Notas iniciais
Olá queridos e amados leitores. Tudo bem com vocês? Muita paz e saúde para todos. Vou explicar nas notas finais sobre a pausa nas atualizações e o que aconteceu com Kakatte Koi... Vocês perceberam que todos os capítulos foram revisados, caso queriam ler como ficou talvez por curiosidade ou para saber se algo ficou diferente ou não. Fica a critério do leitor, tem gente que gosta de ler uns capítulos anteriores para entrar no clima antes de ler o novo para se situar na história depois de algum tempo sem atualização. Hoje venho trazer um novo capítulo dessa nova fase da história, acho que ficou bom espero que gostem. Temos uma nova capa, capítulos revisados e a sequência da história nessa segunda fase e quem sabe rumo a conclusão final. Só posso dizer que atingimos a metade da história. Quero agradecer o apoio das amigas leitoras que me ajudaram a continuar com a revisão para melhorar essa história que tem potencial para ser um bom romance sobrenatural. Qualquer dúvida, algo confuso ou erro, por favor me avisem. Obrigada por ainda continuar comigo lendo o que escrevo de coração. Boa Leitura. A capa do capítulo foi feita pela capista @Bree_Lacerda todo crédito para ela.

POV Daigo

Era muito boa a sensação de avistar pela janela do avião a cidade de Tóquio, tudo parecia pequeno aqui do alto, mas as luzes eram o que mais chamavam a atenção para aquele lugar.

Essas foram as férias mais longas que passei com meus pais depois que me mudei para Tóquio. Não acreditei que Yutaka me forçou a aceitá-las, para cuidar dos ferimentos do seu descontrole. Percebi no apartamento quando ele me visitou o quanto ele ficou traumatizado, tinha medo e insegurança no jeito de falar até seu toque era diferente como fosse me machucar outra vez.

Voltar para o hotel até que não foi ruim, meus pais estavam contentes que o chef concordou que eu devia passar esse tempo com a minha família. Também eu estava com saudades de todos aqui já fazia um bom tempo.

Sendo uma cidade pequena quando cheguei todos aqui já sabiam do acontecido em Tóquio, em sua maioria eram conhecidos e alguns amigos de minha antiga banda haviam visto pela tv e vieram me visitar para saber como eu estava e se precisava de ajuda.

Foi bem legal ser o centro das atenções e colocar a conversa em dia com meus antigos colegas e como eles seguiram suas carreiras depois voltaram da aventura em Tóquio.

Shinpei seguiu carreira como professor de música na escola em que fizemos o ensino médio. Ele abriu uma academia, trabalha como personal trainer e tem bastante alunos.

Akihide seguiu carreira solo como guitarrista fazendo alguns shows e conseguiu lançar dois CDS de sucesso naquela região, nada muito expressivo para tentar voltar a procurar uma gravadora em Tóquio. Atualmente ele trabalha aqui no hotel ajudando meu pai com a parte financeira, quando voltou terminou os estudos fazendo faculdade de contabilidade.

Quem ficou mais feliz com a minha volta foi meu cachorro, fez uma festa e tanto pulou quase me derrubando de tanta felicidade. No apartamento onde moro não podia cão nem gato, arrumei um peixe para me distrair e lembrar de casa.

Como a viagem foi repentina eu levaria 30 dias para voltar, deixei meu aquário com a vizinha para cuidar e alimentar, ela falou que não tinha problemas.

Morar num hotel é não ter um dia de paz, cada dia é diferente e tem muita coisa para fazer, arrumar e ajudar, então posso dizer que os dias passaram rápido.

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Durante esse tempo Yutaka me ligava dizendo sobre seu progresso em controlar sua sede, os ensaios com banda e como Kai estava se adaptando com o fato que ele é um vampiro.

Yutaka ligou super feliz por que Hyde-san o convidou para uma de suas festas que seria no Halloween, e que ganhou convites dourados e toda a família estava convidada.

