenda, iremos conversar novamente.

Edward falava comigo enquanto se aproximava eu via que a qualquer instante ele iria me agarrar com aquelas mãos e eu não resistiria aquela provação.

—Edward, por favor, não faça isto comigo!

—Diacho! — ele bateu com vigor a palma da mão na altura da coxa antes de voltar-se contrariado gritando por Moabe. Eu senti que iria desfalecer no chão de tanto que as minhas pernas tremiam e, por uma fração de segundos cogitei chamar por ele, mas, minha voz calou fundo na minha garganta. Por algum motivo tolo voltei a chorar, eu me sentia miserável. Mãos leves e gentis seguraram meus ombros.

—Oh, minha filha! — parecia até um sonho maluco, tendo a minha mãe, depois de tanto tempo parada a minha frente me olhando com carinho.

—Mamãe! — eu não consegui me segurar e me joguei nos braços dela.

—Oh, Isabella, meu anjo! — Rennee afagava meus cabelos com carinho e aquele gesto somente me fazia chorar ainda mais. Eu havia feito uma promessa para mim mesma, anos atrás, que quando reencontrasse mamãe não iria perdoá-la jamais. Mas agora os braços dela era o melhor lugar do mundo onde eu poderia estar.

—Eu estou sofrendo mamãe! — não sei de onde ela tirou um lencinho e quando consegui olhá-lo atentamente era de linho fino com bordados. Pensei por um instante que só poderia ser Rennee para trazer para o meio do nada um toque de delicadeza, de civilidade.

—Querida eu estou tão feliz por te reencontrar! Oh, Isabella... — Rennee segurou meu rosto com ternura — ...meu bebê, como você cresceu, está tão linda!

Depois ela deu um passo atrás e me admirou de baixo a cima antes de voltar a me abraçar com força.

—Deus todo poderoso! Eu pensei que nunca mais fosse vê-la na vida, meu anjo! Que você me odiasse por tudo o que passamos, mas vê-la aqui, saber que você viajou, passou por tantas coisas somente para me encontrar me fez tão feliz! Obrigada Isabella!

—Oh, mamãe! Eu pensei que nunca diria isto para você, mas eu também estou feliz por te ver, principalmente por você ter me salvo noite passada.

Rennee gargalhou de forma suave e cadenciada. Parei de chorar por um instante sendo embalada por aquele som que me fez voltar ao passado, na época em que éramos felizes, uma família unida.

—Oh, meu bem! Toda vez que penso pelo o que passamos ontem me arrepio! Eu fiquei surpresa e quase não acreditei quando ouvimos a história louca de Moabe. Você acredita que eu cheguei mesmo a duvidar que Edward estivesse nesta região do Kalahari com a Mokika dele?! Foi muito difícil compreender o que Edward fazia aqui e quem era a tal da Mokika!

Não sei dizer o motivo, mas passei a rir com mamãe. Ouvindo as coisas por aquele ponto de vista era de fato hilário.

—Mas quando Moabe me disse que Mokika era minha filha eu tive uma esperança que ha muito tempo estava escondida dentro de mim. De que você teria me perdoado. — Rennee olhou fundo nos meus olhos, com muita intensidade. Eu não sabia dizer se tinha ou não perdoado mamãe por ter me abandonado e por ter feito papai sofrer. Mas tinha certeza absoluta que iria até o final do mundo se ela precisasse de mim.

—Isabella, uma carta tua me bastaria, não precisava ter se arriscado atravessando o deserto, virando refém para me resgatar! — Rennee se afastou um pouco de mim antes de erguer os braços e abaixá-los com vigor, em forma de protesto.

—Eu também não sei onde Edward estava com a cabeça em trazê-la aqui! Meu Deus, o perigo que você correu, só de imaginar fico louca!

—Eu passei por problemas ainda piores antes de sonhar rever você, mamãe!

—Isabella, eu não posso fazer nada em relação ao que passou, mas minha filha... — neste momento ela me segurou pelo rosto-..farei de tudo para protegê-la e amá-la enquanto ainda tiver ar em meus pulmões.

—Oh, mamãe, eu errei tanto! Com você, Edward e comigo mesma.

