Notas iniciais
Enfim, não morri não tô bem viva aqui :) Olha que esse capítulo, traz um pouco do que será enfrentado na minha continuação dessa Fic aqui, e já começo a introduzir o enredo para que eu apenas emende lá, mas a história se passará séculos adiante. Gente, tem um casal muito louco que se acertou hoje, sim de uma vez porque a bichinha já estava na seca há muito tempo, e o amor dela será uma revelação ohhhhhhhhh!!!! Mas teremos consequências disso aqui, algumas boas e outras ruins, mas isso só no próximo capítulo Ok? Tem uma música, que é muito importante que ouçam. Vai trazer realidade ao contexto dos novos personagens originais inseridos hoje, então nos vemos lá em baixo. Sem mais. Boa leitura!

As velas estavam acesas, e incensos perfumavam a sala de meditação de Satori Hime, que sentada sobre os calcanhares e as mãos unidas sobre o peito, como em uma prece, tentava trazer quietude para o coração frio. Desde sua última conversa com Sesshoumaru, estava perdida nas lembranças de um tempo bom, e agora todo o muro que levou séculos para construir em seu peito, desmoronava pela simples menção de um alguém.

Seus arrependimentos latejavam em sua alma, que estava amortecida com o passar do tempo, e agora o órgão no lado esquerdo do peito pulsava ensandecido, e o corpo adormecido para os anseios carnais, ardia em desejo e nada poderia ser feito. Ela amou verdadeiramente, apenas uma vez.

O alvo de seus sentimentos era um Dai-Youkai, não Inu como seu clã, mas dragão. Ela lembrava com perfeição dos longos cabelos louros que reluziam como o ouro exposto ao sol, e o hábito curioso de sempre sorrir, ele não tinha os caninos expostos, mas seus dentes eram perfeitos e cândidos, os olhos rubros como uma rosa, que pareciam ver através dos panos de suas vestes, o único macho capaz de fazê-la ruborizar.

Ele ensinou-a como embainhar uma Katana, e como dominar seu chicote venenoso, ensinou lhe a beijar os lábios de um macho, e também a fazer amor... fora seu Sensei em muitas coisas valorosas, que há pouco tempo ainda dormiam em suas recordações. A proximidade num longo período, foi o que os deixou seduzidos pela presença um do outro, os sorrisos, o cheiro, o toque na pele, os olhares que falavam por si.

Esboçou um sorriso nos lábios finos, ao vir à sua mente a recordação da primeira noite que passaram juntos. Ele a ensinava a dominar seu chicote venenoso, e num descuido ela o acertou no peito, cortando-o profundamente. A única coisa que reverte o efeito desse veneno, é a saliva do Inu-Youkai que fez o ferimento. Então, ela teve que deslizar a língua no peito forte e desnudo, ouvindo-o prender a respiração, e o coração bater vigorosamente, até que ele segurou seus ombros pedindo que parasse. Ela sentia o cheiro dos hormônios de excitação que ele exalava, e ela fechou os olhos se permitindo sentir, e num momento de puro instinto entre macho e fêmea, renderam-se ao desejo contido que nutriam um pelo outro, desde a primeira vez em que se viram.

Satori sofria com as memórias prazerosas, que havia abafado em seu interior e que agora vinham à tona. Os corpos suados e ligados pelos sexos, por horas até chegarem à exaustão, o encanto dele ao ver a mancha de sangue nas vestes dela, lisonjeado por ter sua pureza confidenciada a ele.

Depois veio o anuncio do casamento com o grande Inu no Thaishou, alguém que ela não amava, mas fora obrigada a aceitar, seu pai surrou lhe até arrancar sangue de sua face, quando soube que ela havia se entregue a outro macho, que não era da mesma espécie, humilhando-a dizendo que as crias seriam aberrações pela miscigenação dos seres. Ameaçou matá-lo se ela não rompesse o relacionamento, e casasse de uma vez com o líder do clã Inu.

Ela teve que romper o relacionamento, da pior forma possível.

Lembranças:

— Satori, podemos conversar um instante por favor?

— Que seja rápido Dogo, meu Chichiue quer me falar. – A belíssima youkai estava na flor da idade, em seu auge de juventude e vigor.

— Eu a amo... – Falou segurando as mãos alvas entre as suas.

— Dogo... – Ela ficou séria de repente, como se escolhesse as palavras. Respirou fundo e o fitou nos olhos. – Tire essa ideia insana dos pensamentos. – Soltou-se das mãos dele, virando de costas em seguida. – Meu casamento com o General está marcado... Esqueça-me.