Morando agora na mansão ele não se sentia mais solitário, Yuki-san sempre o ajudava nos ensaios com a bateria e a banda tinha marcado para fazer um vídeo e seu primeiro show.

Seu mestre Kamijo foi chamado para explicar ao conselho vampiro o por que do seu descontrole e a exposição que isso causou nas mídias e tv.

Yuta contou que Hizaki escondia seu sangue para Kamijo não ver, quando tinha que ir nos ensaios durante o dia. A ordem do conselho era que ele só se alimentasse direto da fonte, uma jovem de uma comunidade que serve os vampiros foi escolhida para ser sua professora e bolsa de sangue.

Yutaka disse que Arianne também era uma boa amiga e psicóloga ajudou muito ele e o Kai, além de manter ele alimentado.

Minha surpresa foi ele contar que também me mandou embora com medo de um dos líderes do conselho, ele disse que o vampiro costuma apagar as memórias de quem descobre o segredo deles, pois tem medo que podem ser expostos e aparecer um caçador.

Quando Yutaka contou que Hyde-san era o líder do conselho vampiro junto com mais dois músicos Sakurai e Yoshiki, pude entender o por que deles parecerem sempre jovens. Trabalhei para ele, e nem desconfiei que ele pudesse ser um vampiro Hyde-san sabe disfarçar bem.

Yuta me mandou uma foto da sua fantasia de médico para festa, dizendo que queria muito que eu tivesse lá para irmos juntos estava com muitas saudades.

Outra surpresa: Yutaka sem querer revelou que seu aniversário era dias antes da festa de Halloween. Que todos comemoraram seus 2 anos em idade vampira.

Depois da festa, meu Yuta ligou dizendo que Hyde-san o ensinou a beber e se alimentar em público na festa e ele não perdeu o controle que ganhou mais duas lindas jovens para saciar sua fome.

O líder do conselho gostou dele e apareceu algumas noites para levar ele e Teru-san para ir a shows ou ensaios da sua banda, e que ele descobriu que Hyde-san foi quem criou Teru-san e seu mestre Kamijo.

Eufórico, Yutaka me ligou no dia do show, queira muito que estivesse lá para ver sua estréia, que estava ansioso com tudo aquilo não acreditando que ia mesmo tocar com a banda para muitas pessoas.

Sei que aceitei ser seu amante e guardar seu segredo, só que ainda sinto uma ponta de ciúmes. Quando Yuta falou que o namoro com Uruha está evoluindo e Kai estava se saindo bem, cada vez mais controlado e menos nervoso que até chamou o namorado para um encontro na mansão. No fundo eu sabia que eles poderiam ficar juntos só ter uma oportunidade, afinal o guitarrista é muito apaixonado por ele. Aquela noite do show provavelmente seria especial para ambos de várias maneiras.

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Em uma das suas ligações perguntei sobre o restaurante, Yutaka relatou que não voltou lá. Hizaki-san que cuidou de tudo, mandou reformar, deu licença para os funcionários e até contratou um chefe para cobrir minhas férias. O restaurante voltou a abrir só para o almoço a pouco menos de uma semana, só que ele ainda tinha medo de entrar lá. Teru e Yuki foram buscar suas coisas no seu quarto, meu Yuta havia ficado bem traumatizado mesmo que tenha ficado ocupado com a banda e se distraído com os passeios com Hyde-san.

Ainda não foi capaz de enfrentar o lugar onde tudo aconteceu. Esperava quando eu voltasse para voltar com a noite dos artistas, também não sei qual será minha reação ao entrar lá de novo, por isso entendo seu sentimento.

Então lá estava eu arrumando minhas malas, as férias estavam acabando minha mãe disse que passou muito rápido, nem deu tempo de matar as saudades, na primeira semana ela não me deixou fazer nada, tive que ficar repousando para os cortes e as marcas cicatrizarem direito.

Nas outras semanas ela me deixou voltar para cozinha e outros afazeres do hotel, de certa forma foi bem proveitoso meu Yuta tinha razão, eu precisava desse tempo para colocar os pensamentos em ordem e respirar fundo para assim voltar para Tóquio.