—Meu anjo, você não me fez nada, só me deu alegrias. Quanto a Edward, depois terei uma conversa com aquele peão!

—Eu não sei o que fazer, me encontro perdida e sem rumo!

—Querida! Poucas coisas na vida posso dizer com certeza absoluta, mas, posso garantir que se Edward Cullen deu a palavra dele, ele cumprirá!

—Mas, o problema não é Edward, sou eu!

—Meu bem, o que um anjo como você pôde fazer de errado? A não ser pelo fato de você ter sucumbido aos encantos de Edward e, ainda sim, devo frisar que você é muito jovem para lidar com estas coisas e tão pouco consigo entender que seu pai a tenha deixado virar uma freira!

—Este é o problema mamãe, eu não sou freira e nunca fui! A minha única experiência religiosa foram os seis pavorosos meses que passei no colégio de freira que papai me mandou como castigo e, de lá, consegui ser expulsa.

Eu falei tudo com uma calma assustadora. Mamãe ficou me olhando por quase um minuto inteiro com a boca aberta para depois ela olhar para trás, onde se encontrava os homens que faziam um barulho danado recolhendo as coisas. Depois ela voltou-se para mim e assobiou tão alto que chamou a atenção deles, e neste momento me deu um temor por dentro, pois vi Edward erguendo-se de onde estava me olhando daquele jeito, como se conseguisse ver meus ossos. Por um instante me deu vontade de pular em cima de Rennee e tapar a boca dela com a mão.

—Vala-me Deus! Que babado é este minha filha?! — Rennee além de gritar deu um pulo e colocou as mãos nas bochechas. Para meu terror Edward já estava se encaminhando para o nosso lado.

—Mamãe, fale mais baixo! — eu sussurrei por entre os dentes e milagrosamente Rennee pareceu ter compreendido minha aflição. Ela olhou para trás, para a cara de interrogação de Edward e depois olhou para a minha que deveria estar estampada de puro terror.

—Pelo visto ele não sabe desta história? — Rennee perguntou bem na hora que Edward chegou.

—Que história, o que esta acontecendo?

Eu sabia que o dia chegaria, o dia em que eu deveria olhar bem fundo naqueles olhos demoníacos e dizer que era tudo mentira. Mas, eu não queria que o dia fosse hoje.

—Não é nada, Edward! — eu não conseguia olhar para ele, mesmo ele estando ao meu lado em apenas duas passadas.

—Você está bem, Isabella? Aconteceu alguma coisa?

—Mas é claro que ela esta bem, Edward! — Rennee me puxou pela mão, para longe dele.

—Então por que diabos você gritou, Rennee? — eu já conseguia sentir a impaciência na voz dele, logo começariam os escândalos.

—Porque me deu vontade, oras bolas! — Rennee parecia não se importar com o jeito de Edward, aliás, todos que conheci naquela terra quente e impiedosa tratavam aquele jeito explosivo de Edward com muita naturalidade.

—Então ou você está louca ou senil! Fica gritando assim do nada, arre égua! — Rennee parou de andar e de me puxar e virou-se para Edward, ela tremia todinha.

—Edward Cullen, se não desejar que eu lance um feitiço para que teu pau nunca mais suba, é melhor não me chamar de senil novamente! — foi uma ameaça proferida por entre os dentes em tom baixo e soturno o suficiente para fazer Edward cobrir-se com as mãos.

—Virgem Santa! Endoidou de vez, Rennee, não quer ver seus netos, mulher? — Edward deu um passo atrás como a se proteger do olhar de mamãe- Arre, eu só fiquei preocupado com Isabella!

—Ela está gritando por acaso? Não seja metido, Edward! Eu sou a mãe dela, não ouse dizer que sabe mais de minha filha do que eu!

—Nem sonho com isto Rennee, eu apenas fiquei preocupado. Você está muito tensa, relaxa!

—Edward, eu gostaria de poder conversar com minha filha sem você ficar a cada minuto nos vigiando. Pode nos dar licença?

—Sim, madame! Eu estou logo ali Isabella, se precisar é só chamar!