— Satori, se você quiser podemos ficar juntos, eu enfrentaria tudo por você.

— Não interessa o que você faria, interessa o que eu quero. Não terei filhos mestiços meio-dragão, meio-cão. Vá embora Doragon. – Ditas as dolorosas palavras ela partiu, e depois disso nunca mais trocaram uma palavra sequer.

O casamento aconteceu pouco depois, e ela decidiu que se não podia ser feliz, o seu shujin também não o seria. O nascimento do filho único não trouxe alento ao seu coração ferido, toda a sua ira e indignação pelo casamento forçado, foram dirigidos à criança. Satori não odiava humanos, mas sabia que isso faria Inu Thaishou sofrer, também não o chamava pelo nome, por isso Sesshoumaru não aprendeu a chama-la de mãe.

Decidiu que deveria contar ao filho sua dolorosa história, para quem sabe ter algum vínculo com ele, levantou-se da almofada secando a única lágrima teimosa que escorreu, saindo de sua sala de meditação com seu sorrisinho sarcástico, uma mera máscara para cobrir suas angustias.

— Aiko! – Chamou com sua voz melodiosa.

— Hai Satori-Sama. – A jovem Inu-youkai apressou-se em atender à sua senhora.

— Mande o capitão preparar uma guarda para acompanhar-me, uma carruagem, e você também. – Parou diante um espelho e admirou-se um tempo. – Visitarei meu musuko.

— Hai senhora. – A jovem respondeu, fazendo uma reverência antes de sair.

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Kagome voltou à sua confortável moradia exultante, sua querida Rin, que era como uma filha para a Miko, estava esperando primeiro filho com Kohaku, o jovem exterminador que era irmão de sua amiga e irmã de coração. Sabia que a notícia traria muita felicidades aos amigos, e foi com esse sorriso incrível que Tsunade a encontrou.

— Por que está sorrindo tanto hahaue?

— Minha Hime, Rin está esperando um bebê!!!

— Igual a senhora?

— Hai.

— Hahaue. – Fez uma pausa, pensando no que falaria. – Como o filhote entra na barriga da fêmea?

A Miko engoliu em seco, a “conversa” finalmente aconteceria. Limpou a garganta e tentou escolher as palavras com cuidado.

— Primeiro é preferível que esteja casada para fazer um bebê. – Respirou fundo. – E ter um momento macho e fêmea, e só assim possível fazer um neném.

— Mas, como assim? – Olhou-a confusa. – A senhora teve um momento de macho e fêmea com Chichiue?

— Hai. – A Miko começou a suar.

— E como é isso? – A jovem hanyou era curiosa igual ao pai, e insistente também.

— Querida, igual na natureza. Os humanos, hanyous, youkais... acasalam. – Falou tranquilamente, vendo a garota arregalar os olhos e abrir a boca.

— Acasalar? Igual os cavalos e éguas na estrebaria? – Ela coçava a cabeça.

— Hai querida, mas não precisamente daquele jeito meu amor.

— Meu Kami! – Ela deu um gritinho.

— O que foi meu amor?

— O Kento vai colocar uma coisa daquelas em mim??? – Disparou, depois cobrindo a boca com as duas mãos.

— ... – (O que dizer diante essa verdade?)

— Eu não quero! Não vou casar!!! Por isso ele me olha esquisito? – Sacudia a Miko, para que a mesma a respondesse.

— Meu amor, hoje você não entende mas no futuro, vai desejar isso também porque é natural.

— A senhora gosta de fazer isso com Chichiue? – Estreitou os olhos, de forma acusadora.

— Eu acho que já falamos muito sobre isso hoje está bem? – Disse levantando-se, mas sorriu carinhosamente antes de falar. – Meu amor, não se preocupe com isso agora, no futuro conversaremos esse assunto novamente.

— Hai hahaue. – A jovem hanyou sorriu amarelo, e foi até a cozinha comer outra vez.

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Os Inu-youkais Dakota, eram uma clã pacífico e ligado com a natureza, viviam em tendas feitas de peles de animais e troncos de árvores, em profunda harmonia com as energias da mãe terra, conversando com o vento e com os espíritos ancestrais, com uma energia espiritual muito desenvolvida, era como se fossem sacerdotes, por isso tão diferentes dos outros youkais.

Os olhos prateados observavam ocultos navios se aproximarem, com seu faro apurado percebeu que eram humanos, chegando novamente ao seu território, voltou à Tribo, o chefe precisava saber.