Já no aeroporto as despedidas foram um pouco emotivas, minha mãe falou que não queria ter que esperar um acidente acontecer para eu voltar aparecer para visitá-los, que devia aparecer pelo menos nas datas comemorativas como Natal e Ano Novo.

Havia me despedido do meu pai no hotel, Akihide e minha mãe que me trouxeram ao aeroporto. Fiquei muito contente por ele estar ajudando no hotel e assim cuidando dos meus pais, que tem muito carinho por ele. Na época que tivemos a banda, éramos jovens atrás de um sonho e acabamos sendo namorados por um tempo, só quando a banda não deu certo em Tóquio.

Eu fiquei trabalhando na produtora de Hyde-san na cozinha e Akihide voltou para nossa cidade natal, nossa amizade continuou apesar da nossa separação, ele terminou os estudos e arrumou emprego no hotel quando o contador do meu pai se aposentou. Minha mãe adorou pois sempre gostou dele e agora o considera como segundo filho que ela não teve.

Akihide me abraçou forte e deu um selinho de despedida, contei a ele sobre muita paixão pelo Chef Yutaka e a confusão que meti por ele ter o guitarrista Uruha como namorado oficial, omiti a parte que ele é vampiro esse segredo jurei proteger.

Se tudo não der mais certo em Tóquio, Akihide disse que está solteiro no momento então né quem sabe… ele disse eu ri muito… parece que ele ainda gosta de mim…

Agora estou aqui voltando para Tóquio, a poucos minutos do avião pousar. Quando avisei Yutaka que pegaria o vôo e chegaria a tarde, ele quis de qualquer maneira vim me buscar, mesmo dizendo que não tinha problema eu pegar um táxi. Não queria atrapalhar seu ensaio com a banda, já que o show foi um sucesso, eles tinham muito trabalho pela frente.

Sabe como ele é insistente, acabei cedendo, ele avisou ao Uruha e a banda que estava vindo me buscar no aeroporto e eles disseram que não tinha problema, estava tudo bem.

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Assim que desembarquei, passei pela esteira pegando minha bagagem avistei Yutaka com uma outra pessoa que identifiquei como sendo motorista, pois ele segurava um cartaz escrito meu nome que li conforme fui me aproximando.

Yutaka parecia nervoso olhando e andando para todos os lados no meio daquela multidão que havia chegado naquele avião. Quando me viu veio correndo quase atropelando as pessoas à sua volta.

Senti meu coração falhar, uma batida de emoção estava de volta e com muita saudade do moreno vampiro. Yutaka parecia bem confiante, sem aquele medo de quando ele foi me visitar, estava sorrindo deixando suas covinhas aparecerem e irradiando uma felicidade que era contagiante.

De repente ele parou na minha frente só me olhando por um segundo antes abrir os braços e me abraçar tão forte, que esqueceu de controlar sua força me deixando sem fôlego.

— Yutaka, não consigo respirar força demais…

— Gomen, Neko-chan esqueci o quanto você é humano e frágil…

Yutaka havia me levantado um pouco com seu abraço, me colocando no chão rapidamente, soltando meus braços levei minha mão ao seu rosto como carinho, ele retribui virando a face para sentir meu toque.

— Ah… meu lindo vampiro! Não sou tão frágil assim.

— A vontade de lhe abraçar era tanta que exagerei na força.

— Também fiquei com saudades, Yuta-chan. Como você está?

— Super feliz agora, Daigo neko-chan senti muito sua falta.

Dou um sorriso ficando um pouco envergonhado com aquela demonstração de afeto exagerado no meio do aeroporto com as pessoas passando e nos olhando, então apenas seguro sua mão entrelaçando os dedos.

— Sério mesmo? O seu mês foi bem agitado, tanta coisa aconteceu, nem sei se sobrou tempo para pensar em mim.

