Kage no Õji
2 Sinto que posso confiar em você
Notas iniciais
Nico acordou sem saber aonde estava, até se lembrar do que acontecerá antes de desmaiar, sentou na cama em que estava deitado e olhou a sua volta. Estava deitado em uma cama de solteiro, em um quarto pintado de vermelho sangue, tinha um guarda-roupa bem grande, um criado mudo ao lado da cama, aonde viu suas roupas dobradas. Ele se assustou e olhou para si mesmo, os machucados que tinha, haviam sido tratados e usava uma calça de algodão preta bem confortável e uma camisa de mangá longa com a gola em "V" que assim como a calça era preta.
Ele ficou se perguntando porque, aquele cara o tinha salvado e cuidado tão bem dele. Levantou e caminhou para fora do quarto, assim que saio logo percebeu que estava em um grande apartamento que ocupava dois andares, olhou para baixo, aonde ficava a sala e a cozinha, que eram separadas uma da outra por um balcão.
Viu sua espada no pé da escada, ficou imaginando se o tal Abel era burro, ou confiava em desconhecidos que carregam armas com eles, desceu sem fazer barulho, pegou sua espada e viu que o tal estava na cozinha fazendo alguma comida.
Abel estava preparando panquecas, agiu como se não tivesse visto o rapaz vindo até ele e continuou a preparar o café da manhã, até que sentiu o frio da espada tocar suas costas, desligou o fogo e se virou.
Abel: parece bem melhor já.
Nico: Quem é você e por que me ajudou? — perguntou sério e frio como sempre.
Abel: Acho que respondi isso ontem... — fitou Nico, viu que teria que responder e suspirou- Abel Tsubaky, tenho 16 anos, estou no ultimo ano do ensino médio, sou descendente de Italianos e de Ares, te salvei por que senti uma enorme fonte de poder vindo do parque e corri para lá, quando vi você logo percebi que era um semideus, decidi te ajudar porque aqueles monstros não são que nem os da América, eles sugam parte da sua alma quando te atacam, capaz de o matarem em minutos, e por causa da escuridão que você emanava, bem... Devo dizer que só piorou a sua situação, não só por isso mas por você estar em um lugar totalmente escuro, e estar de noite ainda. Isso responde sua pergunta?
Nico o ficou encarando ele, e percebeu que estava sendo sincero, abaixou a espada.
Nico: sim — ele processou toda a história e pegou algo que não tinha dado muita atenção- Espera você falou que é descendente de Ares?
Abel: sim, falei — disse enquanto voltava sua atenção para as panquecas.
Nico: mas, como? Quer dizer, como veio parar aqui no Japão? — ficou um pouco confuso.
Abel: Eu falo se você pelo menos me disser o seu nome.
"Perguntei tudo sobre Abel e não falou o próprio nome, quanta educação a minha". Ele pensou.
Nico: Nico di Angelo, sou Italiano, mas estava morando na América, até ontem. Sou filho de Hades. -falou um pouco constrangido.
Abel: Prazer — virou o rosto e sorrio- terminei o café da manhã, me acompanha?
Nico: Não, obrigado estou sem fome, sem falar que já abusei da sua bondade, melhor eu ir embora.
Abel: É mas, você tem aonde ficar ? Porque pela sua mochila, você não estava na intenção de voltar para a sua casa.
Essa pergunta pegou Nico de surpresa, ele não tinha aonde ficar, tinha decidido que ia ficar andando até achar algo, mas com esses monstros lá fora, que aliais parecem sem muitos, iriam vir nele até mesmo se for de dia.
Abel: como eu pensei — ele sorrio em quanto colocava a mesa e Nico o ficou olhando- Pode ficar aqui se quiser, como eu moro sozinho é um tanto solitário e também você estará seguro aqui, monstros não entram aqui mesmo que tenham algo saborosa para eles.
Nico: o que quer dizer ? -olhou ele confuso.
Abel: Coloquei barreiras e outras coisas no apartamento para impedi-los de entrar, além de eu ter a espada de luz, que eles não gostam nem um pouco. -riu baixinho, enquanto empurrava Nico e fez sentar a mesa- come vai, você ta muito fraco e magro aliais.