Os tambores da tribo Apache, região sul da América do Norte, rufavam com vigor ecoando na floresta, o clã Dakota, de Inu-youkais pardos reuniam-se para discutir a defesa contra os conquistadores humanos, que invadiam o território deles com suas armas de fogo, matando fêmeas e filhotes. Muitos deles estupraram as mais jovens e indefesas, despertando a ira dos Apaches. Eles não queriam guerra, e por mais que matassem muitos humanos, sempre chegavam mais navios, com mais armas e mais humanos sanguinários.

A filha mais velha do Cacique Yana, a belíssima Nayeli caminhava por entre os membros da tribo, com seu rosto parcialmente pintado de vermelho, seu arco na mão, e aljava de flechas em suas costas, os cabelos negros trançados até a cintura, a pele vermelha natural do indígena norte americano, os olhos puxados como orientais e o sol em sua testa, assim como as estrias carmim nos braços e corpo. Esses Inu-youkais pardos tinham o sol como seu regente, e não a lua como os Inu-youkais japoneses. Eram todos lindíssimos, com os olhos prateados como o próprio metal precioso, vestidos com roupas de peles, com franjas e penas ornando a vestimenta.

A jovem chegou à presença do pai e chefe da tribo, fazendo uma reverência e fechando a mão em punho, batendo-a contra o peito.

— Meu pai. – Ergueu a cabeça, fitando-o com seriedade. – Eles chegam em grandes embarcações, e formam acampamentos que não param de crescer, colhem nosso milho, roubam nosso ouro e profanam nossa terra. Os deuses não sorriem para nossa sorte.

— Acalme sua alma Nayeli. – O velho Youkai tocou o ombro da filha. – Seja forte, suas irmãs precisam de você, e seu companheiro Lonan, futuro Cacique também. Você carregará a marca dele e ele a sua, e as decisões de vocês afetarão toda a nossa gente. Tenha calma, como água do rio.

— Meu pai, não posso ter calma, o rio de minha alma corre com força e ira. – Ela dizia com muita convicção.

— Filha minha, precisamos de aliados contra os humanos, não para destruí-los, mas contorná-los.

— Humanos são uma praga que mata toda a boa colheita meu pai, lembre-se disso.

— Sua missão e de seu noivo, é procurar a ajuda dos nossos semelhantes.

— O clã da lua? – Ela fez uma cara de desdém. – São pálidos e insuportáveis, prepotentes sem motivo. Não sei porque tanto orgulho de ser regido, por um planeta que é iluminado pelo nosso sol!

— Ainda amarga aquela rejeição?

— Não meu pai. Ainda amargo, meu orgulho ferido.

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Antes do alvorecer, Kagome e Inuyasha foram à colina para meditar, precisavam retomar a prática que há tempos fora abandonada, pelos tempos de guerra. Olhos fechados em posição de lótus, o sol ainda não tinha nascido, e o vento gélido do prenuncio de inverno, batia inclemente nas faces do casal. As respirações serenas, os batimentos contidos e a mente vazia, apenas os sons da natureza como trilha sonora do diálogo com a alma, e nesse momento de elevação espiritual, Chie entrou em contato com a Miko, inundando seus pensamentos com sua poderosa presença, fazendo uso da ligação que Kagome tinha com o universo.

— Kagome-Sama...

— Chie?

— Hai minha deusa. – A sabedoria se pronunciou, mas sem criar uma forma em sua mente, apenas se manifestando pela voz. – Um dia será chegada a hora, que deverá usar com sapiência seus dons espirituais. Até lá, prometa ser e fazer seus semelhantes felizes.

— Hai, eu prometo. – Respondeu, e logo estava sozinha com seus pensamentos mais uma vez.

Ainda não haviam conversado sobre isso, sua eternidade e seus deveres como guardiã, se poderia ver a família na sua Era, ou se o Poço ainda estava selado, e se ela realmente precisava dele para isso, pois na batalha final com Zayn, ele usou de seus poderes para abrir uma Meidou que era um portal par o seu mundo, ela não sabia dizer se sua presença lá afetaria o futuro de alguma forma.

O sol tímido, acariciou as faces frias, e neste momento decidiram levantar e voltar para sua moradia.

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Doragon e Sesshoumaru retornaram às Terras do Oeste, depois de todos aqueles dias em batalhas e cura de ferimentos, estavam exaustos. Comeram a refeição que foi servida, Sesshoumaru calado como de costume, mas não alheio aos assuntos de Doragon, que parecia não se importar com o silêncio do mais jovem.

— É tão estranho vê-lo sentado aí, com essa cara fechada igual ao seu Chichiue, você é muito parecido com ele. – O louro disse olhando para o Lorde, que apenas o encarou com o canto do olho.