Quando Edward finalmente se afastou eu pude respirar aliviada, mas por pouco tempo, pois Rennee voltou-se para mim e havia algo no rosto dela, uma mistura de riso com preocupação.

—Ele não sabe de nada, nada mesmo?

—Não!

—Mas como você conseguiu enganá-lo?

—Foi sem qualquer intenção mamãe, eu preciso sentar.

—Sim, venha, pois se você desmaiar agora eu não saberei sobre isto e Edward não vai dar sossego. — Rennee me levou para um lugar um pouco mais afastado e nos sentamos no chão duro de frente uma para outra cruzando as nossas pernas. Ela pegou as minhas mãos.

—Agora me conte tudo!

—Eu estou com sede.

—Tenha paciência, Isabella!

Eu não iria conseguir dizer nada, minha boca estava seca e meu coração disparado! Acho que perdi toda a água do corpo chorando.

—Moabe!- O grito de Rennee fez meu ouvido doer — me traga o cantil de água!

Quase saltei por cima de Rennee assim que vi Moabe com o cantil na mão. Todo o meu corpo suplicava por água e quando eu peguei o cantil meus dedos tremiam muito. Gemi doentiamente e quase engasguei com a água que desceu pela minha goela refrescando tudo por dentro, eu podia sentir o frescor dela até nas minhas costelas.

—Pronto? — e também podia sentir na pele a impaciência de Rennee. Respirei profundamente e olhei para o céu azul, sem nuvens. Não saberia dizer que horas era aquela, mas, deveria ser muito cedo. Naquele lugar parecia que o tempo parava.

—Eu não vim para a África a sua procura!

—Não?! — por um instante eu pude detectar um tom de decepção na voz de mamãe.

—Bom não foi este o principal motivo que me fez atravessar o oceano até aqui... — eu via os olhos azuis de mamãe me olhando muito atentamente, ela não perdia nem mesmo meus mais simples movimentos -...eu vim fugida, mamãe.

—Fugida?

—É!

—Meu pai, você fugia de quem? — Cruzei meus dedos e relembrei do rosto pervertido do mafioso, o gordo.

—Dos bandidos e da policia. — quando falei eu senti que não era mais eu e sim uma boneca, pois tudo parecia irreal demais.

—O que você fez filha? E onde estava seu pai que não fez nada para te proteger?

Comecei a falar e pude sentir que um peso saia dos meus ombros. Era muito bom poder dividir aquilo com alguém e ver o apoio nos olhos de mamãe me incentivou ainda mais. Mas, eu me sentia suja, como se tivesse passado dentro de um esgoto e depois saído no meio do parque em um dia lindo de verão.

Mamãe não dizia nada e em nenhum momento me interrompeu, nem mesmo quando eu falei do quase estupro, mas eu pude vê-la mover-se, como se estivesse incomodada com alguma coisa.

—Eu não sabia o que fazer quando consegui finalmente chegar ao porto. Eu tinha ouvido no rádio que os federais deram um alerta nas rodoviárias e inter estaduais, eles procuravam por uma jovem mulher, uma freira. Eu estava sendo denunciada nas rádios mamãe, como uma fugitiva perigosa!

—Meu Deus, Isabella!

A droga de tudo aquilo era que voltei a chorar, copiosamente até as minhas narinas entupirem.

—Na verdade tive muita sorte, pois era noite fechada no porto e quase não tinha ninguém. Então eu paguei aquele marinheiro estranho, ele não me fez nenhuma pergunta, apenas pediu que eu rezasse por todos em alto mar. Eu vomitei quase todos os dias que foram terríveis, com o cheiro de peixe podre e aquela embarcação que balançava sem parar.

Parei por um instante de falar e assoei o nariz. Quando ergui minha cabeça vi Edward ao longe, ele olhava para nós com ar preocupado.

—Não se preocupe querida, ele não vai ter a coragem de vir aqui nos interromper! Continue, por favor.

Falar sobre o assalto dos piratas e depois como cheguei até o solo africano foi mais fácil. Mas minha historia tinha mais pontos tenebrosos e assustadores do que eu podia imaginar e quando finalmente relatei sobre meu encontro com Jacob, passei a sentir que estava seca novamente.