Nico: Já falei que não estou com fome, posso ficar bastante tempo sem comer... — fitou a o café completo na mesa, Panquecas, suco, frutas, cereal, leite.
Abel: Um filho de Hades anoréxico? -Nico o fitou emanado uma aura negra e algumas frutas começaram a entrar em decomposição- O que eu quero dizer, é que você não deveria estar assim, aposto que acima de tudo gostaria de ver seu filho saudável, sua pele é pálida demais, você está tão magro que não me surpreende o fato de você não ter dado conta de uma viajem nas sombras e depois lutar, quero ser seu amigo Nico, então nem que eu te acorrente e te de comida na boca, você vai comer.
Nico ficou pasmo com isso, sentia raiva mais de certa forma o admira por falar assim, as pessoas geralmente tem medo dele e se afastam deixando ele fazer o que quer, olhou Abel que o fitava sério, bufou e começou a comer um pouco, quando olhou o outro novamente viu um sorriso largo em seu rosto, e sentiu seu coração acelerar um pouco.
Os dois comeram em silêncio, o céu lá fora estava nublado, provavelmente iria chover daqui a pouco, quando ambos os dois terminaram de comer, Abel foi arrumar a cozinha e Nico ficou sentado no sofá olhando o céu, ainda em silêncio ambos os dois, Abel foi quem quebrou o silêncio.
Abel: me desculpe perguntar mas, o que você veio fazer no Japão? — disse ele sentando no outro sofá.
Nico: Não me senti ajustado em nenhum lugar lá, nem no palácio de meu pai, nem nos dois acampamentos... — falou com o olhar longe.
Abel: Intendo... Veio para o mais longe possível querendo tentar recomeçar, esquecer as magoas e tristezas que tinha lá, com as quais você não estava mais suportando viver.
Nico o encarou, Abel ficou fitando o teto, Nico se perguntou aonde estava os pais dele, e o que diriam caso encontrassem um desconhecido na casa deles.
Abel: Minha mãe viaja o mundo com o mesmo propósito... — disse Abel com um olhar triste no rosto.
Nico: Sua mãe? — foi por impulso, estava de certa forma curioso, mas percebeu que não deveria ter feito essa pergunta- Se não quiser responder.
Abel: A sete meses minha mãe decidiu viajar pelo mundo e conhecer lugares novos, ela queria me levar mas, não sou muito fã de ficar viajando em vários lugares e não passar mais do que uma semana lá. Então ela me emancipou dela e eu vivo sozinho aqui desde então.
Nico ficou o olhando, era triste de certa forma, ele se sentia sozinho.
Abel: foi ela quem me ensinou sobre a mitologia grega e a romana, além de me falar sobre as outras mitologias, assim também como a japonesa.
Nico: Existem deuses japoneses?
Abel: Se exitem os Romanos e Gregos, consequentemente irá existir os deuses de outras culturas, os Nórdicos, os Japoneses, os Indianos, e assim vai... Mas é claro todos separados, nunca se misturam, tiram o gregos e romanos e fizeram uma aliança pelo o que minha mãe me falou pelo telefone a uma semana.
Nico: e o seu pai?
Abel: Nunca o conheci, minha mãe e ele se conheceram em uma balada no dia dos namorados, ambos bêbados e solteiros, ela nem se lembra como ele é a não ser pelas características mais marcantes, o cabelo preto e os olhos vermelhos -ele fez uma careta.
Um descarga elétrica percorreu a espinha de Nico, cabelo preto e olhos vermelhos, parecia até que ele falava de Cupido, mas Nico nunca ouviu falar de Cupido ter filhos, esse pensamento o acalmou um pouco.
Abel: e você, vai me falar um pouco sobre sua família?
Nico: Minha história é meio complicada e talvez você nem acredite nela...
Abel: Vindo de um semideus, um história maluca é uma história comum, ou seja, eu vou acreditar.