— Este Sesshoumaru não tem muitas lembranças de Chichiue.

— Isso é tão estranho... Ele era um bom Youkai, atencioso, preocupado...

— Este Sesshoumaru sabe disso.

— Eu sei que sabe. – O louro levantou-se. – Com licença, mas estou exausto.

— Temos termas no castelo. – O Lorde disse indiferente. – Na ala leste.

— Arigato.

Doragon retirou-se da mesa, indo diretamente à ala leste, que era infinitamente grande e ele ficou um tempo perdido, até encontrar um servo e perguntar onde eram as termas, fora conduzido e deixado sozinho no ambiente relaxante.

Em um amplo salão com vapor pairando pelo ar, a pouca iluminação deixava o ambiente misterioso e acolhedor, a água ligeiramente azulada ondulava suavemente, e no meio da grande piscina de água morna naturalmente, colunas de mármore no estilo grego com alguns ornamentos entalhados faziam a sustentação do local. Em um banco de pedra, toalhas enroladas organizadas milimetricamente, todas brancas e felpudas. Alguns óleos e mesas para massagem estavam mais ao fundo do local, tinham flores perfumadas distribuídas de forma simétrica, e alguns objetos de ouro.

O youkai-dragão arqueou as sobrancelhas admirado com a beleza e luxo, começou a se despir e caminhou tranquilamente até a piscina termal, entrando devagar na água, sentindo os músculos tensos relaxarem gradativamente, conforme afundava no calor e relaxante momento. Soltou os cabelos, desfazendo a trança e mergulhando o corpo por completo, ao emergir sentou em um dos degraus ficando submerso da cintura para baixo, depois de um tempo assim, permitiu-se descansar genuinamente no líquido tíbio, deixando o tronco relaxar encostando a cabeça na borda de mármore, e fechando os olhos, na intenção apenas de repousar alguns minutos, acabou adormecendo profundamente.

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Jaken aborrecido atendeu à porta, querendo saber quem seria capaz de perturbar seu amo, a uma hora dessas, e batendo de forma tão insistente assim.

— Sssssesshoumaru-Ssssama está muito ocupado e... – Calou-se ao ver Satori descendo da carruagem. – Sssatori-Hime!!!

— Ora pequeno youkai, esses são modos de receber a hahaue de seu mestre?

— É Jaken senhora.

— Aiko, leve minhas coisas para meu quarto. – A Inu-youkai olhou em volta. – Pequeno youkai, onde está meu musuko?

— Sssssesshoumaru-Ssssama recolheu-se em seus aposentos, e não quer ser incomodado. – Disse o youkai-sapo cheio de orgulho.

— Claro. – Ela deu lhe um sorriso sarcástico. – A ordem que lhe expresso é a mesma. – Disse dando lhe as costas. – Aiko, vou às termas relaxar meu corpo da viagem, não quero ser incomodada em hipótese alguma!

— Ma-ma-mas ssssenhora!? – Jaken começou hesitante.

— Basta pequeno Youkai! – Bradou irritada. – Não quero saber, deixe-me em paz!

Mesmo sob o olhar angustiado de Jaken, a Inu-youkai encaminhou-se à ala leste, mal entrando na sala das termas, despindo-se completamente, deixando uma trilha de peças no chão e mergulhando na água morna de uma vez, e ao emergir da água, com os olhos fechados soltava gemidos de relaxamento, até um pigarrear de garganta a fazerem abrir os olhos espantada.

Ela abriu a boca, mas palavras não saíram. Aqueles olhos rubros, os cabelos dourados e o cheiro inconfundível.

— Doragon... – A boca secou, os olhos embotaram, o coração acelerou. Sentia o cheiro e o sabor dele ao mesmo tempo, sinestésico.

— Gomennasai Satori-Hime, estou me retirando. – Ele proferiu as palavras sem olhá-la nos olhos, saindo da água sem se importar com sua nudez.

— Oh... – Ela gemeu ao ver com perfeição todo o corpo do youkai, inebriada com a visão aprazível.

— Por favor Senhora, contenha seus pensamentos. – Pediu constrangido, alcançando uma toalha e envolvendo-a na cintura rapidamente.

— Dogo por favor. – Ela pediu, saindo da piscina rapidamente, o abraçando por trás, passando as mãos pelo peito dele, tocando a cicatriz da ferida que lhe fizera há séculos atrás. Ele fechou os olhos, e respirou pesado pela boca, em seu rosto uma expressão de sofrimento.

— Satori... não... – Pediu levando a mão ao peito para afastá-la, mas apenas segurou firme o pulso de uma das mãos pálidas.