—Quando acordei estava em um carro que Jacob dirigia pela savana com Moabe e o bezerro de ouro de Edward que estava morto. Edward me acusa até hoje pela morte daquele bicho fedido.

Tomei mais dois goles de água antes de voltar a falar — No começo, eu tinha certeza absoluta de que Edward iria me matar, mas depois as coisas foram mudando e quando percebi já estava perdidamente apaixonada por ele.

—Ainda sim, não teve a coragem de contar a verdade para ele?

—Eu tentei, te juro! Mas, não sei o que acontece quando fico perto de Edward, eu perco a noção das coisas.

—Alguém mais sabe desta história, meu bem?

—Alice!

—Alice, você a conheceu?

—Foi por causa de uma das explosões de Edward, ele não queria me deixar na fazenda e me levou a força para a fazenda dela. Eu tive muito medo de Alice também, pensei que ela iria me virar do avesso.

—Hum, Alice é muito esperta, creio eu que ela herdou toda esta particularidade e não deixou nada para o irmão!

Rennee estava sendo cruel!

—Bem Isabella, não podemos continuar a esconder isto de Edward!

—Eu sei, mas eu quero contar do meu jeito e no meu tempo. Eu não planejei nada, mamãe. E nem tive a intenção de enganar ou tirar proveito. Na verdade, antes de ser levada para a fazenda de Alice e Jasper eu planejava fugir com o que sobrou do dinheiro.

—Então louvemos que Edward a tenha levado a força para a fazenda dos Hale.

—Depois, apareceu um homem estranho que dizia ter informações sobre seu paradeiro. Eu não ficaria com Alice sabendo onde você se encontrava. Foi assim que cheguei até aqui, depois de quase me afogar em um rio cheio de feras e virar noiva de um chefe tribal.

Rennee riu pela primeira vez desde que eu iniciara meu relato. Era um riso alegre e jovial.

—Isabella, francamente eu não consigo entender a obra do destino de ainda a ter viva e inteira na minha frente. Apenas agradeço aos céus por isto!

Rennee me abraçou com carinho.

—Mamãe, por favor, deixe que eu fale com Edward!

—Querida, eu também não sei como Edward ainda acredita nesta história, mas tem a minha palavra de que vou respeitar este teu desejo. — assim que ela acabou de falar ouvimos a um pigarro, era ele, Edward.

—Esta tudo bem? — ele parecia sem jeito e se aproximava com cautela de nós.

—E porque não estaria, Edward?

—Bem, eu vi Isabella chorando e...

—Você não tem jeito? — Rennee levantou-se rapidamente e Edward deu dois passos atrás.

—Arre, eu só queria dizer que eu fiz tudo. É, a culpa é toda minha!

—Verdade?! — Rennee olhou para mim e piscou antes de voltar-se para Edward — Espero que você saiba arrumar a toda esta confusão.

—Eu já dei a minha palavra, não foi?

—Foi! E espero que não faça minha filha chorar novamente!

—Mamãe! — não era culpa de Edward se eu me desesperei e, fiquei com pena de vê-lo assumir a algo de que nem sabia.

—Quieta mocinha, você também tem que me prometer que não vai mais se meter em confusões.

—Rennee, já disse que ela não tem culpa de nada! Fui eu quem a beijou.

—Edward Cullen, cale a boca!

—Oh, diacho!

—Está tudo pronto?

—É, eu vim aqui para dizer isto, mas acabei levando coice!

—Como se fosse te dar vergonha na cara! Vamos Isabella quanto mais cedo viajarmos, mais cedo chegaremos em casa. Ai que meu corpo clama por um banho gostoso.

Edward me ajudou a levantar e ficamos por alguns instantes nos olhando.

—Está tudo bem, Isabella? Eu te vi chorando tanto! Olha eu vou anular meu casamento, vai tudo dar certo!

—Oh, Edward nossos problemas são maiores do que você pode imaginar.

—Não é não minha freirinha! Vai tudo acabar rápido e bem, eu te prometo! Vem vamos ter que dividir os cavalos.

