Kalahari

15 Capítulo 14


Notas iniciais
ei amadas! É muitas leitoras não estão nem ai pro jeito grosseirão do Ed....eita homi bão!!!! Vamos desanuviar um pouco e vamos de Kalahari.... Capitulo dedicado a PriscilaPattz que fez a uma indicação fofissima....! Bjus e vejo vocês lá embaixo...

Kalahari

Capitulo 14

Era impressionante como eu conseguia ver tudo de um plano privilegiado. A minha euforia fora tamanha que voltei a me senti estrela de um palco e tendo diante de meus olhos as várias perspectivas nas faces assombradas deles, menos de Edward Cullen que na verdade estava tão irado que estava ficando verde.

Eu o ignorei por completo e falei o mais suave que podia. Lá na boate da Sue, quando fazia isto sempre funcionava bem.

—Então, Sr. Besson, não se faz uma dama esperar por muito tempo...!

Alarguei o maior sorriso que consegui para o moço francês, que me olhou embasbacado de cima abaixo com a boca tão escancarada que daria para passar meu pé todinho por ela. Uma gargalhada fugiu pela minha garganta, eu era novamente Bella Swan, a garota do Balacobaco. Mas, foi a voz penetrantemente escrachada de Edward Cullen que desfez o meu momento apoteótico.

—Há! Moça, se você for esperar qualquer coisa boa que possa vir desse francês, vou ter que falar, vai virar múmia seca! Há, há...! — ele riu esparafatosamente enquanto arrumava a poltrona de onde havia caído feito a um urubu alvejado por um tiro de espingarda e, sentou-se sem quaisquer modos, com as pernas bem arreganhadas e o dorso voltado para frente.

Como alguém conseguia ser assim tão enervante?

—Mon Dieu! Que faz muito tempo que não vejo um jogo de pernas assim...e que pernas!

O Sr. Besson parecia a um parvo e não se movia, meus braços já estavam ficando gelados e olhei com raiva para Edward Cullen que me devolveu com a sua costumeira e irritante insolência.

—Eu avisei dona freira! Tu assustou o francês...!

—O que me choca de fato! Pois julguei que teríamos a uma noite de danças e, veja de onde venho dançar não é exatamente um crime...

—Pecado!

—Tanto faz! O nosso convento é muito progressista...

—Sei, vai ver que foi por isto que te chutaram pro deserto, moça!

—Oras, francamente! Vamos dançar ou vamos papear?

Que irritante! Se continuasse naquele caminho logo estaria dizendo o que não deveria para aquela criatura abominável. E não foi que ele se ergueu e veio em minha direção?!

—Arre, se é dança que tu deseja, moça, eu vou te dar!

—Mon ami...?!

—O cacete, "camembert!" Cai fora que tu perdeu a vez! Hale, coloca ai o sacode esqueleto que hoje a freira vai dançar!!

Sacode esqueleto?!

Misericórdia! Fiquei arrepiada só de pensar o motivo daquele nome. E nisto, Jaspe Hale gritou e eu pulei.

—Ieuuuu!!!

Alice começou a afastar os moveis, muito agitada e Edward se aproximou de mim com passos pesados e firmes. Seus olhos brilhavam e um sorriso bestial se formou no rosto quadrado com a barba loira por fazer.

Eu dei um passo atrás...

—Foge não moça! — ele me tomou pela cintura com uma mão grande e quente e me levou de encontro ao seu corpo, me deixando toda arrepiada. O homem estava soltando choques em mim.

Então ele fez a coisa mais surpreendente, Edward Cullen deu uma fungada no meu cangote!

—Cheirosa!

Tremi todinha.

—Hein?!!

—Sabe que eu dei este nome para uma búfala...?

Como é?!

—Que tem umas tetas de ouro, viu moça! Já ganhei muitos prêmios com ela e...

Algo acontecia comigo, um estralo seguido de um clarão. "Cheirosa" era o nome do bicho fedido dele que tinha tetas de ouro?

—Seu troglodita! — soltei a minha mão que já estava presa na dele e lhe soquei o peito e lágrimas brotaram dos meus olhos no mesmo instante.