— Eu sei você quer a mim... – Murmurou em meio aos beijos que distribuiu nas costas largas, sentindo a pressão em seu pulso aumentar.

— Solte-me agora. – Ele tombou a cabeça para trás, com a mão livre ela alcançara o falo rijo, e o estimulava por cima da toalha.

— Sabe que não vou soltar. – Pressionou os seios às costas dele. – Sabe que não vou parar, eu sinto seu cheiro, eu sinto em minha palma o seu desejo...

— Oh Satori... – O youkai não aguentou mais, e todo seu autocontrole ruiu, virou-se para ela tomando os lábios finos em um beijo ansioso.

A toalha que o envolvia fora arrancada pelas mãos hábeis da Inu-youkai, que se entregou àquele beijo com luxúria, sugando, mordendo e lambendo os lábios cheios do youkai-dragão, arranhando lhe as carnes.

— Quer me envenenar? – Perguntou com os lábios colados aos dela.

— Aprendi a controlar minhas garras Doragon... – Puxava-o para dentro da água, onde ele sentou novamente num dos degraus imersos no líquido termal, e sedenta como estava logo sentou-se sobre a ereção dele, inserindo-o em seu interior de uma vez. – Mas não posso controlar meus desejos por você... Nunca pude...

Ele a olhou nos olhos, e sabia que era verdade o que ela dizia, se permitiu invadir a mente daquela fêmea intrigante, que movia os quadris contra os seus com rapidez. Vendo-o ficar com os olhos mais vermelhos que o natural, ela interrompeu o coito ouvindo-o grunhir de desagrado. Sorriu sensualmente, e com delicadeza fez pressão na base do membro para retardar o prazer dele, que estava com as garras pontiagudas apoiando-se na borda da piscina de água morna. Ela se pôs a beijá-lo no pescoço, sentindo a aorta pulsar com o alto fluxo de sangue dos batimentos acelerados, o ocorrido mexeu com os instintos dela e agora também estava perdendo o controle.

— Não faça isso... – Ele disse ao ler o que ela pensava. – Não sou um brinquedo, pronto para seus caprichos.

— Nunca disse que o era... – Balbuciou sugando lhe o lóbulo da orelha.

— Não tem medo de ficar prenha de uma cria mestiça de nossas raças? – Encheu-se de sarcasmo ao questioná-la.

Como resposta ela voltou a introduzi-lo em seu cerne, olhando-o nos olhos segurando o rosto dele, com ambas as mãos, subindo e descendo os quadris, quando sem aviso seus olhos ficaram vermelhos e ela o marcou, cravando os caninos na curva do pescoço dele, sorvendo o sangue que havia escorrido, depois disso ela revirou os olhos e gemeu descompassada pelo orgasmo que havia alcançado, nesse momento ele tomou lhe o pulso esquerdo, cravando profundamente suas garras nele, ouvindo-a gemer entre o prazer do coito e dor da marcação, levando o pulso dela aos lábios e lambendo os ferimentos, vendo-a mover-se mais rapidamente até também alcançar seu alívio, expelindo sua essência no interior dela, em meio a um longo gemido de prazer.

— E agora Satori? O que vai ser de nós? – Ele perguntou levemente aturdido, enquanto a marca espiritual que ele tinha com Kagome, sumia do seu braço gradativamente. A ligação de acasalamento, era muito mais forte, e qualquer ligação espiritual seria rompida quando a mesma acontecesse.

— Agora? – Ela sorriu levemente, inclinando-se sobre o peito dele. – Agora eu sou sua, para sempre.

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Notas finais
https://www.youtube.com/watch?v=e7CLNcN7NN0 Music 1 Play* https://br.pinterest.com/pin/508977195366443965/ Nayeli. Nayeli: Nayeli é um nome de menina de origem americana nativo que significa "Amo-te". Yana: Urso. A tribo Dakota, é uma tribo Apache. Segue link com as referências, mas sempre vou deixar explicadinho na história, mas caso queira aprofundar a pesquisa: http://www.suapesquisa.com/historia/indios_norte_americanos.htm A conversa entre Doragon e Satori que estão nas lembranças dela, rolou no capítulo 33 aqui da fic. EEEEEiiiiiiitaaa, que rolou love sex da mãe do Sesshy, tadinha ela só era uma sofredora e não uma vaca!!! (Na minha cabeça) e sim, eles já estão juntos e não dava mais pra enrolar, ela tava sozinha há muitos séculos, mas esse enlace vai render muitas tretas deliciosas!!!! Muito Obrigada por ler mais um capítulo da Fic!!!!