—Nós vamos usar o mesmo cavalo, Edward? Eu não sei se isto é uma boa idéia... – minha mente começou a ficar perturbada somente com a idéia de ficar perto do corpo dele. Meu estomago também não ajudava e naquele momento resolveu se manifestar.

—Vamos pensar nisto depois. Agora você vai comer alguma coisa, pois tua barriga está reclamando.

—Oh meu pai, você ouviu?

—Até mesmo os urubus podem ouvir teu estomago berrando, Isabella! Vem, graças a Deus Moabe está vivo, do contrário iríamos morrer de fome se fossemos depender da minha comida ou da comida da Rennee.

Caminhamos até o centro do acampamento que já não se podia dizer que era um, pois quase tudo estava arrumado e assim que eu cheguei, vi mamãe comendo com muito gosto a um mexido em um prato de alumínio.

—Bella, vem comer, ta ótima a comida. Aproveita que foi o Moabe quem cozinhou!

—Sim, Edward falou para não esperar muita coisa de seus dotes culinários.

—Oh, querida, nunca fui adepta a cozinha e quando fui casada com seu pai, sempre tivemos cozinheira. Graças aos céus que Phil sabe cozinhar, do contrário já teríamos morrido! Sabe, meu bem... – Rennee falava pelos cotovelos enquanto eu me ajeitava em um canto com um prato no meu colo e olhava com muita desconfiança para o grude que me serviram. Mas quando meu estomago protestou novamente eu não pensei duas vezes e abocanhei com gosto a colher cheia daquele negocio que tinha uns pedaços de carne. Não era bacon, mas era gostoso. De repente a conversa animada ficou em segundo plano, até mesmo Edward que sentou-se perto de mim perdeu o foco quando comecei a comer.

Tudo o que passei desde que acordara fora tão intenso que eu não me dei conta do quanto estava esfomeada. Eu mal conseguia mastigar o alimento que estranhamente era muito saboroso, apesar da cara esquisita, e aquela “carninha” era mole e praticamente dissolvia na minha boca. Alguém me ofereceu mais comida e eu somente consegui balançar a minha cabeça pedindo mais. Fui servida com generosidade e não me importei com o sol forte ou com a viagem que iríamos fazer assim que acabássemos a refeição.

—É muita comida, Edward! Bella não esta acostumada e logo viajaremos.

—Rennee, sua filha é mais forte do que você imagina, ela vai dar conta do recado!

—Não sei não, ainda mais que teremos que dividir a montaria...

Neste momento eu tirei o rosto do prato, eu iria com mamãe no mesmo cavalo? Talvez fosse melhor assim, ficar perto de Edward não seria ao final uma boa idéia. Quando finalmente eu acabei de comer todos já estavam prontos. Eu me sentia forte e vitalizada, apesar do peso no estomago que me caiu muito bem, por sinal. Mas andei um pouco mais lenta do que os demais até chegar aos cavalos e, tive que contar com a ajuda de Edward para montar na garupa do cavalo.

—Isabella, você está bem?

—Sim, mamãe!

—Então mocinha fique atenta e não durma! A propósito, não vou tolerar peidos ou arrotos!

—Que horror, mamãe!

—Arre, do jeito que você comeu...até parecia um peão da fazenda!

—E você parece Edward falando!

—Bem, vamos em frente que os homens já foram. – verdade, eles estavam muito a nossa frente e somente Moabe ficou para trás com dois cavalos, um levava as tralhas do acampamento. Eu mal tive tempo de me arrumar, coloquei as botas muito rápidamente e depois o chapéu. Mamãe insistiu para que eu amarrasse um lenço em volta do pescoço, ela me disse que quanto mais partes do corpo eu protegesse melhor seria para a minha pele. Fomos conversando todo o tempo, pelo o que eu havia entendido, pegaríamos um caminho diferente do que viéramos, beirando o rio, mas, levaríamos mais tempo para chegar, pois Rennee e Edward decidiram que iríamos direto para a fazenda Cullen.

Foi muito bom o tempo que passei ao lado de Rennee, apesar do calor. Dividimos o cantil de água que ela me oferecida a cada instante. Eu aproveite para perguntar várias coisas para mamãe, como foi quando deixou os Estados Unidos e como ela conheceu Phil. Ainda sentia uma mágoa muito grande, mas, precisava entender quando exatamente ela deixou de amar meu pai.

