Kagayaku
6 Tempo
Notas iniciais
– Wendy.
– Quem é você?
– Você sabe muito bem. – A sombra masculina locomoveu-se para mais perto dela. – Lembre-se.
– Mas como posso lembrar-me de algo... Que nem ao menos existe?
O homem colocou uma das mãos na cabeça da menina.
– Tente e verá o quanto é capaz.
Tudo ficou escuro e de repente ela se sentiu caindo em um buraco, que escurecia e não parecia ter fim.
O corpo da azulada moveu-se involuntariamente fazendo-a se assustar.
– O-O que foi isso? – Ela suava frio.
Ela também sabia que conhecia a pessoa de ontem, o ponto era, porque ele iria se revelar para ela?
– Tenho que descobrir onde tudo isso se liga. – Disse para si mesma.
***
Do outro lado do corredor os quatro amigos, e o gato, acordavam lentamente para resolver o que iriam fazer a seguir.
– Muito bem. Levantem preguiçosos. – Disse Erza enquanto puxava os cabelos de Natsu e Gray para que estes caíssem no chão.
– Erza! – Gritaram os dois em uníssono.
Lucy levantou-se ainda com os olhos meio cerrados.
– Que horas são afinal de contas? – Perguntou ela dando um bocejo que foi coberto pela mão.
– É a hora de irmos.
– Ir? – Perguntou Natsu. – Quer dizer então que finalmente vamos...
– Exatamente. – Disse Erza um pouco séria.
– Ta legal. – Disse Gray se levantando e tirando a poeira do peitoral nu. – Será que dá pra gente revisar o que vai fazer na missão?
– O Mestre não deu muitos detalhes, mas sabemos que alguém está usando o famoso livro dos desejos para o mau. –Explicou Erza com os braços cruzados e uma expressão séria.
– Livro dos desejos? – Perguntou Natsu.
– Sim.
– Ah! Já ouvi falar dele. – Disse Lucy. – Seu uso é como o nome diz. A pessoa que o tem é capaz de realizar qualquer desejo que quiser, seja para o bem... Ou para o mau.
– Então é por isso que o Mestre estava tão tenso. – Disse Gray. – Esse livro pode causar muitos danos, não é?
– Vamos acabar com o cara. – Disse Natsu se levantando com um grande sorriso enquanto fazia a mão ficar em forma de punho. – Estou ficando animado!
Após isso eles escutaram leves batidos na porta, eram Wendy e Charles.
– Olá pessoal. Acho que já estamos quase chegando ao nosso destino. – Disse a azulada com um pequenino sorriso, apesar de tudo ela gostava de ver os novos amigos.
Todos estavam rindo pelo o que Natsu dissera. Ninguém seria páreo para o time mais forte da Fairy Tail.
Pelo menos era o que eles achavam.
***
Céu nublado. Os amigos desceram na estação com uma sensação ruim, o que afinal estaria os esperando?
– Ei, melhor andarmos logo se não quisermos ficar molhados. – Disse Lucy enquanto olhava para o céu.
– Sim. – A ruiva foi na frente para guia-los.
Eles teriam de subir a montanha que havia na cidade, para que pudessem achar quem tinha o livro dos desejos sobre sua posse, mas parece que a chuva não iria ajuda-los.
Chales e Happy carregaram Wendy e Natsu, respectivamente, para que pudessem procurar algum tipo de abrigo. Para a sorte deles fora avistada uma caverna por Wendy, assim voltando para avisar o caminho aos amigos enquanto Natsu iria ocupar o local.
– Sabe, seria legal eu ter um gatinho voador também. Não tá fácil. – Reclamava o mago do gelo.
– Calma Gray nós já estamos quase chegando. – Disse a loira. – Acho.
Após alguns minutos eles avistaram Natsu e seu cabelo rosado. Como se perder perto dele?
No caminho da caverna já estava garoando e quando conseguiram adentra-la a chuva torrencial começou.
Dentro do buraco escuro Natsu fez uma fogueira. Eram essas as horas em que ele agradecia a Ignel por tê-lo ensinado tantas coisas, além de claro ter sido seu pai.
– Agora sim. Vamos ao que importa. – Natsu olhou para a maga estelar com uma áurea intensa, o que a fez ficar um pouco sem jeito. – Lucy, onde está a comida?
Logo em seguida ela deu um peteleco ao meio da testa do rosado e ele caiu para trás. Devido ao cansaço o mago não fez questão de se levantar e acabou preferindo ficar jogado por aquele canto mesmo.
– É melhor nós descansarmos para ter forças amanhã. – Disse Erza.
– Sim, os dois ali já estão cumprindo as ordens. – Apontou a loira para as duas pedras ronco. Natsu e Happy.
– Eu acho que vou ficar de guarda, a chuva já está parando e não é muito seguro de nossa parte ficar vulneráveis. – Disse Gray.
– Eu fico com você. – Disse a loira sorridente enquanto se levantava de onde estava sentada.
– Então me acordem daqui a algumas horas que eu substituo os dois. – Falou Erza. – Wendy, Charle, é melhor descansarem também.
Elas assentiram, Erza deitou-se em um local onde pudesse se aquecer e dormir um pouco.
Gray e Lucy se sentaram em um troco que havia ao lado da caverna. Por que sempre acabavam olhando estrelas juntos ao fim do dia? É claro que o mago de gelo se sentia apreensivo quanto a tudo. Ela tinha que ser uma garota bonita, tinha que estar sentada muito próxima a ele e tinha que fazer seu coração bater mais rápido.
Porque afinal era a Lucy.
Ele fez o possível para não olha-la e acabar ficando corado.
– Não acha que o tempo está passando muito rápido ultimamente? – Disse ela quebrando o silencio de vários minutos, onde para Gray pareciam anos.
– Tempo? – Olhou para cima. – É. Também não dá para saber o que esperar.
Ela riu sem muito humor.
– Posso te contar um segredo? – Perguntou ela virando seu rosto para o dele.
– Sim.
– De um tempo pra cá eu não tenho conseguido te ver só como um amigo.
Ele emudeceu.
– Você deve estar chocado e-
– Q-Quer dizer que está apaixonada por mim? – Perguntou ele confuso.
– Sim.
Os corpos dos dois já estavam quase colados enquanto seus rostos se aproximavam.
– Lucy...
***
O fogo estava apagado e a luz adentrava a caverna.
Gray acabara de se levantar.
– Mas o que?
“Eu não estava com a Lucy? E não estava de noite?”
Especulou ele. Outro sonho? Mas até onde exatamente que isso foi um sonho?
Ele estava confuso e olhou para a Loira que estava se espreguiçando.
– Bom dia! – Disse ela animada para todos. Não havia nenhum sinal de mudança em suas atitudes.
– Erza alguém ficou de vigia ontem à noite?
– Claro que fui eu. Todos os preguiçosos decidiram dormir assim que chegamos.
“Afinal... o que houve?”
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