— Por que Neko-chan diz isso? Estivemos bem ocupados com a banda, o show e aprendendo como ser mais controlado para quando você voltasse. Neko-chan demorou muito nessas férias.

— Só pensei que como Kai evolui seu namoro com Uruha-san, não tenha tido tempo para pensar no nosso caso em questão. E sim foram as férias mais longas que já tive.

Sei que ele vai dizer que foi seu alter ego Kai que está namorando com Uruha. Pensei muito sobre isso de qualquer maneira, mesmo Kai aceitando ser um vampiro continua sendo o mesmo corpo. Yutaka sempre teve uma atração pelo guitarrista, ao mesmo tempo que diz que me ama. Afinal aceitei ser seu amante e guardar seu segredo, só acho que ele devia contar a verdade para o namorado.

— Daigo-chan, pensei no nosso caso sim e lhe amo muito. Só não sei como resolver ainda. Kai tem medo de contar para Ahiru-chan.

— Yuta-chan, você continua chamando ele pelo apelido... hummm não tem jeito mesmo.

— Gomen, Daigo neko-chan… só que é com todo respeito agora… não fica bravo de novo comigo.

— Tá bom Yuta-chan, vou acreditar que você está sendo sincero. Sabe que o certo seria contar a verdade para Uruha-san, quanto mais sério o namoro ficar, bem mais complicado será explicar para ele, pior se ele descobrir por acidente, vai se sentir traído.

Ele disfarça abaixando a cabeça e acenando para o motorista pegar minha bagagem e mudando o rumo da conversa. Yutaka não contou sobre o que aconteceu depois do show, mas com certeza houve algo mais profundo e íntimo entre seu alter ego Kai e Uruha-san.

— Vamos você deve estar com fome, pedi para Hizaki comprar comida e umas guloseimas só para ti.

— Que amor ! Yutaka não precisava se preocupar, eu pediria alguma coisa de comer para entregar em casa.

— Lógico que sim, deixa eu cuidar um pouco de você agora e me redimir do mal que lhe fiz, depois você vai para o seu apartamento.

— Tudo bem, Yuta-chan foi um acidente já passou, você não tinha controle sobre sua fome. Vamos então, quero muito conhecer sua nova casa.

Yutaka passa seu braço pelo meu e o motorista se encarrega da minha bagagem, seguimos para o carro conversando, dando uns beijos carinhosos e matando a saudade desse tempo que ficamos separados.

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Yutaka falou uma vez sobre a mansão do Kamijo, que era grande e luxuosa que na sua revolta por ser vampiro contra sua vontade, ele deixou tudo e todos para morar no restaurante. Por causa da sua rejeição em aceitar ser vampiro ele desenvolveu um alter ego para continuar fingindo ser humano. Que estava dando certo até ele se apaixonar pelo guitarrista.

Descobrir sobre seu segredo complicou tudo, Yutaka gostou de mim, pois podia ser ele mesmo: um vampiro que tinha medo de revelar seu segredo e ser rejeitado sendo muito carente de atenção. Enquanto isso seu alter ego firmou namoro com o Uruha-san, foi então onde começou nossa confusão, acabei me apaixonando por ele também.

Quando chegamos a mansão era maior e muito mais linda do que eu podia imaginar, era quase uma réplica do próprio palácio de Versalhes na França. Yutaka ficou muito traumatizado e ressentido com seu tutor para ir morar naquele quarto de hotel que ele fez no restaurante.

Por alguns minutos fiquei analisando e observando o moreno, ele estava bem diferente e mais confiante voltar a morar com a família que o acolheu estava lhe fazendo bem, nem de longe era aquele rapaz assustado e receoso que se fazia de excêntrico e austero com medo de interagir com os humanos e talvez perder o controle para sede que sentia quando ficava sem o seu “vinho” especial. Foi difícil ganhar sua confiança e aos poucos ele deixou eu me aproximar e ser seu amigo.