—Oh, querida, acho que meu relacionamento com Charles foi minando dia a dia e, quando me dei conta não podia mais nem olhar para ele. Eu precisava me afastar de seu pai, ele me fazia pensar em coisas ruins.

—Papai foi um mau marido, mamãe?

—Ele foi básico demais, certo demais e pontual demais para mim! Eu acho que em nossa relação eu fui a errada e a péssima esposa. Talvez você queira saber porque nos casamos? A juventude de hoje desfruta de uma liberdade que eu e Charles não tivemos. Fomos dados em casamento.

—Que horror! – lembrei de quando papai tentou me forçar a casar com Mike Newton.

—Isto funcionou por muitos anos e em várias famílias, meu bem! Mas nunca funcionaria para mim, que sempre fui fora do contexto.

—Como?

Rennee gargalhou antes de voltar a falar.

—Enquanto as outras garotas faziam enxoval eu colecionava selos, em meu quarto eu tinha a um enorme mapa do mundo onde sonhava viajar para países distantes e exóticos. Depois veio a mocidade e me apresentaram Charles, ele era um rapaz alto e muito serio, quase não sorria, mas eu gostei dele em um primeiro instante. Passei a sonhar que após nos casarmos iríamos ganhar o mundo em mil aventuras.

Olhei para frente e vi Phil conversando animadamente com Edward. Talvez Phil seja hoje a este tipo de homem com quem mamãe sonhou. Eu não conseguia ver papai no deserto levando aquela vida, ou mesmo na fazenda cuidado de búfalos.

—Mamãe, como você conheceu Edward?

—Oh, minha querida! Foi logo após eu ter deixado a América com Phil. Não tínhamos nada! O único dinheiro que conseguimos juntar foi no período em que ficamos a bordo de um navio da cruz vermelha trabalhando, depois, fomos parar em Madagascar.

—Madagascar?! — eu nem sonhava o que significava aquela palavra? Para mim tanto poderia ser uma goma de mascar como um bar no meio do nada!

—Edward tem que te levar lá algum dia, é o paraíso na terra! – Rennee falava com entusiasmo e eu passei a imaginar como fosse este lugar de nome tão exótico-...havia a um pequeno agrupamento do exercito da legião estrangeira e, foi lá, embaixo daquele sol lindo e poderoso, em meio a palmeiras que conheci Edward.

—Nossa mamãe, até parece romance!

—Há, mas não teve nada de romântico em nosso encontro, mocinha! Edward estava até as ceroulas metido em encrenca e ninguém naquela terra falava inglês! Foi bem tumultuado o nosso encontro!

Eu imaginava que sim, tudo com Edward era tumulto!

—Phil usou seus dons de dramaturgia e se fez passar por advogado para tirar Edward da cadeia.

—Cadeia?

—É uma historia longa, que envolve mulheres, ofensas aos superiores militares e bebedeiras. No final, ele se deu conta que seu destino não era a carreira de soldado e, em uma mesa de carteado, ele ganhou a fazenda que hoje se chama fazenda Cullen.

—E como foi a entrada de você e de Phil, como sócios?

—Um pouco confusa, mas ficou como divida de gratidão. Eu e Phil agradecemos por finalmente termos para onde ir, um lugar distante no meio do deserto africano chamado Kalahari. Eu pessoalmente fiquei muito feliz, pois teria algo a mais para contar no meu diário. Edward, pelo o que percebi, também ficara contente, pois ele julgava que teria problemas para se comunicar com os habitantes do local e ao final teria que abater todos a tiro.

—Misericórdia!

—Isabella, posso dizer que Edward se humanizou e muito nestes meses em que ficamos longe um do outro. Ele sempre foi pavio curto e de pouco verbo. Mas para a nossa surpresa, nos apaixonamos por este lugar! É selvagem, é quente e mexe com a nossa natureza, exigindo sempre muito mais do que podemos dar. Para pessoas como nós, isto é que é vida!

Eu estava pasma com tudo o que ouvia a cerca das aventuras de mamãe, Phil e Edward. De como eles com trabalho duro transformaram a decadente fazenda em algo promissor e rentável.