—Aiii!

—Olha! Perdeu os eixos foi?! Eu estou te elogiando, Alice?

—Espera Edward! Besson, querido? Me ajude com este sofá...!

—Fala para a madre sobre a Cheirosa...!

Olhei para Alice que estava concentrada em afastar um sofá de três lugares, ela ergueu o seu rosto e havia ali um claro sinal de interrogação.

—A Cheirosa?!

—Sim, a minha búfala premiada! Ela já abasteceu com seu leite a todas as fazendas destas paragens e já me deu a pelo menos três bons bezerros, você deve se lembrar, dona madre!

—Eu?!

—Sim, senhora! Afinal por tua culpa Jacob matou o ultimo bezerro da Cheirosa, que havia acabado de ganhar o premio bezerro de ouro para a minha fazenda!

Ah! Eu não iria levar aquela numa boa! Primeiro Edward Cullen me apelida com o nome de um dos bichos dele que é tetuda...

—Presta bem atenção Edward Cullen, aquele bicho já deveria estar morto há dias, pois eu nunca senti tanto fedor em minha vida e...

—Liberado! Jasper, música! — o grito estridente de Alice interrompeu o meu manifesto, mas não foi isto o que me fez perder a voz, pois o indomável me apertou com gosto e começou a pular comigo pela sala como se eu fosse um saco de estopas.

—IÊHÉ!!! — Bota um sorriso na cara e remexe esta bunda, dona madre!!!

Meus olhos se arregalaram, foi isto o que aconteceu! Do piano uma melodia doida e frenética soava e eu podia ouvir palmas em meio aos passos pesados de Edward que me socava, literalmente, pela sala. Ele rodopiava e me apertava, quando não dava aqueles gritos escandalosos.

—IUHUUUU!!!!

Eu sentia que tudo ia muito mal, não conseguia me firmar em um ponto fixo e o cheiro dele estava deturpando os meus sentidos. Era o cheiro, era o calor, era ele todo em conjunto com aquela musica dos infernos e aquela dança de malucos. Eu me sentia feito a uma boneca de trapos, que era jogada para lá e par cá. Fechei meus olhos tentando buscar equilíbrio quando um pisão no meu dedão me fez finalmente soltar o que ia estranho dentro de mim, um sonoro e podre arroto!

—Eita! Que a bóia tava gorda dona madre!

Eu dei um soco no peito dele e me desvencilhei de seus braços.

—Você pisou no meu dedão, Edward, o arrancou fora! Olha aqui?!

—Não tem nada ai! Só tá vermelho.

—Vala-me Deus, você é muito grosso mesmo! E, estou admirada de estar com meus braços inteiros também, ou do meu estomago não ter trocado de lugar com o meu cérebro! Onde você aprendeu a dançar deste jeito, criatura?!

—O que você sabe sobre dança, moça?! Mesmo neste tal de convento progressista, duvido que lá eles tenham te ensinado a arte de sacolejar os ossos!

—Mon ami, é perceptível a delicadeza da jovem. Arrisco a dizer que ela teve aulas de dança clássica e não está acostumada a estes passos pouco convencionais...

—Cala boca Besson!

—Cala a boca não! Que o Sr. Besson está coberto com a razão. Nunca me senti tão aviltada, socada e espremida em toda a minha vida.

—Arre! Do jeito que você jogou estas pernas pro ar pensei que sabia do riscado...

Criatura das trevas!

—Que riscado?!

—O de enganchar num homem e sacolejar até o raiar do outro dia!

Eu sentia as minhas faces pegando fogo!

—Mas, é verdade... — Edward Cullen passou a falar e a coçar o queixo, como quem avalia o produto antes da compra — ...o que se pode esperar de uma criaturinha tão sem graça como você? É até uma ofensa te chamar de Cheirosa, pois aquela nunca me decepcionou.

Ele estava me ridicularizando e, desmerecendo meus atrativos?!

—Alice? Vem cá, vamos mostra para esta moça como se sacode os esqueletos por aqui!