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Yutaka me ajuda descer do carro, continuo olhando tudo em volta, estou acostumado com lugares grandes, tanto que o hotel é bem espaçoso e bem confortável. Diferente dessa mansão ela é puro luxo bem o estilo mesmo do Versalhes.

— Yutaka, essa mansão é linda, quase um palácio.

— Sim, maior ainda por dentro Daigo-chan.

— O hotel é bem grande, mas isso aqui é um sonho.

— O lugar é tão exagerado e imponente como seu dono Kamijo-san.

Dou uma boa gargalhada com a sua resposta, Yutaka sempre tá em conflito com seu tutor e mestre ainda tem um ressentimento ali sobre o fato dele ser vampiro. Vamos caminhando na direção da entrada do maravilhoso palácio, Yutaka segura minha mão, eu o sigo muito impressionado com tudo aquilo.

O hall de entrada é mesmo impressionante, o piso é todo de porcelanato creme com duas escadas nas laterais com uma grade trabalhada em preto e detalhes em dourado. A sala tem 3 ambientes toda decorada com quadros, cadeiras estofadas, mesas com vasos de flores e um lindo candelabro no alto da escada.

Ao fundo é possível ver janelas enormes com cortinas até o chão para cobrir a claridade do sol; além das tapeçarias tem duas no alto da escada nas paredes e um lindo tapete enorme na entrada com uma mesa no centro.

— Os quartos ficam lá em cima e o estúdio também.

— Imaginei que seriam só vi uma casa assim nos filmes de época da realeza.

— Essa casa pertencia a um ancestral do mestre de Kamijo-san, é da época dos imperadores.

— Com certeza foi residência de algum imperador, príncipes ou outras pessoas da realeza. O estúdio deve ser algo mais moderno?

— Acredito que sim, quando Kamijo-san me trouxe para morar aqui, Hizaki-san falou algo sobre eles terem reformado um dos quartos para a banda usar para fazer seus ensaios.

— Sim, espaço é o que não falta numa mansão desse porte e tamanho.

— Venha, Neko-chan os meninos estão esperando a sala de visitas.

Yuta-chan continua andando sorrindo do meu estado impressionado com todo luxo da mansão. A sala de visitas como tudo aqui é enorme, toda adaptada para o tempo atual com vários estofados, um bar com uma cristaleira toda detalhada em madeira com bancos altos em volta de um balcão de mármore branco e todo tipo de bebida amostra. Na parede em frente aos sofás há uma televisão tão grande que parece ser uma tela de cinema.

Sentados nos estofados estavam alguns dos rapazes da banda, só fui apresentado a Kamijo-san aquela vez que Kai precisou de “vinho” e a Teru-san que foi junto com Yutaka me visitar, os outros conheço das revistas e quando foram ao restaurante só de vista.

— Daigo-san, essa é minha família vampira. Hizaki-san, Yuki-san e Masashi-san. — Yuta me apresenta, eles se levantam e cumprimentam com uma reverência.

— Um prazer em conhecê-los pessoalmente. Arigatou Hizaki-san por atender a minha ligação. — Yutaka me disse que foi ele que viu que eu ainda estava vivo com pulso bem fraco.

— Daigo-san, fico feliz que você está bem agora. Sua ligação foi fundamental para nós chegarmos a tempo de lhe salvar. — Hizaki-san é mesmo uma pessoa muito amável como Yuta sempre me diz.

— Estou feliz em conhecê-los informalmente. Que bom que Yuta-san não está mais sozinho. — Ver todos eles com roupas normais fora do shows ou entrevistas é bem legal.

— Daigo-chan, quer me deixar com vergonha perto deles... Kamijo-san e Teru-san, você já conhece então… — Ambos estavam de pé, Kamijo perto do bar e Teru ao lado do sofá.

— Sim, é um prazer revê-los. Teru-san, Arigatou por cuidar de Yuta-chan. — Ambos acenam com a cabeça retribuindo meu cumprimento.

— Daigo-san, como você pediu, cuidei do meu nii-san Yukkun, nos divertimos muito juntos. — Teru considera meu Yuta como seu irmão caçula, acho tão legal essa amizade deles.