—O povo do lugar achava que búfalos eram para viverem livres na savana. E somente o povo das tribos sabiam como capturar um, mas, para esta gente, um único animal dá comida para todo um ano. Nós rapidamente tomamos como agregados Moabe e sua irmã. Você conheceu Zahara?

—Sim — eu falei com muito entusiasmo — ....ela é um anjo!

—Há, mas você não sabe da historia destes dois irmãos?

—Não, o que aconteceu?

—Bem, Zahara foi dada em casamento para uma tribo do norte. Mas ela nunca se adaptou bem com os novos familiares.

—Difícil de acreditar, ela é tão dócil!

—É tudo uma questão de cultura! Quando chegamos naquela região, para negociar com os guerreiros daquela aldeia a captura de búfalos, eles estavam escorraçando a coitada. Ela foi dada como mal esposa é péssima filha, pois não dera a um filho para o grande chefe da tribo. Eu me apiedei da pobre coitada e a trouxe comigo. Com certeza se não tivesse feito isto, Zahara teria perecido no deserto.

—Meu Deus, eu jamais iria imaginar isto!

—Era uma criança, Isabella! Me apeguei muito a ela, pois lembrei que do outro lado do mundo minha filha tinha a mesma idade e estava frequentando escola e tendo a vida normal que toda menina de quatorze anos deveria ter.

Eu abracei minha mãe e encostei minha testa nas costas dela. Nunca antes havia me passado pela cabeça que Rennee abandonou papai, mas nunca deixou de me amar.

—Logo depois Moabe apareceu em busca da irmã. Um caso bem atípico, pois a família da mulher quando esta e tratada do modo como Zahara foi, eles também lhe dão as costas.

—Injustiça e covardia!

—Para nossos padrões sim! Mas aqui é tudo diferente, meu bem! Até mesmo o sol, queima mais ardido. Temos que ter calma ao lidar com as pessoas dos povoados para não gerar crise de cultura. No começo Edward arranjou muita confusão, mas ainda sim, se adaptou melhor em Kalahari do que em Londres. Depois veio Alice e Jasper e compraram a nossa idéia de uma fazenda reprodutora de búfalos, tudo ficou em família.

—E quando foi que aconteceu o casamento de Edward no meio disto tudo? — aquela pergunta martelava na minha cabeça freneticamente.

—Foi estranho! Edward sempre foi um homem solitário nestes quase dez anos em que nos conhecemos. Foi em uma das cidades em que estávamos negociando a compra de insumos e venda de algumas cabeças de gado. Uma noite na boate ele bebeu tanto que não se aguentava em pé e, resolveu que iria casar com uma das moças que...- naquele momento mamãe limpou a garganta antes voltar a dizer — ....bem, Edward é homem, apesar de nunca ter uma namorada fixa, ele costumava se envolver com mulheres e em algumas épocas com mais de uma ao mesmo tempo.

—Vira-lata!

—Oh, Isabella, mas apenas posso afirmar que isto acontecia antes dele te conhecer! Bom, ele conheceu uma mulher na cidade e enquanto estávamos lá, eles, acho que você entende o que eu quero dizer! Ao final ele decidiu que iria casar-se com Tânia. O resto você já sabe!

—Todos sabiam que Edward era casado, até mesmo Alice e Rose?

—Sim, aliás as meninas não simpatizaram nem um pouco com Tânia e colocaram nela um apelido estranho... — Rennee parou de falar, como se estivesse pensando e eu lembrei do nome.

—Pelancuda!

—Isto!

—Eu deveria ter desconfiado! — como era aquela mulher meu Deus? Alice e Rose não gostaram dela já era algo realmente significativo. Mas a tal deveria ser linda para fazer Edward se casar assim tão de repente!

—Como é esta mulher?

—Oh, querida, acho que isto não importa! Edward deu a palavra dele de que...

—É, mas ele deu a palavra e o nome dele em casamento com esta outra mulher também!

—Isto, não deveria contar, pois foi em uma noite em que Edward bebeu feito um gambá! Aliás, em minha opinião, casamentos assim deveriam ser anulados no dia seguinte!