Tive que pular de lado, em menos de um segundo Alice e Edward se encaixaram e passaram a pular e gritar. Eu coloquei minha mão no peito e, ainda estava tentado enumerar por ordem de coerência qual era a maior ofensa que aquele babuíno ruivo me fizera, somente naquelas ultimas horas. Com os olhos eu acompanhei por algum tempo a dança selvagem deles ao mesmo tempo em que sentia algo se agitando dentro do meu peito.

—Madre?

—Sim! — não voltei meu rosto para o francês, pois estava como que hipnotizada os vendo pularem e remexerem. Se sacudirem por inteiro e por toda a ampla sala. Eu me sentia em um daqueles teatros do oeste antigo americano, onde os vaqueiros jogavam suas pernas e seus braços e depois se enganchavam em alguma qualquer a dançarem feitos bichos, sem classe ou coordenação ao som da mais bestial de todas as melodias.

—Assim que acabar esta polca, pedirei a Hale que toque algo mais ao seu porte!

—Ahá! — Edward Cullen gritava pela sala feito um abutre, as suas ultimas palavras martelavam o meu cérebro.

"Vem cá, vamos mostra para esta moça como se sacode os esqueletos por aqui!"

—Só de olhá-la percebo toda a sua refinada educação e...!

—Sr. Besson... — se era tríbalismo o que aquele homem queria, eu iria mostrar que nos Estados Unidos da América do Norte, nós também sabíamos ser selvagens — ...cale a boca e me puxe para dançar!

—Madre?!

—Vamos mostrar para estes Cullens, que temos pernas para pular também! — não esperei por qualquer outra palavra e puxei o francês pelas lapelas até o centro da sala e, praticamente me joguei nos braços dele e passamos a pular igualmente a Edward e Alice. Jasper Hale sentiu que aquele era o momento e com sua voz excepcionalmente grave entoou os versos daquela polca satânica.

"Arrume a camisa e puxe a cueca

Encaixe na moça que é hora de festa..."

Misericórdia era algum tipo de mensagem, pois Edward pulou com Alice e, eu me vi sendo erguida pelo francês que se transformou em uma besta desenfreada.

"...A moça é bonita e a musica é boa...”

A segure com mãos firmes e pule a louca!"

Os irmãos riam muito e giravam ainda mais, eu que não ia perder para eles e passei a puxar o Besson comigo que se entusiasmou ainda mais.

—Já está com o sangue quente madre?

—Tão quente que está fervendo a minha cabeça!

—Iuhuuu! — Edward continuava a relinchar feito o jegue que era. E estava tão feliz que estranhamente aquilo me contagiou e eu passei a pular feito uma selvagem sem noção nos braços do francês que me apertava ainda mais. A coisa pegou em um ritmo que passamos a colidir uns nos outros e me pareceu que era assim mesmo que se dançava aquela polca.

"Sacode a bodega...

...Pule nessa beca"

A voz de Jasper Hale aumentava de volume e nossos passos iam cada vez mais rápidos, mas foi quando ele gritou:

"Beije na boca e gire na polca.."

Que algo muito estranho aconteceu, eu olhei para frente e vi o beiço todo molhado do francês se esticar para o meu lado e mesmo me afastando ele me estreitava mais em seus braços e me levava de encontro para aquele bicão quando alguma coisa dura feito pedra acertou em cheio a cara dele. Eu girei sozinha pela sala e só parei quando bati em uma cadeira para depois empinar com a bunda para o alto antes de me esparramar inteira no chão. Foi um barulho tão grande que silenciou a voz do Sr. Hale e o seu piano infernal. Tudo a minha volta girava e eu estava lá, estirada com as pernas abertas e a boca arreganhada, quando três rostos apareceram no meu campo de visão, Alice, Edward e o Sr. Besson com um olho aberto e outro fechado.

—Madre?

Mas foi a voz do Jasper Hale que soou preocupada.

—O que aconteceu?!

E Edward Cullen falou.

—A madre estabacou-se!

continua...

Notas finais
ai está! mereço reviews? Bjus!