— Kamijo-san, quero agradecer por conseguir ensinar, meu Yuta a controlar o seu instinto vampiro. — Yutaka olha para mim, em negação abaixando a cabeça, ele não gosta de pedir ajuda ainda mais para Kamijo-san.

— Arigatou Daigo-san. Sempre tentei ensinar, você teve que quase morrer para ele e aquele alter ego Kai, aceitarem que ele é um vampiro, que devem se alimentar através da mordida… — Kamijo se exalta falando de como a sua rejeição atrapalhou ele se aceitar.

Acho que não foi uma boa idéia, Kamijo e Yutaka mesmo morando na mesma casa ainda não se acertaram sobre o fato dele ser vampiro antes do que haviam combinado, queria muito que eles fossem pelo menos amigos.

— Daigo-chan, você tinha que dar corda, já começou o sermão. Kamijo-san, parte dessa rejeição é culpa sua… agora já estou controlado e sei me alimentar com a ajuda da Arianne que teve paciência comigo.

— Paciência!? Tá dizendo que não fui paciente todo esses anos esperando sua revolta passar e parar de fingir que era um humano. Ah… Hizaki-kun pode isso?

— Kamijo-kun, meu bem, se tem uma coisa que você não tem é paciência. Todos sabemos disso, você se estressa fácil.

Observo Kamijo olhar para os amigos, indignado que eles acenam com a cabeça em sinal positivo ao comentário de Hizaki. Yutaka ao meu lado dá passagem para ele chegar até o sofá se jogando nele cruzando os braços. Reclamando com Hizaki que não lhe deram apoio.

— Minha própria família falando contra mim, na frente do humano que foi protegido por Hyde-san.

— Kamijo-kun, não seja tão dramático e ciumento com Hyde-san. Daigo-san já trabalhou para ele e só por que ele tem saído com Teru-san e Yuta-san e não lhe chama, você fica assim… triste e resmungando num canto.

— Hizaki-chan para com isso, não fico nada e não sou ciumento, nem ligo para onde ele leva os dois se é num show ou outro lugar.

— Tá certo Kamijo-kun você não fica e nem liga eles, nós acreditamos não é mesmo pessoal…

Engraçado que agora eles concordam com Hizaki, só para agradar Kamijo que ficou encolhido no sofá. Eles são mesmo uma família interessante, percebi que Kamijo tenta ser o líder do grupo, só que na verdade quem manda ali é Hizaki.

— Yuta-kun, por que não leva Daigo-san na cozinha, já deixei a mesa preparada com o que você pediu. Acredito que você está com fome.

Yuta está concordando com Teru, Yuki e Masashi sobre o jeito de Kamijo e nem ouviu Hizaki lhe chamar.

— Um pouco sim Hizaki-san, só serviram um lanche pequeno e um chá. Não precisava se incomodar, eu pedia algo quando chegasse em casa.

— Nem vem com essa de incomodar. Yuta-kun fez questão quer muito lhe agradar, o que sobrar você leva comer depois, acho que não deixou nada no seu apartamento.

Dou risada sobre o meu apartamento, eu o deixei vazio e não queria que nada se estragasse. Hizaki me puxou um pouco longe de Yutaka que ainda está conversando com os amigos sobre a teimosia de Kamijo ser maior que a dele em se aceitar como vampiro.

— Fiquei muito contente, que meu Yuta não ficou sozinho depois do acontecido. Ele disse que Teru-san e Yuki-san o ajudaram muito também. Apesar dele e Kamijo-san parecer que estão sempre brigando.

— Nunca que eu iria deixar meu Yukkun sozinho naquele momento, ele aceitar morar aqui de novo lhe fez muito bem. O difícil será passar a eternidade assim sempre discutindo.

— Nem dá para imaginar, será que um dia vão chegar num acordo… Pelo menos agora os dois estão se falando… Yutaka e Kai aceitam a sua condição vampira agora.