—E quanto tempo faz que Edward esta casado?

Rennee levou tempo demais para responder a esta pergunta e aquilo estava me deixando louca.

—Mamãe?

—O que importa é que ele estará cancelando o casamento!

—Quanto tempo, mamãe?

—Bem, já que insiste, pelos meus cálculos já fazem 4 anos.

—Quatro anos?!? — fiz uma conta rápida, neste período eu era uma menina de quinze, que vivia em um mundo protegido de todo mal, preocupada apenas em odiar a minha mãe. Eu não sabia que do outro lado do oceano, existia um país chamado Kalahari e que minha mãe estava ao lado do homem que eu iria amar no futuro.

Era muita loucura para a minha cabeça. Mas de algo eu tinha certeza.

—Em quatro anos, Edward nunca desejou se separar legalmente desta mulher?

—Isabella, eu não posso responder pelo o que vai na cabeça de Edward.

—Mas eu posso! Ele com certeza deve amá-la ainda!

Rennee gargalhou alegremente.

—Qual parte do que eu falei você não me ouviu? Edward casou-se com Tânia fedendo a bebida! Que homem se casa assim com a mulher que ama?

—Mas ele se casou e ainda está casado!

—Meu bem...!

—Mamãe, para mim casamento é muito sério e deve ser respeitado! Eu sofri muito quando papai ficou sozinho, ele nunca arranjou outra mulher depois que você partiu. Se Edward desejasse de fato se ver livre desta mulher ele teria ha tempos dado um jeito de se separar.

—Meu bem, não o julgue, apenas se dê o beneficio da duvida. Olha, parece que teremos uma parada, finalmente! Minhas bandas doem tanto que tenho a impressão de que elas irão despencar do meu traseiro.

Não demorou muito e fizemos um rápido descanso, eu havia perdido a noção do tempo, mas pelo o que havia entendido o dia já iria se encerrar, apesar do sol alto e do calor insuportável. Os homens decidiram que iríamos levantar acampamento por ali mesmo e todos os preparativos foram feitos. Eu e mamãe fomos acomodadas na mesma barraca e, enquanto eles ajeitavam o resto das tralhas e Moabe se dedicava ao fogo. Eu sentei no chão sentido cada músculo do meu corpo doer. Tirei as botas dos meus pés e quase chorei de dor e de alivio. Eu daria tudo por um banho naquele momento e depois uma cama macia e confortável, mas, ao olhar para a linha do sol que se punha lentamente eu pude admirar a beleza daquele lugar selvagem. Aquilo penetrava em meu corpo até a alma. Era um conjunto potente e inquestionável de beleza e poder que nos envolvia através do ar quente e seco e nos deslumbrava com a paisagem. Eu não conseguia entender toda a magnitude daquilo, era terra seca, em alguns pontos se transformava em areia, mas era só aquilo e em alguns trechos umas arvores pequenas e quase secas. O céu era azul e limpo e se tornava alaranjado com o por do sol. Mas era indiscutivelmente lindo!

De repente em meu campo de visão ele apareceu a disputar a beleza com o sol que morria lentamente. Sua altura me fez erguer as vista lentamente, a percorrer as pernas longas e fortes até chegar ao quadril que balançava de um modo selvagem, quase felino, enquanto ele caminhava em minha direção. Mas foi quando eu ergui minhas vistas e olhei para o rosto másculo, já com a barba loira por fazer e o olhos verdes que brilhavam intensamente foi que eu me dei conta do poder de Kalahari sobre mim, um poder que emanava do corpo de Edward, da boca reta e dos olhos selvagens que me desnudavam sem qualquer pudor.

Aquele mundo era Edward em cada respiração, em cada suor, em seu andar. Eu sou somente uma virgem sem qualquer noção de como lidar com tanto poder, mas, bastasse ele me pedir que eu daria tudo de bom grado.

Continua...

Notas finais
Então no proximo teremos Edward, Tania, Alice, Rose....os mafiosos chegando em Kalahari e Bella bem no meio de tudo com seu jeitinho sem noção.... Mas...quando mesmo? Reviews? Incentivos? hihihih.... bjus!!!!!