Nico: nisso tenho que concordar — sorrio e respirou fundo, pensando por onde começar- Primeiramente eu não sou desse tempo, meu pai Hades levou a mim, minha irmã e minha mãe para os Estados Unidos, por que na época a Europa estava travando a Segunda Guerra Mundial, por causa do tratado dos deuses, minha mãe acabou morrendo, meu pai apagou a minha memória e dela e nos colocou no Cassino e Hotel Lótus — parou e respirou fundo, apenas se lembrando disso ficava com raiva e triste,ficava com vontade de chorar e era uma das coisas que ele evitava- Depois de algum tempo nos tirou de lá e nos colocou em uma escola militar, um ano mais tarde, semideuses foram buscar a mim e a Bianca — ele continuou contando a história, até aluta no acampamento meio-sangue contra os nascidos da terra e Gaia.
Abel ouviu tudo atentamente, ele entendeu o porque do garoto ser assim e não se sentir muito a vontade nos acampamentos, se levantou e se sentou perto de Nico. Ele parecia se segurar para não chorar, o abraçou forte e lhe fez cafuné.
Nico: O que voc..
Abel: não precisa se segurar Nico, se quiser chorar fique a vontade, voc~e vai se sentir melhor — Nico se sentiu bem, acabou chorando, jogando toda a tristeza e raiva para fora, ele sentia que podia confiar em Abel, por mais estranho que fosse, aquele cara extremamente lindo, conseguiu fazer com que Nico se sentisse bem o bastante para desabafar.
Depois de algum tempo tempo Nico se acalmou e eles continuaram conversando, Abel levantou em um momento e foi na cozinha abrindo tudo e olhando dentro, Nico ficou apenas olhando sem intender.
Abel: e então, vai morar aqui comigo? — disse ele voltando para o sofá, pegando o celular que estava em cima da mesa e a carteira.
Nico: Se não for incomodo, mas não quero ficar aqui de graça — falou sério.
Abel: Isso vemos outra hora, eu vou sair para comprar algumas coisas, não saia do apartamento, se quiser tomar um banho tem toalhas limpas no guarda roupa é só escolher uma. Eu vou tentar não demorar.
Nico: eu não sou criança, sei muito bem me virar — falou com cara séria.
Abel: ah claro que sabe — disse com um sorriso no rosto — se comporte — riu baixinho e saio da casa fechando a porta, Nico ia retrucar mais ficou quieto, foi tomar um banho que ganhava mais.
Quase uma hora depois Nico havia tomado banho e explorado o apartamento, estava na sala lendo um dos livros que achou sobre a mitologia egípcia, estava lendo sobre Tot e viu uma leve semelhança entre ele e Atena, ouviu a porta ser destrancada e se virou vendo Abel entrar com várias sacolas.
Nico: Comprou a loja inteira?
Abel: Não seria má ideia -falou com dificuldades para fechar a porta, olhou para nico e fez bico- pode me ajudar?
Ele levantou e deixou o livro na mesinha de centro, foi até Abel pegando algumas sacolas e colocando em cima da mesa de jantar.
Nico: o que você comprou? — olhando dentro da sacola.
Abel: comida e algumas coisas para você, comprei garfo e faca, já que não sei se você sabe usar os "palitinhos".
Nico: ainda não aprendi... e o que mais?
Abel: Escova de dentes, pantufa pretas, um caneca cinza com caveiras pretas, entre outras coisinhas pessoais — Abel fez uma careta e nico sorriu.
Nico: vou ter que arrumar um emprego.
Abel: Ou você pode me pagar, fazendo algumas tarefas da casa. — Nico ficou pensativo.
Nico: pode ser. E então o que eu faço? -disse tirando as coisas das sacolas.
Abel: por enquanto me ajude a guardar tudo depois eu vou fazer o almoço e você pode passar o aspirador de pó. Mas antes — ele olhou sério para nico- Melhor mandar um mensagem de iris para sua irmã Hazel, mesmo você tendo deixado uma carta ela deve estar preocupada,além de estar triste.
Ele tinha razão, Nico disse que ia fazer isso, mas que primeiro ajudaria a guardar as compras, deveria estar na hora da fogueira lá no acampamento, ia deixar para ligar quando desse a hora de ir para os chalés.
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