— Sim, agora não há como não se falar, mesmo que for para discutir. Os dois são complicados de entender: Yutaka acha que Kamijo traiu sua confiança e Kamijo acha que foi paciente cedendo às suas vontades aceitando ele ter um alter ego que fingia ser humano.

— Yutaka sempre reclama que Kamijo-san nunca contou por que o converteu antes do combinado.

— Um dia ele vai entender, que o real motivo não tem nada haver com traição, ele se importa com ele só não sabe demonstrar.

"Por que ele não conta, deixa Yutaka sempre pensando que o traiu, com essas discussões intermináveis, Hizaki sabe o motivo e também não diz."

Aproveito que estou conversando meio em particular com Hizaki então lhe pergunto sobre o restaurante.

— Yutaka me disse que você está cuidando do restaurante. Ele tem medo de voltar lá, lembrar do sangue e de perder o controle se tiver sozinho.

— Exato, Yukkun ainda tá traumatizado mesmo que não aparente, ele só quer voltar com a noite dos artistas com Daigo-san junto com ele.

— Também não sei o que vou sentir quando entra lá de novo, pode ser que juntos possamos enfrentar nossos traumas.

— Agora que você voltou tudo pode dar certo. Venha vou te levar até a cozinha senão daqui a pouco você seu estômago vai virar do avesso de fome... eles não param mais de falar…

Hizaki aponta a direção para segui-lo até a cozinha, dá para ficar perdido se você não sabe onde ir. Yutaka percebe que saímos da sala, ele vem correndo atrás deixando Kamijo falando sozinho com os três membros da banda. Ele me dá sua mão e seguimos para ver o que ele comprou e com certeza exagerou só por ser sentir culpado pelo seu descontrole…



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Notas finais
Houve um problema em relação ao contexto em torno de Yutaka e Kai, se era um transtorno, se apareceu quando ele ainda era humano que deveria ter sido desenvolvido e aprofundado mais o assunto, por causa de algumas situações que foi dito que eles tinham dupla personalidade, alter ego ou eram duas pessoas diferentes. Então para corrigir esses bugs e confusão que ocorreram levando algumas pessoas a desistir e parar de ler, dei uma pausa nos capítulos novos e revisei toda a história desde seu primeiro capítulo. Além do enredo da história, corrigi os erros de gramática e troca entre 1ª e 3ª pessoa. As conversas entre Kai e Yutaka, estão mais dinâmicas e foram separadas onde cada fala está numa linha abaixo da outra indicando Yutaka em negrito e Kai em itálico. Não houve mudanças drásticas na história, o enredo segue sendo o mesmo com esse ajustes, pois me foi dito que a escrita e fala eram confusas. O mais importante é ressaltar que Yutaka não tem TDI, o que houve foi que na sua revolta por ser vampiro antes do combinado, ele desenvolveu um alter ego que ele chama de Kai, no qual ele ainda fingia ser humano, é o seu apelido quando toca bateria. Como eles foram morar sozinhos longe da família vampira, seu alter ego Kai se tornou mais presente tentando ser o mais humano possível rejeitando seu lado vampiro, até ele se apaixonar pelo guitarrista onde tudo começou. Com o acidente com Daigo, e depois da conversa entre Yutaka e Kai houve um entendimento entre eles e não há mais a rejeição que ele é vampiro. Agora o problema é quando ele vai contar a verdade para o namorado sobre ser vampiro e essa amizade colorida com Daigo. Se ainda alguém ficou com dúvidas, só me avisar que farei o meu melhor para explicar. Deixem suas reações nos comentários. Com Daigo de volta, vamos ter a noite do artistas. Como fica Uruha nisso tudo? Kai vai contar para ele seus segredos? Obrigada por ler Obrigada por favoritar Obrigada por comentar ❤ Obrigada muuuito obrigada Capítulos novos assim que ficarem prontos. PS: Kakatte Koi está sendo publicada ao mesmo tempo no Spirit